A 8ª edição da Festa do Aipim, tradicional evento da Comunidade Rural do Bonfim, começou na noite de sexta (21/06) e segue por todo o final de semana, com shows de forró, DJ sertanejo, teatro de fantoches e, claro, muitos pratos deliciosos feitos com macaxeira: vaca atolada, caldo, bolinho, doce, enfim, receitas onde não pode faltar o principal ingrediente da festa.

A programação começou na sexta, às 18h, na quadra próxima à Igreja Nossa Senhora do Bonfim, com o som do DJ Fabiano. Às 20h, a banda Forró Fogo no Céu subiu ao palco. No sábado, foi a vez de Caio Farias e Banda e, neste domingo, a Trupe do Parque Nacional da Serra dos Órgãos irá apresentar o seu teatro dos fantoches, às 19h, com a proposta de educação ambiental. Depois, a banda MM A Energia do Forró comandará a festa, que deverá ir até meia-noite.

“O nosso objetivo é resgatar a cultura das festas juninas tradicionais e valorizar a nossa cultura rural”, afirmou o coordenador da festa e vice-presidente da Associação dos Produtores Rurais do Bonfim, Robson Silva. Para o secretário de Agricultura, Abastecimento e Produção, Leonardo Faver, mais importante que o produto aipim, é a festa rural. “Essas festas nas comunidades são super importantes para preservar a cultura popular”, afirmou.

Segundo Robson Silva, ano passado não houve festa por causa do falecimento de José Joaquim da Costa e Silva, um dos fundadores da Associação dos Produtores Rurais do Bonfim.  O evento tem o apoio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Produção, da Fundação de Cultura e Turismo, do Sindicato Rural de Petrópolis, da Associação dos Produtores Rurais do Bonfim e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-RIO).

Petrópolis mantém 13 feiras semanais

Petrópolis tem 768 produtores rurais, de acordo com o Censo Agro 2018 e o setor mantém mil pessoas atuando nas 13 feiras que ocorrem semanalmente, no Centro e nos bairros. E, para facilitar a vida de quem trabalha com a venda direta de produtos agrícolas, a prefeitura vem estudando formas de fomentar o setor, como a disponibilização do microcrédito da AgeRio – Agencia de Fomento do Rio de Janeiro. Nessa terça-feira (12.03) uma outra ação foi realizada na feira da Rua Visconde de Souza Franco: técnicos bancários do Santander tiraram as dúvidas dos feirantes sobre as vantagens do uso das máquinas de crédito e débito.

A ação foi realizada com o apoio do Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. A feira é uma tradição na cidade e a rotina não é fácil, por isso, tudo o que puder facilitar a vida desses trabalhadores será bem recebida. A intenção é a de mostrar que eles podem usar a tecnologia a favor das vendas porque hoje em dia muitas pessoas acabam dando preferência aos grandes supermercados justamente por conta da facilidade em se comprar com o cartão.

Durante dois dias os gerentes do banco Santander ficaram na Casa do Feirante – na Rua Souza Franco – tirando as dúvidas dos feirantes que poderão aderir a novidade. O banco está oferecendo a máquina de cartão SuperGet, que pode ser com chip e/ou com chip e Wi-Fi e/ou com bobina na modalidade aluguel ou compra com uma oferta diferenciada, para que o feirante tenha a opção de proporcionar o pagamento aos seus clientes no débito ou crédito. Segundo o banco, dependendo do volume de vendas na máquina de cartão, o feirante pode ficar isento da mensalidade durante um ano.

“Essa foi uma ação demonstrativa na feira porque muitos deles não conseguem tempo para ir no banco e tirar as dúvidas. Acredito que a aquisição de máquinas pode ser um facilitador para as vendas e que isso aumentará o movimento”, explicou José Maurício Soares, diretor do Departamento de Agricultura. Para o Santander, a iniciativa condiz com o propósito da instituição de contribuir para que as pessoas e os negócios prosperem e disseminar o empreendedorismo no País. 

