A Secretaria de Proteção e Defesa Civil realizará, neste sábado (22/11), um simulado de desocupação de áreas de risco na região do Gentio, em Itaipava. Às 10h, sirenes das viaturas da Defesa Civil serão acionadas, simulando uma situação de risco de deslizamentos e inundações generalizados provocados por fortes chuvas no bairro. Os moradores deverão se encaminhar para o ponto de apoio da região, localizado na Igreja Assembleia de Deus, na Estrada do Gentio. O simulado será realizado em parceria com o programa Mãos à Obra, da Secretaria de Estado de Ambiente (SEA), e mobilizará os voluntários do Núcleo Comunitário de Defesa Civil (Nudec) do bairro.

Quando as sirenes forem acionadas, membros do Nudec do Gentio mobilizarão moradores para que todos se dirijam ao ponto de apoio com rapidez e segurança. O objetivo do simulado é deixar os moradores cada vez mais preparados para as chuvas do verão. “É importante que a população participe, para já saber o que fazer quando as chuvas fortes vierem. Somente com o poder público atuando, sozinho, seria muito difícil avançar na prevenção de desastres das chuvas em Petrópolis. Os moradores das comunidades precisam entender o seu papel na proteção da sua vida e da sua família”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, que participará do simulado.

No evento serão distribuídos aos moradores cartilhas com orientações do que fazer antes, durante e depois das chuvas. Simão lembra que a orientação é para que moradores de áreas de risco procurem um local seguro assim que começar a chover forte, antes mesmo de a sirene móvel ser acionada. “A sirene é o último aviso de que se deve procurar um local seguro. O barulho da chuva forte no telhado já é um aviso”, disse Simão.

A região do Gentio passou a contar com um Nudec em abril, quando a Defesa Civil capacitou voluntários da localidade e também das comunidades Vale do Cuiabá, Boa Esperança, Madame Machado e Benfica. Na ocasião, cerca de 30 moradores aprenderam noções básicas de prevenção aos desastres naturais e foram orientados sobre como agir em uma situação de tragédia.

Cerca de 30 voluntários dos Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs) e agentes de saúde, de endemias e das Unidades de Proteção Comunitária (UPCs) passaram por nova capacitação da Secretaria de Proteção e Defesa Civil: no último sábado (15/11), o coordenador nacional da ONG chilena Emah (Equipe Metodista de Ajuda Humanitária), Juan Salazar Fernández, ministrou um curso sobre administração de abrigos temporários. Eles aprenderam noções básicas sobre o que deve e o que não deve haver em um abrigo após um desastre natural.

O curso, realizado de 8h às 17h, foi uma parceria entre a Defesa Civil e a ONG internacional Care, que trouxe o palestrante para a cidade. Os participantes já haviam realizado, em outubro, um curso sobre primeiros socorros preparado pelo governo dos Estados Unidos, onde aprenderam como fazer o primeiro atendimento a vítimas no caso de um desastre das chuvas.

“É uma determinação do prefeito Rubens Bomtempo que a Defesa Civil sempre capacite os seus agentes e quem atua antes e depois de desastres das chuvas, como é o caso dos voluntários do Nudecs e dos agentes de saúde, de endemias e das UPCs. Para isso, temos fortalecido as nossas parcerias com outros órgãos, ONGs, escolas e comunidades, para que a grande rede de Defesa Civil em Petrópolis fique cada vez mais forte, tanto na prevenção de desastres das chuvas, quanto na resposta, para que o município volte à normalidade com rapidez após fortes chuvas”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

Juan afirmou que a proposta é garantir a qualidade dos abrigos. “São noções mínimas para quem vai comandar uma resposta humanitária, para que essas pessoas saibam o que tem que ter no abrigo, que tipo de alimento, como manter a qualidade do abrigo para que as pessoas tenham saúde e proteção”, disse o coordenador Juan Fernández.

