Boletim passa a contar com dados de locais organizados por ONGs, igrejas e outras entidades

A partir desta terça-feira (1º), o boletim sobre os efeitos das chuvas passa a contar também com os abrigos voluntários, montados em comunidades. A Secretaria de Assistência Social fez busca ativa e mapeou esses locais, que se somam às estruturas oficiais da Prefeitura de Petrópolis. Hoje, são 162 pessoas nos pontos voluntários, administrados por ONGs e igrejas. Em escolas municipais e estaduais, há 955 pessoas, totalizando 1.117 cidadãos desabrigados em 34 pontos de apoio (veja a lista no fim da matéria).

Em todos os pontos de apoio a população recebe alimentação, suporte para a higiene pessoal, atendimento de assistência, saúde, psicólogos, além de orientações sobre benefícios sociais. Todas as pessoas que precisaram recorrer aos pontos de apoio por terem perdido suas casas, terão direito ao aluguel social no valor de R$ 1 mil. Desabrigados têm prioridade e já foram cadastrados por equipes da Prefeitura.

Cerca de 2 mil vistorias em andamento

Com relação à Defesa Civil, continua o trabalho de vistoria das áreas afetadas. No total, 50 profissionais estão atendendo a mais de 3,6 mil ocorrências – somente nesta terça-feira (01), houve 87 novos chamados. Há, neste momento, cerca de 2 mil vistorias estão em andamento.

Buscas continuam no Chácara Flora e Rio Quitandinha

O resgate das vítimas se concentra nas regiões do Chácara Flora e Rio Quitandinha, onde o Corpo de Bombeiros atua com indícios de cinco vítimas. Para a realização das buscas é deslocado efetivo para isolamento das áreas de trabalho, além de organização e desvio de trânsito quando necessário. O trabalho continua à noite com suporte da Enel Distribuição Rio, que fornece iluminação. A Polícia Civil mantém o número de 231 óbitos, sendo 137 mulheres, 94 homens e 44 menores.

Confira a lista de pontos de abrigo:

- Pontos administrados pela Prefeitura:

  • Escola Germano Valente
  • E. M. Papa João Paulo
  • E.M. Dr. Rubens de Castro Bomtempo
  • E. M. Duque de Caxias
  • E.M. Joaquim Deister
  • E.M. Alto Independência
  • E. Rui Barbosa
  • E.M. Geraldo Ventura Dias
  • E. M. Maria Campos
  • E. M. Bom Jesus
  • E.M. Carlos Demiá
  • E. Nossa Sra. da Gloria
  • E. João Batista
  • E. Irmãs Oblatas
  • CEI Chiquinha Rolla
  • CEI Carolina Amorim
  • E.C. Santo Antônio
  • Paróquia Santo Antônio

- Pontos voluntários nas comunidades:

  • 2ª Igreja Batista; Igreja Católica (Floresta)
  • Igreja Assembleia de Deus Ministério Nação
  • Igreja Metodista (Instituto Wesleyana)
  • Igreja Nova Jerusalém
  • Igreja Batista do Quitandinha
  • Igreja Unção
  • Igreja Santíssima Trindade
  • Igreja Videira
  • Quadra Oswaldo Cruz – PSF
  • Associação Vila São Jose
  • Capela São Paulo Apóstolo
  • Salão do BNH do Sargento Boening
  • Ministério Profético
  • Clube Palmeiras

Prefeitura trabalha em uma série de medidas para assistir quem foi atingido

Aluguel social de R$ 1 mil, isenção de IPTU, isenção da taxa de coleta de lixo, Cartão Imperial de R$ 70, isenção da taxa de água, isenção da taxa de energia elétrica, kits-moradia, pontos de apoio. Essas são algumas das medidas trabalhadas pela Prefeitura para assistir as famílias atingidas pelas chuvas de 15 de fevereiro.

O prefeito Rubens Bomtempo explicou essas medidas.

