Sábado, 23 Novembro 2013 - 10:21

Rua Otto Reymarus será a primeira a ser contemplada com o programa Morar Seguro

Os moradores da Rua Otto Reymarus, no Lagoinha, serão os primeiros a ser contemplados com o programa Morar Seguro, uma iniciativa que envolve município, estado e União para reassentar famílias que vivem em áreas de alto risco. Na noite de quinta-feira (21/11), representantes da Prefeitura e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) apresentaram aos moradores da rua o programa, na Escola Municipal Vereador José Fernandes da Silva, no Alto da Serra. Secretários de governo explicaram que a Rua Otto Reymarus foi escolhida pelo alto risco e porque ali foram esgotadas todas as possibilidades de intervenção, já que obras que garantiriam a segurança dos moradores são inviáveis.
Cerca de 150 moradores participaram da reunião. Pela proposta da Prefeitura e do Inea, cerca de 270 famílias deverão ser reassentadas. Elas terão três alternativas para passar a morar em um local seguro: compra assistida, indenização ou participação no programa federal Minha Casa, Minha Vida. O Inea montará um escritório na cidade, em endereço ainda a ser definido, para realizar o cadastramento dessas famílias. Todas as casas passarão por vistoria, sempre com a presença e autorização dos proprietários.
Com a implantação do Morar Seguro, Petrópolis está sendo beneficiada com um projeto piloto do governo federal, que está destinando R$ 75 milhões para o reassentamento de mil pessoas no município. Petrópolis foi escolhida para ser a primeira a receber o programa por causa do histórico de vítimas nas chuvas dos últimos anos. Nos locais contemplados com o Morar Seguro, haverá a desocupação das moradias, o reassentamento dos moradores, a demolição dos imóveis e a requalificação da região, com o reflorestamento daquelas áreas.
Durante a reunião de quinta-feira, os moradores puderam tirar dúvidas sobre o programa. Os secretários de Governo, Carlos Eduardo Galvão Porto, de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, e de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac), Jorge Maia, participaram do encontro. Também estavam presentes a subsecretária de Habitação, Ana Maria Zanetti, e o assessor da presidência do Inea, Duílio Monroy.
“Sabemos que será muito difícil deixar aquela casa que vocês ajudaram a construir há 10, 20, 30 anos, que custou todo o suor de uma família. Mas tem o momento em que temos que desapegar de um bem material. Temos que ter coragem neste momento. A nossa vida e a de nossos entes queridos valem muito mais do que qualquer bem material”, disse o secretário Jorge Maia.
As famílias que não vivem mais no local reclamaram da ação de assaltantes na região. O secretário Rafael Simão afirmou que enviará ofício ao comando da Polícia Militar em Petrópolis solicitando a presença de uma viatura na Rua Otto Reymarus.
Outra dúvida dos moradores que foi esclarecida na reunião foi sobre a avaliação dos imóveis. Como muitas casas tiveram até portas e janelas furtadas, os proprietários estavam preocupados se isso prejudicaria a análise do valor dos imóveis. Os representantes da Prefeitura e do Inea esclareceram que serão utilizadas fotos das famílias, como de festas de aniversário, que mostrarão como eram as casas quando eram habitadas. Serão contempladas com o programa Morar Seguro as famílias das áreas de alto risco na região Otto Reymarus, independentemente se elas ainda vivem ou não naquelas casas.
Os moradores demonstraram ter conhecimento do alto risco de deslizamentos na Rua Otto Reymarus. Alguns perguntaram sobre a possibilidade de intervenções. Como o secretário de Obras, Aldir Cony, havia explicado na semana passada para líderes comunitários da região, não há recursos disponíveis no município para uma obra que resolva definitivamente a situação da Rua Otto Reymarus, por causa das características da região, que tem encostas muito inclinadas, com rochas expostas.
Para o vice-presidente da Associação de Moradores do Morin, Vicente Rizzo, a reunião foi positiva: “Acho que a reunião foi boa. Existe a parte sentimental, já que algumas pessoas não querem deixar suas casas. Mas o programa é bom, e devagar vamos chegar lá. Até porque a região é muito perigosa por causa dos riscos de deslizamentos”, disse Vicente.

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