A Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais terminou neste sábado (29/11) com uma ação social na Praça Visconde de Mauá (Praça da Águia). Durante todo o dia, órgãos municipais, estaduais, federais, empresas e ONGs realizaram atividades no local. O objetivo da ação foi integrar os diferentes órgãos participantes, prestar um serviço à população e comemorar o encerramento da Semana Municipal de Desastres das Chuvas, que levou a vários pontos da cidade a campanha da prevenção, entre os dias 22 e 29 de novembro.

Em uma tenda na praça, foi apresentada a peça infantil “Lua Clara na Boca da Mata”, do grupo Língua de Trapo, trazendo em seu texto a temática da prevenção de desastres das chuvas. Com uma sirene móvel, a Defesa Civil fez uma exibição na praça do alerta de chuvas fortes e do alerta do risco de deslizamentos. Houve também exibição de viaturas do Exército e outras ações, como o escovódromo da Secretaria de Saúde, para mostrar às crianças a importância da higiene bucal, e exposição de animais peçonhentos. Na Praça Dom Pedro, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável distribuiu mudas para população.

Na barraca da Defesa Civil, cartilhas com dicas simples de prevenção de desastres das chuvas foram distribuídas para quem passava. Além disso, também foram distribuídos adesivos alusivos à Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais: quem passou colou no peito, aderindo à campanha. “Foi uma oportunidade para vários órgãos parceiros da Defesa Civil, como a Cruz Vermelha de Petrópolis, a Reserva Biológica de Araras, o Corpo de Bombeiros, o Núcleo de Bem Estar Animal, a Polícia Militar, a ONG internacional Care, entre outras instituições, exibirem os seus trabalhos, fechando uma semana muito positiva para a cidade, no fortalecimento da cultura da prevenção de desastres naturais”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

Mais de 100 pessoas participaram dos dois simulados de desocupação de áreas de risco realizados pela Secretaria de Proteção e Defesa Civil no sábado (29/11): na 24 de Maio e no Vale do Cuiabá. A proposta dos simulados é habituar os moradores de áreas de risco a procurar um local seguro quando começar a chover forte, para que todos saibam o que fazer em uma situação real. Os eventos fizeram parte da Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais. Entre os dias 22 e 29 de novembro, a Prefeitura realizou ações em vários pontos da cidade, reforçando a cultura da prevenção de desastres das chuvas no município.

Às 10h, a sirene da 24 de Maio foi acionada. Agentes circularam pelo bairro orientando os moradores a se dirigirem para o ponto de apoio sinalizado pela Prefeitura na comunidade, na Escola Estadual Augusto Meshick, onde foram cadastrados pela Defesa Civil para receber alertas de chuvas fortes por celular, assim que o projeto for implementado no município. Cerca de 70 pessoas foram ao ponto de apoio.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, participou da ação. “As chuvas fortes vão acontecer no verão. Isso não dá para evitar. Então todos têm que saber o que fazer quando essas chuvas vierem. A resposta do simulado foi muito positiva. Circulamos no bairro distribuindo adesivos com a logo da Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais para as pessoas colarem no peito. Foi uma cena bonita, porque, passados 10, 20 minutos, para onde olhávamos víamos pessoas com o adesivo no peito”, disse Simão.

Às 15h, no Vale do Cuiabá, outro simulado de desocupação foi realizado, em uma parceria da Defesa Civil com o programa Mãos à Obras, da Secretaria de Estado de Ambiente (SEA). Quarenta famílias foram ao local quando a sirene móvel da Defesa Civil foi acionada na região. O ponto de apoio do bairro é o campo de futebol do clube Boa Esperança.

“Ficamos felizes porque você vieram, participaram. Venham sempre que necessário. Se nós recebermos o alerta e nada acontecer, ótimo. Pior será se não viermos e algo acontecer”, disse a coordenadora em Petrópolis do programa Mão à Obra, Roberta Salim, para os moradores que foram ao ponto de apoio.

A orientação da Defesa Civil é para que os moradores de áreas de risco saiam de casa assim que começar a forte, como casas de amigos ou parentes que não fiquem em áreas de risco. “Essa é a melhor opção, porque é mais confortável para a pessoa. Ela já deve conversar com esse amigo ou parente e deixar um colchão separado nessa casa para sempre ir para lá quando começar a chover forte”, disse Simão. Outra opção é ir para o ponto de apoio sinalizado pela Prefeitura no bairro. “O simulado serviu para mostrar para mais pessoas onde fica o ponto de apoio do bairro”, disse Simão.