Quem participou ficou satisfeito. Foi o caso do coordenador do Nudec da Estrada da Saudade, Paulo Roberto Corrêa de Souza. “O curso é primordial. Imagina sair de casa em um feriado chuvoso? Viemos aqui porque queremos aprender como ajudar a salvar vidas. Isso sem dúvida é ótimo”, disse Paulo.

“A oportunidade é excelente. Aprender é sempre bom. A intenção é saber o que vamos fazer na prática quando precisar”, disse o agente de endemia Fábio Araújo.

A Defesa Civil passará a fazer parte da grade curricular do ensino fundamental da rede municipal da educação a partir de 2015. Os estudantes do 6º ao 9º ano aprenderão, em sala de aula, noções básicas de prevenção de desastres das chuvas, medidas para deixar sua casa mais segura no verão e o entenderão o que fazer antes, durante e depois das fortes chuvas. A iniciativa do prefeito Rubens Bomtempo se soma às demais medidas que vêm sendo tomadas desde 2013 pelo município para a redução de riscos de desastres naturais em Petrópolis, como obras de contenção de encostas, capacitação de voluntários nas comunidades, criação da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, convocação de três geólogos concursados para a Defesa Civil, entre outras ações.

Neste fim ano e no início de 2015, a Secretaria de Proteção e Defesa Civil irá capacitar os professores da rede municipal sobre a temática da prevenção de desastres das chuvas, para que eles possam ministrar as aulas já no ano que vem. A Secretaria de Educação estuda se o tema será abordado nas disciplinas já existentes ou se cria uma disciplina exclusiva de Defesa Civil.
Novidade anunciada em fórum da educação - A novidade foi anunciada pela secretária de Educação, Mônica Freitas, em São Paulo, no Fórum de Líderes da Educação Pública, evento organizado pela Comunidade Internacional de Cooperação na Educação (Mind Group) para debater o cenário do ensino brasileiro. Na ocasião, ela discursou para representantes políticos e educacionais de todo o país sobre as ações da Prefeitura na educação de Petrópolis.

“É uma premissa do governo municipal tratar temáticas importantes para Petrópolis de forma intersetorial, com várias secretarias atuando em prol do município, como é o caso da prevenção de desastres das chuvas. Por isso, vamos incluir no currículo escolar, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, a temática da educação ambiental com ênfase na redução de desastres naturais”, disse Mônica Freitas.

Para o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, esse é mais um passo que está sendo dado pelo município para deixar Petrópolis cada vez mais segura no verão. “É fundamental levar para as escolas a cultura da Defesa Civil. No Japão, vimos que as crianças aprendem desde cedo a agir de forma preventiva em relação a desastres naturais. Então temos que seguir esse bom exemplo. O aluno aprendendo na escola sobre prevenção de desastres das chuvas levará essa conhecimento para a sua família, para os amigos da rua. Com isso, avançaremos na mudança da nossa forma de lidar com o risco, como cada um fazendo a sua parte para deixar Petrópolis mais segura, colocando calha no telhado, não jogando lixo nas encostas, nos rios ou nas ruas, não construindo de forma irregular”, disse Simão.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, participou de seminário, no Tribunal de Contas da União (TCU), no Rio, sobre prevenção e resposta a desastres das chuvas. No encontro, realizado na quinta-feira (13/11), promotores, defensores públicos e ministros do TCU fizeram perguntas aos representantes das Defesas Civis nacional, estaduais e municipais sobre o que vem sendo feito para evitar que novos desastres naturais aconteçam pelo país. Estavam presentes o secretário nacional de Defesa Civil, Adriano Pereira Júnior, o secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões, e o ministro do TCU Raimundo Carreiro.