Aluguel Social

As famílias que perderam suas casas terão direito ao aluguel social no valor de R$ 1 mil (sendo R$ 800 pagos pelo governo estadual e R$ 200 pagos pela Prefeitura).

Todas as pessoas que estão nos abrigos estão automaticamente cadastradas no programa do Aluguel Social. Já com relação às famílias desalojadas, o cadastro está sendo feito na Escola Princesa Isabel, pelo Governo do Estado.

Para viabilizar a concessão do aluguel social, a Prefeitura já montou um força-tarefa, em parceria com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ), para buscar imóveis que possam ser alugados para essas famílias.

Isenção de IPTU e da taxa de coleta de lixo

O prefeito Rubens Bomtempo apresentou, nesta semana, um projeto de lei para a isenção do IPTU para imóveis alugados por beneficiários do aluguel social. O projeto, que foi encaminhado à Câmara Municipal para votação, também prevê a isenção da taxa da coleta de lixo.

O objetivo do projeto é facilitar o aluguel dos imóveis pelas famílias que perderam suas casas nas chuvas do dia 15 de fevereiro. Com menos essas despesas, ficará mais atrativo para os proprietários o aluguel dos seus imóveis para os beneficiários do programa.

“Queremos incentivar as pessoas a disponibilizarem esses imóveis. Para que esses imóveis se transformem em um equipamento social importante neste momento”, disse Bomtempo.

Isenção das taxas de água e energia elétrica

“Vamos solicitar que as concessionárias de água e energia elétrica façam as ligações, assim que acontecer o aluguel (pelo programa Aluguel Social). E vamos solicitar também a isenção da taxa para essas pessoas que estiverem morando lá com o aluguel social. Vamos nos empenhar pra que as concessionárias façam essa isenção”, disse Bomtempo.

Cartão Imperial

Para cada desabrigado, a Prefeitura vai disponibilizar o Cartão Imperial no valor de R$ 70, para a compra de alimentos. O cartão é por pessoa.

“Então se a família tiver de três a quatro pessoas, ela pode ganhar de R$ 210 a R$ 280. Essa medida é para ajudarmos essas famílias no que é essencial na vida delas, que é a alimentação”, disse Bomtempo.

Kit-moradia

A Prefeitura busca, junto ao terceiro setor, ajudas e parcerias para a compra de kits-moradia para as famílias que perderam tudo. Nesses kits, estarão móveis e utensílios essenciais para uma casa, mas que as famílias perderam no desastre das chuvas de 15 de fevereiro: fogão, geladeira, cama, armário etc. O objetivo é viabilizar o recomeço dessas famílias em suas novas casas, pagas com o aluguel social.

Pontos de apoio

Neste primeiro momento pós-desastre, antes da concessão do aluguel social, as famílias que precisaram de abrigo puderam contar com os pontos de apoio da Prefeitura. São famílias que perderam suas casas ou que não podem voltar para casa por conta do risco.

Até o momento, 875 pessoas estão abrigadas nos 13 pontos de apoio montados em escolas da rede municipal de Educação da Prefeitura, além do Colégio Estadual Rui Barbosa.

Os pontos de apoio oferecem, aos abrigados, alimentação e atendimentos de assistência social e de psicólogos, médicos e enfermeiros. Há também ali recreação para as crianças. Os pontos de apoio também funcionam como pontos de recebimento para pequenas doações.

São mais de 24 mil cadernos, sete mil fraldas e seis mil sabonetes líquidos

A Secretaria de Educação de Petrópolis recebeu na manhã desta sexta-feira (25), uma doação com mais de 240 mil itens da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal do Rio. Oito caminhões baú subiram a Serra trazendo milhares de itens de material escolar e de higiene pessoal, fraldas, leite, mesas e cadeiras, toalhas de banho, lençóis e quadros. Todo o material foi levado para o depósito da Secretaria de Educação, no Quissamã. De lá, eles serão distribuídos para as unidades escolares da rede municipal de ensino de Petrópolis.