José Adriano dos Santos trabalha na feira há 15 anos e explicou a necessidade de se adaptar as novas tendências. “Vamos estudar com certeza essa possibilidade porque pode mesmo nos ajudar a aumentar as vendas. Temos sempre que nos reinventar para não ficar para trás. A tecnologia pode ser usada a nosso favor e temos que aproveitar isso”, contou.

Lucimar Schmitt atua na feira há 32 anos e gostou da novidade. “A gente tem que se adaptar. As pessoas preferem comprar no cartão e acho que vale a pena pensar nisso”.

A dona de casa Lúcia Moreira, visita a feira do Centro semanalmente e acredita que o cartão pode facilitar a vida de quem faz questão de comprar na feira. “Eu gostaria muito de contar com essa novidade. Não gosto muito de andar com dinheiro na carteira e só tiro mesmo do banco para vir na feira. Tomara que essa ideia se torne realidade”, afirmou.

Microcrédito da AgeRio

Os feirantes também receberam informações sobre o microcrédito disponibilizado pela AgeRio através de uma parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Os valores dos empréstimos ofertados variam entre R$ 500 e R$ 3 mil, dependendo da necessidade do solicitante, com taxas a partir de 2,98% ao mês. O recurso pode ser investido em itens como capital de giro, reforma das barracas, compra de mercadorias, aumento de estoque e em melhorias no empreendimento. O interessado solicita o empréstimo e um técnico – que foi capacitado pela AgeRio – avalia a necessidade do valor.

Os interessados podem procurar atendimento sobre microcrédito no Espaço Empreendedor - que funciona no Centro Administrativo Frei Antônio Moser – de segunda a sexta, das 10h às 17h - na Avenida Barão do Rio Branco, n° 2846, telefone (24) 2233-8137, ou enviar e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Os documentos exigidos para a solicitação do credito são: identidade, CPF, comprovante de residência, comprovante de titularidade bancária, foto do empreendimento (tirada na visita) e certificado de MEI (se for o caso). Para o avalista é necessário identidade, CPF, comprovante de residência, comprovante de renda, identidade e CPF do cônjuge (se houver).

A rotina não é fácil: acordar muito cedo nos dias de venda direta para o consumidor e verificar diariamente a qualidade dos produtos. Mas isso não desanima Jadir Correa da Silva Júnior, de 36 anos, que trabalha desde a adolescência na feira do Centro e do Alto da Serra. A tradição é familiar: o avô e o pai de Jadir também trabalhavam na feira. Na sua barraca, frutas frescas são encontradas com qualidade e bom preço, ele garante. Jadir é apenas um num universo de mais de mil trabalhadores que atuam nas feiras petropolitanas. Ao todo, treze feiras são realizadas na cidade: no Centro e até em bairros mais distantes como Nogueira, São Sebastião e Duarte da Silveira.

Os feirantes têm uma data que é só deles: 25 de agosto. A homenagem é datada de 25 de agosto de 1914 e surgiu em comemoração à primeira feira livre ocorrida no país, no Largo General Osório, em São Paulo.

“A feira é uma tradição seguida pelas famílias há gerações. É um costume do petropolitano acordar cedo e fazer a compra semanal nas barracas que já são conhecidas. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, através do Departamento de Agricultura, mantém o diálogo frequente com essa categoria. Muitos dos feirantes são das regiões produtoras da cidade. São mais de 700 famílias que vivem da produção, ou seja, uma parcela significativa da população que movimenta a economia da cidade”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini.

Para Jadir, o dia do feirante é todo dia. A rotina começa às 2h, na montagem da barraca e segue até o final do dia, 18h, com a arrumação do caminhão: “É cansativo, mas, vale a pena. Trabalhar com o público é muito bom, você cria laços. A feira é uma tradição em Petrópolis. Temos amigos, separamos as frutas preferidas deles, e o ambiente familiar aproxima as pessoas. Eu levo minha filha de dois anos para a feira e ela adora”.

