Petrópolis recebeu da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira (17/12), o Certificado de Cidade Resiliente. O título, que representa o reconhecimento internacional às ações de prevenção de desastres naturais que vêm sendo realizadas pela Prefeitura, foi entregue pelo representante do escritório da ONU em Estratégia Internacional para Redução de Desastres (EIDR), David Stevens, ao prefeito Rubens Bomtempo, em evento na sede da Prefeitura. Stevens parabenizou o prefeito pelo trabalho da Secretaria de Proteção e Defesa Civil e lembrou aos presentes que a responsabilidade pela prevenção de desastres naturais não é só do poder público, mas também da população.

A campanha da ONU define cidade resiliente como aquela que tem a capacidade de resistir, absorver e se recuperar de forma eficiente dos efeitos de um desastre e, de maneira organizada, prevenir que vidas e bens sejam perdidos.  São cerca de 2.400 cidades no mundo com esse título. No Brasil, são aproximadamente 320.

Ao receber o certificado, Bomtempo lembrou os avanços na prevenção de desastres das chuvas nos últimos dois anos: a capacitação de mais de 500 voluntários em 54 comunidades, a execução de 14 grandes obras de contenção pelo PAC Encostas, a parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), a elaboração do Plano de Contingência de Petrópolis, os testes mensais das 18 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme e a instalação de 38 pluviômetros automáticos e semiautomáticos, entre outras ações preventivas.

“Assumimos o terceiro mandato com uma responsabilidade muito grande de promover mudanças na cidade na área de Defesa Civil. Foram muitos os avanços que experimentamos nestes dois anos. É um trabalho muito bonito que tem que ser cuidado pelo governo. Pedimos agora a todos para nos mantermos unidos nesse debate, agindo com prevenção no nosso dia a dia, em todas as estações do ano, não jogando lixo nos rios, não construindo de forma irregular”, disse o prefeito Rubens Bomtempo.

“Hoje, Petrópolis dá mais um passo na prevenção a desastres das chuvas. Esse certificado é um reconhecimento do trabalho que o município vem fazendo. É a certeza de que estamos no caminho certo”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

David Stevens destacou o trabalho da Prefeitura ao cumprir os dez passos exigidos pela ONU para que Petrópolis fosse considerada uma cidade resiliente. “Os avanços obtidos na região em relação a alertas foram grandes nos últimos anos. Agora, o próximo grande desafio é diminuir a população que está em risco. A política de ocupação do solo que temos hoje no país é dos anos 70, 80. É preciso uma nova política de ocupação do solo e isso demora. Deve ser pensado para os próximos 10, 20 anos. O desafio é grande. Defesa Civil é um dever de todos. Chegar ao risco zero é algo impossível, mas temos que buscar esse objetivo”, disse David.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Igor, lembrou a conquista de Petrópolis com a criação da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, projeto do prefeito Rubens Bomtempo aprovado pelos vereadores em 2013. “Esse projeto foi amplamente debatido. Hoje não resta a menor dúvida de que foi um ato acertado do Executivo e do Legislativo. Mesmo sabendo que muito ainda precisa ser feito, já que os desafios em relação às chuvas em uma cidade montanhosa como Petrópolis são infinitos, nós vemos um novo momento na prevenção das comunidades do município. Parabéns ao prefeito por não medir esforços para Petrópolis ser uma cidade resiliente”, disse Paulo Igor.

DEFESA CIVIL NAS ESCOLAS – Durante a cerimônia, o prefeito assinou ainda o decreto que inclui a Defesa Civil no conteúdo programático dos ensinos fundamental e médio da rede municipal de ensino. As noções básicas de Defesa Civil, como prevenção e percepção de risco, serão passados para os alunos já a partir de 2015.

Quarenta estudantes da rede municipal realizarão uma visita, nesta quinta-feira (18/12), às sedes da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, no Centro, e do Corpo de Bombeiros de Petrópolis, na Avenida Barão do Rio Branco. Eles são os autores das melhores redações do concurso promovido pela Defesa Civil e pela Secretaria de Educação, no fim de novembro, durante a Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais. O tema do concurso foi: “O que eu posso fazer para deixar a minha comunidade mais segura?”.

