Cerca de 110 agentes de saúde e de endemias participaram, nesta segunda-feira (6/10), da primeira das oito aulas do Curso para Agentes Locais em Desastres Naturais. A iniciativa é uma parceria entre Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Secretaria de Saúde, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Defesa Civil do município do Rio. O objetivo do curso é capacitar cada vez mais os agentes de saúde e de endemias do município, que hoje já participam das ações de prevenção de desastres das chuvas na comunidade, para que ajudem a Defesa Civil a deixar Petrópolis mais segura no verão.

Durante oito segundas-feiras, os participantes assistirão a palestras sobre os temas “Interface Defesa Civil e Saúde”, “Vulnerabilidade social e ambiental”, “Consequências ambientais”, “Consequências – Saúde”, “Educação”, “Respostas” e “Consequências – Infraestrutura”. O curso está sendo realizado na Pousada do Golfe, em Nogueira, das 9h às 17h. Agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Petrópolis) também assistiram às palestras.

Nesta segunda-feira, a palestra foi ministrada pelo assessor de prevenção e de preparação da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Ricardo Corrêa. Ele deu dicas simples de prevenção de desastres das chuvas, falou sobre deslizamentos e inundações, contou sobre sua experiência de Defesa Civil e indicou as práticas comuns de moradores que geram riscos para a população no verão, como jogar lixo nos rios e construir sem a orientação de um técnico responsável.

A agente de saúde Ester Ferreira, do Posto de Saúde da Família (PSF) do Amazonas, afirmou que, com o curso, se sente mais preparada para difundir a cultura da Defesa Civil na comunidade. “Este palestra mostra o quanto é importante atuarmos de forma preventiva. Temos que conseguir conscientizar a comunidade quanto à prevenção de desastres das chuvas antes que algo aconteça”, disse Ester, que participa com outros agentes, toda segunda-feira, de uma caminhada com cerca de 40 moradores pela manhã. “Depois da caminhada, sempre conversamos sobre prevenção de desastres das chuvas. Explicamos como colocar calhas no telhado, lembramos a importância de não fazer construções irregulares, descartar corretamente o lixo, entre outras medidas”, disse Ester.

“Acho importante saber como agir, entender o que fazer após um desastre, e o que fazer para a prevenção. A experiência que o Ricardo nos passou sobre deslizamentos nos deixa mais preparados para ajudar a comunidade”, disse a agente de saúde Laudelice Matias, do PSF Vale do Carangola.

Entre junho e julho de 2013, outra turma de agentes de saúde e de endemias havia participado deste curso. Em fevereiro, a Secretaria de Proteção e Defesa Civil ministrou uma palestra, na Fase, de capacitação sobre noções básicas de prevenção de desastres das chuvas. Nesta mesma época o prefeito Rubens Bomtempo garantiu um abono de R$ 200 para esses agentes que participam das ações de Defesa Civil.

O prefeito Rubens Bomtempo participou na última segunda-feira da formatura dos agentes comunitários de saúde, de endemias, da vigilância de saúde e coordenadores que participaram do curso “Agentes locais em desastres naturais: defesa civil e saúde na redução de riscos”, promovido pela Fiocruz em parceria Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Defesa Civil Nacional. O curso teve início em junho e contou com a formação de 15 profissionais de Petrópolis, além de 50 agentes e coordenadores de outros municípios: Rio de Janeiro, Teresópolis e Nova Friburgo. 

“Essa iniciativa mostra que é hora de trabalhar e fazer uma reflexão maior fora do período da chuva. Em 2006, tivemos uma experiência parecida quando capacitamos as agentes de saúde em meio ambiente, foi muito interessante”, lembrou o prefeito Rubens Bomtempo, acrescentando que com a capacitação esses profissionais se tornarão multiplicadores da missão da Defesa Civil nas comunidades. 