A Secretaria de Proteção e Defesa Civil realizou em menos de cinco minutos, nesta sexta-feira (28/11), o simulado de desocupação do prédio da Prefeitura. O prefeito Rubens Bomtempo participou do evento, que faz parte da Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais. Às 17h, quando as sirenes de quatro viaturas da Defesa Civil foram acionadas, cerca de 100 servidores do Gabinete do Prefeito e de secretarias dos prédios anexos saíram de suas salas e foram para o ponto de segurança - uma tenda sinalizada pela Prefeitura no jardim em frente ao prédio, localizado na Avenida Koeler.

“Todos os servidores estão de parabéns porque participaram, saíram do prédio com calma, com tranquilidade. Foi um passo importante que demos nessa campanha de redução de desastres naturais em Petrópolis. A prevenção tem que ser pensada no nosso dia a dia. É um caminho que estamos perseguindo em direção ao nosso objetivo, que é ter um verão cada vez mais seguro em Petrópolis. As perdas materiais podem acontecer, porque Petrópolis é uma cidade em que chove muito, mas estamos trabalhando para que não haja perda de vidas”, disse o prefeito Rubens Bomtempo para os servidores, após o simulado.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, destacou o caráter simbólico do simulado de desocupação do prédio da Prefeitura. “Desocupar o Palácio Sérgio Fadel mostra que nós podemos fazer muito mais. Podemos deixar a nossa cidade mais segura no verão. Esperamos que, sempre que acontecer um evento adverso, todos saibam o que fazer”, disse Simão.

O secretário destacou, ainda, que o simulado voltará a ser realizado no prédio da Prefeitura. O objetivo é diminuir o tempo de desocupação do prédio e fazer alguns ajustes para, em uma situação de desastres, como incêndio, desabamento ou alagamento, todos os servidores saibam exatamente o que fazer, saindo do local com segurança. Também é objetivo da Defesa Civil realizar o simulado em outros prédios públicos.

Mais de 1.300 estudantes participaram, na manhã desta sexta-feira (28/11), do simulado de desocupação de dez escolas municipais, realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Proteção e Defesa Civil. O evento fez parte da Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais, com ações de prevenção do dia 22 ao dia 29 em vários pontos da cidade. O objetivo do teste foi deixar as escolas mais seguras, treinando alunos, professores e funcionários para que todos saibam o que fazer em uma situação de desastre, como deslizamentos, incêndios, alagamentos e desabamentos, entre outros incidentes. Nas dez escolas, a desocupação foi realizada em poucos minutos, assim como recomenda a Defesa Civil.

Os alunos foram orientados por professores e agentes da Defesa Civil a sair de sala rapidamente, mas sem correria, em fila, sem levar mochilas, e a se dirigir a um local seguro, previamente definido – a quadra ou o pátio da escola. Nas dez unidades, agentes distribuíram ainda panfletos com orientações do que fazer se a sirene tocar e cartilhas com dicas simples de prevenção de desastres das chuvas.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, acompanhou o simulado na Escola Municipal Governador Marcello Alencar, no Quitandinha. Ao fim do teste, ele conversou com os alunos. “Estivemos no Japão e vimos como as crianças e os jovens de lá participam das ações de prevenção. Lá eles sofrem com terremotos, maremotos e vulcões e sabem exatamente o que fazer se acontecer uma tragédia dessas. Aqui em Petrópolis não temos nada disso, mas temos deslizamentos e inundações, então temos que estar preparados. Não queremos que nada aconteça, mas não adianta ficar só torcendo. Temos que estar preparados e saber para onde ir se algum desastre acontecer. Isso é prevenção”, disse Simão para os alunos.

Cerca de 120 estudantes participaram do simulado. A diretora adjunta da escola, Priscila Kloh, falou para os alunos sobre a importância da ação. “Não é a primeira vez que nós fazemos esse simulado, mas ainda assim acho que é muito importante. É um período de muitas chuvas, então é importante nos prepararmos. São recomendações da Defesa Civil para salvar vidas. Esses simulados são para proteger a vida de vocês”, disse.

Participaram do simulado os alunos das dez escolas municipais que contam com agentes comunitários escolares, capacitados em 2013 em uma parceria entre Secretaria de Estado de Defesa Civil, Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Secretaria de Educação e a ONG internacional Care: Dr. Rubens de Castro Bomtempo (Vila Felipe), Jamil Sabrá (Coronel Veiga), Governador Marcello Alencar (Quitandinha), Odette Fonseca (Duques), Stefan Zweig (Amazonas), Vereador José Fernandes da Silva (Alto da Serra), Paroquial Bom Jesus (Dr. Thouzet), Clemente Fernandes (24 de Maio), Ana Mohammad (Sargento Boening) e João Paulo II (São Sebastião).