De acordo com o Departamento de Agricultura, as maiores feiras são a do Centro, Alto da Serra e Corrêas. “A venda direta ao consumidor final tem vantagens como o preço mais acessível. No contato com o produtor, o comprador consegue ainda averiguar a qualidade do produto e tirar dúvidas sobre a forma de plantio”, contou o diretor do departamento, José Mauricio Soares.

As feiras ocorrem das 6h às 13h30. No domingo a venda ocorre no Alto da Serra, São Sebastião, Itamarati, Corrêas, Nogueira e Duarte da Silveira.

Na terça-feira tem a feira do Centro. Já na quinta-feira tem venda direta no Henrique Raffard (Bingen) e Praça Pasteur.

Nas sextas, a feira ocorre na Francisco Manoel e General Rondon (Quitandinha). No sábado, no Centro e Valparaíso.

Vigilância Sanitária promove orientações para feirantes

Com o objetivo de orientar sobre as boas práticas do comércio e manipulação de alimentos, a Coordenadoria de Vigilância Sanitária (Covisa) está realizando encontros com os profissionais das feiras livres de Petrópolis. A primeira reunião, que aconteceu na quarta-feira (22.08), teve a participação de 15 feirantes.

“Como o segmento nunca fez parte anteriormente das ações da Vigilância Sanitária, nessa gestão, resolvemos implantar uma forma inovadora de ações específicas para os feirantes. Eles têm peculiaridades diferenciadas do restante do comércio de alimentos que precisam ser trabalhadas e diagnosticadas”, destacou a coordenadora de Vigilância Sanitária, Dayse Carvalho.

Essas capacitações fazem parte de uma série voltada para as feiras livres, em uma proposta de trabalho feita pela Vigilância Sanitária. Elas, na forma de roda de conversa, terão a segunda etapa na próxima quarta (29.08). “Na próxima semana, a ação educativa será destinada para feirantes que comercializam produtos de origem animal, como carnes, frangos, ovos, leites e derivados, entre outros”, explicou Dayse.

O projeto prevê outras capacitações até o mês de outubro, contemplando profissionais dos demais segmentos desse tipo de comércio, como o de hortaliças, lanches e produção de conservas - doces, geleias e temperos.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, por intermédio do Departamento de Agricultura, promoverá na sexta-feira (14.07), às 14h, a 1ª Conferência Municipal de Política Agrícola e Fundiária (CMPAF), no auditório da Emater-Rio, em Itaipava. Petrópolis tem hoje 800 famílias de produtores rurais e o trabalho no campo envolve mais de cinco mil pessoas em áreas na Posse, Jacob, Caititu, Vale das Videiras, Brejal, Taquaril, Secretário, Bonfim e Caxambu, movimentando R$ 16 milhões por ano na cidade.

 

“É uma oportunidade dos agricultores debaterem as questões relativas à produção agrícola. Pedimos para que todos compareçam à conferência que vai contar com uma palestra sobre o fortalecimento do associativismo”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico.

 

Na ocasião, serão eleitos os novos membros do Compaf – Conselho Municipal de Políticas Agrícolas e Fundiárias.

 

“Os agricultores terão a oportunidade de votar nas associações de produtores, escolhendo quem os representará no Compaf, ou seja, quem defenderá o posicionamento deles no conselho que é deliberativo e influi diretamente nas políticas públicas para o setor agrícola”, disse o diretor do departamento de Agricultura, Celso Albuquerque.

 

O evento será promovido com apoio da Emater-Rio e Sindicato Rural de Petrópolis. Além da eleição dos novos conselheiros, será ministrada a palestra “Fortalecimento do associativismo nas comunidades rurais”, pelo técnico da Emater-Rio, André Luis da Costa Azevedo. Em seguida, serão definidos os eixos da política agrícola e fundiária do município de Petrópolis.