“Com o concurso de redação e com essas visitas, queremos fomentar entre os jovens a cultura da prevenção de desastres das chuvas. O concurso fez com que os estudantes pensassem em prevenção, em como deixar suas comunidades mais seguras, no papel da população na redução de riscos de deslizamentos e inundações. Agora, com essas visitas à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros, esses jovens poderão ver de perto o trabalho do poder público na prevenção e na resposta a desastres naturais. É mais um dia em que vamos bater na tecla da prevenção junto à população, fortalecendo a cultura da Defesa Civil em Petrópolis”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

As visitas começam por volta das 8h30, na Defesa Civil, onde tomarão café da manhã e conhecerão a sede da Secretaria, as viaturas e o funcionamento do órgão. Em seguida, vão para o Corpo de Bombeiros, onde, após conhecer a instituição, vão almoçar. Os estudantes são de escolas de diversos bairros da cidade, entre eles Morin, Mosela, Itaipava, Centro, São Sebastião, 24 de Maio, Secretário e Quitandinha. “Essas visitas fecham a Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais, realizada entre os dias 22 e 29 de novembro. Foi uma semana muito importante para a Defesa Civil, porque fizemos simulados de desocupação em dez escolas, da Prefeitura e de duas comunidades com áreas de risco. Fizemos também uma chuva artificial na Praça Dom Pedro para mostrar à população como funciona um pluviômetro semiautomático, além de ações de conscientização de moradores, teatro com temática de Defesa Civil para crianças e adolescentes e esse concurso de redação”, disse Simão.

A Secretaria de Proteção e Defesa Civil começará a instalar, nas próximas semanas, mais 15 pluviômetros semiautomáticos nas comunidades com áreas de riscos do município. Com a medida, a Defesa Civil poderá monitorar as chuvas com ainda mais precisão, fortalecendo as ações de prevenção de desastres naturais em Petrópolis e agilizando a resposta às fortes chuvas.

“Saber quanto está chovendo em um local possibilita que a Defesa Civil tome as medidas necessárias, como providenciar a desocupação daquela região se houver riscos de deslizamentos generalizados. Podemos fazer acionando sirenes, fixas ou das nossas viaturas, e com os nossos agentes indo ao local para dar orientações aos moradores. Além disso, podemos mobilizar agentes das Unidades de Proteção Comunitária (UPCs), agentes de saúde (ACS), agentes de endemias (ACEs) e os voluntários dos Núcleos Comunitários de Defesa Civil”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

Os equipamentos ficarão em casas de moradores interessados em ajudar Petrópolis na prevenção de desastres das chuvas. Do lado de fora da casa, no quintal ou no telhado, o pluviômetro, que funciona por bateria, recebe a água das chuvas. Dentro de casa, um visor digital informa em tempo real quanto está chovendo e o acumulado nos intervalos de uma hora, quatro, 24, 48, 72 e 96 horas. Como acontece com os pluviômetros semiautomáticos já instalados no município, a Defesa Civil entra em contato com esses moradores voluntários, quando está chovendo forte, para saber o índice pluviométrico daquela localidade.

Os pluviômetros semiautomáticos foram cedidos pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.  Com a instalação desses 15 equipamentos, Petrópolis passará a contar com 79 pluviômetros automáticos e semiautomáticos espalhados pelo município. Desses, 53 foram instalados pela atual gestão, a partir de janeiro de 2013.

“A Defesa Civil vem fortalecendo as parcerias com outros órgãos, como é o caso do Cemaden. Essa é uma determinação do prefeito Rubens Bomtempo. Isso possibilitou que Petrópolis recebesse, em menos de dois anos, 53 pluviômetros automáticos e semiautomáticos para um bem maior, que é o de salvar vidas. Além disso, temos também a participação de moradores voluntários, que cedem um espaço de seu terreno para ajudar a Defesa Civil”, disse o secretário Rafael Simão.

O pluviômetro semiautomático depende de uma pessoa para ler os dados apontados no viso e repassá-los para a Defesa Civil. Já os automáticos transferem essas informações diretamente para a internet.

