Equipes da Secretaria de Assistência Social (SAS) visitaram durante a manhã de hoje (03.01) 44 casas atingidas por um alagamento ocasionado pelo transbordamento do Rio Piabanha na comunidade de Olaria, em Corrêas. Nenhum morador ficou ferido ou desabrigado. A SAS fez a entrega de cestas básicas e kits de limpeza, além do cadastramento para a doação de kits de móveis e eletrodomésticos para famílias carentes que tiveram perdas materiais. Na manhã deste sábado (04.01) uma equipe da Secretaria de Saúde ficará lotada no CRAS Corrêas para oferecer vacinas antitetânicas e prestar orientações sobre doenças.

Durante todo o dia, cerca de 30 agentes do SSOP ajudaram na limpeza das casas de Olaria e retiraram a lama e entulho das ruas com a ajuda de uma retroescavadeira e um caminhão.

A equipe da Secretaria de Saúde, formada por 15 profissionais, ficará lotada no CRAS Corrêas para fazer vacinação antitetânica para quem ainda não está imunizado e orientar sobre doenças transmissíveis pela lama e água suja. O atendimento será das 8h às 13h.

Entre as pessoas que perderam móveis na comunidade Olaria está Ilma Soares da Silva, de 67 anos, moradora da casa 34. A água estragou alguns móveis da residência e a senhora foi cadastrada pela SAS e está recebendo toda a assistência necessária. Na casa de Alex Back, a água também chegou com muita lama e foram perdidos cama e colchão. Logo pela manhã, uma equipe da SAS esteve na moradia para prestar assistência.

Outras equipes da SAS percorreram demais pontos onde foram registradas as ocorrências para prestar a assistência.

Ao todo, 20 técnicos nossos atuam no atendimento desde o fim da tarde de quinta-feira (02.01) quando foram registradas interdições de seis apartamentos na Rua Vereador Carlos Canedo, em Pedro do Rio. As equipes da SAS e da Saúde continuam em plantão para o caso de novas ocorrências provocadas pelas chuvas.

Entre os mantimentos, estão cestas básicas, água e produtos de limpeza que já faziam parte de estoque prévio da Secretaria

A Secretaria de Assistência Social já fez a entrega de 639 itens às famílias vítimas das chuvas que atingiram a cidade nas duas primeiras semanas de março. Desde o último dia 3, quando os atendimentos foram iniciados, 80 famílias efetuaram o cadastro e receberam mantimentos, que fazem parte de um estoque prévio, adquiridos pela prefeitura para distribuição para famílias.

Foram disponibilizados, ao todo 91 cestas básicas, 61 cobertores, 11 travesseiros, 65 roupas de cama (lençol e fronha);,8 pacotes de fraldas, 63 kits de limpeza, 17 kits de higiene pessoal, e 184 garrafas de água mineral, além de 139 colchões doados pela Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias.

Dentre as famílias que receberam as doações, a maior parte está na Posse, onde 41 grupos familiares precisaram deixar suas casas. A prefeitura mantém o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do distrito aberto para atendimento destas famílias. No CRAS foram realizados o cadastro dos moradores que tiveram as casas atingidas e providências emergenciais com fornecimento de mantimentos. Por orientação da Secretaria de Assistência Social, as famílias foram deslocadas para casas de parentes ou amigos.

As equipes ainda estão de prontidão e a prefeitura vai manter a assistência nas regiões atingidas. A prefeitura agiu emergencialmente no dia seguinte às chuvas, já cadastrando as famílias e levando cestas básicas e água para elas. Geralmente, a Secretaria de Assistência é acionada pela Defesa Civil após o registro das ocorrências. Mas, nesta situação de desastres, todos trabalham junto para atender rapidamente a população.

A secretária de Assistência Social, Denise Quintella, reforça que todos os itens doados pela Secretaria fazem parte de um estoque que já é previamente montado, adquiridos pela prefeitura para distribuição para as famílias em caso de emergência, e fazem parte do Plano de Contingência do município no caso de desastres naturais.

“São itens que já estão em nossos estoques prontos para serem repassados para as famílias vítimas de acontecimentos atípicos, como os que ocorreram na semana passada, que envolveram perda de vidas e lares”, informa Denise Quintella.

