A ação estava agendada para o último sábado, mas precisou ser adiada diante da chuva que atingiu o município

A nona campanha de adoção de animais da Coordenadoria de Bem-estar Animal (Cobea) ganhou uma nova data. Devido à chuva que atingiu o município na última semana, o evento precisou ser remarcado e, agora, acontece neste sábado (21), de 10h às 15h, na Praça Dom Pedro. As instituições Cão Amor, Cães do Quarteirão, Turma do Peludo, além da protetora Marilei Cogliati, serão as responsáveis por levar os cães e gatos disponibilizados para acolhimento. Vale lembrar que todos os animais da feira estarão vacinados, castrados e vermifugados e os interessados em adotar algum pet precisarão ser maiores de 18 anos e devem apresentar no local o seu CPF, identidade e comprovante de residência fixa.

O governo interino afirmou que, apesar da troca de datas, a regularidade das campanhas vai continuar acontecendo.“Devido ao adiamento da última edição, iremos fazer duas semanas seguidas com campanhas. Queremos manter a regularidade de etapas quinzenais. Mas sempre vamos respeitar as condições climáticas para que seja possível a realização de forma segura”, assegurou.

Com o objetivo de estimular a posse responsável, a Coordenadoria está em parceria com a loja de ração Rospauth, que vai ceder um vale de 10% de desconto em produtos do seu estabelecimento aos novos tutores e com a Escola de Tosa Cintia Lima, que oferecerá uma sessão de banho e tosa aos animais que forem adotados. O Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (COMUPA) é também uma das instituições apoiadoras.

Segundo o coordenador de Bem-estar Animal, a alteração da data ocorreu por dois motivos. “Tivemos que cancelar o evento no último sábado devido à frente fria que alcançou o município. A decisão do adiamento aconteceu por duas razões. Pensamos em trazer uma proteção maior aos animais da feira, mas também com a população, que poderia deixar de prestigiar a feira devido à chuva”, disse.

Neste ano, a Cobea já realizou oito campanhas de adoção, possibilitando 77 acolhimentos. Para esclarecimento de dúvidas, a Coordenadoria disponibiliza contatos por e-mail e telefone para a população.
Telefone: (24) 2291-1505
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Os corredores da maternidade do Hospital Alcides Carneiro (HAC) ganharam um destaque especial nesta semana. Fotos de mães, pacientes da unidade hospitalar, amamentando seus filhos passam a fazer parte da decoração do setor. A ação visa destacar o trabalho de humanização do parto e do atendimento às mulheres na unidade. A exposição permanente faz parte da programação do Agosto Dourado no HAC, no mês de incentivo à amamentação e também é realizada na data em que se comemora o Dia do Mundial da Fotografia, dia 19 de agosto. A maternidade do HAC é referência no atendimento a gestantes na cidade.

“Felicidade resume meu sentimento ao receber estas fotos que irão compor a maternidade. Elas mostram nossas usuárias amamentando e criando vínculo com os filhos, transmitem a importância do aleitamento materno”, comemorou a coordenadora da maternidade do Hospital Alcides Carneiro (HAC), que aproveitou para agradecer a fotógrafa Alice Grunewald Fonseca, que registrou o ensaio.

A ação é uma das formas chamar a atenção para a nova conduta de realização de parto no hospital, que também conta com iniciativas de educação em saúde com os pais, possui o posto de gestante, promove a arte gestacional e o próprio parto humanizado. O diretor presidente do Sehac explica que o Alcides Carneiro tem se aprimorado em partos humanizados: “Estamos mudando nossas práticas, procedimentos e formas de atendimento”.

Os quadros também complementam a programação do Agosto Dourado, que conta ainda com as artes gestuais em pacientes da maternidade, colóquio para os profissionais de saúde e café com os pais, este último, terá próxima edição no sábado, dia 21.

Maternidade do HAC é referência

Maior hospital público do município, o Hospital Alcides Carneiro é referência no atendimento às gestantes. A unidade soma 66 vagas específicas ao atendimento à mulher e à maternidade em geral. Este número está acima do preconizado pelo Ministério da Saúde, que prevê 60 leitos, de acordo com a população atendida em Petrópolis e região. “A maternidade do Alcides Carneiro conta com equipe especializada que cada vez mais faz com que o hospital se estabeleça como referência no município e região”, destaca o governo interino.