Também participaram da formatura o Secretário Nacional de Defesa Civil, coronel Humberto Vianna e o subsecretário de estado de Defesa Civil, coronel Márcio Motta. “Essa curso mostra a integração de políticas públicas para oferecer melhores condições à população, em especial nas áreas de risco”, frisou Humberto Viana. 

O Secretário Nacional de Defesa Civil disse que vai levar a iniciativa realizada em Petrópolis para outras cidades do Brasil. “Vou falar com o ministro e levar essa experiência para todo o país. Porque cultura de prevenção não se faz só com obras, também se faz com pessoas”, destacou.  

Também participaram do evento o secretário de Defesa Civil, coronel Rafael Simões; o secretário de saúde, André Pombo e o diretor da Fiocruz, Félix Rosemberg. A solenidade foi realizada na sede da Fiocruz, no Palácio Itaboraí.

Agentes da secretaria de Proteção e Defesa Civil que salvaram vidas durante o desastre das chuvas de 17 de março foram homenageados nesta terça-feira (17/12), na cidade do Rio de Janeiro, pelo Corpo de Bombeiros. A Medalha Mérito de Defesa Civil foi entregue a sete agentes de Petrópolis que tiraram moradores com vida da Vila São Joaquim, no Espírito Santo, na madrugada do dia 17 para o dia 18.

A medalha foi entregue pelo secretário estadual de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Sérgio Simões. Os agentes Fernando Fernandes e Paulo Roberto Filgueiras, que morreram durante a ação da Defesa Civil no local, foram homenageados. Bruno Guimarães, filho de Fernando, e Fábio Filgueiras, irmão de Paulo Roberto, receberam as condecorações.

Na noite do desastre, uma barreira havia deslizado e atingido algumas casas. Os agentes da Defesa Civil atuavam no socorro aos moradores da região, quando outro deslizamento vitimou Fernando e Paulo Roberto. Ricardo Corrêa, que chegou a ficar 90 dias em coma após ser atingido pela barreira, também foi homenageado. Fisicamente ele está cada vez melhor e já trabalha para a Defesa Civil.

“É um orgulho saber que comecei voluntário e depois desses anos todos, estou aí, recebendo essa homenagem. Todo mundo que trabalhou lá teve o seu mérito”, disse Ricardo Corrêa. Também foram homenageados o diretor operacional da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Ramon Camilo e os agentes Marco Aurélio Melo, Vitor Junior e Fábio Luiz Januário.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, acompanhou a cerimônia. “A Medalha Mérito de Defesa Civil materializa o reconhecimento não só do Corpo de Bombeiros, mas da Secretaria Estadual de Defesa Civil, a esses heróis daquela noite e de muitas outras que salvaram vidas e mantiveram acesa a chama de esperança e de confiança do poder público. Existem outros heróis anônimos que, apesar de não terem sido agraciados com a medalha, também merecem muito respeito e consideração pelos relevantes serviços prestados”, disse.

O secretário estadual Sérgio Simões discursou sobre os desafios da Defesa Civil no estado do Rio. “As Defesa Civis dos municípios são a ponta de lança de todo um sistema de segurança e proteção civil que a sociedade tanto precisa. Sempre há um tipo de risco envolvido. Estamos sujeitos a cometer erros e só comete quem está na rua. A rua tem características próprias que nos desafiam todos os dias. A secretaria Estadual de Defesa Civil tem uma linha de pensamento aliada a uma estratégia internacional, para que as cidades aprendam a conviver com o risco e a se autoproteger. Mas ainda não podemos dizer que as prefeituras estão tão bem organizadas quanto às de Petrópolis, Caxias, Teresópolis, Nova Friburgo, que dotaram as Defesas Civis de quadros técnicos”, disse Simões, durante o evento no Quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, na Praça da República. “Hoje homenageamos os companheiros de Petrópolis que estavam naquele cenário de desastre. Parabéns a todos vocês”.

Do Corpo de Bombeiros foram homenageados com a Medalha Mérito Avante Bombeiro o segundo sargento Rene Giardini, o terceiro sargento Wagner Luiz Tardy Vidal e o soldado Julio Cesar Alvaraes Mussel, que também estavam na Vila São Joaquim, durante o desastre de 17 de março.

