Postura Corporal no Trabalho

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Cuidado com a postura

 Dizem que a gente só descobre que tem mãos quando elas começam a doer. É fato: o primeiro sintoma de que alguma coisa está errada é a dor insistente que aparece do nada e que acaba se revelando uma lesão por esforço repetitivo (LER) que atormenta a vida de todo mundo que passa muitas horas na frente do computador. Estudiosos de ergonomia – palavra que veio do grego arcaico “ergon”, que significa “trabalho” - vêm tentando, há muitos anos, disciplinar os usuários de que a dorzinha que apenas incomoda hoje pode se tornar um problemão amanhã.

A questão é que muito se fala e pouco se aplica. Mas sempre é tempo de mudar isso. Em primeiro lugar, é necessário ficar de olho na forma como se senta à frente do computador. O ideal, dizem os especialistas, é regular a altura da cadeira até a altura do cotovelo (braço flexionado) coincida com a altura do plano de digitação (teclado). Além disso, a cadeira não deve pressionar a parte inferior da coxa para não comprometer a circulação sangüinea.

 Os pés devem poder ser capazes de alcançar o chão. Se não, deve-se usar apoios de pé para garantir o equilíbrio do corpo. Segundo o site <www.ergonomia.com.br>, as cadeiras devem possuir regulagens compatíveis com as da população em questão. Para o Brasil, o ideal seriam cadeiras com regulagem de altura a partir de 36 cm.

 

Perigo no uso do teclado e também do mouse

 Os teclados que trazem os números à direita podem trazer desconforto para as mulheres. Para elas, seria ideal o teclado menor que usa apenas as teclas dos números na parte superior. As teclas, no entanto, têm de ser do mesmo tamanho, senão não dá para digitar. Outra questão que atinge principalmente as mulheres é a do mouse. Para elas, um micro mouse seria mais indicado.

 Um modelo de mouse baixo exige um menor esforço do pulso. E quanto maior o esforço, maiores as chances de lesões. Quanto ao teclado, já há à disposição no mercado inúmeros modelos de teclados ergonômicos com apoio para os pulsos, mas quem passa muitas horas em frente ao computador deve dar prefererência aos teclados ergonômicos que já são concebidos visando a um maior conforto. E tanto um (teclado) quanto o outro (mouse) devem no nível da altura dos cotovelos. O punho deve ficar sempre reto, por isso o apóio de teclado pode ser confortável.

 

O maior problema de postura, no entanto, diz respeito às cadeiras.

 No Brasil, a questão da cadeira é um escândalo. Na Europa há modelos 1, 2 e 3 e é possível regular a altura desde os 33 cm até o tamanho da pessoa. Aqui no Brasil, não temos isso. Os fabricantes produzem um único tamanho. Existe até normatização – ABNT – mas as normas são antigas e tem que ser revistas.

 A cadeira precisa ter três opções de regulagens: 1) altura do assento, para que o usuário não fique com a perna pressionada e não atrapalhe a irrigação sangüinea; 2) altura do encosto: as costas devem ser bem apoiadas e a coluna deve estar em uma posição semelhante à de quando a pessoa está de pé; 3) inclinação do assento.

 Outra questão fundamental é a do monitor. Deve-se regular a altura e a distância da tela do computador. A borda superior da tela deve coincidir com a altura dos olhos. Além disso, ajuste a iluminação do monitor para minimizar o excesso de luminosidade, que pode prejudicar a visão.

 

Fonte: jornal O Globo de 7 de agosto de 2006

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