As 18 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme instaladas em Petrópolis passaram, nesta segunda-feira (10/2), pelo teste mensal de acionamento da Prefeitura. O exercício é uma medida de prevenção, já que possibilita que a Secretaria de Proteção e Defesa Civil identifique as falhas e as corrija a tempo, para que o sistema possa ser utilizado em dias de fortes chuvas. Além disso, com o teste, os moradores de áreas de risco se familiarizam com o som dos alertas, e todos os agentes da Defesa Civil conhecem o funcionamento dos equipamentos.

Das 18 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme de Petrópolis, 13 foram acionadas remotamente e 15 manualmente nesta segunda-feira. O teste mensal foi iniciado às 10h e terminou por volta das 10h30. Os equipamentos que falharam – seja no acionamento manual ou remoto – foram identificados e a Defesa Civil comunicou imediatamente a empresa responsável pela manutenção para que faça os reparos necessários. Nos próximos dias, todas as sirenes já estarão funcionando. No início do ano passado, poucas sirenes podiam ser acionadas remotamente. Ao todo, 35 agentes da Defesa Civil participaram do exercício de acionamento.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, afirma que as sirenes são a melhor ferramenta de prevenção a curto prazo que Petrópolis tem. Quando elas são acionadas, os moradores de áreas de risco devem sair de casa imediatamente e ir para locais seguros.

As 18 sirenes estão instaladas em dez comunidades: no Quitandinha, Ferroviários, Vila Felipe, João Xavier, Sargento Boening, São Sebastião, Siméria, Independência, Dr. Thouzet e 24 de Maio. No mês passado, a Defesa Civil reposicionou a sirene do Dr. Thouzet, agora instalada na Servidão Arlindo Lucas, próxima à Unidade de Proteção Comunitária (UPC), o que permitirá que mais pessoas ouçam os alertas.

Há um total de 24 pontos de apoio nas regiões alcançadas pelas sirenes. Elas servem de opção aos moradores de áreas de risco, que também podem se dirigir para casas de parentes ou amigos em áreas seguras.

A Secretaria de Proteção e Defesa Civil realizará na próxima segunda-feira (10/2), às 10h, o teste mensal das 18 sirenes instaladas em Petrópolis. A medida permite que possíveis falhas no Sistema de Alerta e Alarme sejam identificadas a tempo, para que esta importante ferramenta esteja sempre pronta para ser utilizada em dias de chuva, quando houver risco iminente de deslizamentos. O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, lembra que é essencial que as pessoas estejam atentas e sigam as orientações dos agentes, agindo de forma preventiva.

No teste, as 18 sirenes serão acionadas remotamente, da sede da Defesa Civil, pela internet , e também manualmente. Caso haja falhas, os problemas serão comunicados à empresa responsável pela manutenção, contratada pelo Governo do Estado. Os exercícios mensais de acionamento, realizados desde o início do governo Rubens Bomtempo, permitiram o aumento do número de equipamentos funcionando: no teste de setembro eram somente cinco as que podiam ser acionadas à distância. No mês passado elas já somavam 14.

O secretário de Proteção e Defesa Civil lembra que as sirenes são o último aviso para os moradores de áreas de risco. “Quando a sirene toca, já era para o morador ter saído de casa. Ele não deve esperar a sirene. Assim que começar a chover forte, o morador perceberá pelo barulho no telhado. Nessa hora, ele deve sair imediatamente de casa e ir para um local seguro”.

As 18 sirenes estão instaladas em dez comunidades: no Quitandinha, Ferroviários, Vila Felipe, João Xavier, Sargento Boening, São Sebastião, Siméria, Independência, Dr. Thouzet e 24 de Maio. No mês passado, a Defesa Civil reposicionou a sirene do Dr. Thouzet, agora instalada na Servidão Arlindo Lucas, próxima à Unidade de Proteção Comunitária (UPC), o que permitirá que mais pessoas ouçam os alertas.

Há um total de 24 pontos de apoio nas regiões alcançadas pelas sirenes. Elas servem de opção aos moradores de áreas de risco, que também podem se dirigir para casas de parentes ou amigos em áreas seguras.

A parceria da Prefeitura com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) para a prevenção de desastres das chuvas em Petrópolis dará mais um passo nos próximos dias. Na noite de quinta-feira (6/2), o prefeito Rubens Bomtempo e o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, foram a Brasília, onde participarão de uma série de reuniões técnicas com japoneses especialistas em ações de prevenção de tragédias.