Ministros e presidente da Câmara dos Deputados vistoriam Caxambu e Posse 

A ajuda a Petrópolis na recomposição as áreas atingidas pelas chuvas chega em 10 dias. O prazo foi anunciado pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho que, ao lado do ministro dos Esportes, Leonardo Picciani e do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, vistoriou com o prefeito Bernardo Rossi, o Caxambu e a Posse, neste sábado (10.03). Na visita oficial os ministros conversaram com moradores, com produtores rurais e avaliaram os estragos causados pelas chuvas. Desde sábado equipes da prefeitura e da Integração Nacional fazem o levantamento dos prejuízos. O relatório final será apresentado nesta segunda-feira (12.03).

Helder Barbalho anunciou que a ajuda para restabelecer as duas áreas – de produção rural – em pouco tempo é um recorde. O prefeito Bernardo Rossi agradeceu o empenho do ministério que desde a semana passada disponibilizou técnicos que estão ajudando a compor os relatórios que embasam a ajuda federal à cidade.

“Estamos aguardando para esta segunda-feira (12.03) a finalização dos estudos que estão sendo feitos pela prefeitura para levantamento dos prejuízos. A partir daí, em sete dias, os recursos federais serão encaminhados para a cidade”, anunciou Helder Barbalho, destacando que como o município já vem atuando desde o primeiro momento com maquinários, equipes e recursos próprios, existe ainda a possibilidade de liberação de um valor complementar.

No Caxambu, além da recomposição da área rural – com prejuízos dos produtores avaliados em R$ 5 milhões – o governo federal, representado pelo ministro Leonardo Picciani deu especial atenção ao Centro de Iniciação Esportiva (CEI), o primeiro do estado e o quarto do país, equipamento que vai ser usado nas áreas de esporte e artes por 500 jovens.

“Importante neste momento, caminhar também com a área social e concluir a obra. O esporte, a integração social, é capaz de mudar a realidade das comunidades e assim será aqui no Caxambu”, garantiu Leonardo Picciani. O CEI vai ser inaugurado dia 29 de março.

Os ministros fizeram questão não só de sobrevoar, mas de percorrer as áreas atingidas, conversar com os moradores, apresentar apoio, o que mostra mais uma vez a importância de Petrópolis.

As equipes da prefeitura estão atuando desde o primeiro momento para restabelecer os acessos e minimizar os impactos para os moradores. Técnicos também estão em todos os locais atingidos, levantando todas as informações sobre as intervenções necessárias. Este trabalho está sendo acompanhado por técnicos da Secretaria Nacional de Defesa Civil. A liberação rápida de recursos federais irá agilizar a recuperação das áreas atingidas.

A comitiva foi recebida com entusiasmo pelos produtores rurais no Caxambu. “No dia seguinte e em toda a semana o prefeito esteve aqui. A presença dos ministros mostra que não vamos ficar desamparados e que o nosso bairro vai se recuperar", afirmou Joaquim Sérgio Lage, vice-presidente da Associação de Produtores Rurais do Caxambu. 

Morador do Caxambu há 60 anos, José Gonçalves da Costa fez questão de apertar a mão do ministro Helder Barbalho e relatar o desastre na região. “Em toda minha vida nunca vi uma chuva tão forte quando esta”, afirmou frisando o apoio da prefeitura. “Ministro, o pessoal da prefeitura esteve desde o primeiro momento. Não mediram esforços, não”, acrescentou. 

Para o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, a meta é dar uma resposta rápida à cidade. “Recebi do prefeito muitas imagens, inclusive aéreas e fiquei sensibilizado. Petrópolis é uma cidade importante para o país e fiz questão de estar presente para ajudar”, destacou. 

