O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, participou no último sábado (11/10) de reunião do Lions Clube Petrópolis Quitandinha para falar sobre as ações da Prefeitura na prevenção e na resposta a desastres das chuvas. A iniciativa teve o objetivo de informar aos integrantes todas as ações que vem sendo desenvolvidas pelo município na área. A reunião foi na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-Petrópolis), no Centro.

“Ficamos muito honrados com esse convite para palestrar na reunião do Lions Clube. É uma organização com história na busca por uma sociedade melhor. O Lions abriu esse fórum de discussão sobre as chuvas em nossa cidade, e pudemos falar sobre o que estamos fazendo. Já avançamos muito na prevenção de desastres das chuvas desde janeiro de 2013, mas sabemos que ainda temos um longo caminho a percorrer. Com essa conversa com os sócios do Lions, sei que eles vão ajudar ainda mais Petrópolis no fortalecimento da cultura de prevenção no município”, disse o secretário Rafael Simão.

O presidente do Lions Clube Petrópolis Quitandinha, Paulo Magno Geoffrey Junior, afirmou que a palestra foi positiva para uma melhor compreensão do que se passa em Petrópolis. O Lions Clube é uma organização internacional não governamental que atua em prol do interesse público. “É importante termos palestras como essa, porque o Lions é um clube de serviço. A nós interessa conhecer as atividades do município para que possamos colaborar. É fundamental ter conhecimento do que o município está fazendo, porque às vezes criticamos sem estarmos devidamente inteirados sobre o assunto”, disse Paulo.

Na palestra, Simão explicou que Petrópolis está recebendo o maior pacote de obras de contenção de encostas de sua história: trata-se do PAC Encostas, uma parceria entre Ministério das Cidades, Prefeitura e Caixa Econômica Federal (CEF). São R$ 60 milhões em investimentos em 14 grandes obras de contenção. Cinco dessas intervenções já estão em fase final, dependendo apenas que os repasses federais continuem sendo realizados dentro dos prazos previstos.

O secretário lembrou também que, desde 2013, a Defesa Civil capacitou mais de 500 voluntários em Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs) criados em 54 comunidades. Neste período, foram distribuídos mais de 40 mil panfletos, cartilhas e calendários com dicas de prevenção de desastres das chuvas. Ele falou também sobre a instalação de 38 pluviômetros automáticos e semiautomáticos, a parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), a elaboração do Plano de Contingência de Petrópolis e os testes mensais das 18 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em reunião com representantes da Prefeitura, se comprometeu a dar início ao programa Morar Seguro, que irá reassentar mil famílias que vivem em áreas de risco em Petrópolis. A primeira comunidade contemplada será a Otto Reymarus, no Lagoinha, onde cerca de 270 famílias serão beneficiadas. Os moradores atendidos pelo programa terão três opções para nova moradia: compra assistida, indenização ou Minha Casa, Minha Vida.

Em função das trocas de secretários de Estado de Ambiente e dos presidentes do Inea nos últimos meses, o programa ficou paralisado desde abril. Para garantir que Petrópolis seja beneficiada por esse projeto, o prefeito Rubens Bomtempo formalizou em julho pedido ao governador Luiz Fernando Pezão para que o município assumisse a responsabilidade pelo programa, mas não houve resposta. O objetivo do prefeito é garantir que o programa seja colocado em prática, por ser uma grande oportunidade para Petrópolis na prevenção de desastres das chuvas.

O programa é uma parceria entre os governos federal e estadual. Petrópolis está sendo beneficiada com o projeto piloto do programa. Petrópolis foi escolhida para ser a primeira a receber o programa por causa do histórico de vítimas nas chuvas dos últimos anos. Os R$ 75 milhões destinados a Petrópolis são do Ministério das Cidades. Cabe ao Inea a execução do programa. Já ao município coube apontar as áreas que serão beneficiadas.

Em reunião com secretários de governo da Prefeitura e técnicos da Caixa Econômica Federal, na sede da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, os técnicos do Inea explicaram que a primeira etapa do programa, referente à região da Otto Reymarus, foi subdividida em duas áreas: a que tem acesso pelo Lagoinha e a que tem acesso pelo Lopes Trovão. Na primeira, o Inea já concluiu o cadastramento dos moradores. A expectativa é que ainda neste ano o instituto conclua a negociação com essas famílias sobre a opção que vão escolher para reassentamento. Para a segunda área, o Inea já contratou empresa para cadastrar as famílias.