“Essa foi mais uma oportunidade que tivemos de debater Defesa Civil, com representantes das Defesas Civis de outros municípios e estados. Além de trocar experiências e buscar parcerias com outros órgãos para projetos que queremos executar em Petrópolis, o encontro foi positivo porque vimos o TCU, a Defensoria Pública e o Ministério Público interessados em ajudar na prevenção de desastres naturais. Fiquei feliz também com o reconhecimento que a Defesa Civil de Petrópolis tem fora do município. Em vários momentos do seminário a secretaria foi citada como referência de Defesa Civil, o que nos deixa muito satisfeitos e certos de que estamos no caminho certo”, disse Simão.

O presidente do Serviço Geológico do Estado do Rio (DRM-RJ), Flávio Erthal, em seu discurso, apontou a Defesa Civil de Petrópolis como referência para outros municípios, já que conta com geólogos e com o Plano Municipal de Redução de Riscos, entre outras medidas de prevenção. Os três geólogos da pasta são concursados e foram convocados pelo prefeito Rubens Bomtempo em 2013. Já o plano foi apresentado pela Prefeitura em 2007, no segundo governo de Bomtempo, e está neste ano passando por revisão e ampliação.

“Petrópolis tem um trabalho fantástico. O município foi se capacitando. É um exemplo nesse processo. Quem mapeou Petrópolis foi Petrópolis, que já possui um Plano Municipal de Redução de Risco. Fomos apresentar uma Carta Geotécnica de Aptidão Urbana (CGU) em Petrópolis em maio e o documento foi contestado pelos técnicos do município, que se estruturou. Isso é muito positivo, porque facilita o trabalho, disse.

O secretário nacional de Defesa Civil, Adriano Pereira Júnior, afirmou que hoje o grande desafio na área é regulamentar o Sistema Nacional de Defesa Civil, definindo o que cabe aos Municípios, aos Estados e à União. Já o secretário de estado de Defesa Civil, Sérgio Simões, acredita que o grande desafio do Sistema Nacional de Defesa Civil é conseguir levar o conhecimento técnico acumulado para as comunidades, para que os moradores de áreas de risco se sintam parte desse sistema.

Os três agentes da Defesa Civil de Petrópolis atingidos por um deslizamento quando salvavam vidas durante as chuvas de 17 de março de 2013 receberam homenagens do Ministério da Integração Nacional. Durante a Conferência Nacional de Proteção e Defesa Civil, em Brasília, na última semana, o ministro Francisco Teixeira entregou a Medalha Grau de Grande Oficial ao assessor de prevenção e preparação da secretaria, Ricardo Corrêa, e aos familiares dos agentes Fernando Fernandes e Paulo Roberto Filgueiras. Essa é a maior condecoração da Defesa Civil nacional.

Após o deslizamento de 17 de março de 2013, Ricardo ficou em coma e internado em CTI por quatro meses, com várias fraturas pelo corpo e insuficiência respiratória. Depois de uma melhora que impressionou familiares e amigos, Ricardo voltou ao trabalho neste ano. Fernando e “Beto” morreram no local no dia do acidente. Os três estavam na Vila São Joaquim, no Quitandinha, orientando os moradores a saírem de casa por causa das fortes chuvas.

“Trabalhar em Defesa Civil é uma grande responsabilidade. Esses três são exemplos disso”, lembrou o prefeito Rubens Bomtempo. “Agradeço, em nome do povo de Petrópolis e de todo o Brasil, ao Ricardo Corrêa e às famílias de Fernando Fernandes e Paulo Roberto Filgueiras pelo ato de heroísmo que todos tiveram. É isso que nos faz admirar aqueles que se dedicam a essa grande atribuição que é trabalhar em Defesa Civil”, disse o ministro Francisco Teixeira.

Ricardo e os familiares de Fernando e Beto receberam homenagens nas três esferas da Defesa Civil – municipal, estadual e federal. Em junho de 2013, com a inauguração da sede da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, foram entregues placas em homenagem aos três agentes. Além disso, Paulo Roberto Filgueiras deu nome ao Centro de Operações (Ceop) da Defesa Civil, e Fernando Fernandes deu nome à sede. Em dezembro de 2013, Ricardo e os familiares de Fernando e Beto receberam, da Secretaria Estadual de Defesa Civil, a Medalha Mérito de Defesa Civil.