Também esteve acompanhando a visita o bispo da Diocese de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, que reafirmou o compromisso da igreja com as famílias afetadas pela chuva."Esse é o momento em precisamos dar total apoio às famílias. Estamos colocando todas as nossas paróquias à disposição, dando o suporte de alimentação às pessoas que mais precisam. Importante, nesta hora, fortalecer os laços com a comunidade, proporcionando o ambiente de família no momento de dor", disse Dom Gregório. 

Na sexta-feira (09.03) foi publicado no Diário Oficial da União a portaria da Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional ratificando o estado de situação de emergência decretado pela prefeitura nos bairros Caxambu e Bela Vista. O decreto desburocratiza a liberação de recursos federais e agiliza as ações da prefeitura para recuperação das áreas atingidas. A Posse, atingida por chuva na quinta-feira (08.03) também será incluída no decreto e na ação federal para liberação de recursos para recuperação. 

Produtores rurais relatam prejuízos aos ministros e presidente da Câmara federal

Prejuízo de produção rural no Caxambu pode chegar aos R$ 5 milhões

Um levantamento preliminar feito pelo Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico constatou que 339 pessoas que trabalham na produção rural foram atingidas diretamente pela forte chuva que causou estragos na região do Caxambu. O prejuízo estimado dos produtores da região, com relação ao que foi perdido da produção já chega aos R$ 3 milhões. Somando-se as perdas materiais, como carros, motos e máquinas para o plantio, o prejuízo pode chegar aos R$ 5 milhões.

Na visita dos ministros Helder Barbalho, da Integração Nacional e Leonardo Picciani, do Esporte, acompanhados do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, os produtores e moradores do Caxambu relataram os danos causados pelas chuvas.  

O resultado de prejuízos na agricultura do Caxambu, onde 150 famílias vivem da produção rural, ainda é preliminar. A equipe do Departamento de Agricultura continua visitando a região, já que a estimativa é de que 30% dos produtores ainda não foram cadastrados. Os dados, consolidados, vão permitir apresentação de projetos para a recomposição, além das ruas e acessos, das plantações.

O produtor rural André José Ribeiro da Costa perdeu a casa, uma caminhonete e a produção que iria vender na feira.

"A água derrubou paredes da minha casa, alagou tudo. A água veio como uma onda forte levando tudo. Perdemos a casa, uma caminhonete que levava a produção e caixas com agrião. Agora vamos arrumar um jeito de morar em outra casa e recomeçar a produção", contou.

Morador do Caxambu há 60 anos, José Gonçalves da Costa disse nunca ter visto uma chuva tão forte quando a do último dia 3 de março. Ele também perdeu a produção, mas não consegue estimar as perdas. Para o agricultor, a resposta da prefeitura foi rápida."Disso ninguém pode reclamar. O governo está aqui todo dia dando o apoio que a gente precisa. A prefeitura não mediu esforços para nos ajudar", afirmou. 

Defesa Civil registrou 201 ocorrências por conta das chuvas

Petrópolis registrou 201 ocorrências desde sábado passado, sendo 101 deslizamentos de terra. Foi necessário interditar 28 casas até o momento nas áreas mais atingidas: Caxambu, Bela Vista e a Posse. São 60 famílias desalojadas, totalizando 198 pessoas que tiveram que deixar as suas casas em todo o município. São duas mortes. Foram removidas mais de 1,3 mil toneladas de lama nas áreas atingidas pelas chuvas. Em toda a cidade, mais de 150 homens da prefeitura atuam no restante da limpeza e desobstrução de vias. Apenas a Estrada União e Indústria, na Jacuba, e a Rua Nossa Senhora de Fátima, na Posse, permanecem interditas.

 Na Posse, a Defesa Civil registrou 27 ocorrências, sendo 14 deslizamentos de terra. Em campo, no entanto, os técnicos fizeram 80 atendimentos, entre os quais vistorias preventivas. Onze casas precisaram ser interditadas na região. A Rua Nossa Senhora de Fátima também está interditada por causa do risco de novos deslizamentos. Até o momento a Secretaria de Assistência Social (SAS) cadastrou 34 famílias que tiveram de deixar as suas casas. Por orientação da SAS, as pessoas estão sendo deslocadas para casas de parentes ou amigos.