O prefeito Rubens Bomtempo vai receber nesta quarta-feira (17/12), das mãos do representante do escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) em Estratégia Internacional para Redução de Desastres (EIDR), David Stevens, o certificado de Cidade Resiliente da Organização das Nações Unidas (ONU). A campanha da ONU define cidade resiliente como aquela que tem a capacidade de resistir, absorver e se recuperar de forma eficiente dos efeitos de um desastre e, de maneira organizada, prevenir que vidas e bens sejam perdidos.

“Esse título é um reconhecimento internacional do trabalho que Petrópolis vem fazendo para ficar mais segura no verão. Temos trabalhado muito nesse sentido. Os riscos no município são altos, porque é uma cidade montanhosa, cortada por rios e onde chove muito no verão, mas nos últimos dois anos avançamos muito na prevenção de desastres das chuvas, tanto em medidas estruturais quanto em ações de conscientização da população. Tenho certeza de que vamos continuar avançando muito nos próximos dois anos”, disse o prefeito.

Em novembro, Bomtempo encaminhou ao escritório da ONU para a redução de desastres naturais um ofício listando a série de medidas que vem tomando desde que assumiu a Prefeitura, em janeiro de 2013, para deixar Petrópolis mais segura em relação às chuvas. Ele citou a criação da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, a capacitação de mais de 500 voluntários em 54 comunidades, a execução de 14 grandes obras de contenção pelo PAC Encostas, a parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), a elaboração do Plano de Contingência de Petrópolis, os testes mensais das 18 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme e a instalação de 38 pluviômetros automáticos e semiautomáticos, entre outras ações preventivas.

“É uma determinação do prefeito Rubens Bomtempo que a Defesa Civil trabalhe o ano inteiro para fazer de Petrópolis uma cidade cada vez mais resiliente. Isso é o que estamos fazendo nos últimos dois anos, com ações de prevenção e de organização de resposta a chuvas fortes. Essa atuação da Defesa Civil é permanente, o ano inteiro, incluindo fins de semana, feriados e madrugadas. Esse título da ONU nos dá mais vontade de continuar a trabalhar por Petrópolis”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

Para ser considerada pela ONU uma cidade resiliente é preciso cumprir dez passos: estabelecer mecanismos de organização e coordenação das ações preventivas com base na participação da sociedade; elaborar documentos de orientação para redução de riscos de desastres; manter informações atualizadas sobre ameaças e vulnerabilidades da cidade; investir em infraestrutura de redução de risco; avaliar a segurança de escolas e postos de saúde; aplicar e cumprir regulamentos de planejamento urbano; investir na capacitação comunitária para a redução de riscos; proteger ecossistemas para atenuar alagamentos e inundações; instalar sistemas de alerta e alarme; e garantir apoio à população após desastres.

A solenidade de entrega do título será na Prefeitura, na Avenida Koeler, às 9h. Estarão presentes secretários de governo, agentes da Secretaria de Proteção e Defesa Civil e representantes de outros órgãos envolvidos na prevenção e na resposta a desastres das chuvas em Petrópolis.

O diretor técnico da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, engenheiro Ricardo Branco, está no Japão participando de um curso de prevenção de desastres naturais, onde já pôde conhecer importantes obras de contenção de encostas do país. A proposta da viagem, paga pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), é que o engenheiro aprenda com a experiência de décadas do país na prevenção e na resposta a desastres naturais, para que esse conhecimento seja utilizado pela Prefeitura para deixar Petrópolis cada vez mais segura em relação às fortes chuvas comuns do verão.

Uma das obras visitadas por Ricardo Branco foi na província de Tottori, onde houve um deslizamento há nove anos. A obra, de 13 metros de altura, tem o prazo de quatro anos para a execução, a um custo de US$ 3 milhões. No curso, com a presença de técnicos do governo brasileiro, do governo de Santa Catarina e da Prefeitura de Nova Friburgo, os japoneses explicaram que a obra não foi feita assim que ocorreu o problema: antes houve um longo estudo na área para definir a melhor solução para o local.