Assistência foi, também, para famílias que não precisaram sair de casa

Além das famílias que precisaram sair de casa por conta da chuva deste mês, a Secretaria de Assistência Social prestou atendimento, também, às pessoas que tiveram outras perdas materiais, mas puderam retornar aos imóveis. Em Corrêas, 55 famílias tiveram as casas inundadas e foram atendidas com doações.

“É um trabalho que estamos fazendo desde o início dos registros das ocorrências e que ainda estamos consolidando baseado nas intervenções da Defesa Civil. Recebemos as famílias nos Centros de Referência e nossas equipes percorreram também os locais afetados. Muitas famílias puderam retornar para as suas casas, mas tiveram que conviver com perdas materiais importantes. Então, estivemos perto destas pessoas, dando o apoio que elas precisavam.Colaboramos também com a Igreja Católica, na doação de alimentos para a preparação de um almoço para a comunidade”, disse a secretária Denise Quintella.

Além de Corrêas, outras 13 famílias do bairro Caxambu também receberam este apoio, com a doação de mantimentos.

Projeto C3 é uma das instituições que contribui para combater a vulnerabilidade social

“Eu gosto muito porque aqui tem vários esportes para as crianças e fazemos campanha contra as drogas. Gosto muito das aulas de judô, jiu jitsu e futebol”, diz Vitor Hugo Gomes, de 11 anos de idade, uma das 80 crianças atendidas pelo Projeto C3. Em funcionamento há 11 no bairro Valparaíso, a instituição tem como foco o trabalho preventivo com crianças em vulnerabilidade social. O projeto é mantido, em parte, por incentivo da prefeitura, por meio de termo de colaboração com a Secretaria de Assistência Social e desenvolve atividades educativas e recreativas no contra turno escolar.

Na unidade, o incentivo repassado pela Secretaria de Assistência Social, é voltado para as aulas de informática para a promoção da inclusão digital. A estrutura contribui ainda para o reforço escolar dos alunos, para pesquisa e elaboração de projetos e o entretenimento. Mensalmente, a secretaria destina mais de R$ 100 mil reais para a manutenção de instituições como essa. Ao todo 13 entidades parceiras que atuam para o desenvolvimento de ações sociais são beneficiadas.

Esse é um investimento de grande importância. Ações como essas proporcionam um desenvolvimento saudável para as crianças e adolescentes em risco social na cidade. A prefeitura vai continuar trabalhando para continuar incentivando cada vez mais projetos como esse. Além das aulas de informática, os alunos participam atividades esportivas e culturais que complementam a educação.

Nos dois turnos, manhã e tarde, são oferecidas aulas de reforço escolar, de acordo com a necessidade de aprendizado de cada um; aulas de musicalização como piano, violão, flauta, bateria e percussão; atividades esportivas com a escolinha de futebol, jiu jitsu, judô, kung fu, yoga; oficina de artesanato e reciclagem, onde é trabalhada a conscientização ambiental; além das aulas de dança e teatro.

É um projeto admirável, eles atuam no contraturno e atendem até mesmo as crianças que ficam na Casa da Acolhida. É muito importante esse trabalho que contribui em muito na formação dos jovens, que estando assistidos, não ficam vulneráveis e saem da ociosidade.

E foi em atuar no cuidado de crianças em vulnerabilidade social que a ONG foi criada. De acordo com o coordenador do projeto, Hélito Couto, o trabalho começou há 20 anos com crianças que viviam e situação de rua. “Desde aquele momento percebi a importância de se desenvolver o trabalho de prevenção como essas crianças. De forma que elas não fiquem expostas a situações de violência, abuso e abandono”, destaca o coordenador, que explica que o nome do projeto foca na criança, no carinho e no cuidado.

A maior parte das crianças assistidas são das comunidades do entorno Oswaldo Cruz e Vila São José. A instituições dão suporte para as famílias com risco social e para a inclusão das crianças, segue como parâmetro a renda per capita, que deve ser menor que meio salário mínimo por integrante familiar. “Atuamos aqui com famílias que precisam desse suporte”, reforça Hélito. As crianças e adolescentes permanecem em média por cinco horas na instituição, onde participam de atividades em tempo integral. Para as crianças que permanecem na parte da manhã, em caso de necessidade, o projeto auxilia no transporte escolar.