 

“Vamos conversar sobre os conceitos do associativismo, as vantagens e desvantagens e fazer um panorama do município, observando o que as associações já obtiveram de conquistas, como devem ser organizadas e como deve ser feita a gestão da associação”, explicou André.

 

A Emater-Rio fica na Estrada União & Indústria, nº 9700, ao lado do Hortomercado Municipal. As inscrições poderão ser feitas até o dia do evento no escritório local da Emater, das 8h às 17h30. Os participantes devem chegar com meia hora de antecedência.

 
 

 

Cidade conta com 800 produtores rurais e 768 estabelecimentos agropecuários

Muito além de receber grandes shows, a 30ª Exposição Agropecuária de Petrópolis vai movimentar também a produção rural do município e deverá atrair importantes haras e criadores de animais, principalmente de cavalos, de todo país. Assim como no ano passado, a expectativa para a festa em 2019 – que acontece de 1º a 05 de maio, no Parque Municipal, em Itaipava – é aquecer a economia no setor e continuar fazendo de Petrópolis uma referência. Em 2018, só o setor agropecuário movimentou R$ 1,1 milhão com os dois leilões de equinos.

Toda a organização e estrutura da parte rural e agropecuária da Expo, assim como dos shows e praça de alimentação, são de responsabilidade da empresa que será contrata através de licitação para realização da festa, com parâmetros estipulados pela Prefeitura. No local, deverá ser montado, por exemplo, um galpão do produtor rural com espaço para os produtores da cidade. Petrópolis é Capital Estadual dos Produtores Orgânicos e o tem o maior produtor de mudas do estado do Rio de Janeiro, por exemplo. São cerca de 800 produtores rurais em todo município, sendo 100 só de orgânicos. Além disso, conta com 768 estabelecimentos agropecuários.

“A Expo Agropecuária é um evento já tradicional na cidade e a parte agropecuária e da produção rural é muito importante para o município, é um dos principais motivos para a realização da festa, por ser também uma das vocações da cidade. Nossa expectativa é de receber importantes eventos no setor. O Parque Municipal é um espaço adequado para receber esse tipo de evento e já é referência para outras cidades. Temos uma produção rural diversificada e de qualidade na cidade e que só tem a crescer”, destaca o prefeito Bernardo Rossi.  

Na agropecuária, apesar da cidade receber muitos criadores de fora, os de Petrópolis também deverão estar inseridos. Na parte rural e artesanal, exposições de plantas, além de doces, compotas, comidas da roça e produtos orgânicos também deverão fazer parte da festa e ajudam a fortalecer as comunidades rurais da cidade.           De acordo com o diretor do Departamento de Agricultura, da Secretaria de Desenvolvimento, José Maurício Soares, Petrópolis é referência, principalmente na agricultura.

“Temos um polo produtor muito importante, como o de orgânicos, por exemplo. Estamos sempre em contato com os produtores e a participação deles nos eventos, como a Expo Agropecuária, ajuda a fomentar o setor”, explica.

Em relação aos animais, em 2018, as duas exposições realizadas no período da festa trouxeram quase 400 cavalos para o parque. Nos leilões, que fizeram parte da programação, o animal mais caro foi vendido por quase R$ 100 mil. Criadores e funcionários dos haras que participaram das duas exposições, vindos de diversos estados do país, como São Paulo e Minas Gerais, ficaram hospedados em hotéis da região e movimentaram o trade turístico.

“As exposições e leilões movimentam a economia de nossa cidade, principalmente em Itaipava e arredores. Os hotéis, restaurantes e comércio em geral aumentam seu movimento com o público envolvido nesses eventos. Além dos shows e atrações da feira serem mais um atrativo para os turistas que estão na cidade”, frisa o secretário da Turispetro, Marcelo Valente.