“Antes de ir para campo, fizemos um estudo do lugar e identificamos qual a área que poderia ser atingida caso ocorra uma nova corrida de massa no local. Baseado nisso, foram identificadas a área onde não pode existir casa e a área onde pode existir casa, além do melhor tipo de contenção para o local”, disse Ricardo Branco.

O engenheiro lembrou o bom momento vivido por Petrópolis em relação à contenção de encostas, já que a Prefeitura está executando o PAC Encostas, o maior programa de contenção da história do município. São R$ 60 milhões em 14 intervenções, entre elas a do Vale do Carangola - a primeira barreira dinâmica instalada no município e a maior cortina atirantada de Petrópolis.

A viagem de Ricardo Branco faz parte da parceria entre o governo federal e a Jica, firmada em 2013 com quatro anos para a redução de risco de desastres em Petrópolis, Nova Friburgo e Blumenau (SC). Desde que a parceria foi assinada pelo prefeito Rubens Bomtempo, geólogos e engenheiros japoneses vêm realizando constantes reuniões e visitas a comunidades de Petrópolis, para compreender melhor a realidade local. Ao fim do convênio, a Jica produzirá manuais com orientações aos municípios sobre prevenção de tragédias das chuvas, divididos em três eixos: alertas antecipados, mapeamento de risco e planejamento urbano.

Agentes da Secretaria de Proteção e Defesa Civil percorreram, na manhã desta quarta-feira (10/12), a comunidade do Duques, distribuindo cartilhas com dicas de prevenção de desastres das chuvas e panfletos com orientações do que fazer quando a sirene for acionada. A ação foi realizada durante o teste mensal das sirenes do Sistema de Alerta e Alarme. Às 10h, as 18 sirenes do município foram acionadas remotamente e manualmente, para que a Defesa Civil identifique e corrija possíveis falhas no sistema. O teste mensal serve também para que os moradores se familiarizem com o som dos alertas.

Das 18 sirenes, somente duas apresentaram falhas no acionamento remoto, feito pela internet, da sede da Secretaria de Proteção e Defesa Civil. A empresa responsável pela manutenção já foi comunicada e já realizou os reparos necessários. Todas funcionaram perfeitamente no acionamento manual – que é o plano B da Defesa Civil, em caso de fortes chuvas no bairro.

“As sirenes representam a melhor ferramenta de prevenção a curto prazo. Temos trabalhado para garantir que todas estejam funcionando quando precisarmos. Nós pedimos desculpas para os que se sentem incomodados com o barulho das sirenes, mas é para um bem maior, que é salvar vidas, fazer com que os moradores de áreas de risco se dirijam para um local seguro quando há possibilidade de deslizamentos generalizados no bairro. O som é para ser alto mesmo, para que todos escutem os alertas”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

No Duques, agentes reforçaram a orientação para os moradores procurarem um local seguro assim que começar a chover forte. O comerciante Isaías de Araújo Lessa, de 56 anos, mora desde criança no bairro. Quando os agentes passaram pela sua loja, Isaías pediu mais cartilhas para entregar aos seus fregueses. “Tudo o que é para alertar os moradores é válido. Eu gosto de ajudar e incentivar o pessoal a colaborar. Cada um fazendo a sua parte, fica mais fácil. Se é para melhorar a comunidade, é válido”, disse Isaías.

O prefeito Rubens Bomtempo abriu nesta terça-feira (9/12) o primeiro exercício simulado de mesa do Plano de Contingência de Petrópolis, na sede da Secretaria de Proteção e Defesa Civil. Cerca de 30 órgãos municipais, estaduais e federais, além de empresas, ongs e concessionárias de serviços públicos, participaram do evento, das 9h às 17h. No simulado, a Defesa Civil descreveu, com riqueza de detalhes, um desastre fictício causado pelas chuvas na Estrada da Saudade. Os órgãos apontaram o que fariam a cada evento relatado. Para Bomtempo, esse é um importante passo que deixa Petrópolis cada vez mais segura no verão.