Para serem inseridas no projeto as famílias fazem a pré-matrícula e incluem as crianças e adolescentes numa lista de espera. De acordo com a liberação das vagas as crianças são chamadas. Para a manutenção das ações o projeto recebe ainda apoio do TJ Tribunal de Justiça, do Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente, Fundação para a Infância e Adolescência, Instituto da Criança, entre outros.

150 famílias já aderiram ao programa em Petrópolis

As equipes de visitadores da Secretaria de Assistência Social iniciaram, nesta segunda-feira (11.06), o acompanhamento das famílias participantes do Programa Criança Feliz. Até o momento, 150 grupos familiares já aderiram ao programa, que é conduzido pela Secretaria e visa estimular o desenvolvimento integral de crianças em situação de risco ou vulnerabilidade social, na primeira infância – fase determinante para o desenvolvimento de habilidades de coordenação, memória e capacidade de aprendizado.

É um programa muito especial, porque trabalha o desenvolvimento de quem vai fazer o futuro. O Criança Feliz é mais um exemplo da integração, a marca da gestão. A Assistência Social estará junto com as secretarias de Saúde e Educação trabalhando pelo atendimento a estas famílias e a expectativa é que possamos colher belos frutos em breve.

A Assistência, a Saúde e a Educação estarão envolvidas para mudar a realidade desses jovens e buscando reduzir a evasão escolar. Serão atendidas famílias que tenham crianças de até 3 anos beneficiárias do Bolsa Família e as de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O programa vai funcionar em todas as oito unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município, com os 23 visitadores prestando atendimento em casa e promovendo atividades com as crianças.

“O objetivo é diminuir a evasão escolar, prestando acompanhamento das gestantes desde o pré-natal e preparando as mães em toda linha de cuidado, além do fortalecimento do vínculo familiar. A ideia do programa é de dar orientações para as famílias sobre a melhor maneira de estimular os filhos nos estudos”, explicou a secretária de Assistência Social, Denise Quintella, lembrando que a iniciativa tem como ponto central a visitação domiciliar que será realizada pelos técnicos da Assistência Social.

As duas orientadoras do Criança Feliz passaram por um treinamento organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) na capital e multiplicaram os conhecimentos para os 23 visitadores. Petrópolis é um dos primeiros municípios a aderir ao Programa. A implantação do Programa no município é graças a uma verba federal de R$ 52,5 mil mensais, liberada pelo Ministério do Desenvolvimento Social.

“As visitas aos lares serão semanais. Nesta primeira semana, estaremos nos apresentando a estas famílias e conhecendo caso a caso para darmos continuidade ao acompanhamento, com conversas com os pais e brincadeiras com as crianças. Nesta segunda-feira, estivemos com equipes no Quitandinha e Castelo São Manoel. Vamos durante a semana levando os visitadores a todas as casas”, disse a assistente social supervisora do Programa Criança Feliz, Catia Vasconcellos.

No bairro Quitandinha, um dos lares visitados foi o da dona de casa Ingrid Rocha, de 20 anos. Ela conta que ficou sabendo do Programa Criança Feliz após uma visita da mãe ao CRAS do bairro. Ingrid acha importante que a ideia do programa seja levada a outras famílias.

“Fiquei muito feliz quando soube do Criança Feliz e acho que outras famílias devem participar. Ele vai ser importante para o desenvolvimento da minha filha, que é muito esperta, na criatividade e estimular nos estudos”, destacou Ingrid, enquanto a pequena Emanuelly, de 2 anos, brincava com uma das visitadoras.

A Secretaria de Assistência Social segue realizando reuniões para apresentar o Programa Criança Feliz a beneficiários do Bolsa Família. O próximo encontro está previsto para quinta-feira (14.06), às 14h, na Escola Municipal Clemente Fernandes, na 24 de maio.

Em parceria com a Defesa Civil, a Secretaria vai promover a Operação Inverno

A Secretaria de Assistência Social está intensificando as abordagens sociais no período do inverno para promover o acolhimento emergencial de pessoas em situação de rua. A Assistência, em parceria com a Defesa Civil, vai dar início, na próxima segunda-feira (11.06), à Operação Inverno, reforçando o trabalho que já é desenvolvido pelas equipes. 