Atualmente no HAC, são realizados cerca sete partos por dia, o que reflete em um total de cerca de 230 mensais, entre cesárias e procedimentos normais. O HAC é referência para gestantes de alto risco por possuir UTIs maternas e neonatal. Além disso, o Alcides Carneiro é modelo por ser hospital universitário por meio da parceria com a Faculdade de Medicina de Petrópolis – Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/FASE), que oferece vagas para os alunos em internato e residência no hospital.

Maternidade do HAC é referência no atendimento de gestantes e realização de partos

“Estava um pouco chateada e a pintura na minha barriga me deixou mais feliz. Eu pude ver como a minha filha vai ser”, disse emocionada a gestante Rayssa Thees, de 29 anos, que está à espera da Alice há 36 semanas. Ela foi uma das futuras mamães que receberam a arte gestacional no Hospital Alcides Carneiro (HAC), pintura feita na barriga de mulheres grávidas como parte das iniciativas de humanização do parto. A maternidade do HAC é referência no atendimento de gestantes e realização de partos.

A ação será realizada durante todo mês em gestantes internadas na maternidade do hospital, em alusão ao Dia da Gestante, comemorado em 15 de agosto. Além disso, a atividade faz parte da programação do hospital do Agosto Dourado, no no mês que simboliza a luta pelo incentivo à amamentação. Além da equipe de enfermagem da maternidade, a dinâmica contou com a parceira da Equipe Florescer, com os enfermeiros obstetras Samara Belisa e Guilherme Corrêa.

“O Alcides Carneiro é o maior hospital público da cidade e referência no atendimento até de pacientes de fora do município. Esse tipo de ação para as mães é de extrema importância para realização do parto de forma humanizada. A chegada de um filho é um momento histórico na vida da família. São cerca de 230 partos realizados mensalmente no HAC”, disse o governo interino.

O método é realizado com desenhos feitos a partir de moldes, respeitando a posição exata do feto dentro da placenta. O desenho ajuda as mães a compreender como está o bebê, onde estão os membros e órgãos, potencializando a conexão entre eles. A pintura é realizada por enfermeiras obstétricas e tem duração média de uma hora e meia a duas horas. A arte gestacional fortalece vínculo e alivia tensões do pré-parto.

A obstetra coordenadora da maternidade do HAC explica quais são os passos para a arte: “O desenho ajuda as mães a compreender como está o bebê, onde estão os membros e órgãos, potencializando a conexão entre eles. Primeiro precisamos identificar em que lugar da barriga da mãe está o bebê. Em seguida, realizamos o desenho da criança na exata posição em que ela se encontra dentro da barriga da mulher. Depois fazemos a pintura com tintas e lápis de olho, enfeitando a barriga da mamãe”.

Ela ainda explica, que esse é um procedimento bastante emocional para as gestantes: “É uma espécie de despedida da barriga. Após longas semanas, iniciamos a preparação das futuras mamães para a chegada dos bebês. Não é só pintar. Em função das contrações, apenas mulheres em trabalho inicial de parto ou que precisam de indução são submetidas à pintura”.

Rayssa finaliza contando como está sendo o seu atendimento pela equipe do HAC: “A equipe conversa comigo, me distrai, me perguntam o tempo todo como estou, é muito bom o apoio aqui no HAC. A ansiedade com a chegada da minha Alice está grande, imaginando como vai ser o rostinho dela. Fico pensando em muitas coisas até a hora do parto”.

Maternidade do HAC é referência

O maior hospital público do município, o Hospital Alcides Carneiro é referência no atendimento às gestantes. A unidade soma 66 vagas específicas ao atendimento à mulher e à maternidade em geral, número acima do preconizado pelo Ministério da Saúde de acordo com a população atendida em Petrópolis e região, fixado em 60 leitos.

Atualmente no HAC, são realizados cerca sete partos por dia, totalizando cerca de 230 mensais, entre cesárias e procedimentos normais. O HAC é referência para gestantes de alto risco por possuir UTIs maternas e neonatal. Além disso, o Alcides Carneiro é modelo por ser hospital universitário pela parceria com a Unifase, em que alunos da faculdade realizam internato e residência no hospital.