O prefeito destacou ainda o compromisso dos órgãos presentes em fortalecer os vínculos e trabalhar em conjunto. “O nível de organização que temos hoje é bem diferente do que tínhamos no verão anterior. Estamos construindo uma cidade mais forte, mais resiliente. É um trabalho de formiguinha. Quero agradecer a cada um de vocês por estarem mais próximos”, disse Bomtempo, que apresentou toda a situação das obras de contenção do PAC Encostas em Petrópolis.

Bomtempo mostrou fotos das intervenções e falou sobre o andamento de cada uma das 14 obras do programa que representa cerca de R$ 60 milhões em investimentos. As mais adiantadas são as do Vale do Carangola e da Rua Casemiro de Abreu. “Quando nós colocamos o interesse comum acima do interesse particular, nós conseguimos avançar. Estamos saindo na frente na parte material, estrutural. A cidade é muito grande, então a demanda por recursos é quase infinita. São intervenções importantes, que serão muito bem aceitas pela população”, disse o prefeito.

Durante o exercício, a Defesa Civil informava aos participantes os dados do desastre fictício: data, hora e local de ocorrências, índices pluviométricos registrados a cada instante e as informações que chegavam à Secretaria pelo telefone 199. A cada evento descrito, os órgãos presentes falavam o que fariam, as medidas que tomariam e os recursos humanos e materiais que disponibilizariam.

Entre os participantes, estavam Corpo de Bombeiros, Exército, Aeronáutica, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Rede de Operações de Emergência de Radioamadores (Roer), CEG, Águas do Imperador e secretarias municipais. “Agora os órgãos estão muito mais integrados e poderão trabalhar de forma adequada. Cada um dando o que tem de melhor na hora que precisa”, disse o representante da Cruz Vermelha de Petrópolis, Alexandre Mayworm.

“Foi interessante. Abriu para mim um leque de conhecimento que eu não tinha. É a preparação para o real. Sem treinar, as coisas não saem como queremos”, disse o tenente Maurício Sena, representante do 26º Batalhão de Polícia Militar (Petrópolis).

Cerca de 30 órgãos estarão reunidos nesta terça-feira (9/12), a partir das 9h30, na Secretaria de Proteção e Defesa Civil, para debater o que fariam durante um desastre das chuvas na Estrada da Saudade. Este será o exercício simulado de mesa do Plano de Contingência de Petrópolis, documento apresentado pelo prefeito Rubens Bomtempo em dezembro de 2013 e que define o que cabe a cada órgão em um desastre natural. O prefeito Rubens Bomtempo também participará do simulado.

Durante o exercício, a Defesa Civil descreverá com detalhes cada evento de um desastre fictício, como: quantidade de chuva a cada momento; local e horário de cada deslizamento; informações passadas por moradores à Defesa Civil pelo telefone 199; entre outros dados. À medida que os eventos fictícios forem acontecendo, os representantes dos órgãos irão informar o que fariam e quais recursos materiais e humanos que disponibilizariam.

“Este é o momento para erramos. Com o simulado, saberemos qual resposta não foi adequada, o que cada órgão poderia fazer diferente durante um desastre”, disse o prefeito.

Desde agosto, a Defesa Civil realizou quatro reuniões preparatórias para o simulado com representantes de órgãos envolvidos na resposta a desastres das chuvas. São órgãos municipais, estaduais, federais, empresas privadas, ONGs e concessionárias de serviço público.

O assessor de prevenção de preparação da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Ricardo Corrêa, está neste fim de semana no município de Visconde do Rio Branco (MG), ministrando curso sobre prevenção e administração de desastres naturais. Ricardo Corrêa, que também é instrutor da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, irá proferir palestra sobre a experiência de Petrópolis na prevenção e na resposta a desastres das chuvas. O curso é voltado para agentes da Defesa Civil da região, servidores municipais de Visconde do Rio Branco, Divinésia, Guidoval, Ubá e Guiricema, e para representantes das unidades militares da área.

O convite partiu da Prefeitura de Visconde do Rio Branco. O objetivo do curso, que começou hoje (5/12) e será realizado até sexta-feira (7/12), é fortalecer a cultura da Defesa Civil na região. Os cinco municípios são atendidos por uma unidade estadual de Defesa Civil.