É um período em que se deve dar total atenção, principalmente, a esta população. No ano passado, a prefeitura conseguiu acolher, em média, 15 pessoas a mais por dia durante a operação, ofertando ao usuário o pernoite, alimentação e banho. A ideia é intensificar o trabalho que já é feito pela Assistência ao longo do ano, realizando abordagens à noite e dar este apoio a quem precisa.

Mesmo estando ainda no outono, Petrópolis já tem registrado temperaturas baixas, como na semana passada, quando no dia 30 de maio os termômetros marcaram 6°C. O Núcleo de Integração Social (NIS) teve 100% dos leitos ocupados neste dia. Para ampliar o atendimento a estas pessoas, foram instaladas três barracas cedidas pela Defesa Civil, que, juntas, vão permitir o acolhimento de até mais 18 pessoas. A Assistência vai intensificar, também, a abordagem das equipes à noite, quando o frio é mais intenso.

“A Secretaria de Assistência Social faz de forma constante a abordagem à população em situação de rua, em diferentes pontos da cidade. Este trabalho é realizado por equipes, geralmente um educador e um técnico, todos os dias da semana, em horários diversos. A equipe oferece apoio para quem aceita ir para o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) ou para pernoite no Núcleo de Integração Social (NIS). Em 2017 houve grande adesão por parte dos usuários, por isso a necessidade de continuar esse acolhimento emergencial ”, explica a secretária de Assistência Social, Denise Quintella.

No Centro Pop, os usuários podem tomar banho, se alimentar e passar o dia. De acordo com a situação de cada pessoa, ela pode ser encaminhada para o Núcleo de Integração Social (NIS) onde passará por todo um processo de ressocialização, recebendo tratamento médico e psicossocial. “O objetivo da Assistência Social é dar a oportunidade para que possam conseguir um emprego ou retornar para as suas cidades de origem”, completou a Denise.

A Assistência Social presta auxílio, em média, a 25 pessoas por mês com embarques para suas cidades de origem. “Os registros do Centro Pop, apontam para uma média de 102 adultos em situação de rua. Cerca de 90% são homens. Em média, 48 usuários são migrantes - vindos de outras localidades. Todos que se dirigem ao equipamento recebem atendimento sem agendamento. O trabalho realizado visa a reinserção dos usuários às famílias e, quando não é possível, o objetivo é desenvolver sua autonomia”, reforçou a diretora do Departamento de Proteção Social Especial da Secretaria de Assistência Social, Katia dos Prazeres.

Perdida e morando nas ruas em Pedro do Rio, uma mulher de 43 anos, com transtorno mental, foi reinseria nesta sexta-feira (17/07) à sua família após ser encontrada e receber o acompanhamento da equipe da Secretaria de Assistência Social por cerca de um mês. Ela é um dos 15 casos de reinserção da população em situação rua em Petrópolis neste ano. Só em 2019, foram outras 40 pessoas que retornaram à casa de suas famílias ou foram reinseridas na sociedade.

Em Petrópolis, a estimativa é de que tenham entre 120 e 150 pessoas em situação de rua. No caso da usuária reinserida nesta sexta-feira, ela foi encontrada pela equipe de abordagem de rua em Pedro do Rio no dia 18 de junho. Uma ação em conjunta entre o Centro Pop e o Consultório na Rua, da Secretaria de Saúde.

“A equipe de abordagem, após encontrar a usuária, verificou a necessidade de ela ser avaliada pelo Consultório na Rua, que a levou para a psiquiatria, onde foi medicada, estabilizada e acolhida na Unidade de Acolhimento Temporário. E desde então a gente vem oferecendo acompanhamento médico, acompanhamento psicossocial. Conseguimos contatar a família dela, que mora em Areal. A equipe do Centro Pop da abordagem social fez todo esse trabalho de entendimento, conscientização e reflexão com ela, que aceitou retornar para o seio da família”, explica a coordenadora do Centro Pop, Telma Resende.