A Secretaria de Proteção e Defesa Civil realizou, na manhã desta sexta-feira (10/10), uma ação de conscientização de moradores da 24 de Maio sobre os perigos das chuvas.  Funcionários da Defesa Civil, agentes da Unidade de Proteção Comunitária (UPC) do bairro e agentes de saúde (ACS) e de endemias (ACE) percorreram as ruas do bairro, conversando com moradores e distribuindo panfletos com orientações sobre o que fazer quando a sirene for acionada, além de cartilhas com dicas de prevenção.

A ação foi realizada durante o teste mensal das sirenes. Os agentes das outras UPCs também receberam o material e foram orientados pela Defesa Civil a distribuir os panfletos e cartilhas em suas comunidades. O objetivo dessa mobilização foi intensificar as orientações de prevenção para a população, já que o verão está chegando. Entre as dicas, está a de que o morador de área de risco deve sair de casa assim que começar a chover forte, antes mesmo de a sirene tocar. O alerta da sirene é o último aviso de que se deve procurar um local seguro, como casa de amigo ou parente que não fique em área de risco ou ponto de apoio sinalizado pela Prefeitura.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, participou da ação. Ele foi, ainda, à Escola Municipal Clemente Fernandes e passou de sala em sala para conversar com os estudantes. “A ação desta sexta-feira foi importantíssima para a Defesa Civil, porque demos mais um passo na massificação da cultura da prevenção em Petrópolis. Estamos batendo nesta tecla incessantemente. Nos Nudecs (Núcleos Comunitários de Defesa Civil), na página da Defesa Civil no Facebook (facebook.com/defesacivilpetropolis), nas ações de panfletagem, a palavra de ordem é prevenção. Estamos aproveitando todos os espaços para incentivar os moradores a fazer o descarte correto do lixo, antes de o caminhão passar, falamos sobre a importância de colocar calha no telhado, de consertar vazamentos em tubulações e caixas d’água e, principalmente, de procurar um local seguro quando começar a chover forte. Somente com a participação da população é que vamos deixar Petrópolis mais segura. Este é um longo caminho, mas sei que já avançamos muito”, disse Rafael Simão.

As 18 sirenes foram acionadas remotamente, pela internet, e manualmente. A do Duques apresentou falhas no acionamento manual. Já a do Amazonas apresentou falhas no acionamento manual e no remoto. As 16 demais sirenes funcionaram perfeitamente. A empresa responsável pela manutenção foi comunicada dos problemas e irá repará-los nos próximos dias.

A Secretaria de Proteção e Defesa Civil realizará, na manhã desta sexta-feira (10/10), uma ação de conscientização em diversas comunidades do município, durante o teste mensal das sirenes do Sistema de Alerta e Alarme. Servidores da Defesa Civil, agentes de saúde (ACS) e de endemias (ACE) e agentes das Unidades de Proteção Comunitária (UPCs) vão distribuir panfletos nas ruas próximas às sirenes e conversar com moradores. O material contém orientações do que fazer quando a sirene for acionada e cartilhas com dicas simples de prevenção de desastres das chuvas.

Nesta quarta-feira (8/10), o diretor operacional da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Ramon Camilo, se reuniu com agentes das UPCs para definir a ação de conscientização. Os agentes de cada UPC receberam centenas de panfletos e cartilhas e foram orientados a distribuir o material e a conversar com os moradores. A proposta da ação é integrar cada vez mais as UPCs à Defesa Civil, testar as 18 sirenes do município para corrigir possíveis falhas e conscientizar os moradores de áreas de risco sobre o que fazer antes e durante o período de chuvas.

“Os agentes de UPCs e os agentes de saúde e de endemias conhecem muito bem as comunidades onde atuam. Eles sabem quais são as servidões onde há mais risco. Então essa ação de sexta-feira será fundamental para difundirmos ao máximo as noções de prevenção de desastres das chuvas nas comunidades. Será uma manhã em que as ações serão realizadas em vários pontos da cidade ao mesmo tempo, na mesma hora do teste de acionamento das sirenes. Será um choque de prevenção. Mas as ações são contínuas”, disse Ramon Camilo.

Os agentes das UPCs se comprometeram a, a partir do dia 10, a entregar o material aos moradores, contribuindo para que Petrópolis fique mais segura no verão. “Temos contato direto com as comunidades. O panfleto de orientação é muito importante, porque facilita a ação de conscientização das UPCs. O panfleto comprova o trabalho da Defesa Civil”, disse o agente Mário Luiz de Souza, da UPC da 24 de Maio.

