Sexta, 04 Janeiro 2013 - 14:11

Boletim Defesa Civil

A Coordenadoria de Defesa Civil de Petrópolis registrou 66 ocorrências devido às fortes chuvas que atingem a cidade desde a madrugada de quinta-feira. A queda de um muro na Rua Custódio Ferreira da Costa, no bairro São Sebastião, foi a última solicitação recebida pelo órgão, na noite do dia 3/01.

Apesar da chuva ter se estendido por toda a madrugada, ocorrências não foram registradas no município. Nesta sexta-feira, os primeiros contatos com a Defesa Civil começaram apenas às 7h18 da manhã, todos referentes a pedidos de vistoria. Não ocorreram novos deslizamentos de terra.

Até agora, as ocorrências mais graves foram registradas no Siméria, onde duas casas foram destruídas por deslizamentos de terra, e uma parcialmente danificada. Outras três  residências ficaram interditadas, deixando oito famílias desalojadas.

O maior índice pluviométrico foi de 87 milímetros, nas últimas 24 horas, foi marcado na região do Morin. No Independência, o índice  que era de 198mm, caiu para apenas 82.2 milímetros, enquanto no Bonfim, chegou a marca de 78 mm.

As famílias que estavam nos pontos de apoio do Independência e do Morin já retornaram para suas casas. No Siméria, oito famílias estão desalojadas e permanecem na casa de parentes.

O prefeito Rubens Bomtempo decretou estado de calamidade pública na saúde de Petrópolis depois de constatar a gravidade da situação no Hospital Alcides Carneiro (HAC), encontrar a UPA de Cascatinha com atendimento precário e o SAMU desativado. O decreto de estado de calamidade é o primeiro ato oficial de Bomtempo após tomar posse no cargo. Ao tomar conhecimento do desabastecimento do maior hospital público da cidade, o prefeito liberou a compra de R$ 1 milhão em insumos  para suprir as necessidades imediatas de toda a rede, principalmente do HAC, e determinou ainda a reabertura da UTI da unidade até a próxima semana.

Bomtempo encontrou a UTI e a emergência do HAC fechadas, a maternidade superlotada e o centro cirúrgico com três salas desativadas. O laboratório do hospital está funcionando com cerca de 40% da sua capacidade, os exames de tomografia estão suspensos por falta de filme e contraste, e ainda há 49 pacientes à espera de uma vaga para internação.

“A situação é muito grave; é de calamidade. Não vou abrir mão do comando da Prefeitura no HAC. A saúde é a nossa maior prioridade e hoje ficou evidente que a situação é caótica. Precisamos construir com urgência um plano de recuperação a curto, médio e longo prazo para que o hospital do povo possa voltar a oferecer os serviços à população na sua plenitude”, afirmou o prefeito, que já iniciou uma limpeza geral na área externa da unidade.

Acompanhado do vice-prefeito, Luiz Fernando Vaz, do secretário de Saúde, André Sá Earp, da diretoria do Sehac e de integrantes do Conselho Municipal de Saúde, Bomtempo ressaltou ainda que as gestantes terão prioridade: “Não vamos deixar que o fechamento do Hospital Casa da Providência deixe as gestantes sem atendimento digno. A prioridade é atender a demanda da maternidade do município”.

“Estamos aqui para constatar a situação de perto e conhecer o tamanho da dívida para que possamos encontrar meios sustentáveis ao funcionamento pleno do hospital, que quase morreu por inanição”, disse o secretário de Saúde, André Sá Earp.

Sindicância na Saúde – Bomtempo solicitou ao secretário de Saúde a abertura de uma sindicância para apurar outros problemas graves na rede, como o não funcionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), inaugurado pelo governo anterior sem qualquer estrutura.

Das três ambulâncias que chegaram para o SAMU há dois anos, uma já está quebrada. Apesar da inauguração, não houve contratação de profissionais, compra de mobiliário nem aquisição de outros equipamentos para o início do atendimento: “O SAMU foi inaugurado no dia 20 de dezembro e ao visitar as instalações hoje encontrei um galpão vazio, com as obras inacabadas. O momento é delicado, exige responsabilidade e não podemos mais esperar”, ressaltou o prefeito.

UPAs também em situação grave – O atendimento precário nas Unidades de Pronto Atendimento da cidade também preocupam o prefeito Rubens Bomtempo. A UPA de Cascatinha está sem atendimento de urgência há uma semana por falta de médicos e a do Centro está superlotada. “Estamos diante de fatos gravíssimos e não conseguimos encontrar o responsável pelo contrato com a Cruz Vermelha para entender esta situação”, concluiu Bomtempo.

Quinta, 03 Janeiro 2013 - 09:58

Boletim Defesa Civil

A Coordenadoria de Defesa Civil de Petrópolis registrou 22 ocorrências devido às fortes chuvas que atingiram a cidade na madrugada desta quinta-feira (3/1). No bairro Siméria, duas casas foram destruídas por deslizamentos de terra, três foram parcialmente danificadas e outras três interditadas, deixando nove famílias desalojadas.

O prefeito Rubens Bomtempo, que ontem decretou estado de calamidade pública na saúde, chegou às 4h30 na Defesa Civil para comandar pessoalmente as operações. Ele anunciou que a prioridade é restabelecer os acessoas das regiões mais atingidas e já solicitou dez caminhões da Comdep e equipes de limpeza para a retirada do lixo, entulho e das barreiras.

“Encontramos a cidade completamente abandonada. O lixo tomou conta das ruas causando o entupimento de ralos e bueiros, além de ter agravado os deslizamentos de terra. O mais importante nesse momento é liberar os acessos interditados e restabelecer a ordem pública”, disse o prefeito Rubens Bomtempo, que já havia convocado ao tomar posse a primeira reunião do Comitê de Ações Emergenciais para a tarde desta quinta-feira.

O maior índice pluviométrico foi de 138 milímetros, registrado na região do Siméria e Alto Independência, onde uma família foi para o ponto de apoio após o alerta da Defesa Civil. A rua Coronel Veiga, o Centro e o Bingen tiveram pontos de alagamento. Por conta de deslizamentos de terra, as ruas Vital Brasil e Manoel Francisco de Paula, no Siméria, foram interditadas. 

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