No Caxambu, foram 38 ocorrências, sendo 22 deslizamentos de terra e 13 imóveis interditados. O trabalho da prefeitura no local se concentra nas regiões de Mata Banco e Três Pedras, mais afetadas pelas chuvas. Ao todo, são 80 homens que seguem trabalhando para a limpeza e desobstrução de vias em todo o bairro. Na região são 16 famílias desalojadas, em um total de 51 pessoas.

 No Bela Vista foram 21 ocorrências, sendo um rolamento de bloco rochoso no sábado (03.03) bloqueando a passagem de veículos na Rua Timóteo Caldara. Doze homens, duas retroescavadeiras, um caminhão munck e três caminhões foram utilizados para retirada dos destroços da pedra, que foi implodida no domingo, e remoção da sujeira no local. Foram interditadas três casas no local. No bairro são oito famílias desalojadas, em um total de 32 pessoas.

 

O programa Defesa Civil na Sua Casa leva técnicos da prefeitura para vistorias preventivas no Alcobacinha nesta terça-feira (10.09), às 10h. A iniciativa tem a finalidade de reduzir o risco de desastres, diminuindo as ocorrências causadas pelas fortes chuvas de verão. Iniciado em maio, o mutirão de atendimentos da Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias está sendo realizado por toda a cidade durante o período de estiagem, que segue até outubro.

Após as vistorias, os técnicos elaboram um relatório com todos os encaminhamentos necessários - que podem ser para as concessionárias ou outros setores da prefeitura. Os agentes da Defesa Civil também fazem uma ação de orientação aos moradores sobre as causas desastres de origem natural, como as construções irregulares, entre outros. Essa é mais uma ação da Defesa Civil dentro do Plano Inverno municipal.

O Defesa Civil na Sua Casa já levou técnicos para as comunidades do Alemão e do Neylor, Siméria, Duarte da Silveira, Vila Operária em Cascatinha, João Xavier, Nogueira (Águas Lindas e Calembe), Bairro da Glória e Nova Cascatinha. São cerca de 100 atendimentos previamente realizados somando esses locais.

Um calendário está sendo elaborado pela Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias para atender as comunidades do município. Os interessados em receber o programa no seu bairro podem ligar para o (24) 2246-9291 e agendar o atendimento dos técnicos da Defesa Civil.

Quarta, 13 Fevereiro 2019 - 11:09

Alerta para temporais de quarta-feira a sábado

Inmet prevê fortes chuvas para várias partes do estado, inclusive Região Serra

A orientação da Defesa Civil para a população de Petrópolis desta quarta-feira até sábado (12 a 16.02) é de alerta para temporais. Em caso de chuva forte a orientação é de evitar deslocamentos. Já as pessoas que moram em área de risco onde estão instaladas sirenes devem deixar suas casas em caso de acionamento do alerta. Nas demais regiões, a orientação é de seguir para casas de parentes ou pontos de apoio em caso de chuvas fortes e contínuas e sinais de instabilidade das casas ou das ruas.

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de chuvas intensas, raios, rajadas de vento que podem superar 80km/h, e acumulados significativos de precipitação - podendo superar 150mm em 24h em alguns locais. As regiões mais propensas às tempestades severas são: Costa Verde, Sul, Capital, Baixada Fluminense, Metropolitana e Serrana. O cenário de chuvas fortes é iniciado pela atuação do sistema   do Estado e se desenvolve ao longo do território – atenção especial também ao litoral.

O contingente de 55 agentes da Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias está de plantão permanente. Somando forças como Bombeiros, Comdep, CPTrans, Guarda Civil e demais órgãos de resposta, são mais de 250 pessoas que passaram por 30 horas de treinamentos para atuarem no período das fortes chuvas, dentro do Plano Verão municipal.