“É muito importante estar na comunidade fazendo ações de panfletagem, levando informações e conscientização em prol dos moradores de áreas de risco”, disse o agente Valério Trucci, da UPC do Alto da Serra.

“Já realizamos outras ações de conscientização no Quitandinha junto com a Defesa Civil, e a campanha tem sido boa. Os moradores têm se mostrado conscientes. É bem interessante, porque vemos a Defesa Civil presente no bairro”, disse o agente Leonardo dos Santos, da UPC do Quitandinha.

Petrópolis conta hoje com 18 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme e dez UPCs. Os agentes das UPCs são contratados pelo governo do estado, a quem cabe a responsabilidade pela infraestrutura das unidades. Já o município é responsável pela administração das UPCs.

Os 295 estudantes da rede municipal capacitados para atuar na prevenção de desastres das chuvas como agentes comunitários escolares receberam, nesta terça-feira (7/10), kits com mochila, capa de chuva, lanterna e apito. Esses agentes foram capacitados em 2013, em uma parceria entre Secretaria de Educação, Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Secretaria de Estado de Defesa Civil e ONG internacional Care, aprendendo noções básicas de Defesa Civil e de primeiros socorros. O material, do estado, deixará esses estudantes mais equipados para atuar na prevenção de desastres das chuvas.

Na cerimônia de entrega dos kits, no Theatro Dom Pedro, com a presença de diretoras das dez escolas participantes desta primeira fase do projeto, o prefeito Rubens Bomtempo destacou a importância desses estudantes para que Petrópolis fique mais segura em relação às chuvas.

“A nossa casa não termina no nosso portão. A nossa casa é também a nossa rua, o nosso bairro, a nossa cidade. Esse curso evidencia a necessidade de um desenvolvimento comunitário da ideia de solidariedade. A Defesa Civil é uma questão de solidariedade com aquele que mais precisa. A saída é a prevenção, para evitarmos qualquer tipo de problema que possa colocar em risco a vida das pessoas. Vocês já têm consciência do papel de cada um de vocês para que Petrópolis possa ficar mais segura. Que nós possamos utilizar todos os recursos que tivermos para salvar vidas”, disse o prefeito Rubens Bomtempo.

Neste primeiro momento do projeto, foram capacitados alunos de dez escolas municipais próximas às Unidades de Proteção Comunitária (UPCs): Dr. Rubens de Castro Bomtempo (Vila Felipe), Prefeito Jamil Sabrá (Rua Coronel Veiga), Governador Marcello Alencar (Quitandinha), Odette Fonseca (Duques), Stefan Zweig (Quitandinha), Vereador José Fernandes da Silva (Alto da Serra), Paroquial Bom Jesus (Dr. Thouzet), Clemente Fernandes (24 de Maio), Ana Mohammad (Castelânea) e João Paulo II (São Sebastião).

Também participaram da cerimônia o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, a secretária de Educação, Mônica Freitas, e o subdiretor da Escola de Defesa Civil do Estado do Rio, Márcio Romano. “Temos uma cidade muito bonita, mas temos algumas fragilidades. Todo verão chove muito forte. Não temos como impedir que chova forte, mas temos como deixar a cidade mais resiliente. Só vamos conseguir com a ajuda de vocês. Nós, juntos, vamos mudar a história de Petrópolis, deixar a cidade mais segura”, disse Rafael Simão.

A capacitação dos agentes comunitários escolares foi em agosto de 2013. Durante uma semana, os estudantes aprenderam noções básicas de prevenção de desastres das chuvas. A proposta é que eles se tornem multiplicadores desse conhecimento, junto a amigos de escola, família e vizinhos.

O estudante Patrick Pereira, de 15 anos, do 9º ano da Escola Ana Mohammad e morador do Sargento Boening, acredita que, com o kit, poderá ajudar mais pessoas. “Com a lanterna, poderemos sair no escuro e ajudar as pessoas a saírem de casa. No curso, aprendemos que temos que sair com calma”, disse.

O estudante João Paulo de França, de 16 anos, do 9º ano da Escola Odette Fonseca, morador do Duques, afirmou que o kit será útil para por em prática o que aprendeu no curso. “Aprendemos o que fazer, nas chuvas, para ajudar as pessoas, os primeiros socorros, o que fazer quando se perder”, disse.