“Vamos levar a nossa experiência em Defesa Civil para esses municípios. A Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis tem um conhecimento acumulado sobre prevenção e resposta a desastres naturais, então vamos dividir esse conhecimento com esses municípios, para que eles estejam mais preparados para reduzir os riscos de desastres naturais. Lá, o maior risco é de inundação”, disse Ricardo Corrêa.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, afirmou que, por determinação do prefeito Rubens Bomtempo, a secretaria vem fortalecendo parcerias com outros municípios em relação à prevenção de desastres das chuvas. “Desde 2013, já recebemos grupos de órgãos municipais de Defesa Civil, que vieram conhecer a nossa Secretaria, como foi o caso de São José do Vale do Rio Preto e Magé. Também estamos sempre em contato com outras Defesas Civis, buscando projetos que possam ser implantados em Petrópolis. A ideia é fortalecer o Sistema Nacional de Defesa Civil, formado por todas as Defesas Civis do país. Em uma situação de desastre, há sempre a colaboração entre municípios vizinhos. Então quem ganha com essas parcerias é a população”, disse Simão.

O secretário ainda destacou a atuação de Ricardo Corrêa na Defesa Civil de Petrópolis. Em março de 2013, ele foi atingido por um deslizamento no Quitandinha quando tentava convencer moradores a saírem de suas casas durante as fortes chuvas que caíam na região. Após ficar soterrado por oito horas, Ricardo foi socorrido, ficou em coma e passou mais de quatro meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Mesmo após tudo o que aconteceu, Ricardo fez questão de voltar a trabalhar na Defesa Civil. Ele é apaixonado por essa profissão e está sempre motivado em ajudar a salvar vidas”, disse Simão.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, participou nesta semana, em São Paulo, representando o prefeito Rubens Bomtempo, do seminário de comemoração dos 60 anos da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). Petrópolis passou a fazer parte dessa história em 2013, quando foi firmado convênio de quatro anos entre o governo brasileiro e a Jica para a redução de desastres naturais no município, em Friburgo e em Blumenau (SC).

O seminário abordou as retrospectivas e as perspectivas da parceria da Jica com o Brasil, em relação aos diversos convênios firmados pelo país – hoje são 14 os convênios de cooperação técnica em andamento. Entre os presentes, estavam o representante chefe da Jica, Satoshi Murosawa; o embaixador japonês Kunio Umeda; e o cônsul geral do Japão, Noriteru Fukushima. Simão foi ao evento na segunda-feira (1/12).

“O seminário foi muito positivo. O cônsul do Japão fez uma menção honrosa ao prefeito Rubens Bomtempo, por acreditar no convênio para redução de desastres naturais em Petrópolis. Ele falou que, para o Japão, tem sido um aprendizado muito grande, por ser uma oportunidade de conhecer melhor os municípios brasileiros”, disse Simão.

Desde que a parceria envolvendo Petrópolis foi firmada, geólogos e engenheiros japoneses vêm realizando constantes reuniões e visitas a comunidades do município, para compreender melhor a realidade local. Ao fim do convênio, a Jica produzirá manuais com orientações aos municípios sobre prevenção de tragédias das chuvas, divididos em três eixos: alertas antecipados, mapeamento de risco e planejamento urbano.

No início do ano, o prefeito Rubens Bomtempo e o secretário Rafael Simão foram ao Japão conhecer as medidas de prevenção de desastres naturais do país. Além disso, para cada eixo da parceria, um técnico da Prefeitura de Petrópolis que atua na área foi ao Japão conhecer as experiências daquele país no setor. No eixo mapeamento de risco, o geólogo Yuri Garin, da Defesa Civil, viajou em maio. No mesmo período, a engenheira Ana Maria Zanetti, da Secretaria de Habitação, fez a viagem para o curso sobre planejamento urbano. Em novembro, o engenheiro Ricardo Branco, da Defesa Civil, foi ao país conhecer o sistema de alerta antecipado japonês. Ele voltará da viagem no dia 15. Todas as viagens foram custeadas pela Jica.