Segunda, 09 Outubro 2017 - 15:45

Centro de Cultura Raul de Leoni recebe painel de Djanira

Centro de Cultura Raul de Leoni recebe painel de Djanira

Obra doada pela artista ao Liceu Municipal foi retirada do colégio nesta quinta-feira (05.10) por técnicos do Iphan e Museu Histórico Nacional; trabalho foi finalizado nesta sexta (06.10).

Já está na Galeria Aloísio Magalhães, no Centro de Cultura Raul de Leoni, o painel de mais de 12 metros da artista Djanira, uma das maiores pintoras do país. Doada pela própria artista ao Liceu Municipal Cordolino Ambrósio, a obra foi retirada nesta quinta-feira (05.10) do Salão Nobre do colégio onde estava há 64 anos. Finalizado nesta sexta (06.10), o trabalho cuidadoso da retirada da tela e transporte para o novo endereço, onde permanece apenas pelo período da restauração que vai passar, foi feito por técnicos do Museu Histórico Nacional. O prefeito Bernardo Rossi e vice-prefeito Baninho acompanharam o trabalho nesta sexta. Restauradores do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também estiveram presentes.

A cidade foi presenteada com obra de valor imensurável, mas que não teve o devido cuidado e valor nas gestões passadas. Hoje foi dado o primeiro passo para a restauração do painel de Djanira, uma ação que foi possível graças à parceria do Iphan e Ibram, por meio do Museu Histórico Nacional.

Antes da chegada da obra, a galeria passou por adequações necessárias para receber o painel, como iluminação e ventilação do espaço. As mudanças, que foram apontadas pelos técnicos federais, são para garantir o acondicionamento correto da obra – de 12,60 m de largura e 3,40 m de altura - e sua devida segurança, assim como o espaço ideal para a equipe que vai trabalhar no restauro se locomover no local. 

O trabalho minucioso foi feito por uma equipe com quatro restauradores do Museu Histórico Nacional, que também vai coordenar a restauração. Todo o trabalho de retirada na quinta foi acompanhado por dois restauradores do Iphan que vieram do Rio de Janeiro especialmente para a remoção do painel. Para a equipe, o trabalho é um desafio diante da dimensão física e histórico-cultural da obra.

“Nós fazemos restauros de obras de fora do Museu, mas não é algo rotineiro. Esse trabalho será um desafio e uma experiência profissional enriquecedora para toda a equipe que vai participar da restauração de uma peça dessa dimensão e com essa importância. Já trabalhamos em quadros do próprio museu com 4,5 a 6 metros de comprimento, mas nunca desse tamanho”, comenta Cláudio Aranha, restaurador do Museu Histórico Nacional e a frente da equipe que conta com restauradores com 30 anos de experiência. Participaram do trabalho os restauradores Luiz Fernando de Carvalho Abreu, Reinaldo Santos Halm e Admardo José Rosa.

Feito em três faixas de tecido horizontais costuradas, para a retirada do painel da parede foram necessários sete homens para auxiliar na remoção. Depois de retirado o chassi da tela (estrutura de madeira traseira de suporte), a obra foi enrolada em um cilindro disponibilizado pelo Museu para ser transportado até o novo endereço temporário. O equipamento é específico para embalar telas de arte para transporte com segurança para não sofrer nenhum dano.

“A função do Iphan é dar suporte e apoio na retirada do painel e no processo de restauração. No tecido vemos que está oxidado pelo tempo, pois a tela aqui recebeu luz e raio ultravioleta. O chassi aparentemente está preservado, mas pode estar fragilizado e é preciso analisar detalhadamente. O acondicionamento é a parte mais importante para preservação da obra de arte, além da iluminação a climatização correta”, explica o restaurador do Iphan, Marcos Aurélio Vieira Tavares.

 Cultura e Educação comemoram restauração

O primeiro passo para a restauração do painel de Djanira, com a remoção da obra, foi comemorado pela equipe da Cultura e Educação.     

“Confesso que é uma enorme felicidade ver este momento acontecer. Como sensível à cultura que sou, e também um educador, é uma grande honra como gestor conseguir essa verdadeira vitória para Petrópolis, que é o ponto de partida da sonhada e necessária restauração de obra tão valiosa culturalmente para a nossa cidade e todo país, que é o painel de Djanira. Fomos presenteados não apenas com a obra de uma das maiores pintoras brasileiras. Mas uma obra feita especialmente sobre e para Petrópolis. E doada por ela a um templo da Educação no município, mostrando a importância da Cultura e Educação”, comemora o diretor-presidente do Instituto Municipal de Cultura e Esportes, Leonardo Randolfo.

A restauração vai resgatar uma parte da história da Educação no município e valorizar essa parte do Liceu, que deve ser transformado em uma área da Cultura. Não apenas para os estudantes do colégio, mas para toda a população para saber o tamanho da importância da obra.

O diretor da unidade de ensino que foi contemplada com a obra da artista, Hélio Werneck, também destacou a importância do momento. “É uma dádiva. Um grande momento de glória para o patrimônio cultural da cidade, da cultura petropolitana. Com essa restauração o painel vai voltar ao seu esplendor e resgatar quem foi Djanira para a cidade. A obra tem valor incalculável. É um momento de muita alegria”, celebra.

Processo de restauro será aberto à visitação

Com previsão de durar cerca de um ano, a restauração do painel de Djanira também poderá ser acompanhada pelo público. Estudantes e o público em geral terão a grande oportunidade de ver de perto o restauro de uma obra de arte por meio do programa de visitação guiada que será oferecido durante o processo. Finalizado o trabalho de restauro da obra ela retorna ao seu local de origem, no Salão Nobre do Liceu Municipal Cordolino Ambrósio.

Djanira foi uma pintora importante do modernismo brasileiro, mas também era desenhista, cartazista e gravadora. A marca de seu trabalho era o retrato da diversidade de cenas e paisagens brasileiras coexistentes à religiosidade. A artista morreu no Rio de Janeiro, aos 64 anos, mas era natural de Avaré, interior de São Paulo. Suas obras foram expostas nas principais galerias e espaços culturais do Brasil, e também no exterior - Inglaterra, Argentina, Uruguai, Chile, Estados Unidos e Paris – e muitos de seus quadros ainda são expostos em diversas exposições nacionais e internacionais.

 

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