Esse trabalho da Assistência Social é feito pela equipe de Abordagem Social. É por intermédio da equipe que os usuários chegam até o Centro Pop e então começa o trabalho para localização de familiares, enquanto os usuários são encaminhados ao NIS (Núcleo de Inclusão Social) ou a Unidade de Acolhimento Temporário (que está funcionando apenas neste período de pandemia) com acompanhamento de pedagogos e psicólogos. Em todos os equipamentos, os usuários recebem alimentação, orientações, atendimentos com psicólogos, assistentes sociais e pedagogos, além de máscaras.

“É um trabalho muito gratificante. Todo mês conseguimos reinserir pelo menos uma pessoa. É um desafio diário, no momento em que cada pessoa consegue sair dessa situação de risco, de vulnerabilidade social. A equipe dessa forma pode ver que está no caminho certo. E assim a gente continua atuando na perspectiva de realizar um trabalho com qualidade e eficiência”, completa Telma, lembrando que algumas pessoas também são reinseridas no mercado de trabalho e conseguem sair das ruas com a ajuda da equipe.

 

Próxima atividade vai ser no dia 25, no Duarte da Silveira 

A Secretaria de Assistência Social já definiu o calendário de ações sociais para este semestre. Serão cinco atividades, uma em cada mês. A próxima está marcada para o próximo dia 25 de agosto e a comunidade atendida vai ser a do bairro Duarte da Silveira. Posse, São Sebastião, Chapa 4 e Bonfim também vão receber a Ação Social da prefeitura até dezembro.

Já foram realizadas 11 edições da Ação Social. O evento é um sucesso, com mais de 11 mil pessoas que foram atendidas com os serviços disponibilizados por meio de parceria com empresas e órgãos públicos. O objetivo é fortalecer estas ações para que elas possam chegar a outras regiões do município, atendendo ainda mais pessoas.

As ações sociais são marcadas pela parceria entre as secretarias, órgãos públicos e as associações de moradores dos bairros. Graças à união, as mais de 11 mil pessoas puderam ser atendidas com emissão de 2ª via de RG, orientações sobre os trabalhos das secretarias e departamentos da prefeitura, corte de cabelo e atividades com danças e esportes.

“É fundamental a integração entre as secretarias na realização das ações sociais. Isso tem sido um diferencial para que as ações tenham este sucesso. Além disso, temos as parcerias com as associações de moradores, que nos permitem conhecer as demandas das comunidades e oferecer os serviços de acordo com o que elas realmente precisam", frisa a secretária de Assistência Social, Denise Quintella.

Além do Duarte da Silveira, no próximo dia 25, a Ação Social da prefeitura vai estar na Posse, no dia 29 de setembro; São Sebastião, no dia 20 de outubro; Chapa 4 (Valparaíso), no dia 10 de novembro; e Bonfim, no dia 8 de dezembro.

Ações práticas são traçadas para retirar crianças e adolescentes do trabalho infantil

A prefeitura lançou oficialmente, nesta terça-feira (17.04), as Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (AEPETI). O AEPETI, programa do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), reúne um conjunto de ações que tem o objetivo de retirar crianças e adolescentes menores de 16 anos do trabalho precoce, exceto na condição de aprendiz, que é a partir de 14. O programa, desenvolvido pela Secretaria de Assistência Social, exige frequência escolar das crianças e adolescentes, que passam a receber orientação e acompanhamento das equipes da pasta.

A prefeitura encontrou, no início da gestão, mais de R$ 200 mil em recursos, específicos para o programa vindos do governo federal, retidos em conta da Secretaria de Assistência Social que não foram utilizados pela gestão anterior devido à falta de planejamento de ações. Agora, será possível colocar o projeto em prática e a cidade vai receber R$ 9 mil por mês para a manutenção do programa, que vai unir secretarias e instituições para conscientizar a população e identificar situações de trabalho infantil, atuando para sanar estes riscos.

A Secretaria de Assistência Social tem promovido as ações estratégicas do programa, com equipes de trabalho fazendo visitas periódicas nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência Especializado (CREAS), buscando informar, identificar, combater e responsabilizar as situações de trabalho infantil no município. Por conta disso, representantes do Conselho Tutelar, Ministério Público, Poder Judiciário e polícia estão inseridos na rede de trabalho do AEPETI.