“Agradecemos muito essa corrente de solidariedade. Na última semana, as equipes da Comlurb estiveram na cidade para fazer o mutirão de limpeza e agora recebemos essa doação para as nossas escolas. Só tenho a agradecer o prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha”, disse o prefeito Rubens Bomtempo.

Para a secretária de Educação de Petrópolis, Adriana De Paula, os itens vão ajudar na recuperação da cidade e, principalmente, da rede municipal de educação no retorno às aulas. “Agrademos a todos que vem auxiliando Petrópolis nesse momento de crise que estamos passando. É uma onda de solidariedade para ajudar na recuperação do nosso município”, comentou a secretária.

“Desde o primeiro dia da tragédia, que abalou todos nós, estamos em contato com a secretária de Educação Adriana e toda a sua equipe. Conseguimos nos mobilizar e trazer essa doação para a cidade. Toda solidariedade é fundamental nesse momento, seguimos em oração pelas crianças e famílias de Petrópolis e ajudando a minimizar os danos de tudo que aconteceu na cidade”, disse o secretário municipal de Educação da cidade do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha.

Segue a lista do que foi doado pela Prefeitura do Rio de Janeiro:

Lápis Preto - 16.000
Caneta esferográfica azul - 8.000
Caderno Brochurão - 16.000
Caderno universitário - 8.000
Borracha - 8.000
Apontador - 4.000

Fralda M - 1945
Fralda G - 5100
Sabonete líquido neutro 250ml - 700
Sabonete líquido refil 800 ml - 6.000
Lenço umedecido - 10.000
Saponáceo - 1.000
Toalha de papel - 1.000
Multiuso - 1.000
Toalha de banho - 1.000
Lençol - 1.000
Leite de cabra - 2555
Quadro branco - 9
Conjunto cadeira e mesa – 140

Equipe se reúne diariamente para otimizar e priorizar ações

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promove diariamente uma reunião com as instituições que atuam na cidade em apoio às ações realizadas e coordenadas pelas secretarias municipais. O secretário de Saúde, Marcus Curvelo lidera os encontros que acontecem com com representantes do Ministério da Saúde (MS), da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Secretaria Estadual de Saúde do estado do Rio de Janeiro, equipes da Vigilância em Saúde e Atenção Básica do município para definir as ações que devem ser priorizadas no atendimento à população.

“Esses encontros serão frequentes para traçar as ações que vamos priorizar para buscar soluções rápidas aos problemas que acabam surgindo. Estamos em uma situação de crise e as respostas precisam ser imediatas”, pontua o secretário.

Covid-19 nos abrigos
Todos os casos suspeitos de covid-19 estão sendo testados. Uma equipe de enfermeiros atua nas unidades para orientação e detecção de possíveis infectados. Ao positivar, as pessoas são realocadas para isolamento. “Temos testes em estoque na secretaria e o Ministério da Saúde sinalizou que vai enviar mais dois mil para uso nos abrigos”, explica Claudia Respeita, superintendente da Atenção Básica municipal.

Pediculose nos abrigos
Os casos de pediculose (piolho) estão sendo tratados e acompanhados pelas esquipes da Vigilância em Saúde. Segundo a representante da Atenção Básica, é comum o surgimento de infestação por piolho em locais de intenso convívio e citou como exemplo a volta às aulas. "Toda a equipe gestora das unidades recebem orientações para os casos de piolhos que podem acontecer no ambiente escolar. É importante dizer que no retorno às aulas é comum o registro de casos de piolho", reforça a secretária de Educação, Adriana De Paula.

Terapia em grupo
Visando o impacto emocional que um trauma causa em situações de tragédia, a SMS elaborou um cronograma de atendimento psicológico nos abrigos, rodas de terapia são realizadas para identificação desses traumas e encaminhamento para tratamento. “Mapeamos o que chamamos de “áreas quentes” nos abrigos e estamos atuando pontualmente buscando o entendimento de cada necessidade”, explica Cláudia.