Cerca de 110 agentes de saúde e de endemias participaram, nesta segunda-feira (6/10), da primeira das oito aulas do Curso para Agentes Locais em Desastres Naturais. A iniciativa é uma parceria entre Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Secretaria de Saúde, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Defesa Civil do município do Rio. O objetivo do curso é capacitar cada vez mais os agentes de saúde e de endemias do município, que hoje já participam das ações de prevenção de desastres das chuvas na comunidade, para que ajudem a Defesa Civil a deixar Petrópolis mais segura no verão.

Durante oito segundas-feiras, os participantes assistirão a palestras sobre os temas “Interface Defesa Civil e Saúde”, “Vulnerabilidade social e ambiental”, “Consequências ambientais”, “Consequências – Saúde”, “Educação”, “Respostas” e “Consequências – Infraestrutura”. O curso está sendo realizado na Pousada do Golfe, em Nogueira, das 9h às 17h. Agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Petrópolis) também assistiram às palestras.

Nesta segunda-feira, a palestra foi ministrada pelo assessor de prevenção e de preparação da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Ricardo Corrêa. Ele deu dicas simples de prevenção de desastres das chuvas, falou sobre deslizamentos e inundações, contou sobre sua experiência de Defesa Civil e indicou as práticas comuns de moradores que geram riscos para a população no verão, como jogar lixo nos rios e construir sem a orientação de um técnico responsável.

A agente de saúde Ester Ferreira, do Posto de Saúde da Família (PSF) do Amazonas, afirmou que, com o curso, se sente mais preparada para difundir a cultura da Defesa Civil na comunidade. “Este palestra mostra o quanto é importante atuarmos de forma preventiva. Temos que conseguir conscientizar a comunidade quanto à prevenção de desastres das chuvas antes que algo aconteça”, disse Ester, que participa com outros agentes, toda segunda-feira, de uma caminhada com cerca de 40 moradores pela manhã. “Depois da caminhada, sempre conversamos sobre prevenção de desastres das chuvas. Explicamos como colocar calhas no telhado, lembramos a importância de não fazer construções irregulares, descartar corretamente o lixo, entre outras medidas”, disse Ester.

“Acho importante saber como agir, entender o que fazer após um desastre, e o que fazer para a prevenção. A experiência que o Ricardo nos passou sobre deslizamentos nos deixa mais preparados para ajudar a comunidade”, disse a agente de saúde Laudelice Matias, do PSF Vale do Carangola.

Entre junho e julho de 2013, outra turma de agentes de saúde e de endemias havia participado deste curso. Em fevereiro, a Secretaria de Proteção e Defesa Civil ministrou uma palestra, na Fase, de capacitação sobre noções básicas de prevenção de desastres das chuvas. Nesta mesma época o prefeito Rubens Bomtempo garantiu um abono de R$ 200 para esses agentes que participam das ações de Defesa Civil.

Representantes de 32 órgãos se reuniram para debater as ações de resposta a fortes chuvas em Petrópolis. No encontro, promovido pela Secretaria de Proteção e Defesa Civil na terça-feira (30/9), na Casa Visconde de Mauá, cada órgão apresentou os recursos humanos e materiais que poderá dispor no caso de um desastre das chuvas no município, além de apontar o apoio que precisará de outras entidades. A reunião foi um preparatório para o simulado do Plano de Contingência de Petrópolis, que terá data marcada na próxima semana. Na ocasião, os órgãos irão simular um desastre das chuvas na Estrada da Saudade, apontando o que farão em cada situação.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, afirmou que a mobilização de 32 órgãos foi uma vitória de Petrópolis, já que mostrou que diferentes entidades municipais, estaduais, particulares e ONGs estão interessadas na busca por uma cidade mais segura no verão. “Demos um grande passo ao colocarmos na mesma sala tantos órgãos envolvidos na resposta às chuvas em Petrópolis. Com isso, conseguiremos avançar na profissionalização dessa resposta, deixando claro o que caberá a cada entidade no caso de fortes chuvas. Após essas reuniões, tende a ser cada vez mais rápida a resposta do município às consequências das fortes chuvas, como deslizamentos, inundações E fechamento de vias”, disse.

Como explicou Simão, o simulado do Plano de Contingência de Petrópolis terá como objetivo identificar erros, para que sejam corrigidos. “Será a hora de errar. Nesse simulado, veremos que órgão poderia ter agido diferente, como teria sido melhor para a população, entre outros ajustes que deverão ser feitos. Essas correções serão levadas para o Plano de Contingência, que foi apresentado pelo prefeito Rubens Bomtempo em dezembro e que será aprimorado a cada ano”, disse.