Os objetivos da parceria são o fortalecimento da cultura de prevenção em Petrópolis e o compartilhamento entre os dois países de experiências e tecnologias de monitoramento, prevenção e alerta.

Nesta sexta-feira (7/2), Bomtempo e Rafael Simão participarão do seminário Bousai, que, em japonês, significa prevenção de desastres. Três técnicos japoneses darão palestras sobre conceitos dos desastres de sedimentos, avaliação de riscos, delimitação de áreas de alerta (zonas amarelas e vermelhas), licenciamento e restrições legais para criação de conjuntos habitacionais em cumprimento dos padrões técnicos de prevenção, sistema de transmissão de informações meteorológicas, entre outros temas.

O secretário Rafael Simão continuará em Brasília na semana que vem. Na segunda e na terça-feira (10 e 11/1), acontecem as reuniões técnicas sobre tipologia de desastres,  técnicas de mapeamento e planejamento para expansão urbana.  Ainda dentro da série de encontros e palestras com a Jica, na quarta e na quinta-feira (12 e 13/2), o diretor técnico da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Ricardo Branco, irá participar de reuniões técnicas no Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em Cachoeira Paulista (SP), sobre previsão e alertas.

Assinado em outubro em Brasília, o convênio entre o governo brasileiro e o Japão para a redução de desastres naturais em Petrópolis, Nova Friburgo e Blumenau (SC) irá durar quatro anos. Neste primeiro ano, técnicos da Jica e dos três ministérios envolvidos – das Cidades, da Integração e de Ciência e Tecnologia – conhecerão a realidade dos três municípios. Uma comitiva de especialistas japoneses já esteve em Petrópolis visitando as regiões atingidas por deslizamentos nos últimos desastres das chuvas.

Quarta, 05 Fevereiro 2014 - 08:24

Defesa Civil demole imóvel no São Sebastião

A Prefeitura começou a demolir mais um imóvel que representava alto risco para a segurança de moradores e vizinhos. A casa, de 129 metros quadrados, fica no São Sebastião, na Vila Pedro José Stulpen. O objetivo da ação, coordenada pela Secretaria de Proteção e Defesa Civil, é proteger vidas, já que a construção corria risco de desabar, após ser atingida por um deslizamento nas chuvas de março de 2013.

Com a conclusão dessa operação, a Prefeitura chegará a 30 imóveis demolidos pelo contrato firmado em novembro com uma empresa especializada, totalizando 1.800 metros quadrados. O contrato previa a demolição de 1.840 metros quadrados de construções. Outros dois imóveis serão desmontados até a próxima semana. Com isso, a Prefeitura totalizará 44 demolições somente no atual governo.

“O governo municipal quer reduzir a vulnerabilidade de Petrópolis. Com essas demolições, vamos deixar a comunidade mais segura. Mas, além disso, queremos deixar também a comunidade mais envolvida com as ações de prevenção de desastres das chuvas. Para isso, é fundamental que a população não construa sem autorização da Prefeitura. Antes de realizar obras ou construções, o morador deve ter a supervisão de um engenheiro e um arquiteto. Pode parecer que vai ser mais caro, mas sai mais barato. Porque, com essas precauções, o morador não vai perder todo o dinheiro que colocou no muro, por exemplo”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

O critério para a escolha dos imóveis a serem derrubados é o risco elevado que representam para moradores e vizinhos. Para isso, técnicos da Defesa Civil vistoriaram as construções e indicaram quais deveriam ser demolidas. Essas ações também tiveram respaldo jurídico e social, já que os moradores que tiveram que deixar suas casas foram atendidos pela Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac) e já recebem o Aluguel Social.

Domingo, 02 Fevereiro 2014 - 09:47

Prefeitura intensifica campanha nas cachoeiras

Uma ação conjunta de vários órgãos da Prefeitura será intensificada neste fim de semana nas principais cachoeiras da cidade. A Comdep, por exemplo, estará com uma equipe de funcionários na Rocinha, em Secretário, distribuindo duas mil sacolas plásticas para que os banhistas possam depositar o lixo produzido. Novas lixeiras de coleta seletiva também serão providenciadas. A ideia é conscientizar os visitantes para a necessidade de preservação do meio ambiente. “Se a população não se conscientizar de que não pode jogar lixo no chão, na água e na mata, todo o nosso trabalho será em vão”, lembrou o presidente da Comdep, Hélio Dias. As placas de sinalização destruídas ao longo da via de acesso no poço da Rocinha também serão repostas pela CPTrans no mutirão deste fim de semana. Elas foram afixadas no início do mês, numa das ações da Prefeitura realizadas no local com o objetivo de organizar o trânsito a pedido dos moradores e comerciantes de Secretário.

