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Quarta, 31 Julho 2019 - 19:05

CPTrans apresenta tabela divergente do Setranspetro com percentual de reajuste de tarifa inferior a 5%

O reajuste solicitado pelas empresas de ônibus, de 8,3%, que elevaria o valor da tarifa atual de R$ 4,20 para R$ 4,55 foi rejeitado pela prefeitura. Análise feita pela equipe técnica da CPTrans demonstrou que o percentual máximo para reajuste é de 4,9%, ou seja, R$ 4,40 – R$ 0,15 a menos do que solicitado pelas prestadoras. A apresentação da planilha que chegou a esse resultado foi apresentada nesta terça-feira (30.07) aos conselheiros do Comutran.

O processo de solicitação de reajuste da tarifa passou pelos trâmites burocráticos. No último dia 19, o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Petrópolis (Setranspetro) apresentou sua planilha de custo ao Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (Comutran). Após 10 dias, em reunião extraordinária nesta terça, os conselheiros foram ouvidos. Vale lembrar que o conselho é consultivo, portanto, não há votação ou deliberação sobre o assunto.

A CPTrans tem cobrado a melhoria no serviço de transporte público desde o ano passado, quando conseguiu a renovação de 32 veículos para a frota. Este ano, a Turb já fez a aquisição de 10 novos veículos, então, o município tem caminhado para ter um serviço melhor. Ao mesmo tempo, há grande esforço da companhia para melhoria no trânsito para garantir mais agilidade nas viagens. No entanto, as equipes da CPTrans analisaram as planilhas apresentadas pelo Setranspetro e chegou a um resultado diferente do deles.

A análise da CPTrans para estabelecer o custo da tarifa é feita com base na planilha Geipot da Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes, consolidada e aplicada pelos municípios brasileiros. Na composição da tarifa, o peso maior é o do salário dos rodoviários, que significa que mais de 50% do preço da passagem. Também entram combustíveis, material de rodagem, peças e acessórios, além de custos fixos como seguros, depreciação da frota e IPVA, por exemplo. Os técnicos analisaram que os custos praticamente permaneceram estagnados, mas que a queda de demanda foi a principal responsável pela diferença na tarifa.

Nos encontros realizados no Comutran foi destacada a necessidade de um reajuste para que não haja o colapso no sistema de transporte público, no entanto, foram destacadas a importância de medidas que deverão ser aplicadas para a redução do custo da operação e consequente diminuição de reajuste futuro, como a otimização, por exemplo.

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