A Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias não registrou nenhuma ocorrência grave apesar da chuva ininterrupta no município há mais de cinco horas nesta segunda-feira (19.11). O órgão está em estágio de atenção e todo o contingente de 55 agentes permanece de plantão, já que a chegada de uma frente fria mantém o tempo instável em todo o Estado do Rio de Janeiro ao longo dessa semana. A Defesa Civil está organizada com uma escala de serviço que conta com supervisor, chefe de plantão e agente operacional de prontidão 24 horas, para que o atendimento seja imediato aos moradores.

O maior índice pluviométrico está registrado no Independência, onde choveu 68 milímetros nas últimas 24 horas. No mesmo período, no Duques, os pluviômetros marcaram 66 milímetros. Todos os 20 conjuntos de sirene da Prefeitura de Petrópolis estão funcionando perfeitamente, mas não houve a necessidade de serem acionadas. Os equipamentos são ligados segundo critérios técnicos do setor de engenharia da Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias.

O secretário da pasta, coronel Paulo Renato Vaz, explica que os responsáveis pontos de apoio estão de alerta caso seja necessário receber os moradores.

É fundamental que a população que vive em áreas de risco tenha atenção redobrada. Os moradores devem ligar para o 199 e informar caso tenham alguma ocorrência. Nossos agentes estão preparados para atender os moradores durante todo o feriado, caso seja necessário”, explica o secretário de Defesa Civil e Ações Voluntárias.

Em casos de fortes chuvas, a população deve entrar em contato com a Defesa Civil caso note alguma instabilidade no imóvel ou terreno. Os moradores devem ligar para o telefone 199 e pedir uma vistoria preventiva. A ligação e o serviço são gratuitos.

As 120 famílias da Posse inscritas para receber casas populares terão os apartamentos sorteados nesta quinta-feira (22.11). A entrega das chaves de parte dos apartamentos esta prevista para dezembro e uma segunda etapa até janeiro. O total de moradias é de 144 apartamentos, mas 24 famílias já moram no local desde 2016, imóveis que tiveram de receber obras complementares porque foram entregues com problemas e falta de acabamento.

O município optou em finalizar de fato os apartamentos para que isso não se repetisse. E agora iniciamos a entrega dos imóveis. Os 72 apartamentos, de responsabilidade do governo do estado, serão entregues em janeiro. Os executados pela prefeitura já estão com 76% de conclusão. Os que precisam de reformas, no entanto, já estão concluídos.

A entrega das 144 unidades concluídas e reformadas é o primeiro passa de uma política habitacional que tem previsão de mais de 2 mil casas. Além delas, também estão em fase final de construção 776 casas no Minha Casa Minha Vida no Vicenzo Rivetti. O programa ainda vai construir moradias em cinco terrenos. O governo do Estado é responsável pelos terrenos de Vale do Cuiabá (140 unidades), Benfica (120) e Mosela (48). No Caetitu, estão previstas 720 unidades em terreno do município. E ainda há 164 unidades dentro do PAC Estrada da Saudade.

Casas da Posse são destinadas a desabrigados por chuvas

Esse conjunto é destinado principalmente para quem sofreu com chuvas em 2004, 2008 e 2011 nos distritos. Há dois anos, 24 unidades foram entregues pela antiga administração. No entanto, esses apartamentos sofreram com infiltrações e vazamentos. Por isso, elas foram prioridade na retomada das obras e estão prontas. Além delas, a prefeitura está concluindo as outras 48 moradias que são de responsabilidade do município. Dois blocos já estão finalizados e nos outros dois, estão sendo concluída pintura, parte hidráulica, instalação de louças e outros acabamentos.

Todo trabalho está na reta final e já determinamos que a empresa responsável pelas obras na parte que cabe ao município reforce as equipes para finalização.

Por parte do Estado, os trabalhos chegaram a ocorrer em até três turnos e agora já está na fase de revisão para conferir se já está tudo no lugar: portas, torneiras, pia, tanque, chuveiro, tomadas, entre outros detalhes. Os apartamentos têm cerca de 40 m², com dois quartos, sala, banheiro e cozinha/área de serviço.

Futuros moradores ansiosos pelas chaves dos apartamentos

O operador de produção Ioderlan dos Santos Silva mora de aluguel há sete anos com a esposa, a filha de oito anos e o filho de três anos. A casa atual dele também é na Posse, o que possibilita que ele acompanhe a obra de perto. E ele não poderia estar mais feliz.

“Eu já estou até vendo qual piso vou colocar na casa, estou ansioso para entrar na minha casa. Isso será uma tranquilidade para todos nós que ainda vivemos de aluguel, porque assim a casa nunca é sua. É muita gente que está na espera e essa casa é uma conquista, até porque comprar hoje em dia não é fácil. Então eu só tenho a agradecer”, contou.

O Movimento Popular Permanente por Moradia também acompanha de perto todo trabalho realizado em torno do conjunto habitacional da Posse. A líder do movimento, Cláudia Renata Ramos, lutou para que as obras por parte do Estado fossem realizadas e, agora, não esconde a felicidade por ver as unidades ficando prontas.

“É a menina dos olhos para mim, porque é uma vitória do nosso Movimento que lutamos muito por essas casas. Foi uma obra que ficou parada por muito tempo e, no apagar das luzes do último governo, foram entregues algumas unidades, sem ter terminado as obras, obrigando essas famílias a viver em um local precário. E nós falamos com a Seobras (Secretaria de Estado de Obras) e com o governador e conseguimos reativar essa obra. Estamos muito felizes e gratos a Deus por isso”, declarou.

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