Todas as ações foram definidas em reunião nesta sexta-feira (31/01) no gabinete do prefeito. “Fomos surpreendidos pelo grande fluxo de frequentadores nas cachoeiras por conta das altas temperaturas e do tempo firme. As pessoas querem se divertir e se refrescar. Essa é uma nova demanda e por isso vamos fortalecer as medidas para garantir a segurança e o conforto da população”, explicou a secretária Chefe de Gabinete, Luciane Bomtempo, anunciando a criação de um grupo permanente para atuar neste trabalho que será coordenado pela secretaria de Esportes e Lazer.

Só nesta semana, o grupo já se reuniu duas vezes para concentrar as ações de cada órgão. Equipes técnicas da secretaria de Esportes e Lazer, de Meio Ambiente e da Defesa Civil também fizeram um levantamento da situação das principais cachoeiras, como a Rocinha, Rocio, Bonfim e Caxambu. As anotações vão servir para a campanha desse ano e para a formulação de um guia completo de uso consciente das cachoeiras para o próximo verão.

Como o número de visitantes na cachoeira da Rocinha aumentou consideravelmente em janeiro, o trabalho maior se concentrou neste local para garantir que nenhum dano fosse causado à vegetação da área. Uma equipe do Grupamento de Proteção Ambiental da Secretaria esteve na região na primeira quinzena do mês para analisar a água e a mata do entorno e não foi verificado nenhum dano ambiental. A CPTrans instalou 28 placas de sinalização nos arredores do poço para organizar o trânsito na região. O trânsito também foi organizado na cachoeira do Bonfim. Já a Comdep realizou um mutirão de limpeza na Rocinha com capina e roçada.

Os agentes das Unidades de Proteção Comunitária (UPCs) passaram por um curso de capacitação nesta semana na Secretaria de Proteção e Defesa Civil. Foram 16 horas de aula, entre segunda e sexta-feira (27 a 31/1), sobre noções básicas de Defesa Civil, ações de prevenção que devem ser desenvolvidas na comunidade e como deixar mais segura a região atendida pela UPC.

As UPCs são um projeto piloto da Secretaria estadual de Defesa Civil que começou a ser realizado em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Em Petrópolis, as unidades estão em fase de implantação, agora em parceria com a Prefeitura, cabendo ao município a administração das atividades, enquanto o estado é responsável pela infraestrutura e pelo pagamento dos agentes de proteção comunitária.

“O objetivo das UPCs é aproximar a Defesa Civil das comunidades. Os agentes das UPCs vão identificar as ameaças e as vulnerabilidades da comunidade, para que a Defesa Civil proponha ações de prevenção de desastres naturais”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

São dez UPCs em Petrópolis: Quitandinha, Ferroviários, Vila Felipe, Duques, Sargento Boening, São Sebastião, Siméria, Independência, Dr. Thouzet e 24 de Maio, que contam com um total de 40 agentes.

O curso foi ministrado pelo diretor administrativo da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Gileno Alves. Ele passou aos agentes noções de prevenção e de resposta a desastres. Os agentes aprenderam sobre a necessidade de fazer um planejamento de evacuação de pessoas, para que os moradores de áreas de risco deixem as casas com rapidez no caso de fortes chuvas.

“Foi passado para os agentes que, no caso de fortes chuvas, eles devem ajudar a retirar os moradores das casas em áreas de risco e ir para os pontos de apoio para receber as pessoas. Debatemos sobre o funcionamento do Sistema de Alerta e Alarme e sobre a necessidade de conscientizar os moradores a acatar as orientações das sirenes. Como os agentes aprenderam noções básicas de Defesa Civil, eles deverão orientar os moradores sobre o que fazer e o que não fazer para deixar as casas mais seguras”, disse Gileno. Para 2014 estão previstas ações de integração das UPCs com as escolas municipais, para que os professores realizem trabalhos com os alunos nas unidades sobre prevenção de desastres das chuvas.