Quinta, 27 Novembro 2014 - 18:35

Boletim da Defesa Civil – 18h30

A Secretaria de Proteção e Defesa Civil não registrou ocorrências graves por conta das chuvas fortes do fim da tarde desta quinta-feira (27/11). O maior índice pluviométrico foi registrado no Quitandinha, onde choveu 45 milímetros em uma hora.

Como medida preventiva, às 15h44, a Defesa Civil acionou oito sirenes: Independência, Taquara, Siméria, Duques, Rio de Janeiro, Ceará, Espírito Santo e Amazonas. Os moradores de áreas de risco dessas regiões foram orientados a sair de casa imediatamente e procurar um local seguro, como casas de amigos ou parentes que não fiquem em áreas de risco ou pontos de apoio.

No Morin, uma árvore caiu atingindo a rede elétrica. A Defesa Civil comunicou prontamente a concessionária Ampla para que sejam feitos os reparos. Houve também duas quedas de árvore na Rua Casemiro de Abreu, no Centro. A Secretaria mobilizou o Corpo de Bombeiros para a remoção das árvores. Na Rua Jacinto Rabello, na Chácara Flora, em uma construção precária, uma laje caiu e não deixou feridos.

Defesa Civil contou, nesta quarta-feira (26/11), com o apoio da população na divulgação de alertas de chuvas fortes. Às 19h, quando as 18 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme foram acionadas, informando aos moradores de áreas de risco sobre a possibilidade de chuvas fortes nas horas seguintes, a Defesa Civil também divulgou o alerta na página da Secretaria no Facebook (facebook.com/defesacivilpetropolis), recebendo a ajuda dos internautas: até a manhã seguinte, foram mais de 250 compartilhamentos, fazendo com que o alerta chegasse a mais de 7.800 pessoas.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, destacou a participação da população na prevenção de desastres naturais. Para ele, esse foi mais um passo que Petrópolis deu no fortalecimento da cultura da prevenção no município. “O grande número de compartilhamentos no Facebook do nosso alerta mostrou que a população quer ajudar a deixar Petrópolis mais segura. Estamos no caminho certo, porque para a Defesa Civil ter sucesso é preciso que os moradores participem. Quando a pessoa curte e compartilhe um alerta ou uma orientação da Defesa Civil no Facebook, ela está ajudando a levar aquela informação para muito mais pessoas, contribuindo para a prevenção de desastres das chuvas”, disse Simão.

A Defesa Civil emitiu o alerta após receber um aviso do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com a previsão de pancadas de chuva no município. Nas horas seguintes, houve chuvas moderadas em vários pontos de Petrópolis, mas que não geraram ocorrências na Defesa Civil. A Secretaria segue em estágio de atenção.

Esta foi a primeira vez em que a Defesa Civil acionou as sirenes com uma nova mensagem, alertando para a possibilidade de chuvas fortes. O outro alerta das sirenes é para riscos de deslizamentos generalizados na comunidade. “Quando a sirene informar que há risco de chuvas fortes, o morador de área de risco deve ficar atento. Se começar a chover, ele deve sair de casa e procurar um local seguro, como casas de amigos ou parentes que não fiquem em área de risco ou um ponto de apoio sinalizado pela Prefeitura”, disse Simão.

Até sexta-feira (28/11), há previsão de pancadas de chuva moderada em Petrópolis, como informou o Cemaden.

Quem passou nesta quarta-feira (26/11) pela Praça Dom Pedro, no Centro, pôde acompanhar uma simulação de chuva realizada pela Secretaria de Proteção e Defesa Civil. O objetivo foi mostrar à população como funciona um pluviômetro semiautomático - hoje são 12 os equipamentos instalados em áreas de risco em Petrópolis. O simulado fez parte da Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais, com ações de prevenção em vários pontos da cidade entre os dias 22 a 29 de novembro. A programação completa está no site da Prefeitura (www.petropolis.rj.gov.br).

O pluviômetro foi colocado no jardim, ao lado da estátua de Dom Pedro II, e o visor digital ficou na calçada, indicando para quem passava quanto estava chovendo. Um esguicho na praça simulava a chuva. A proposta do evento é fazer com que as pessoas se familiarizem com a medição de chuvas, para que, em casa, possam fazer o mesmo com pluviômetros caseiros, feitos com garrafas PET. Na praça, também foram distribuídos à população adesivos para a confecção dos pluviômetros caseiros.