“A medalha foi uma grande gratificação depois de muitos anos de Defesa Civil e ter vivido o que eu vivi, no intuito de tentar cada vez mais ajudar um pouco mais a população. Acredito que o trabalho da Defesa Civil está em crescimento e tem que ser reconhecido, não importa que seja por uma medalha, pelo reconhecimento da pessoa civil, em qualquer momento. É uma honra trabalhar na Defesa Civil e ajudar a população, assim como o Fernando e o Beto sempre fizeram com muita dedicação”, disse Ricardo Corrêa.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, que participou da conferência, ficou emocionado com a homenagem aos agentes. “Atitudes como as dos agentes Fernando, Roberto e Ricardo vão muito além do profissionalismo esperável no desempenho da função pública. Em verdade, alcançam elevadíssimo grau humanitário e demonstram coragem e heroísmo inigualáveis. Petrópolis, ou melhor, todo o Sistema de Defesa Civil é eternamente grato a tudo o que fizeram e, em especial, ao Ricardo, por tudo o que continua fazendo, inclusive superando as sequelas físicas deixadas pelo acidente e continuando a missão de trabalhar na Defesa Civil. Seus exemplos de determinação, superação e coragem inspiram as pessoas a construir um mundo melhor e mais justo. E, para honrar a memória de Fernando e Roberto, para que seus esforços não se percam, todos nós precisamos nos empenhar cotidianamente no planejamento e na efetivação de políticas públicas de Defesa Civil que tornem as cidades mais sustentáveis, resilientes e seguras. A estes heróis deixamos a certeza que jamais os esqueceremos e que seus esforços não serão em vão”, disse Simão.

A região do Independência recebeu, nesta segunda-feira (10/11), uma ação de conscientização da Secretaria de Proteção e Defesa Civil. Durante o teste mensal das sirenes do Sistema de Alerta e Alarme, realizada às 10h, agentes da Defesa Civil, de saúde (ACS), de endemias (ACE), das Unidades Proteção Comunitária (UPCs) e voluntários da Cruz Vermelha de Petrópolis conversaram com moradores e distribuíram cartilhas com dicas de prevenção de desastres das chuvas. O objetivo da ação é intensificar, no bairro, a cultura da prevenção, para que todos saibam o que fazer quando as chuvas chegarem.

A principal orientação aos moradores de áreas de risco neste período próximo ao verão é que todos já tenham definido um lugar seguro para ir quando começar a chover forte, como casas de amigos ou parentes que não fiquem em áreas de risco. Outra opção é ir para os pontos de apoio sinalizados pela Prefeitura. Nos panfletos distribuídos nesta segunda-feira, a Defesa Civil divulga os pontos de apoio do Independência e do Taquara: Escola Municipal do Alto Independência, na Rua Leonor Maia, 1.670; e Guarda Comunitária do Independência, na Rua Ângelo João Brand, 1.362.

“O ponto de apoio é uma das opções. Mas o ideal é que moradores de áreas de risco aproveitem o período sem chuvas para definir com amigos ou parentes uma casa segura para passarem a noite sempre que começar a chover forte. Tem que ser automático. Começou a chover forte, o morador reúne a família, pega o kit que já estava separado perto da porta, com documentos, remédios, material de higiene, água e alimentos rápidos e fritos, levando todos para essa casa segura. A população tem que se conscientizar dos riscos que as chuvas trazem”, disse o diretor operacional da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Ramon Camilo, que coordenou a ação.