Os agentes operacionais e os técnicos da Secretaria de Proteção e Defesa Civil passaram por nova capacitação na última sexta-feira (31/1). A convite do secretário Rafael Simão, o meteorologista Rodrigo Mello deu uma palestra aos funcionários sobre os conceitos básicos da meteorologia na sede da Defesa Civil. Com a aula, os servidores saberão interpretar melhor os alertas e os avisos de órgão de previsão do tempo, agilizando assim a resposta do município às fortes chuvas.

Esta foi a primeira de uma série de palestras sobre o tema, conforme determinação do prefeito Rubens Bomtempo para que a Defesa Civil esteja cada vez mais preparada para atuar na prevenção e na resposta a desastres naturais.

“É importante esse treinamento para que as equipes de plantão possam, a todo momento, estar preparadas para identificar os problemas e as possibilidades de chuvas forte. A palestra do meteorologista Rodrigo Mello faz parte de um processo contínuo de capacitação dos agentes da Defesa Civil. É uma medida de prevenção do governo Rubens Bomtempo”, disse o secretário Rafael Simão.

O meteorologista explicou aos agentes e aos técnicos da Defesa Civil o funcionamento do site do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) – portal acompanhado por órgãos públicos e privados que atuam nas chuvas, além da imprensa e de moradores de áreas de risco. Como ele mostrou, o site trabalha com uma previsão dos níveis dos rios ao emitir os alertas. Por isso, os estágios de atenção, alerta e alerta máximo, quando indicados no site, não significam que o município esteja nessa situação ou que os rios tenham transbordado.

Ele também explicou conceitos da meteorologia que costumam ser confundidos, como tromba d’água – fenômeno que somente acontece nos oceanos. O meteorologista falou sobre os efeitos do encontro de uma massa de ar quente e úmida com uma massa de ar fria, a forma de se classificar uma chuva e a diferença entre clima e tempo: termos técnicos que, passados em cada uma dessa série de palestras, capacitarão cada vez mais os agentes da Defesa Civil.

“A palestra foi muito produtiva, porque tirou dúvidas sobre como funciona o encontro de uma massa com outra, por exemplo. Isso é importante, porque nós, que recebemos as ocorrências no Centro de Operações, estamos sempre monitorando o tempo e as previsões”, disse o agente operacional Antônio Rodrigo Britto, da Defesa Civil.

Este não foi o primeiro contato do meteorologista Rodrigo Mello com a Defesa Civil de Petrópolis. Em 2008, no segundo governo de Rubens Bomtempo, ele acompanhou a instalação de pluviômetros em Petrópolis. Na palestra desta sexta-feira, foi apresentado a ele o pluviômetro caseiro, feito com garrafa PET, uma invenção de Petrópolis.

“Esses pluviômetros caseiros são muito importantes, porque são uma ferramenta simples que pode ser acrescentada à rede de pluviômetros de Petrópolis”, disse o meteorologista Rodrigo Mello.

Mais um imóvel que representava alto risco para moradores e vizinhos começou a ser demolido pela Prefeitura. A casa fica no Canto do Cemitério, na Rua Nossa Senhora da Aparecida, e possui estrutura precária, o que poderia gerar um desabamento a qualquer momento, ameaçando a segurança das casas vizinhas e de quem passa por perto. A operação, coordenada pela Secretaria de Proteção e Defesa Civil, será concluída nos próximos dias.

O imóvel, de 30 metros quadrados, estava sendo construído sem acompanhamento técnico pelo morador da casa de baixo. Por ser um imóvel alto e haver muitas moradias em volta, a falta de estrutura adequada e as rachaduras nas colunas colocavam muitas pessoas em risco.

A Prefeitura, por meio da Defesa Civil, vem atuando em várias frentes para reduzir cada vez mais os riscos de desastres das chuvas em Petrópolis. Em novembro, contratou empresa especializada para a demolição de 1.840 metros quadrados de imóveis. Por esse contrato, já foram demolidas 25 construções, que correspondem a 1.522 metros quadrados.

O critério para a escolha dos imóveis a serem derrubados é o risco elevado que representam para moradores e vizinhos. Para isso, técnicos da Defesa Civil vistoriaram as construções e indicaram quais deveriam ser demolidas. Essas ações também tiveram respaldo jurídico e social, já que os moradores que tiveram que deixar suas casas foram atendidos pela Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac) e já recebem o Aluguel Social. No caso do imóvel no Canto do Cemitério, o morador poderá continuar na casa de baixo.

“A demolição desses imóveis de alto risco é importante, até para evitar que outras pessoas ocupem aquele local. Além dessa ação da Prefeitura, é preciso que a população contribua para a prevenção, não construindo em áreas de risco. Só assim teremos uma Petrópolis cada vez mais segura”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, lembrando que a Prefeitura, desde o início do governo, já demoliu 37 construções.