O diretor presidente do Sehac explica que além disso, o Alcides Carneiro está se adaptando para trabalhar com partos humanizados: “Nós não somos um hospital criado para trabalhar com parto humanizado, até porque o HAC é muito antigo. Mas estamos mudando nossas práticas, procedimentos e formas de atendimento. Aqui temos o posto de gestante, ações de educação em saúde com os pais, o parto humanizado em si, e a própria arte gestacional também é uma técnica, de humanização entre a equipe, a mãe e o bebê”.


As instituições e os protetores parceiros garantem a vacinação, castração e vermifugação dos animais disponíveis

A prefeitura de Petrópolis, por meio da Coordenadoria de Bem-estar Animal (Cobea), promove neste sábado (14) a nona edição da Campanha de Adoção de Animais. O evento, que tem a intenção de estimular a posse responsável, vai acontecer no mesmo local das etapas anteriores, na Praça Dom Pedro II, de 10h às 15h. Os cães e gatos levados para a feira são exclusivamente de protetores independentes e das instituições Dog’s Heaven, GAPA - Itaipava, Projeto Cães do Quarteirão e Alma Peluda. Os interessados em adotar algum pet deverão apresentar CPF, identidade, comprovante de residência fixa, além de precisarem ser maiores de 18 anos.

O governo interino comemorou a realização de mais uma etapa e destacou os números obtidos até aqui. “É muito gratificante ver o crescimento da campanha na cidade. Começamos com essa ideia em fevereiro e já possibilitamos 77 adoções conscientes neste ano”, declarou.

Em mais uma edição, a loja de ração Rospauth e a Escola de Tosa Cintia Lima manterão a parceria com a campanha oferecendo, respectivamente, um vale de 10% de desconto em produtos do seu estabelecimento aos novos tutores e uma sessão de banho e tosa aos animais que forem adotados. Alunos e professores dos cursos de Medicina Veterinária e Enfermagem da Universidade Estácio de Sá também estarão na feira, assim como a Associação Petropolitana de Pacientes Oncológicos (APPO), que, durante o mês de agosto, ficará com uma barraca de bazar montada com o objetivo de arrecadar fundos para a instituição.

O coordenador de Bem-estar Animal faz questão de destacar a dedicação e o empenho de várias frentes para garantir o sucesso das edições. “Todo esse trabalho só está sendo possibilitado através do suporte que recebemos, primeiramente, do governo interino. Mas também não podemos nos esquecer do apoio vindo das instituições e dos protetores independentes. O resultado final é fruto da união de muitas pessoas em prol de um único objetivo, que é dar um lar aos animais que tanto amamos”, explicou.

Vale destacar que a edição deste fim de semana pode ganhar uma nova data de realização em caso de chuvas. A Cobea disponibiliza os contatos por e-mail e telefone para esclarecimento de dúvidas da população.
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Equipe da UPA Itaipava ajudou a encontrar família de homem que vivia em situação de rua. Irmãos e filha o viram pela última vez há mais de duas décadas

Graças ao trabalho da equipe do Serviço Social da UPA de Itaipava, o Dia dos Pais foi especial neste ano para uma família no Morro da Coroa, na comunidade Santa Teresa, na Região Central do Rio de Janeiro. Antônio, que não tinha contato com a família há mais de 20 anos, reencontrou seus irmãos e sua filha, após atendimento e apoio da equipe da UPA de Itaipava. Ele deu entrada na unidade no dia 30 e recebeu alta na quinta (05), ao lado do seu irmão, José, e da sua filha, Brenda.

“Para mim foi um momento de choque e de felicidade. Eu queria muito ter o reencontro com meu pai porque eu não sabia como ele estava vivendo. Foram anos de sofrimento sem saber o que estava se passando com ele. Parece que eu estou vivendo em um sonho ainda, que daqui a pouco eu vou acordar e tudo isso vai passar, vou acordar e vai ser tudo uma mentira. Ainda não caiu a ficha”, conta Brenda, filha de Antônio.

O homem, de 56 anos, deu entrada na UPA de Itaipava na noite de sexta-feira, após atendimento do SAMU no Terminal Itaipava. Ele foi encontrado em situação de rua, desorientado, com inchaço no pé, e sem nenhum documento de identificação. A assistente social da unidade, Deise Antunes, conta como foi a busca para encontrar a família do homem.