Representante do Comando de Bombeiros da Área Serrana (CBA II), a major Lia Povill afirmou que a iniciativa deixa o município mais seguro. “Essas reuniões entre os órgãos são muito importantes, sem dúvida. Se houver integração, não corre o risco de dois órgãos fazerem a mesma ação. Isso exclui também a questão da vaidade. Todos formamos um grupo de trabalho em prol da sociedade”, disse.

Representante da Polícia Militar, o 1º tenente Alexandre Rocha disse que a integração faz que o impacto de uma calamidade seja menor. “Não tem como a Polícia Militar, a Defesa Civil e outros órgãos atuarem de forma independente. Com um sem o outro, o serviço fica incompleto”, disse.
Participaram do encontro de terça-feira: Comdep; Secretaria de Obras; CPTrans; Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Produção; Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac); Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Secretaria de Ciência e Tecnologia; Secretaria de Administração e de Recursos Humanos; Procuradoria Geral do Município; Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico; Secretaria de Saúde; Fundação de Cultura e Turismo; Guarda Civil; Instituto de Previdência e Assistência Social dos Servidores Públicos do Município (Inpas); Secretaria de Educação; CEG; DTCEA-PCO (Cindacta 1); empresa Gridlab (manutenção das sirenes); OI; Ampla; 32º Batalhão de Infantaria Motorizado (32º BITmz); Polícia Militar; Polícia Rodoviária Federal (PRF); Corpo de Bombeiros; Concer; Rede de Operações de Emergência de Radioamadores (Roer); DGDec-Redec I; Águas do Imperador; Cruz Vermelha; Comando de Bombeiros de Área Serra (CBA II); e Serviço Geológico do Estado do Rio (DRM).

A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) irá orientar os municípios de Petrópolis, Nova Friburgo e Blumenau (SC) a produzirem novos protocolos de acionamento de sirenes no caso de chuvas fortes. Hoje nas três cidades, há um protocolo geral, para todo o município, baseado nos índices pluviométricos, independentemente do bairro. Com a proposta da Jica, cada região terá um protocolo específico, ou seja, serão considerados as características do solo e o padrão construtivo do bairro, além da intensidade das chuvas, para o acionamento das sirenes do Sistema de Alerta e Alarme.

A proposta da Jica foi apresentada na terça-feira (30/9), na sede do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em São José dos Campos. O encontro, que teve a participação da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, faz parte da parceria de quatro anos, iniciada em 2013, entre governo federal e Jica para a redução de desastres das chuvas em Petrópolis, Nova Friburgo e Blumenau (SC).

No evento, o engenheiro civil japonês Hydeyuki Iwanami, consultor da Jica, mostrou como é o protocolo de acionamento das sirenes no Japão, desde o momento em que os agentes da Defesa Civil local são mobilizados até a emissão dos alertas para as comunidades. No país, o protocolo leva em consideração as características locais.

Iwanami dará início ao novo protocolo em Petrópolis, tendo como base as chuvas de março de 2013. A Secretaria de Proteção e Defesa Civil disponibilizará a ele dados do registro de ocorrência, com informações sobre hora e local de deslizamentos. O engenheiro da Jica cruzará esses dados com os de órgãos estaduais, como o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), sobre os índices pluviométricos em cada bairro a cada hora. Com isso, ele fará uma média de quantos milímetros é preciso chover para haver deslizamentos em cada comunidade. A partir desse levantamento, a Secretaria de Proteção e Defesa Civil irá elaborar o novo protocolo, acrescentando mais informações.

Petrópolis conta hoje com 18 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme, instaladas em dez comunidades: Quitandinha, Ferroviários, Vila Felipe, João Xavier, Sargento Boening, São Sebastião, Siméria, Independência, Dr. Thouzet e 24 de Maio. As sirenes são consideradas a melhor ferramenta de prevenção a curto prazo em Petrópolis, já que os alertas orientam moradores de áreas de risco a procurar locais seguros, como casas de amigos ou parentes que não fiquem em áreas de risco ou pontos de apoio sinalizados pela Prefeitura. A Defesa Civil esclarece que os alertas das sirenes são o último aviso a esses moradores, já que eles devem procurar um local seguro assim que começar a chover forte, antes mesmo de a sirene ser acionada.

No encontro no Cemaden, a Defesa Civil estava representada pelo diretor técnico, engenheiro Ricardo Branco, e pelo chefe do Sistema de Alerta e Alarme, Vitor Júnior.