Por determinação do prefeito Rubens Bomtempo, a Prefeitura Municipal criou um novo mecanismo para agilizar a vida dos produtores rurais do município. A ação denominada “Produtor Legal”, teve início nos dias 14 e 15 de agosto, por meio da Secretaria de Agricultura, em parceria com diferentes órgãos do município e do Estado, e já contemplou a comunidade do Brejal.

Nos dois dias da ação, que também tinha como objetivo esclarecer dúvidas e principalmente, auxiliar na legalização dos trabalhadores locais, foram realizados 61 atendimentos. De acordo com o secretário de Agricultura, Leonardo Faver, um total de 15 produtores deu o primeiro passo para obter a Inscrição Estadual de Produtor Rural. “Com o objetivo de incentivar essa legalização, o município irá arcar com a confecção do primeiro talão de notas fiscais. Foi um grande avanço", disse o secretário, destacando que a próxima ação já está sendo agendada para a segunda quinzena de setembro no Taquaril. “A ideia é realizar a ação em cada comunidade uma vez por ano”, completa.

Doze atendimentos referentes à aposentadoria também foram feitos. “Por conta da procura, já estamos agendando uma reunião com representantes do INSS, para explicar os caminhos que os produtores devem seguir para ter acesso ao benefício. Queremos ter essa definição já no próximo encontro com os trabalhadores rurais”, afirma o secretário.A ação contou ainda com o apoio da Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania, da Casa do Trabalhador, assim como da Emater e do sindicato da classe. “É importante destacar também que todas essas medidas ocorrem de forma continuada e podem ser solicitadas pelos produtores rurais a qualquer momento às instituições competentes”, frisou Leonardo Faver.  

 

Vinte produtores rurais do município estão participando do Programa Arranjo Produtivo Local – APL de Plantas Medicinais. O projeto é realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde (em parceria com a Fiocruz) e a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Produção, com aulas realizadas semanalmente desde janeiro deste ano no Palácio Itaboraí, no Valparaíso.

Nas palestras, os agricultores são capacitados para desenvolver o cultivo orgânico de ervas medicinais, aperfeiçoando as técnicas de plantio.  “O curso oferece aos produtores a opção de uma nova atividade econômica, sem que estes abandonem as práticas que já desenvolvem, diversificando, assim, o que já produzem. Isso dará a eles mais uma opção de venda e um equilíbrio maior no mercado”, destaca o secretário de Agricultura, Leonardo Faver.

As vinte espécies estudadas pelos participantes são previamente selecionadas e contêm determinação botânica, análise química e perfil genético, o que garante sua eficácia. Dessas matrizes sairá a produção de 800 mudas, que serão multiplicadas nos hortos do Caetitu e Parque Municipal, em Itaipava, para serem distribuídas aos produtores participantes. “Há várias espécies de plantas medicinais que são muito parecidas umas com as outras. Aqui, o produtor rural aprende a diferenciá-las, sabendo o princípio ativo e nome científico, entre outras especificidades”, explica o coordenador do curso, Sérgio Monteiro.

Jorge Luiz Bernardo é um dos alunos do projeto. Para ele, que trabalha no Sítio Nossa Senhora das Graças, na Posse, o curso valoriza sua produção. Além disso, ele lembra, passa a poder contribuir mais para comunidade onde vive. “Trabalho com plantações há muito tempo e participo das aulas desde o início. Aprender sobre plantas medicinais e o cultivo orgânico delas está sendo muito importante”, contou. 

Nas aulas, os agricultores também aprendem sobre a legislação relacionada às plantas medicinais e sobre o processo de comercialização delas. Para que isso seja possível, a Prefeitura garante todo o apoio ao agricultor – por meio do programa Produtor Legal – permitindo que a venda desses produtos seja feita dentro das normas, oferecendo gratuitamente a legalização e o primeiro talonário de nota fiscal.