“Ele apresentava informações desconexas e não tinha formas de localizar a família. Ele estava bem desorientado. Acionamos a Polícia Civil para fazer a identificação através das digitais, porém eles não encontraram nenhuma compatível no Estado do Rio de Janeiro. Mesmo desorientado, nas conversas ele deu três informações que chamaram atenção quando perguntamos sobre família: o nome da filha, o nome da ex-esposa e uma localidade no Rio de janeiro”, explicou ela.

A partir daí, foi feito um percurso de comunicação da equipe de Serviço Social da UPA Itaipava, até chegar na Associação de Moradores do Morro da Coroa. Lá, uma mulher com o mesmo nome que o paciente relatava ser de sua filha procurava o homem há mais de 20 anos.

Brenda conta como recebeu a notícia que seu pai havia sido encontrado: “Foi um momento de choque quando recebemos as fotos dele. Ficamos todos emocionados. Já tinha passado um tempo e eu já estava acostumada, de certa forma, em não ter o meu pai comigo e eu não sabia o que poderia ter acontecido com ele. Eu o vi pela última vez quando tinha quatro anos de idade. Hoje tenho 26. Ainda estou tentando assimilar tudo”.

O Dia dos Pais, comemorado no último domingo (08), foi o primeiro em mais de 20 anos que Antônio passou com sua filha Brenda. Ela conta como foi essa data: “Foi especial. O primeiro nesse tempo todo que ficamos todos juntos, eu, ele e mais alguns tios. Ele ainda está um pouco aéreo e conversa muito pouco. Foram muitos anos sem esse contato com a família e ele está tendo dificuldades em certos momentos até de reconhecer a gente. Mas estou bem feliz com esse reencontro”.

O coordenador das UPAs ressalta o trabalho realizado pela equipe da unidade. “Queria ressaltar o trabalho em equipe da UPA Itaipava, desde o atendimento do SAMU conduzindo o paciente até a unidade, o acolhimento, a classificação de risco e o atendimento médico. E também enaltecer a atuação do Serviço Social da unidade, que foi incansável agindo de forma muito competente para encontrar a família do paciente”.

A assistente social Deise finaliza reconhecendo o trabalho realizado em conjunto: “Ficamos todos na unidade bem emocionados com essa história. Um encontro após 20 anos é raro de acontecer. Isso me traz a certeza que as políticas públicas podem contribuir para mudanças nas vidas das famílias. Foi um trabalho em conjunto e o mais importante é que ninguém olhou para ele como se fosse uma pessoa que não merecia ajuda, por ser pessoa em situação de rua. Ele tem uma família e tem uma história. O trabalho da Assistência Social é esse, de garantir o direito de receber o atendimento digno como cidadão. Foi um ato de empatia de todos”.

Antônio, no momento, está morando na casa do seu irmão José, sob os cuidados de sua família. Ele se disponibilizou para ficar com ele, já que tem as condições de cuidar dele diariamente. Antônio, antes de desaparecer já morava com José, em uma casa onde seu irmão era caseiro, em Corrêas, em Petrópolis.


A Prefeitura, por meio do Centro de Referência em Atendimento à Mulher – CRAM está iniciando uma programação especial de conscientização contra a violência doméstica. Roda de conversa, inauguração de um grupo terapêutico e atendimento do ônibus lilás em comunidades integram o “Agosto Lilás”, que começa nesta sexta-feira (13).

“O mês de agosto será marcado por atividades de enfrentamento à violência doméstica. Além do ônibus lilás que permite o atendimento por todo o município, a implementação do grupo reflexivo de forma on-line, vai nos permitir alcançar mais mulheres vítimas e oferecer suporte e atenção necessários. Precisamos falar sobre violência e sensibilizar a sociedade sobre esse tema”, frisa o governo interino.

Através da programação, o objetivo é educar e alertar as mulheres sobre as formas de violência cometidas contra elas. Isso porque, ainda são muitas aquelas que acreditam que apenas as agressões físicas estão previstas na Lei. Porém, estão previstas cinco tipificações de violência doméstica e familiar. São elas: a física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.

A coordenadora do CRAM explica que o Agosto Lilás foi instituído em referência a Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006. “Por isso foi escolhido como o mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. Nosso objetivo é intensificar a divulgação e conscientização da sociedade sobre a importância da lei e criar ações direcionadas à ajudar essas mulheres. É necessário difundir os serviços oferecidos pela Prefeitura e toda a rede de proteção do município, para que a mulher se sinta amparada e segura para denunciar”, diz.