Organizado de forma antecipada, o objetivo da construção do plano é minimizar os efeitos das mudanças climáticas que aumentam os índices de chuva durante a estação.  A população deve ficar atenta por conta da previsão extensiva para todo o Estado até o próximo sábado.

Todos os 20 conjuntos de sirene da Prefeitura de Petrópolis estão funcionando perfeitamente. As sirenes são acionadas segundo critérios técnicos do setor de engenharia da Defesa Civil. O secretário da pasta explica que os responsáveis pelos pontos de apoio estão de alerta caso seja necessário receber os moradores, assim como os agentes da prefeitura.

É fundamental que a população que vive em áreas de risco tenha atenção redobrada. Os moradores devem ligar para o 199 e informar caso tenham alguma ocorrência.

Em casos de fortes chuvas, a população deve entrar em contato com a Defesa Civil caso note alguma instabilidade no imóvel ou terreno. Os moradores devem ligar para o telefone 199 e pedir uma vistoria preventiva. A ligação e o serviço são gratuitos.

Simulado foi realizado a partir das 18h cenário com o trânsito intenso

Ação envolveu forças de segurança e socorro para o planejamento dos itinerários

Ação conjunta realizada entre as forças de segurança e socorro nesta quarta-feira (13.06) testou caminhos alternativos para a realização de socorro durante os 10 dias de Bauernfest – que ocorre de 22 de junho a 1º de julho. A intenção foi definir estratégias que facilitem acessos de viaturas de resgate em caso de acidentes no período em que a cidade estiver cheia. A expectativa é de público ainda maior do que ano passado, quando 320 mil pessoas passaram pela cidade. A atividade teve início por volta das 18h quando o fluxo de veículos aumenta nos trechos testados para elaborar as estratégias diante de cenários com grande movimento de veículos.

A ação reuniu viaturas e motocicletas da CPTrans, Polícia Militar e Guarda Civil, além de ambulâncias do Corpo de Bombeiros e Samu. O itinerário, saindo do Corpo de Bombeiros, passou pela Barão do Rio Branco - utilizando a contramão a partir da ponte da Moagera, 13 de Maio, Avenida Koeler, Roberto Silveira, 7 de Abril, Montecaseros, Carlos Gomes até a altura do Pronto Socorro e Hospital Santa Teresa (HST). Em outro percurso, o trajeto restando foi até à UPA Centro, passando pela Paulino Afonso, Montecaseros, Roberto Silveira, Barão do Amazonas, Monsenhor Barcelar e Rocha Cardoso. Na volta até o Batalhão, o trecho utilizado foi o da Washington Luiz, Rua do Imperador, Raul de Leoni, Ipiranga e 13 de Maio. Todo o trajeto desde à saída dos veículos ao Batalhão do Corpo de Bombeiros até o seu retorno foi feito em 22 minutos.

“Estamos tomando todo o cuidado para garantir a segurança nos dias da Bauernfest e uma dessas ações e dar acesso para o socorro do Corpo de Bombeiros e Samu. Sabemos que o alto número de veículos na cidade pode acabar comprometendo o trânsito e, com isso, um possível socorro, e nossa ação é exatamente pare evitar que isso ocorra. Testamos as opções com os cenários do horário de pico – o pior possível, com alto fluxo de veículos nas ruas. Com a ação de hoje estamos nos preparando para que, em caso de alguma intercorrência já tenhamos testado às rotas possíveis. Tudo será levado em conta”, explica o diretor-presidente da CPTrans, Jairo Cunha.

A CPTrans trabalha em um esquema de trânsito ainda mais detalhado para a Bauernfest do que o realizado em 2017 para garantir aos petropolitanos e turistas a mobilidade nos 10 dias do evento. A meta da companhia é tornar o trânsito ainda mais fluído e facilitar o acesso ao transporte do público do evento. O planejamento inclui, além do teste realizado nesta quinta, a melhoria na sinalização do trânsito, alterações e fechamentos de vias, área definida para estacionamento de carros, vans e ônibus, itinerários para entrada e saída de ônibus de turismo na cidade, caminhos alternativos, ônibus extras, dentro outras ações.