“O simulado foi mais uma oportunidade de aproveitamos para falar sobre prevenção de desastres das chuvas e fazer com que as pessoas pensem sobre essa cultura da Defesa Civil. Quem passou pela praça e parou para olhar o simulado entendeu melhor o que significa chover tantos milímetros em tanto tempo. Assim, quando a pessoa fizer o seu pluviômetro caseiro, vai saber melhor o que significa 10 milímetros de chuva em um hora, 20 milímetros em uma hora. A ideia é a pessoa conhecer cada vez mais os riscos que as chuvas fortes representam para Petrópolis”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

Quem passou por ali aprovou o simulado. Foi o caso do aposentado Claudio Braga Ferreira, morador da Fazenda Inglesa. “É muito interessante dar o conhecimento para as pessoas, assim fica mais fácil entender essa parte técnica. A Defesa Civil mostrou que está realmente monitorando as comunidades em relação às chuvas”, disse Claudio.

Desde janeiro de 2013, a Prefeitura instalou 12 pluviômetros semiautomáticos em comunidades em áreas de risco. Em caso de chuvas fortes, os moradores das casas onde foram instalados os equipamentos comunicam à Defesa Civil os valumes registrados. Os equipamentos são uma parceria entre a Prefeitura e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Estudantes de dez escolas municipais estão assistindo, nesta semana, a peça “Lua Clara na Boca da Mata”, do grupo Língua de Trapo, como parte da Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais. A história conta a trajetória de um espantalho chamado “Cabeça de Palha” que ganha vida e sai em busca do mundo que sonhava conhecer, mas vai se desencantando com a poluição e o descaso do homem pela natureza. Ao longo da história, o risco de desastres das chuvas é um tema bastante abordado, e um dos personagens, o comandante da Defesa Civil, dá dicas de prevenção e até aciona uma sirene. Um dos fantoches ainda exibe um pluviômetro caseiro.

A peça é uma ação da Prefeitura, por meio da Fundação de Cultura e Turismo e da Secretaria de Proteção e Defesa Civil. Há ações de prevenção previstas para vários pontos da cidade durante a Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais, até sábado (29/11). A programação completa está no site da Prefeitura (www.petropolis.rj.gov.br).

“Esse é um projeto inovador em Petrópolis. A Defesa Civil conseguiu, em conjunto com a Fundação de Cultura e Turismo, adaptar o texto para a temática da prevenção de desastres das chuvas. Os personagens dão dicas. Mostram como colocar calha no telhado, falam sobre a importância de não fazer construções irregulares, não jogar lixo nas encostas e nos rios. Isso tudo com uma linguagem próxima dos estudantes, dentro da realidade deles, e de uma forma engraçada, que prende a atenção desses jovens. A Defesa Civil está buscando, cada vez mais, investir na conscientização de crianças e jovens, porque é um público que leva esse conhecimento para casa, para a família e para os vizinhos. Além disso, eles são os adultos de amanhã”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

Na apresentação para o 5º ano da Escola Municipal Governador Marcello Alencar, no Quitandinha, os alunos gostaram do que viram, como observou a professora Viviane Calheiros. “Na saída, ouvi os alunos elogiando muito a peça. Eles acharam a montagem engraçada. A peça mostrou o que acontece na realidade, a questão do risco, a importância da sirene. Foi um texto de acordo com a realidade deles, que moram nessas áreas”, disse a professora.

A estudante Ana Carolina Lúcia da Silva, moradora da Rua Espírito Santo, também aprovou. “Achei a peça muito bonita, porque ensina como cuidar do mundo, a não jogar lixo nos rios”, disse.

A peça está sendo apresentada de segunda-feira (24) a sexta-feira (28/11), contemplando dez escolas municipais: Escola Municipal Alto Independência (Independência); Escola Municipal Rubens de Castro Bomtempo (Vila Felipe); Escola Municipal Governador Marcello Alencar (Quitandinha); Escola Paroquial Nossa Senhora da Glória (Morin); Escola Paroquial Bom Jesus (Dr. Thouzet); Escola Municipal Papa João Paulo II (São Sebastião); Escola Municipal Oswaldo Costa Frias (Posse); Escola Municipal de Educação Integral Padre Quinha (Vale do Cuiabá); Escola São Judas Tadeu (Mosela); e Escola Municipal Geraldo Ventura Dias (Meio da Serra).