Confira a programação:

13/08 - 17:30 – Roda de conversa – “Cuidando de quem cuida”, com a psicóloga Liane Diehl, para profissionais que atuam na área de violência doméstica no município. Evento on line pela plataforma Zomm. Inscrições pelo telefone: 2243-6152/ 98838-7387.

17/08 – 14h – Inauguração do Grupo Terapêutico para Mulheres – Para atendimento psicológico on line toda terça-feira.
Plataforma Google Meet
Interessadas devem ligar para (24)2243-6152

- 27/08 – de 10h às 15h - ônibus Lilás no Centro de Cidadania de Itaipava - Ação conjunta com Núcleo da Defensoria Pública e CRAS Itaipava.


Especializada no serviço de atendimento a mulheres e do enfrentamento à violência, a Sala Lilás completou um ano do início das atividades em junho de 2021. Nesse período, mais de 600 pessoas foram atendidas, vítimas de algum tipo de violência. A equipe da unidade recebe mulheres, crianças e população LGBTQIA+ que estão em alguma situação de violência. No local, as denúncias mais recorrentes são as que têm relação com agressão física, em próprio domicílio e de forma repetida.

A Sala Lilás funciona todos os dias da semana, 24 horas por dia. A equipe conta com enfermeiras, assistente social, psicóloga e técnicas de enfermagem. No Rio de Janeiro, a de Petrópolis foi a terceira do Estado a ser criada. Ela é um espaço criado para prestar atendimento especializado e humanizado por uma equipe multidisciplinar capacitada. Ela funciona em parceria com o Posto Regional de Polícia Técnica e Científica (PRPTC), na entrada do Hospital Alcides Carneiro (HAC), no bairro Corrêas.

“O objetivo do atendimento na Sala Lilás é acolher esses pacientes que passaram por uma situação delicada. Queremos que essas pessoas entrem em nossa rede de saúde e tenham o acompanhamento contínuo em nosso sistema de saúde. Junto com a Secretaria de Saúde e de Assistência Social, estão o Gabinete da Cidadania, CRAM, Ministério público, Tribunal de Justiça, Conselho Tutelar. São muitas forças unidas”, diz o governo interino.

O público que chega até o local sofreu algum tipo de violência e realizou o Boletim de Ocorrência na delegacia de polícia. Em seguida as pessoas são encaminhadas para o exame de corpo de delito, que é realizado na Sala Lilás. A equipe da unidade ajuda no procedimento de perícia com mulheres, crianças e população LGBTQIA+, fazendo o atendimento deforma acolhedora e humanizada. A partir daí, os pacientes são encaminhados de acordo com a necessidade de atendimento. É o que explica o secretário de Saúde.

“Quem sofre violência física é encaminhada para urgência no Hospital Alcides Carneiro e nas UPAs. As pessoas que sofrem violência doméstica são direcionadas para o Centro de Referência em Atendimento a Mulher – o CRAM. Queremos que os pacientes sejam atendidos e sejam acompanhados e amparados de todas as formas”.
A enfermeira da Sala Lilás, Jessica Paim, alerta para os sinais e tipos de violência: “Existem diferentes tipos de violência. Física, psicológica, patrimonial e sexual são as principais formas. Existem diversos sinais que podem ser notados, ainda mais se acontecem de forma repetida. A pessoa ser impedida de gastar o próprio dinheiro é uma violência. Muitas vezes começa com essa violência psicológica e pode acabar com feminicídio”.

A assistente social, Camila Vecchi, também atende na unidade. Ela alerta para os cuidados com o público que a Sala recebe: “Muitas das pessoas que chegam até aqui, se sentem culpadas. Isso é uma coisa estrutural que advém uma história da sociedade que se construiu dessa forma. Buscamos colaborar com o apoio para que esse paciente se sinta acolhida, se sinta bem e tenha os meios para que ela consiga romper com esse ciclo. Nossa missão também é deixar claro que as pessoas podem buscar ajudar, mantendo o sigilo”.

Números de atendimentos

No total foram 607 atendimentos em um ano de atuação da Sala Lilás. O ciclo de vida mais atendido foi o de pessoas adultas, entre 25 e 59 anos, com 335 pessoas ajudadas. Adolescentes, dos 10 aos 19 anos, foram atendidas 110 vezes. Jovens com idade entre 20 e 24 anos, somam 82 atendimentos. Cerca de 58 crianças, de 0 a 9 anos, foram recebidas e pessoas idosas com 60 anos, somam 15 acolhimentos.