O objetivo final do projeto é produzir produtos fitoterápicos para serem utilizados no Programa Saúde da Família. “A longo prazo, as ervas produzidas pelos agricultores locais irão contribuir para a saúde do município, além de agregar valor a produção local”, conclui Faver.

Na última quinta-feira (16/10) a Prefeitura, por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Produção, em conjunto com a Emater-Rio, promoveu uma excursão técnica à Embrapa Agroindústria de Alimentos. O objetivo foi conhecer as diversas plantas de interesse dos agricultores petropolitanos. Durante a visita, eles viram mais de perto o processo de desidratação de frutas, a produção de conservas vegetais, a elaboração de massas e pães e o processamento mínimo de hortaliças.

Os produtos minimamente processados foram os que mais chamaram a atenção dos agricultores. São frutas ou hortaliças modificadas fisicamente, mas que mantém o seu estado fresco. Esses produtos também trazem inúmeras vantagens, como minimizar ao máximo o risco de contaminação microbiológica, garantindo uma maior segurança e qualidade dos produtos, além de reduzir as perdas.

Um alimento de qualidade é aquele que reúne atributos sensoriais (cor, sabor, aroma, textura, crocância, entre outros), nutricionais e de segurança (ausência de perigos químicos, microbiológicos e físicos), ou seja, garante a ausência de perigos químicos, físicos e microbiológicos no alimento destinado ao consumo humano.

Para o secretário de Agricultura, Abastecimento e Produção de Petrópolis, Leonardo Faver, a excursão foi uma ótima oportunidade para os produtores terem noções sobre as formas e tipos de processamento, além de aproximar e estreitar as relações da Prefeitura com a Embrapa Agroindústria. Para 2015, o município pretende instalar uma unidade que funcionará junto à Associação de Produtores de Hortaliças do Estado do Rio de Janeiro - Secção Petrópolis (Apherj), que tem como objetivo processar hortaliças para a merenda escolar.  

“Não tenho dúvida de que haverá um avanço na qualidade dos produtos distribuídos para a merenda escolar, aumentando a vida útil e diminuindo o trabalho no preparo dos produtos na escola. É uma oportunidade também para que os agricultores familiares busquem novos mercados para seus produtos”, ressaltou Faver.

Para o supervisor da Emater-Rio, Nelson Buarque, a excursão foi importante para que agricultores familiares enxergassem novas formas de atender aos consumidores e, ao mesmo tempo, agregar valor aos seus produtos, aumentando a renda familiar. Participaram da excursão agricultores familiares do Caxambú, do Brejal, do Bonfim, do Taquaril e do Vale das Videiras, além de nutricionista da Secretaria de Educação – Núcleo de Alimentação e de técnicos da secretaria e da Emater-Rio.

 

Mais de 100 produtores se dedicam a produção em Petrópolis

Couve flor, cenoura, banana e feijão foram alguns dos produtos orgânicos dispostos em barracas no Fórum Itaboraí - Política, Ciência e Cultura na Saúde - Palácio Itaboraí - Fiocruz Petrópolis – durante uma programação especial realizada nessa sexta-feira (31.05), chamada: Promoção da alimentação livre de agrotóxico.

Na cidade, mais de 100 produtores se dedicam a produção orgânica. A característica principal desse tipo de produção é a ausência agrotóxicos, por isso, os alimentos orgânicos são os mais procurados por aqueles que buscam uma alimentação mais saudável. “Tenho muitos clientes que estão passando por algum tipo de tratamento de saúde e para eles, é fundamental estar longe dos agrotóxicos. A venda desses produtos é uma herança de família. Há mais de 30 anos estamos nesse ramo e não podemos reclamar. As pessoas estão cada vez mais atentas a necessidade de melhorar a alimentação e é para proporcionar saúde que nos dedicamos ao plantio de orgânicos”, contou Sandra Regina da Ponte, produtora do Brejal.