A Defesa Civil orienta que a população, em obras e construções, contrate técnicos responsáveis, como engenheiros e arquitetos, além de buscar a autorização da Prefeitura. Essas medidas são uma garantia de segurança para o morador, já que assim ele saberá se pode ou não construir em um determinado terreno.

A Prefeitura concluiu nesta semana a demolição de um chalé que representava risco elevado para moradores e vizinhos em uma servidão na altura do número 316 da Rua Visconde do Bom Retiro, no Centro. A operação, coordenada pela secretaria de Proteção e Defesa Civil, foi realizada depois que técnicos constataram a falta de segurança da construção, que possuía 65 metros quadrados. O objetivo da ação foi proteger vidas.

Um deslizamento havia atingido os fundos do imóvel durante as chuvas da noite de 17 de março de 2013, desestabilizando o chalé. Técnicos da Defesa Civil realizaram vistorias no local, analisaram os riscos e apontaram para a necessidade de demolição, que teve também respaldo jurídico e social. Os moradores já foram atendidos pela secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac) e estão recebendo o Aluguel Social.

Desde novembro, quando a Prefeitura contratou a empresa especializada para realizar o serviço, já foram demolidas 24 imóveis, totalizando 1.492 metros quadrados de construção. Pelo contrato, a empresa ficou encarregada de demolir 1.840 metros quadrados de construções já condenadas pela Defesa Civil. Desde o início do governo, a Prefeitura já realizou 36 demolições.

“O objetivo dessas ações é reduzir cada vez mais os riscos de desastres das chuvas em Petrópolis. E o critério adotado pela Defesa Civil é o alto risco que essas construções representam para moradores e vizinhos. Com a demolição, além de tirar aqueles moradores da área condenada, evitamos que outras pessoas ocupem imóveis que não apresentam segurança”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.

A Defesa Civil orienta a população a sempre procurar a Prefeitura antes de realizar obras e construções, para evitar que intervenções no imóvel deixem sua família sem segurança. No caso de qualquer sinal de instabilidade no terreno ou no imóvel, o morador deve solicitar uma vistoria preventiva pelo telefone 199. A ligação e o serviço são gratuitos.

A Rua Luiz Winter, no Bingen, já conta com um ponto de apoio para o caso de chuvas fortes: a Escola São João Batista. O local foi sinalizado pela Secretaria de Proteção e Defesa Civil nesta semana. Os moradores de áreas de risco da região deverão ir para o local sempre que começar a chover forte, reduzindo assim a possibilidade de desastres naturais naquela comunidade.
O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, lembra que o poder público e a população devem atuar juntos nas ações de prevenção. Para isso, os moradores não devem arriscar suas vidas e as de familiares ficando em casa quando não houver segurança.
“Quem mora em área de risco sabe quando a chuva é forte ou não, até pelo barulho no telhado. Então, nesses casos, é para sair de casa imediatamente e ir para o ponto de apoio. Na Rua Luiz Winter, o ponto de apoio é na Escola São João Batista, um lugar de fácil acesso, bem sinalizado e onde todos sabem onde fica. Outra opção para os moradores é ir para a casa de amigos ou parentes que não ficam em áreas de risco”, disse o secretário Rafael Simão.
A instalação do ponto de apoio faz parte de um pacote de medidas do prefeito Rubens Bomtempo para deixar a comunidade da Luiz Winter mais segura no verão. No dia 7 de janeiro, cerca de 40 moradores e agentes de saúde da região foram capacitados pela Defesa Civil com a criação do Nudec da comunidade São João Batista. No dia 20, um pluviômetro semiautomático foi instalado na comunidade. O equipamento foi colocado no telhado da casa da moradora Juracir do Amaral, responsável pela Igreja São João Batista e coordenadora do Nudec da região. No caso de chuvas, a moradora acompanhará os índices pluviométricos dentro de casa, onde está o visor, e informará os números registrados à Defesa Civil. Se houver necessidade, o órgão enviará agentes ao local.
“A escola já funcionava com ponto de apoio, mas agora está sinalizada, com duas placas. É um lugar que as pessoas já conhecem, então não têm dificuldade de chegar. Se precisar, eu abro a escola para receber as pessoas. Há bastante espaço nas salas de aula e no pátio”, disse a moradora Juracir.