Os cinco tipos de violência mais encontrados foram: Física (437), psicológica/moral (381), patrimonial (68), sexual (66) e negligência/abandono (16). A residência foi o local onde mais foram perpetradas situações de violência, com 441 casos ao todo. Também foram identificados violência em via pública, somando 106 casos, e em comércios, em 18 vezes.

Ao todo, em 318 ocasiões a coação não aconteceu pela primeira vez, sendo caracterizados como violências de repetição. Alocados entre os cinco distritos de Petrópolis, a maioria das pessoas atendidas eram da região do Centro da cidade, com 329 acolhimentos. Cascatinha vem em seguida com 147 atendimentos.

Aumento do número de atendimentos do CRAM

O Centro de Referência em Atendimento a Mulher (CRAM) registrou um aumento de mais de 700% no número de atendimentos realizados no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2020. A alta no número de pessoas atendidas também está atrelada à chegada da Sala Lilás, já que as mulheres em situação de violência doméstica foram encaminhadas para o CRAM.

A enfermeira da Sala Lilás, Jessica Paem, explica que faz questão de explicar para todas as mulheres como é o atendimento do CRAM: “Fazemos questão de explicar e incentivar a ida das mulheres para o CRAM. Não é só entregar um papel. Tem que fazer sentido para elas. O CRAM conta com serviços de psicólogos, assistente social e advogados, que são muito úteis para essas mulheres”.

Até junho de 2020, o Centro de Referência realizou 81 atendimentos, enquanto entre os meses de janeiro e junho deste ano, 711 mulheres procuraram o órgão por meio de alguma das modalidades oferecidas. O CRAM também conta com o Ônibus Lilás que consegue chegar às comunidades mais distantes.

No CRAM, as mulheres vítimas de violência obtêm atendimento e acompanhamento psicológico, social e jurídico realizado por uma equipe multidisciplinar, auxilio na obtenção do apoio jurídico necessário a cada caso específico, orientação sobre os diferentes serviços disponíveis relacionados à prevenção, apoio e assistência às mulheres em situação de violência.

O Centro de Referência em Atendimento a Mulher fica localizado na Rua Santos Dumont, no prédio anexo ao Centro de Saúde. Os atendimentos podem ser realizados ainda através do telefone (24) 98839-7387, que também funciona como whatsapp.

Denúncias

A assistente social Camila, fala da necessidade de denúncias serem feitas: “Denúncias de algum tipo de violência podem ser feitas de forma anônima. Não precisa ser comprovada. A simples suspeita já é suficiente para abertura de uma investigação. Quando a pessoa for buscar ajuda, há pode ser tarde e pode não dar tempo”. Ela conclui com o apelo: “Vizinhos, professores ou amigos que constatarem alguma situação de violência, denunciem”.

Denúncias e atendimentos de situações de violência podem ser feitas pelos contatos:

Central de Atendimento à Mulher: 180
Polícia Militar: 190
Núcleo de Atendimento à Mulher (Nuam) da 105ª Delegacia de Polícia: (24) 2248-7808
Núcleo de Atendimento à Mulher (Nuam) da 106ª Delegacia de Polícia: (24) 2222-7094
Patrulha da Maria da Penha: (24) 99229-2439 (WhatsApp)
Sala Lilás: (24) 2246-8452
CRAM: (24) 2243-6152
CRAM Emergência: (24) 98839-7387

Segunda, 09 Agosto 2021 - 10:53

CRAM lembra os 15 anos da Lei Maria da Penha

A Lei de Violência Doméstica e Familiar, conhecida como Lei Maria da Penha, completa, neste sábado (07), 15 anos e Petrópolis vem se destacando com o avanço na conscientização, principalmente, das mulheres vítimas de agressões. Cada vez mais elas têm procurados os órgãos de proteção, como delegacias e o Centro de Referência em Atendimento a Mulher – CRAM, como aponta o último levantamento realizado pela instituição.