A programação também contou com feira de produtos agroecológicos, exibição de documentários e visita ao Horto Escola. “Mostramos para os visitantes a importância da identificação das plantas. Aqui temos uma estrutura que processa as plantas. As folhas passam pelo processo de secagem, todo material é analisado pela Fiocruz, embalado e encaminhado para os postos de saúde. Grupos que quiserem conhecer esse processo e as trilhas podem agendar as visitas pelo site da Fiocruz”, explicou o biólogo e coordenador do programa de Biodiversidade e Saúde do Fórum Itaboraí, Sérgio da Silva.

Evento ocorreu durante encontro para elaboração do Programa de Revitalização das Políticas Públicas nas Comunidades Rurais do Município

A importância do saneamento nas comunidades rurais para a garantir a preservação dos recursos hídricos e melhorar as condições de vida das comunidades que sobrevivem das plantações foi ressaltada durante o encontro de elaboração do Programa de Revitalização das Políticas Públicas nas Comunidades Rurais do Município, realizada pela Superintendência Regional do Piabanha - SUPPIB-INEA, nessa sexta-feira (31.05), na sede do INEA em Petrópolis. Uma equipe do Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico apresentou um projeto elaborado em parceria com a Emater que prevê a construção de fossas sépticas em duas comunidades rurais da cidade: Bonfim e Caxambu.

A intenção do Departamento de Agricultura é a de que o projeto seja analisado e abraçado pelo INEA, Comitê Piabanha e moradores das comunidades rurais. O projeto visa ainda a conscientização da população sobre o destino correto do lixo e os cuidados com a irrigação – para evitar o desperdício de água. Por critérios técnicos, e com intuito de melhorar a qualidade das águas captadas para o abastecimento rural e urbano, as comunidades escolhidas para iniciar o projeto são Bonfim e Caxambu, onde totalizamos 423 unidades de fossas a serem implantadas. A ideia não é a só a de colocar as fossas nessas casas, mas, também, de capacitar os moradores a usar corretamente esse instrumento que colabora com a preservação do meio ambiente.

 A apresentação do projeto surgiu a partir de um convite da Superintendência Regional do Piabanha- SUPPIB-INEA que está elaborando o Programa de Revitalização das Políticas Públicas nas Comunidades Rurais do Município. “Observamos a necessidade de se promover políticas públicas mais eficientes nas áreas rurais a partir da experiência que consigamos graças aos  projetos que o INEA já vem realizando nesses locais. Queremos fazer parte dos projetos que possam ajudar o município. Todo esse processo envolve secretarias municipais diversas e estamos felizes com essa perspectiva”, disse Edmardo de Oliveira Campbell, superintendente Regional do Piabanha- SUPPIB-INEA.

O projeto de saneamento Rural das comunidades do Bonfim e Caxambu prevê a instalação de um kit básico composto de fossas, filtros, tubos e conexões que perfazem o valor unitário de R$ 1.732,98 - que totaliza para as duas comunidades o valor de R$ 733.050,54.

Vale ressaltar que, segundo o Departamento de Agricultura, com a ajuda do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, foi destinado um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) para aquisição de 122 Kit de fossas sépticas, o que vai ajudar a economizar o valor de R$ 156.404,00 no total geral de gastos para a implantação de fossas nas duas comunidades.

A expectativa é de que o projeto, após passar pela análise do INEA, conquiste os subsídios e apoios necessários para a implantação.

A Presidente do Comitê Piabanha, Rafaela Facchetti, ressaltou a importância da parceria. “Muito importante todas as instituições estarem pensando em conjunto uma forma de viabilizar a ação. Certamente é um projeto que terá bons resultados”, disse.

Sérgio Lage, da associação de produtores rurais do Caxambu, aprovou o projeto. “Tudo o que puder feito para melhorar as condições de vida e de produção da nossa região será bem-vinda. Com apoio de todos, tenho certeza que poderá representar uma mudança na realidade da nossa comunidade”.

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