Visita aos abrigos
Diariamente as equipes se organizam para percorrer os abrigos e identificar as demandas de cada um dos pontos com relação a saúde. As equipes estão aptas para atendimento médico, atendimento de emergência pelo SAMU, testagem de covid, entre outras necessidades. “Estamos atentos e atuantes nos abrigos para atender a todos. É importante que os abrigados saibam que terão acesso aos serviços da Saúde, mas que esses pontos são seus lares temporariamente. É preciso que nos ajudem a cuidar do local, manter a limpeza e os cuidados com suas famílias”, reforça Curvelo.

A Prefeitura de Petrópolis concluiu, nesta quinta-feira, a explosão das pedras que ocupavam a Rua Bartolomeu Sodré, principal ligação entre o Centro e o Caxambu, liberando a via para o tráfego. Três rochas caíram sobre a pista durante a chuva do dia 15 de fevereiro e interditaram o trânsito. Com isso, a via foi liberada para o acesso dos moradores.

“Estamos restabelecendo o controle do município após as chuvas, garantindo segurança aos moradores. As explosões das pedras no Caxambu são fundamentais em várias frentes: evitam o risco de rolamento pela área que foi afetada e possibilita o acesso dos moradores. Com isso, também retomamos serviços básicos, como a coleta de lixo”, disse o prefeito Rubens Bomtempo.

Aos poucos, os serviços estão voltando ao local. A coleta de lixo já voltou a ser feita e, com as implosões, os ônibus também poderão acessar a via. A energia elétrica foi restabelecida e equipes da Enel estavam, nesta quinta-feira (24), religando a bomba d’água que atende a região.

“A explosão da pedra viabiliza o tráfego de veículos maiores. A resposta do município foi rápida no Caxambu. As maquinas vieram pelo Bela Vista, liberando a parte de cima. Após o resgate das vítimas, foi possível trabalhar na explosão das pedras”, disse o morador Jair Simões. “Essa ação é muito importante pra gente poder voltar à vida normal”, disse a professora Lucimar Aguiar.

Voluntários estão levando um pouco de alegria para as crianças que estão abrigadas nos pontos de apoio montados pela Prefeitura de Petrópolis. Recreação, jogos, teatro, música, dança, pintura e contação de história são algumas das atividades levadas pelos grupos de voluntários que fazem de ongs e instituições, não apenas de Petrópolis, mas de todo o Brasil.

“As crianças estão muito fragilizadas neste momento e essas atividades fazem com que elas se sintam mais acolhidas e esqueçam um pouco do sofrimento pelo qual passaram. A escola virou, neste momento, a casa dessas crianças e agora é preciso garantir o melhor acolhimento a elas e suas famílias”, comentou o prefeito Rubens Bomtempo.

Nesta semana, cerca de 20 voluntários das ongs Resgatando Sorrisos, Cristolândia e Mocidade para Cristo do Brasil (MPC) levaram muita diversão para crianças abrigadas em pontos de apoio da região do Alto da Serra e São Sebastião. “Queremos trazer um pouco de alegria e esperança para essas crianças e suas famílias”, disse Ana Beatriz Ramos Galdino, do MPC. “Temos aqui voluntários de várias partes do Brasil, como Tocantins, Paraná e Bahia”, acrescentou.

Márcia Barreto, a palhaça Tikinha Grande também participou das atividades na Escola Municipal Papa João Paulo II, no São Sebastião. “Estamos com um grupo de voluntários de várias partes do país levando muita brincadeira e diversão para as crianças. Elas adoram e se empolgam com todas as atividades”, disse a voluntária da Resgatando Sorrisos.

A secretária de Educação Adriana De Paula também explica que atividades esportivas e culturais também atendem os adolescentes que estão nos abrigos. “O importante é levar alegria e entretenimento para que eles se sintam mais acolhidos dentro desses espaços”, ressaltou.

A Prefeitura de Petrópolis terá uma coordenadoria de Direitos Humanos para ampliar a atenção às famílias atingidas pela tragédia de 15 de fevereiro.