Apenas entre os meses de janeiro e junho de 2021, houve um aumento de 700% no número de atendimentos realizados pelo CRAM, em comparação ao mesmo período do ano passado. Isso, no entanto, não quer dizer que o número de vítimas aumentou nesta proporção, mas sim que há cada vez mais consciência das pessoas sobre a importância de denunciar o crime.
"Os números nos mostram que mais mulheres estão se conscientizando e entendendo que precisam denunciar. Temos facilitado esse acesso levando o ônibus lilás nas comunidades e criando novos meios para a comunicação das vítimas de violência doméstica. O objetivo é levar cada vez mais políticas públicas para essas mulheres”, frisa o governo interino.

De acordo com a coordenadora do CRAM, dos registros que chegaram ao Centro de Referência, encaminhados pelas duas delegacias da cidade, as vítimas de apenas 5,8% deles, não compareceram a instituição. “Mesmo assim, fizemos a busca ativa desse percentual, mas, infelizmente, ainda encontramos recusa de atendimento. A lei vem evoluindo nos últimos quinze anos, mas ela deve vir acompanhada de ações para se tornar efetiva. Com isso o CRAM se tornou um instrumento de extrema necessidade, para garantir o atendimento das mulheres em Petrópolis”, diz.

Este ano, o CRAM ampliou a rede. Além dos atendimentos presenciais, passou a oferecer contatos on-line e por telefone. “A Lei Maria da Penha prevê que é obrigação de todos a missão de erradicar a violência contra a mulher. Além de agressões físicas, entraram na lei as violências psicológicas, moral, sexual e patrimonial. Ela também ofereceu dispositivos para auxiliar as vítimas, como as medidas protetivas, que proíbem o agressor de se aproximar delas, sob risco de prisão. Isso é uma vitória”, garante.

No CRAM, as mulheres vítimas de violência obtêm atendimento e acompanhamento psicológico, social e jurídico realizado por uma equipe multidisciplinar, auxilio na obtenção do apoio jurídico necessário a cada caso específico, orientação sobre os diferentes serviços disponíveis relacionados à prevenção, apoio e assistência às mulheres em situação de violência.

O Centro de Referência em Atendimento a Mulher fica localizado na Rua Santos Dumont, no prédio anexo ao Centro de Saúde. Os atendimentos podem ser realizados ainda através do telefone (24) 98839-7387, que também funciona como whatsapp.

Com ações de orientação e incentivo ao aleitamento materno, a equipe de Áreas Técnicas da Secretaria de Saúde realizou nesta sexta-feira (06) o Pit Stop de atendimentos na Praça da Inconfidência, no Centro de Petrópolis. A atividade faz parte da campanha da Prefeitura de Petrópolis em alusão ao Agosto Dourado, mês que simboliza a luta pelo incentivo à amamentação. No local estiverem presentes dentistas, nutricionistas, enfermeiras e técnicas de enfermagem. Além disso, também foram realizadas instruções sobre o papel do pai no ato de amamentar.

Daniela Brum, de 26 anos, tem 2 filhos. Ela esteve no local e contou como é a amamentação deles: “É um processo tranquilo. O meu filho de quatro anos mama até hoje. Tive muito acesso à informação sobre a importância do leite materno e adquiri uma experiência no assunto. Ações como essa na praça são necessárias para que mais mulheres possam receber as informações sobre o tema. É importante não só a conscientização, como também o apoio a mulher que deseja amamentar e nutrir o seu filho com esse alimento que vale ouro e é tão importante para as crianças”.

Na Praça da Inconfidência foram realizadas orientações nutricionais sobre o aleitamento materno, instruções de cuidados dentários, abordagem psicológica direcionada a amamentação, explicação sobre os benefícios e desafios relacionados à amamentação (pega correta, cuidado com as mamas, importância do parceiro para auxiliar a mãe), entre outros assuntos. A equipe das Áreas Técnicas da Saúde realizou a captação de pessoas na Praça e no Terminal Rodoviário do Centro, e entregou kits com álcool gel, máscara, sabonete e escova de dente para crianças. Além disso foram doados kits com lenço umedecido, cotonete, shampoo, condicionador, trocador e pasta para documentos do bebê para algumas mães que estiveram no local.

O secretário de Saúde, que esteve presente na Praça, destaca o trabalho da secretaria diretamente com o público. “O leite materno possui várias proteínas necessárias ao bebê e para a mãe também. Aqui também realizamos orientações sobre a saúde bucal das crianças. A conscientização da população sobre a data é o nosso objetivo”.