Outro passo importante da ação de conscientização da Defesa Civil foi mobilizar parceiros como a Cruz Vermelha de Petrópolis, que foi com seis voluntários para a ação, fortalecendo a grande rede de Defesa Civil do município. “Essa ação é de grande importância para a Cruz Vermelha porque trabalhamos no serviço comunitário. Temos que nos unir para conscientizarmos os moradores sobre os riscos”, disse o coordenador do Departamento de Socorro a Desastres do órgão, Alexandre Mayworm.

As 18 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme foram acionadas às 10h remotamente, pela internet, e manualmente. Somente uma apresentou falhas - a do Duques - nas duas formas de acionamento. Ainda na segunda-feira, a Defesa Civil informou o problema para a empresa responsável pela manutenção dos equipamentos, que corrigiu a falha no mesmo dia.

O prefeito Rubens Bomtempo encaminhou nesta semana ofício ao escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Redução de Riscos de Desastres (UNISDR), solicitando a inclusão de Petrópolis na campanha “Construindo Cidades Resilientes”. A campanha define cidade resiliente como aquela que tem a capacidade de resistir, absorver e se recuperar de forma eficiente dos efeitos de um desastre e, de maneira organizada, prevenir que vidas e bens sejam perdidos. O objetivo da campanha é aumentar o grau de compromisso e consciência do poder público e da sociedade com medidas que reduzam o risco de desastres naturais.

No documento, Bomtempo listou a série de medidas que vem tomando desde 2013 para deixar Petrópolis cada vez mais segura em relação às chuvas, citando a criação da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, a capacitação de mais de 500 voluntários da Defesa Civil em 54 comunidades, a execução de 14 grandes obras de contenção pelo PAC Encostas, a parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), a elaboração do Plano de Contingência de Petrópolis, os testes mensais das 18 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme e a instalação de 38 pluviômetros automáticos e semiautomáticos, entre outras ações preventivas.

“Avançamos muito desde 2013 na prevenção de desastres das chuvas. Neste período, fortalecemos a Defesa Civil de Petrópolis e a cultura da prevenção no município. A nossa estratégia tem sido a de atuar em várias frentes, como obras de contenção, capacitação de voluntários nos Nudecs (Núcleos Comunitários de Defesa Civil), campanhas de conscientização, mas ainda assim os desafios continuam existindo. Petrópolis é uma cidade montanhosa onde chove muito no verão, então temos que continuar trabalhando. Participar dessa campanha da ONU será mais um grande passo”, disse o prefeito Rubens Bomtempo.

A inscrição de Petrópolis na campanha marca o compromisso do prefeito Rubens Bomtempo em deixar o município mais seguro em relação às chuvas. Uma vez aceito o pedido, Petrópolis passará a fazer parte de uma grande rede internacional de cidades resilientes. No Brasil, são 35 municípios participantes

Para poder se inscrever é preciso cumprir dez passos para a construção de uma cidade resiliente: estabelecer mecanismos de organização e coordenação das ações preventivas com base na participação da sociedade; elaborar documentos de orientação para redução de riscos de desastres; manter informações atualizadas sobre ameaças e vulnerabilidades da cidade; investir em infraestrutura de redução de risco; avaliar a segurança de escolas e postos de saúde; aplicar e cumprir regulamentos de planejamento urbano; investir na capacitação comunitária para a redução de riscos; proteger ecossistemas para atenuar alagamentos e inundações; instalar sistemas de alerta e alarme; e garantir apoio à população após desastres.

A parceria entre Brasil e Japão para a redução de riscos de desastres das chuvas em Petrópolis, firmada pelo prefeito Rubens Bomtempo e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), está rendendo mais frutos: nesta sexta-feira (7/11), o diretor técnico da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, engenheiro Ricardo Branco, viaja ao Japão, onde ficará até o dia 15 de dezembro conhecendo o sistema de alerta antecipado daquele país. O objetivo da viagem é que ele traga propostas para aperfeiçoar o Sistema de Alerta e Alarme do município, deixando Petrópolis cada vez mais segura no período de fortes chuvas. A viagem será paga Jica, sem custos para a Prefeitura.