Não haverá custo para os cofres municipais, uma vez que será realocado cargo já existente na administração. A nova função será assumida por Karol Cerqueira, que deixa a Secretaria de Assistência Social.

Ela estará em contato direto com os desabrigados e as equipes da Prefeitura que atuam nos 22 pontos de apoio montados em igrejas e escolas da rede municipal.

Ao todo, 800 pessoas estão acolhidas neste local, todas já automaticamente cadastradas no aluguel social, que terá o valor de R$ 1 mil (R$ 800 pagos pelo Estado e R$ 200 pela Prefeitura).

No lugar de Cerqueira na Secretaria de Assistência Social assume Fernando Araújo, ex-coordenador da Casa dos Conselhos e assessor técnico da Defesa Civil.

Outras áreas também estão com vagas abertas para contratação emergencial.

A Secretaria de Assistência Social (SAS) irá contratar psicólogos para atender a população atingida pelas chuvas. O município fez um trabalho junto aos reitores das universidades de Petrópolis para indicação de psicólogos e assistentes sociais recém-formados na cidade para suprir a demanda identificada nos pontos de apoio.

“O trabalho desses profissionais é essencial nesse momento. O trauma que eventos como esse causam pode ter consequências consideráveis em cada indivíduo. Estamos abrindo um cadastro para contratação emergencial para suprir a demanda que é grande nesse momento”, pontua o prefeito Rubens Bomtempo.

Foram contactadas a Universidade Católica de Petrópolis (UCP), Universidade Estácio de Sá (Unesa), UNOPAR e UNIFASE. Serão contratados 60 profissionais psicólogos e 60 assistentes sociais para atuação direta nos pontos de abrigamento. Em média, 800 pessoas têm permanecido nos pontos de acolhimento por dia. Nesses locais as famílias recebem atendimento psicossocial, através da SAS, além de todas as refeições (café da manhã, almoço, lanche e janta).

Vagas disponíveis para contratação emergencial da SAS

Segundo o diretor de gestão da SAS, Guilherme Carvalho, mais de 40% das vagas ofertadas já foram preenchidas e as equipes estão sendo montadas para atuação em cada ponto de acolhimento. A intenção é formar grupos com quatro profissionais para atendimento da demanda que aumenta diariamente. Eles atuarão na triagem qualificada, identificando as necessidades e agilizando os trabalhos. “Temos que pensar nas famílias dando suporte emergencial e depois continuar os atendimentos. A Assistência Social tem um papel importante no suporte dessas pessoas tanto agora quanto no pós-tragédia. É um trabalho que vai durar meses e precisamos de todo apoio técnico possível”, explicou.

As vagas disponíveis são para as seguintes ocupações:
Psicólogos e Assistentes Sociais precisam comparecer na secretaria de Assistência Social no Centro Administrativo da Prefeitura, na Av. Barão do Rio Branco, 2.846 para cadastro presencial, munidos de registro no Conselho Profissional (carteira profissional ou certidão), PIS, RG, CPF, comprovante de residência, dados bancários.

Já para as vagas de Auxiliar de Serviços Gerais (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfryssKYovPzHe2HYE9KYhfbfOIYEDEOqUllGIwri_Xkfx2Aw/viewform ) e Orientador Social (https://forms.gle/KbGMXf8mHTVsFtqn7 ) é necessário o preenchimento do cadastro (links acima) para posterior seleção e efetivação do contrato emergencial de trabalho.

A SAS destaca ainda um chamamento para contratação de 30 entregadores (“motoboy”) que darão apoio aos serviços nos pontos de apoio. Para esse público a orientação é que os interessados procurem a Assistência Social no Centro Administrativo da Prefeitura, na Av. Barão do Rio Branco, 2.846 – Centro.

O Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) deu início aos trabalhos de 2022 nesta terça-feira (9). Depois da apresentação dos conselheiros, houve a composição da Mesa Diretora e definição das comissões permanentes e temporárias que farão parte das atividades do grupo este ano. A secretária municipal de Assistência Social, Karol Cerqueira, esteve na reabertura e destacou a importância da atuação dos conselhos na gestão da cidade. “Com os conselhos assumimos o compromisso do diálogo, da transparência e da construção de políticas públicas para nosso município.”

