A 13ª edição do Bunka-Sai, o Festival da Cultura do Japão de Petrópolis, começou nesta quarta-feira (12), no Palácio de Cristal. Até domingo, quatro exposições podem ser visitadas durante a festa: Flores e Frutas do Japão, Origami, Trajes Tokusatsu e Pipas Japonesas. Tem ainda oficinas de mangá, origami, ikebana, palestras, artes marciais, dança do dragão, entre outras atrações. Um dos pontos altos será a apresentação de Cosplay, com vários personagens, em especial, dos mangás, os famosos quadrinhos japoneses. Nos jardins do Palácio, barracas no mais lindo estilo japonês, vão vender as delícias da gastronomia japonesa.

“São cinco dias para celebrar a ligação de Petrópolis com o Japão e também de conhecer mais desta cultura tão rica
“, afirma o prefeito Rubens Bomtempo, que abriu o encontro junto com o cônsul-geral do Japão no Rio de Janeiro, Ken Hashiba.

Durante a abertura, a cultura japonesa foi celebrada com o tradicional ritual de boas-vindas, o San San Nana Byoushi, executado pelo presidente da Associação Nikkei de Petrópolis, Masao Nakashima. “Preparamos uma programação diversificada, para todas as idades e que, com certeza, vai encantar a todos”, destacou a presidente do Instituto Municipal de Cultura, Diana Iliescu.

A expectativa para o turismo no período do Bunka-Sai é positiva. O evento tem extrema importância na baixa temporada, movimentando os meios de hospedagem e toda a cadeia produtiva ligada ao turismo. “Durante o feriado,tivemos os polos de moda e pontos turísticos em pleno funcionamento. O tempo firme, sem previsão de chuva para o fim de semana, é mais um ponto positivo que colabora para que os turistas visitem a festa e façam passeios pela cidade”, frisou a secretária de Turismo, Silvia Guedon.

O Bunka-Sai, com entrada gratuita, é realizado pelo Instituto Municipal de Cultura, Secretaria de Turismo, Associação Nikkei de Petrópolis e tem co-realização do Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro. A programação completa está no site do evento https://web2.petropolis.rj.gov.br/bunka-sai/.

 

Bunka Sai – Festival da Cultura do Japão de Petrópolis

12 a 16 de Outubro

Quarta-feira (12/10) – 11h às 22h

Quinta-feira (13/10) – 10h às 22h

Sexta-feira (14/10) – 10h às 24h

Sábado (15/10) – 10h às 24h

Domingo (16/10) – 10h às 22h

Palácio de Cristal – Rua Alfredo Pachá, s/n – Centro, Petrópolis

Entrada gratuita

 

Disque Turismo

0800 024 1516 / WhatsApp: (24) 2237-3321

De segunda a sábado - 9h às 17h / Domingos e feriados - 9h às 14h

 

*Conexão Petrópolis-Japão*

A forte ligação entre a cidade de Petrópolis e o Japão começou ainda no século 19, quando em 1895 foi assinado, em Paris, o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação, entre o Brasil e o Japão.

Dois anos depois, em 1897, o primeiro grupo diplomático japonês chegou ao Brasil e ficou hospedado em Petrópolis, no então Alexandra Hotel, atual Convento Nossa Senhora de Lourdes. No mesmo ano, foi aberta a primeira legação do Japão, na Avenida Sete de Abril, 609. Em 1903, a sede foi transferida para a Avenida Ipiranga.

Em 1906, a partir de um relatório enviado de Petrópolis para o governo Japonês, por meio do 3º Ministro do Japão, Fukashi Sugimura, as fronteiras do Brasil foram abertas para a imigração japonesa.

Finalmente, em 1909, chegava o primeiro navio, o Kasato-marú, trazendo os primeiros imigrantes japoneses, que desembarcaram em Santos. Petrópolis teve um papel importante na vinda do povo japonês para o Brasil e já mantinha relações com o Japão 12 anos antes da chegada dos japoneses em solo brasileiro.

*Curiosidades*

•             Petrópolis foi escolhida para receber a primeira legação do Japão, pela baixa incidência de febre amarela que tomava conta do Rio de Janeiro e também pela sua proximidade com a então capital do Brasil.

•             Em 1915, Kazuto Fukuda, imigrante do 7º navio, o Teikoku-maru, chegou à Petrópolis para trabalhar como motorista da família de Barão de Vasconcellos que, na época, construía o Castelo de Itaipava

•             A empresa Mitsubishi Heavy Industries do Japão comprou a indústria ATA Combustão Técnica S.A, em 1973. O prédio que era sede da ATA, na Estrada da Saudade, foi doado à Prefeitura, em 1996, e passou a abrigar a Escola Municipal Fábrica do Saber e o Centro Cultural e Esportivo que leva o nome da empresa.

•             Petrópolis é tomada pelas cerejeiras, símbolo de alegria e paz no Japão. Parte foi plantada em 1995, por quatro entidades japonesas no Rio de Janeiro. Foram cerca de 300 mudas plantadas na época, em comemoração aos 100 anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão.

•             A JICA, Agência de Cooperação Internacional do Japão fez várias contribuições, após a tragédia da região Serrana, em 2011, e mais recentemente após as chuvas de fevereiro e março, com tecnologias e possíveis soluções na área da Defesa Civil.

•             Em 2014, o prefeito Rubens Bomtempo e o então secretário de Defesa Civil e atual coordenador de Articulação Institucional, Rafael Simão, estiveram no Japão para uma série de cursos e palestras voltadas a prevenção de tragédias.

•             Um Museu do Japão, com livros, documentos, vestes e um rico acervo pode ser visitado na Pousada Dom Petrópolis, na Avenida 7 de Abril, onde foi instalada a primeira legação Japonesa no Brasil, em 1897.

•             Para celebrar os 100 anos da imigração japonesa, em 2008, foi criado o Nippon Matsuri, Festival do Japão em Petrópolis. No ano seguinte, voltou com o nome que tem hoje: Bunka-Sai. Em 2009, também foi fundada a Associação Nikkei de Petrópolis, realizadora da Festa, junto com a Prefeitura de Petrópolis. Este ano, o Bunka-Sai chega em sua 13ª edição.