“Petrópolis tem, hoje, 18 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme. Essa viagem de um técnico da Defesa Civil para o Japão será uma grande oportunidade para aperfeiçoarmos esse sistema, fortalecendo esse importante instrumento de prevenção de curto prazo, que orienta moradores de áreas de risco a saírem de casa quando há risco de deslizamentos generalizados na comunidade”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

No fim de 2013, o governo federal e a Jica firmaram uma parceria de quatro anos para a redução de risco de desastres em Petrópolis, Nova Friburgo e Blumenau (SC). Desde então, geólogos e engenheiros japoneses vêm realizando constantes reuniões e visitas a comunidades de Petrópolis, para compreender melhor a realidade local. Ao fim do convênio, a Jica produzirá manuais com orientações aos municípios sobre prevenção de tragédias das chuvas, divididos em três eixos: alertas antecipados, mapeamento de risco e planejamento urbano.

Para cada eixo da parceria, um técnico da Prefeitura de Petrópolis que atua na área foi ao Japão conhecer as experiências daquele país na área. No eixo mapeamento de risco, o geólogo Yuri Garin, da Defesa Civil, viajou em maio. No mesmo período, a engenheira Ana Maria Zanetti, da Secretaria de Habitação, fez a viagem para o curso sobre planejamento urbano. Agora, o engenheiro Ricardo Branco, da Defesa Civil, irá conhecer o sistema de alerta antecipado japonês.

“Essa viagem é uma sequência das cinco reuniões técnicas sobre alertas antecipados que fizemos em 2014 em São José dos Campos (SP), na sede do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Os representantes dos três municípios envolvidos na parceria e de órgãos do governo federal que estavam nessas reuniões vão participar do curso. No Japão, vamos conhecer o sistema de alerta e alarme do país, participar de uma aula de prevenção de desastres do Corpo de Bombeiros de lá, visitar áreas com sirenes para ver como funciona e entender a metodologia japonesa para definir os índices de chuvas para acionamento das sirenes. Durante o curso, já vamos testar esta metodologia do Japão com alguns dados de Petrópolis”, disse Ricardo Branco.

O curso será realizado em cinco cidades japonesas. Na conclusão, os participantes apresentarão um trabalho sobre o treinamento que receberam. Durante este período, o geólogo Yuri Garin assume a diretoria técnica da Secretaria de Proteção e Defesa Civil.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, está em Brasília participando da 2ª Conferência Nacional de Proteção e Defesa Civil, em Brasília, que começou na terça-feira e terminará na sexta-feira (4 a 7/11). Ao longo da semana, cerca de 1,4 mil pessoas de todo o país estão, como delegados, debatendo ações de prevenção para, ao fim do encontro, escolher 40 propostas para aprimoramento da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, sendo 10 princípios e 30 diretrizes. O evento é presidido pelo ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira.

Petrópolis está representada na conferência por três delegados: o secretário Rafael Simão e os representantes da sociedade civil Maria Claudia Moret (voluntária da Secretaria de Proteção e Defesa Civil) e Alexandre Mayworm (Cruz Vermelha - filial Petrópolis). Da Secretaria de Proteção e Defesa Civil também participam da conferência o assessor de prevenção e de preparação, Ricardo Corrêa, e o chefe do Centro de Integração Comunitária, Paulo d’Avila.

A realização da 2ª Conferência Nacional de Proteção e Defesa Civil movimentou, desde novembro de 2013, cerca de 30 mil pessoas, em conferências municipais e estaduais realizadas em todo o país. Em Petrópolis, a Conferência Municipal foi realizada em fevereiro, no Hotel Quitandinha, com a presença de mais de 250 pessoas. Dali, foram eleitos delegados para representar o município na Conferência Estadual, realizada em maio no Rio. Lá foram eleitos os 100 delegados estaduais para a Conferência Nacional, sendo três de Petrópolis.