O engenheiro civil japonês Hydeyuki Iwanami, consultor da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), esteve em Petrópolis nesta semana reunido com técnicos da Secretaria de Proteção e Defesa Civil. Ele também visitou regiões atingidas pelas fortes chuvas de 2011 e de 2013. O encontro faz parte da parceria de quatro anos, iniciada em 2013, entre governo federal e Jica para a redução de desastres das chuvas em Petrópolis, Nova Friburgo e Blumenau (SC). Com a visita, Iwanami buscou entender o que deflagrou os deslizamentos nessas regiões para que a Jica possa propor novos protocolos de alertas antecipados no município.

A parceria com a Jica foi firmada no fim do ano passado. Desde então, o prefeito Rubens Bomtempo e técnicos da Prefeitura também foram ao Japão conhecer as medidas de prevenção de desastres naturais daquele país – viagens custeadas pela Jica. Ao fim da parceria, serão produzidos manuais com orientações sobre mapeamento de risco, alertas antecipados de desastres de sedimentos e planejamento urbano.

Iwanami se reuniu com o diretor técnico da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, engenheiro Ricardo Branco, e com o geólogo da secretaria Yuri Garin. Eles tiraram dúvidas do engenheiro japonês sobre o histórico recente de deslizamentos em Petrópolis. Os técnicos da Defesa Civil acompanharam Iwanami na visita a regiões onde houve deslizamentos nos últimos anos: Vale do Cuiabá, em 2011, e Otto Reymarus, no Lagoinha, Vila São Joaquim, no Quitandinha, e Independência, em 2013. Analista de pesquisa do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Graziela Scofield participou da reunião e da visita.

“O engenheiro civil Hydeyuki Iwanami mostrou que já tem muito conhecimento acumulado sobre Petrópolis. Neste primeiro ano de parceria, a Jica vem se informando sobre a realidade do município. É uma fase de coleta de informações, que já está muito avançada. Tudo o que informamos para os técnicos da Jica nas reuniões realizadas desde 2013 havia sido repassado para ele antes dessa visita. Então os questionamentos que ele nos fez foram mais aprofundados”, disse o diretor Ricardo Branco.

Na próxima semana, a Defesa Civil participará de reunião na sede do Cemaden. Na ocasião, o engenheiro Iwanami apresentará a análise que fez sobre o município.

Cerca de 20 coordenadores de Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs) participaram, no último sábado (20/9), de encontro promovido pela Secretaria de Proteção e Defesa Civil e pela ONG internacional Care. Pela manhã, foi debatida a proposta de poder público e população criarem, em parceria, Planos de Emergência Comunitários nos bairros onde há áreas de risco. Pela tarde, o neozelandês Paul Cull, pastor missionário que atua em áreas de risco, palestrou sobre primeiros socorros.

O encontro, realizado na sede da Defesa Civil, no Centro, teve como objetivo discutir os próximos passos dos Nudecs em Petrópolis e capacitar ainda mais os coordenadores dos núcleos. Desde janeiro de 2013, a Prefeitura capacitou mais de 500 voluntários, criando Nudecs em 54 comunidades. Os núcleos funcionam como um elo entre a Defesa Civil e as comunidades nas ações de prevenção de desastres das chuvas. “Precisamos dos voluntários da Defesa Civil para deixar Petrópolis mais segura no verão. O prefeito Rubens Bomtempo vem apostando nos Nudecs para que haja uma integração cada vez maior entre poder público e população na prevenção de desastres das chuvas”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

Como explicou o diretor administrativo da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Gileno Alves, a capacitação dos voluntários dos Nudecs é contínua. “O encontro de sábado foi muito positivo, porque os integrantes dos Nudecs falaram sobre suas comunidades, aumentando a integração entre Defesa Civil e os moradores. Eles também aprenderam mais sobre primeiros socorros com o palestrante Paul Cull, trazido pela ONG Care. Além disso, conversamos sobre a nossa proposta de criarmos os Planos de Emergência Comunitários. Esse é um projeto de longo prazo, que será realizado pela parceria entre Defesa Civil, Nudecs e a ONG internacional Care. Os planos, feitos pelos próprios moradores, definirão o que deve ser feito em cada comunidade em caso de fortes chuvas”, disse Gileno.

Agente de endemia e integrante do Nudec do Vale do Cuiabá, Claudia de Almeida afirmou que o encontro foi positivo. “Foi muito bom, porque aprendemos sobre primeiros socorros, e o Gileno ainda nos falou sobre os programas que a Defesa Civil está elaborando”, disse.