O Comitê de Ações Emergenciais se reuniu na noite de segunda-feira (22/11), na Secretaria de Proteção e Defesa Civil, para debater o que vem sendo feito para deixar Petrópolis mais segura em relação às fortes chuvas do verão. O prefeito Rubens Bomtempo, que presidiu a reunião, pediu para que os representantes dos mais de 30 órgãos presentes, entre instituições públicas e privadas, atuem de forma articulada, sob a forma de parceria, com o objetivo de reduzir os riscos de desastres das chuvas no município. Como exemplo dessas ações integradas, ele citou as podas preventivas. A Comdep e, no caso das árvores próximas à rede elétrica, a concessionária Ampla se comprometeram a, em parceria, intensificar o serviço neste fim de ano.
Fazem parte do comitê as secretarias de governo, órgãos de segurança, concessionárias de serviço público, entre outras instituições. Bomtempo lembrou que Petrópolis conta hoje com o Plano de Contingência, sob a forma de matrizes, definindo de forma mais objetiva, em tabelas, o que cabe a cada órgão em uma situação de desastre natural. O plano foi apresentado em dezembro de 2013, com a colaboração dos órgãos participantes do comitê.

“As chuvas fortes virão. Não temos como evitar. Mas trabalhar para que não tenhamos vítimas. Se houver deslizamento, se cair uma ponte, que não tenhamos feridos, que não tenhamos mortos. Esse é o nosso objetivo. É para isso que estamos trabalhando, com ações estruturais, como obras de contenção de encostas, e campanhas de conscientização de moradores. A partir de agora, nos reuniremos permanentemente, uma vez por mês pelo menos, para sabermos como está o diálogo entre os órgãos e o nível de dificuldade que cada um tem. Cada órgão tem que ajudar o outro para deixarmos Petrópolis mais segura”, disse o prefeito.

Bomtempo lembrou que o município vem avançando muito na prevenção de desastres das chuvas. Ele citou o PAC Encostas, o maior conjunto de obras de contenção da história do município, totalizando mais de R$ 60 milhões em investimentos. A mais adiantada delas é a do Vale do Carangola, onde está sendo instalada a primeira barreira dinâmica de Petrópolis e a maior cortina atirantada do município, com 260 metros de extensão, protegendo a Estrada do Carangola e as casas que estão abaixo. “Do ponto de vista estrutural, estamos em uma situação muito melhor do que há dois ou  três anos”, disse.

O prefeito ressaltou também o trabalho contínuo de prevenção feito pela Defesa Civil, com a capacitação de mais de 500 voluntários em 54 Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs) desde janeiro de 2013. Também foram realizadas ações de panfletagem nas comunidades e trabalho de agentes comunitários de saúde (ACS) e de endemias (ACE) junto à Defesa Civil para divulgação da cultura da prevenção de desastres das chuvas nas comunidades.

A Secretaria de Proteção e Defesa Civil irá simular chuvas na Praça Dom Pedro, no Centro, às 10h desta quarta-feira (26/11), para mostrar à população como funciona um pluviômetro semiautomático. O secretário Rafael Simão acompanhará a operação. O simulado faz parte da Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais, com ações de prevenção previstas do dia 22 ao dia 29 em vários pontos da cidade – a programação completa está na página da Prefeitura na internet (www.petropolis.rj.gov.br).

O pluviômetro semiautomático, que funciona por bateria, mede a quantidade de chuvas e indica, em um visor digital, o acumulado de precipitação pluviométrica no local em milímetros: quanto está chovendo e quanto choveu nos intervalos de 1 hora, 4, 24, 48, 72 e 96 horas.

Desde janeiro de 2013, a Prefeitura instalou 12 pluviômetros semiautomáticos em comunidades em áreas de risco. No caso de chuvas fortes, os moradores das casas onde foram instalados os equipamentos comunicam à Defesa Civil os valores registrados. Os equipamentos são uma parceria entre a Prefeitura e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Também na Praça Dom Pedro, na barraca montada pela Defesa Civil durante a semana, agentes distribuirão à população adesivos para a confecção de pluviômetros caseiros, feitos com garrafas PET. “O objetivo do simulado é fazer a população pensar sobre prevenção de desastres das chuvas. Com essa demonstração, as pessoas vão poder entender melhor como funciona um pluviômetro semiautomático e o que significa uma chuva de tantos milímetros em um dado espaço de tempo. Depois disso, ele vai poder reproduzir essa medição em casa, com um pluviômetro caseiro”, disse o secretário Rafael Simão.