“A Conferência Nacional é um evento muito importante para quem pensa a Defesa Civil. É uma oportunidade de trocarmos experiências com outras Defesas Civis sobre ações de prevenção bem sucedidas. Além disso, debatemos as diretrizes que as Defesas Civis de todo o Brasil deverão seguir nos próximos anos. É importante lembrar que toda essa discussão tem a participação da população, já que a sociedade civil está representada no evento. Na Conferência Municipal, em fevereiro, no Quitandinha, já foi muito positivo vermos mais de 250 pessoas debatendo prevenção de desastres das chuvas. Essas propostas foram levadas para a Conferência Estadual”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

Com o tema "Proteção e Defesa Civil: novos paradigmas para o Sistema Nacional", a conferência debate quatro eixos: gestão integrada de riscos e resposta a desastres; integração de políticas públicas relacionadas à Proteção e à Defesa Civil; gestão do conhecimento em Proteção e Defesa Civil; e mobilização e promoção de uma cultura de Proteção e Defesa Civil na busca de Cidades Resilientes.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, prestou contas na reunião de segunda-feira (3/11) do Conselho Municipal da Cidade (ComCidade) sobre as ações da Prefeitura na prevenção de desastres das chuvas. Cerca de 40 pessoas participaram da reunião, realizada na Casa dos Conselhos, na Avenida Ipiranga. Durante duas horas, Simão falou sobre as obras de contenção que vem sendo realizadas pelo governo municipal – entre elas as previstas no PAC das Encostas – a capacitação de voluntários da Defesa Civil, as campanhas de prevenção realizadas pela secretaria, entre outras ações do município desde 2013.

A palestra, além de ser uma prestação de contas, também foi mais um passo no fortalecimento da cultura da prevenção de desastres das chuvas em Petrópolis. No encontro, Simão falou aos conselheiros sobre os perigos causados por cortes em barrancos, construções irregulares, lixo nas encostas e queimadas, entre outras práticas comuns que aumentam os riscos para a população, principalmente no período das chuvas.

“Essa reunião foi muito importante para a Defesa Civil. Pelas perguntas que foram feitas durante e depois da reunião, vimos que os conselheiros e quem estava presente entenderam a importância da prevenção para termos um verão mais seguro. Eles perceberam que não basta o poder público agir: é preciso que a população participe do trabalho. Os líderes comunitários e de sindicatos que estavam presentes na reunião poderão agora difundir essa cultura da Defesa Civil nas suas comunidades, na sua categoria profissional”, disse o secretário Rafael Simão.

Na palestra, Simão lembrou que Petrópolis está recebendo o maior pacote de obras de contenção de encostas de sua história – o PAC Encostas, uma parceria entre Ministério das Cidades, Prefeitura e Caixa Econômica Federal (CEF). São R$ 60 milhões em investimentos em 14 grandes obras de contenção. Cinco dessas intervenções já estão em fase final, dependendo apenas que os repasses federais continuem sendo realizados dentro dos prazos previstos.

O secretário lembrou também que, desde 2013, a Defesa Civil capacitou mais de 500 voluntários em Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs) criados em 54 comunidades. Neste período, foram distribuídos mais de 40 mil panfletos, cartilhas e calendários com dicas de prevenção de desastres das chuvas. Ele falou também sobre a instalação de 38 pluviômetros automáticos e semiautomáticos, a parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), a elaboração do Plano de Contingência de Petrópolis e os testes mensais das 18 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme.

“Se a pessoa insiste em construir onde não pode, ela vai colocar em risco toda a comunidade. Nós precisamos nos unir. Defesa Civil é um dever de todos nós. No Japão, vimos a participação da comunidade. Temos que mudar a nossa prática e levar essa cultura para cada vez mais pessoas”, disse Simão.