Na segunda-feira (03) a programação da campanha teve início com uma live no Facebook e no YouTube da prefeitura de Petrópolis com o tema, “Aleitamento materno e seus benefícios para ser compartilhado”, com a enfermeira Aline Furtado. Na terça-feira (10), a partir das 17h, a transmissão vai ser sobre Aleitamento Materno e a vivência da amamentação no contexto hospitalar. No dia 27 acontecerá o segundo Pit Stop de atendimentos, de 09 às 16h, novamente na Praça da Inconfidência.

Agosto Dourado

A campanha do Agosto Dourado tem como tema “Proteja a Amamentação: uma responsabilidade compartilhada”, e conta com a parceria da Câmara Municipal de Petrópolis. O principal intuito é orientar e estimular o aleitamento materno como ato natural. Outro objetivo da campanha é sensibilizar a sociedade quanto à naturalidade do ato de alimentar o bebê em público, sem o constrangimento que muitas mães relatam. A campanha destaca por fim, a importância dos bancos de leite. Ele é utilizado para que todos os bebês (especialmente os prematuros) possam ter acesso ao alimento, mesmo nos casos em que as mães não possam amamentar.

O leite é o alimento necessário e suficiente ao recém-nascido, pelo menos nos primeiros seis meses, e indicado até os dois primeiros anos de vida. Ele é benéfico de várias formas, tanto para as crianças, como para as mães. Ele reduz os níveis de mortalidade infantil, possui anticorpos que protegem contra infecções e desnutrição. Já para as mães, a amamentação ajuda na perda de peso após o parto, protege contra câncer de mama e ovário e aumenta o vínculo indissociável com a criança.

Valorização da Paternidade vinculada à Amamentação

Além disso, agosto também é o mês de valorização da paternidade. A participação do pai é capaz de promover confiança para ele e a mãe, diminuindo angústias relativas ao parto e nascimento, garantir melhor atendimento para a parceira, reduzir a depressão materna e paterna no pós-parto, gerar vínculos afetivos saudáveis e mais qualidade de vida para todos da família: homem, mulher e criança.

Outro ponto positivo da presença ativa do pai é o aumento dos índices de amamentação. Seu suporte é fundamental para a mãe que alimenta a criança e seu apoio é capaz de dar desfecho positivo frente à eventual escolha da mulher entre a continuação ou não da amamentação, que nem sempre é tarefa fácil.

Para marcar o mês de combate à violência contra à mulher e em homenagem aos 15 anos em vigor da Lei Maria da Penha, a equipe da Sala Lilás realizará nesta sexta-feira (06), uma live para abordar temas relacionados à garantia dos direitos e da cidadania dessas pessoas. A transmissão online será realizada a partir das 17 horas no Facebook e YouTube da Prefeitura de Petrópolis.

“Buscamos garantir a segurança e proteção das mulheres. O mês de combate a violência contra elas é importante para darmos mais visibilidade a causa. A Sala Lilás é um importante equipamento do município que contribui muito, não só no atendimento de mulheres, mas de pessoas em situação de violência”, explica o governo interino.

Participarão da transmissão o perito legista, Marcelo Kolblinger de Godoy, e o perito criminal, Marcelo Ribeiro. Além disso, a live contará com a atuação da equipe da Sala Lilás.

Sala Lilás

Especializada no serviço de atendimento especializado e humanizado a Sala Lilás recebe mulheres, crianças e população LGBTQIA+ que estão em alguma situação de violência. A equipe conta com enfermeiras, assistente social, psicóloga e técnicas de enfermagem.

A Sala Lilás funciona todos os dias da semana, 24 horas por dia. No Rio de Janeiro, a de Petrópolis é a terceira do Estado a ser criada. Caso constate sinais de algum tipo de violência contra este público, denuncie:

Central de Atendimento à Mulher: 180
Polícia Militar: 190
Núcleo de Atendimento à Mulher (Nuam) da 105ª Delegacia de Polícia: (24) 2248-7808
Núcleo de Atendimento à Mulher (Nuam) da 106ª Delegacia de Polícia: (24) 2222-7094
Patrulha Maria da Penha: (24) 99229-2439 (WhatsApp)
Sala Lilás: (24) 2246-8452
CRAM: (24) 2243-6152
CRAM Emergência: (24) 98839-7387

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