“As famílias identificadas com crianças nesta situação serão inseridas no Cadastro Único (CadÚnico), para programas sociais e que possam receber o benefício do Bolsa Familía. Trabalhamos integrados, também, às secretarias de Saúde e Educação, para realizar estudos sobre os casos registrados e coletar estes dados. Além disso, os próprios serviços da Assistência vão interagir, inclusive, no intuito de levar as pessoas identificadas nos levantamentos ao mercado de trabalho por meio do Programa de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho (Acessuas Trabalho), que já é executado no município ”, diz a secretária de Assistência Social, Denise Quintella.

As denúncias de exploração infantil podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100 ou no Conselho Tutelar, que encaminhará as notificações à Secretaria de Assistência Social. Para a conselheira Tutelar, Merilen Dias, o AEPETI vem a acrescentar no trabalho que é desenvolvido pelo Conselho, na busca por retirar as crianças e adolescentes da prática e os acompanhar.

“O Conselho tem o trabalho de tirar crianças destas possíveis situações de riscos, que acabam gerando, por exemplo,o abandono da escola. Estamos extremamente felizes com o lançamento deste programa, que vai ser mais uma ferramenta para trabalharmos em parceria com a Assistência Social do município. Queremos garantir, também, que estes jovens que deixam o trabalho não acabem indo para o mundo das drogas. A ideia é criar mecanismos para capacitá-los e mudar a vida deles”, disse Merilen.

O lançamento foi acompanhado pelo juiz titular da Vara da Infância, Juventude e do Idoso, Alexandre Teixeira de Souza, e do promotor de Justiça da Infância e Juventude, Vicente de Paula Mauro Junior.

“Acreditamos no programa. Sabemos que muitos dos jovens que vão para criminalidade não têm este destino simplesmente porque querem, mas sim por conta das condições financeiras desfavoráveis. Se trazemos estas pessoas para programas deste tipo e recuperamos estes jovens, podemos dizer que é um trabalho bem feito”, destaca o juiz Alexandre, ratificando a importância dos órgãos inseridos no AEPETI trabalharem juntos pela erradicação do trabalho infantil.

Equipes da Secretaria de Assistência Social estão atendendo moradores que ficaram desalojados por conta da forte chuva desta quarta-feira (09.01). Até o momento, 49 famílias foram atendidas no ponto de apoio do Quitandinha, na Rua Amazonas, que fica na Escola Municipal Stefan Zweig. E outras oito famílias em bairros como Mosela, Alto Independência e Estrada da Saudade. Todas as famílias estão alojadas em casas de parentes.

A Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias contabilizou até a manhã desta quinta-feira (09.01) 19 imóveis interditados, sendo oito na Rua Piauí, cinco na Rua Alagoas e mais um na Rua Rio de Janeiro, todos esses no Quitandinha. Também estão interditadas casas na Rua Atílio Marotti, no Retiro, Rua dos Ferroviários, no Alto da Serra, Estrada da Saudade, Alto Independência e Mosela.

A Defesa Civil continua fazendo vistorias nos locais e a maior parte das famílias deixou suas residências de forma preventiva, até a emissão dos laudos da Defesa Civil.

Todas essas famílias foram atendidas e cadastradas. Fizemos entregas de colchões e cestas básicas. No caso de famílias cujas casas estiverem condenadas, será feita a avaliação do perfil para receberem o Aluguel Social.  A cidade está recebendo apoio do Governo do Estado, que já enviou 30 colchões, além de sinalizar a possibilidade da concessão também de benefícios de Aluguel Social.

A equipe do Posto de Saúde da Família do Amazonas está também prestando o apoio aos moradores afetados pelas chuvas com acolhimento, avaliação de saúde e avaliações e orientações sobre doenças transmissíveis pela água contaminada. A equipe conta com médico, enfermeiro e auxiliar de enfermagem, que estão percorrendo a comunidade.

A equipe do Centro POP, da Secretaria de Assistência Social, esteve em Itaipava oferecendo banho a população em situação de rua e seus animais de estimação através de um ônibus adaptado nesta quarta-feira (08.04). A iniciativa, que aconteceu em parceria com a instituição Mateus 25.35, aconteceu ao lado do terminal rodoviário e também distribuiu kits de alimentação, dicas de prevenção bucal, atendimento de enfermagem, além de orientar as pessoas sobre os cuidados para combater o coronavírus. Informações sobre o auxílio emergencial do governo federal também foram oferecidas para a população.

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