Cristiane Maria Rodrigues Ferreira, representando a sociedade civil (APAE) vai presidir o conselho. Karol Cerqueira, secretária de Assistência Social, ocupa a vice-presidência. Como primeiro secretário está Carlos Jorge Guimarães, da Casa da Cidadania; e segundo secretário, Fernando Araújo, representando a Secretaria de Fazenda.

De acordo com a Lei º 5.988, de 26 de junho de 2003, o Conselho tem como função “acompanhar, analisar, avaliar e fiscalizar a gestão dos recursos, bem como os benefícios sociais, o desempenho dos programas, dos projetos e serviços aprovados e executados pelas entidades públicas e privadas no município.” É um “órgão deliberativo, normativo, regulador e fiscalizador da Política Municipal de Assistência Social, de composição paritária entre Governo e sociedade civil”, diz o regimento do CMAS.

Secretarias realizam trabalho intersetorial para garantir direitos dos que estão em situação de extrema vulnerabilidade social

As Secretarias de Assistência Social e Saúde iniciaram, nesta quarta-feira (5), um trabalho para organizar a busca ativa e atendimento à população em extrema pobreza na cidade. De acordo com o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), do governo federal, há 2.410 famílias em situação de extrema pobreza em Petrópolis no ano passado. Destas, 535 famílias não recebiam nenhum benefício.

A Superintendente de Atenção à Família, Claudia Respeita, disse que a Assistência Social está trabalhando desde o ano passado a questão da extrema pobreza, por conta da pandemia. “Fazemos um trabalho com a Secretaria de Saúde, Secretaria de Educação e de Assistência Social. Como no momento a Educação está em férias, estamos realizando esta reunião para saber como estão os trabalhos, identificar as famílias que estão em situação de extrema pobreza”, declarou.

A Diretora da Atenção Básica em Saúde, Luana Mello, que é responsável pelos 47 postos de saúde da família e das nove Unidades Básicas de Saúde, explicou que os agentes comunitários de saúde estão fazendo um trabalho de busca ativa, com a equipe do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF). “Essa busca consiste em identificar famílias que estão em situação de extrema vulnerabilidade social, de extrema pobreza e no intuito de inserir essas famílias em programas sociais que temos em Petrópolis”, afirmou.

A Assistente Social, Denize Militão, falou sobre como é feita a busca ativa. “Estamos fazendo esse trabalho intersetorial, algumas famílias estão sendo chamadas nos equipamentos, para passarem novamente pelos atendimentos. Elas são famílias identificadas como de extrema pobreza e estão passando por todos os cuidados de todas as secretarias. Estamos diagnosticando quem é, de fato, que está nesta condição ou se o quadro mudou. Se a pessoa conseguiu um emprego, uma renda, se morreu. Assim atualizamos o cadastro direcionando para o benefício correto, caso haja necessidade: Cartão Imperial, cesta básica, encaminhamento para a rede ou encaminhamento de emprego”, disse.

Os profissionais afirmaram que a demanda está muito grande, principalmente com o fim de alguns benefícios, como o auxílio emergencial, que impactou fortemente a economia petropolitana, principalmente essas famílias em questão.

Estiveram presentes assistentes sociais, nutricionistas e psicólogas dos Centros de Referência de Assistência Social, além dos profissionais da saúde ligados ao Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e Centro de Saúde. De acordo com Claudia, o trabalho consiste em identificar e recadastrar essas famílias para serem incluídas nos benefícios que têm direito. Tanto na política de saúde, como de assistência social, para que minimize essa questão da extrema pobreza em Petrópolis.

Essas ações são para trabalhar a vulnerabilidade dessas famílias, com todas as Secretarias em conjunto. Quem precisar de alguma orientação, basta ir até uma unidade do CRAS. São 9 equipamentos espalhados por todo o município.


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