“Nos dias da Bauernfest o número de veículos que sobem a Serra tende a deixar o trânsito mais complicado. Por isso estamos trabalhando em ações para minimizar o impacto nas ruas do Centro e as opções para os moradores da cidade é utilizar as rotas alternativas. Tudo o que foi testado hoje será trabalhado e analisado. O trabalho integrado é, sem dúvida, imprescindível para termos uma festa com a garantia de socorro rápido, caso seja necessário”, destaca o diretor técnico operacional da CPTrans, Luciano Moreira.

Objetivo da ação é popularizar o sistema de alerta e alarme

 

A Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias vai levar um aluno que seja destaque nos estudos e que more em uma das comunidades que contam com sirenes do Sistema de Alerta e Alarme para fazer o acionamento da ferramenta nos testes mensais realizados pelo órgão. A ação tem como objetivo aproximar a população do equipamento e reafirmar junto aos moradores a ideia de que as sirenes são um instrumento de apoio importante à segurança. O primeiro contemplado será um estudante da Escola Municipal Marcelo Alencar, que fica na Rua Espírito Santo, Quitandinha, na quinta-feira (10.08).


Segundo o diretor técnico e operacional da Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias, Ricardo Branco, é importante que a comunidade entenda a importância do equipamento. Ele ainda ressalta que a ação visa reduzir os casos de vandalismo nas sirenes.


“É importante que as sirenes do Sistema de Alerta e Alarme sejam popularizadas. Este exercício será uma oportunidade interessante para os professores conversarem com os alunos sobre a importância do equipamento para a comunidade. O jovem pode levar essa informação sobre funcionamento das sirenes para sua casa, igreja, para o futebol, conversar sobre isso com os amigos e multiplicar as informações, o que é importante para os moradores”, conta Ricardo Branco.


As 18 sirenes do primeiro distrito de Petrópolis estão localizadas nos bairros: 24 de Maio, Alto da Serra, Bingen, Dr. Thouzet, Independência, Quitandinha, São Sebastião, Sargento Boening, Siméria e Vila Felipe. Em setembro, um novo aluno será escolhido em outra comunidade.


“Vamos selecionar o aluno que tenha tido boas notas no primeiro semestre e que tenha sido participativo nas atividades da escola. Acredito que é uma forma de todos os jovens entenderem a importância desse equipamento no momento da chuva”, disse Alessandra Furtado, diretora da Escola Municipal Marcelo Alencar.


 

Quatro turmas do 6º ao 9º ano da Escola Paroquial Nossa Senhora da Glória, no Morin, apresentaram as atividades desenvolvidas para o programa Defesa Civil nas Escolas nesta sexta-feira (08.11) para os agentes da secretaria. Os estudantes fizeram cartazes com dicas de prevenção das principais ameaças de verão e uma exibição musical. Dois alunos, eleitos pelos colegas "agentes da Defesa Civil" no colégio, apresentaram um estudo sobre as causas dos deslizamentos de terra. A unidade escolar realizou no primeiro semestre 14 atividades para o programa, com a participação de todos os 480 alunos.

 O desmatamento de encostas e as ocupações irregulares são considerados fatores de grande risco para as quedas de barreiras, como explicou o trabalho da aluna Alana Escossia Castilho de Souza, do sexto ano. "Os professores sempre conversam com a gente dentro da sala de aula sobre esses assuntos. Acho importante aprender sobre isso, já que são coisas que sempre acontecem na nossa cidade", disse.

Professora da escola, Solange Medeiros, destacou a mudança de atitude dos alunos com relação ao lixo na unidade. "Em pouco de tempo de trabalho, notamos que o pátio está ficando mais limpo no recreio, assim como o restante da escola. Em mais de 40 anos de magistério eu nunca havia visto um trabalho como esse, efetivo, que vai trazer resultados no futuro", afirmou.

Neste semestre, 105 escolas já produziram 254 atividades relacionadas às ameaças de verão.  As escolas têm prazo de até 30 de novembro para apresentarem suas atividades deste semestre. Nos primeiros cinco meses letivos do ano, foram mais de 20 mil alunos envolvidos em 631 atividades. Os trabalhos foram desenvolvidos em todas as 180 unidades da rede municipal, além de outras 30 particulares e outras duas estaduais.

Outra novidade é o Defesa Civil Jovem, que foi lançado no mês passado, como forma de entrar nas salas de aula do ensino médio através dos jovens. Pioneiro no país e referência no Estado do Rio de Janeiro em política pública de prevenção a desastres, o programa está alinhado à estratégia internacional de redução do risco de desastres das Organizações das Nações Unidas (ONU).

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) vai entregar um pluviômetro semiautomático e um kit educativo para serem usados dentro da política pública.

Ação segue nas comunidades e nas Igrejas

Até o momento, a campanha chegou a mais de dez mil pessoas 

“É muito legal saber que de alguma forma estou ajudando o mundo. Com certeza minha mãe vai querer saber o que aprendi hoje”, disse Pedro Paulo Muniz, de 16 anos, aluno da Escola Municipal Paulo Freire, enquanto ajudava os agentes da Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias a plantar uma muda de árvore na sede do órgão municipal. Ele e outros 40 alunos participaram do encerramento da etapa escolar #QueimadaNão, que aconteceu nesta quarta-feira (27.09) na sede do órgão municipal. Em outubro, a campanha acontece nas comunidades com maior risco de incêndios florestais e nas Igrejas.

Ao todo, nos meses de agosto e setembro, as equipes visitaram 64 escolas, sendo 12 particulares e o restante da rede municipal, envolvendo quase dez mil pessoas, entre alunos e professores. O objetivo é conscientizar a população, em especial as crianças e os adolescentes, sobre os riscos das queimadas e da soltura de balões.

“Orientamos que os jovens levem o conceito das atividades para dentro de casa, para os cursos, conversem com os amigos e com a família. É importante que todos saiam da apresentação com a certeza que podem ajudar nesse trabalho para fazermos uma Petrópolis resiliente contra os desastres”, explica o secretário de Defesa Civil e Ações Voluntárias, coronel Paulo Renato Vaz.

As queimadas são realizadas para “limpar o terreno” e deixar o solo preparado para a agricultura. Nas palestras, os agentes explicam que a prática retira os nutrientes da terra e ainda produz o gás carbônico, responsável pelo efeito estufa. “Ficamos muitos felizes em participar do encerramento dessa etapa. As crianças falam sobre o assunto com os pais, e isso pode evitar que problemas maiores sejam causados pelo fogo”, disse a diretora da E.M. Paulo Freire, Ana Lúcia Rocha.

Segundo estudo divulgado pelo Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Cemaden-RJ), quase 55% da área total da Posse é considerada de alto risco de incêndios florestais. Pedro do Rio aparece em segundo, com 36%. O trabalho realizado pela campanha teve foco nessas regiões, além de Cascatinha, que tem 28% de sua área suscetível a incêndios florestais. “O estudo vai de encontro ao levantamento feito pelas nossas equipes junto à população, que indicou a maior incidência de incêndios florestais nessas mesmas áreas durante a elaboração do Plano Inverno 2017. Por isso nossa campanha teve como foco essas regiões. A Escola Municipal Paulo Freire entra pela cota do Centro da cidade, que tem uma área do Caxambu que também tem grandes riscos de incêndios florestais”, explica Paulo Renato.

A campanha #QueimadaNão faz parte do Plano Inverno 2017 de Petrópolis, que orienta e traça um plano para o combate aos incêndios florestais que atingem a cidade no período de estiagem. O primeiro plano de contingência para a estação está disponível no site da prefeitura.

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