Depois de mais de um ano e meio de estudos e discussão das áreas técnicas de várias secretarias municipais, a prefeitura finalizou o Manual de Calçadas Acessíveis. Trata-se de um documento que vai orientar intervenções em calçadas que proporcionem condições de uso para todas as pessoas, incluindo as pessoas que possuem alguma redução de mobilidade, como pessoas com deficiência, idosos, grávidas, carrinho de bebê, entre outros casos. O resultado desse trabalho, construído com orientação da Firjan e da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), foi apresentado nesta quarta-feira (24.07) ao prefeito, que agora enviará para a Câmara de Vereadores um projeto de lei para instituir o Manual em Petrópolis.

O manual feito por Petrópolis ganhou o nome de “Todos na Calçada”. Nesse documento, foi colocada o conceito de calçada ideal, que inclui as noções de como devem ser usados cada espaço nela (área para livre circulação, para uso de mesas ou canteiros de jardinagem, entre outros), travessia de pedestres e rampas. Também estão descritos os tipos de materiais a serem usados para intervenção necessária – concreto, ladrilhos, pedra portuguesa ou outros tipos. O documento ainda fala de mobiliários, vegetação e itens como patrimônio histórico, topografia, fiscalização. 

Para o presidente da Firjan na Região Serrana, Júlio César Talon, o Manual de Calçadas Acessíveis impacta diretamente a vida dos mais de 300 mil habitantes e também dos visitantes de Petrópolis, que tenham ou não tenham dificuldades de mobilidade.

“À medida que eu fui entendendo um pouco mais do objetivo desse projeto e dos benefícios que ele pode trazer para a nossa cidade e a nossa região, eu fiquei extremamente encantado. O grau de engajamento e comprometimento que essa equipe teve só me leva a pensar que o sucesso desse projeto é incontestável. E eu não tenho dúvidas que esse programa vai dar a Petrópolis mais um diferencial em relação às demais cidades do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou.

Durante a fase de elaboração, foram realizadas diversas reuniões com técnicos da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica, Secretaria de Obras, de Educação, de Saúde, de Defesa Civil, CPTrans, Controladoria e Gabinete da Cidadania. Além desses encontros, esses técnicos foram levados para atividades externas em que eles viveram na pele algumas das dificuldades que as pessoas com mobilidade reduzida enfrentam todos os dias.

Acompanhadas pelo especialista em Desenvolvimento Setorial da Firjan, Luiz Gustavo Tavares Guimarães, os técnicos da prefeitura encararam a cidade em cadeiras de rodas e com os olhos vendados – para simular as situações vividas por cegos – com o objetivo de entenderem quais os desafios que eles vivem ao se locomover nas calçadas e, assim, poder montar o manual para atender de forma mais adequada a essas e outras pessoas.

“Esse é o resultado de um grande trabalho, de um grande esforço de vários técnicos. Tivemos um grupo de trabalho muito representativo, o que é muito difícil de ver em outras cidades. Aqui em Petrópolis, pelo empenho e pelo entendimento do que é esse projeto, a gente teve uma resposta muito boa de toda a prefeitura. Daqui para frente, vamos apresentar todo trabalho para a sociedade civil organizada, criamos a lei e disponibilizamos o Manual na internet”, explicou Luiz Gustavo.

Casos mais recentes aconteceram em Nogueira e no Bairro Castrioto

A Fiscalização de Posturas fez sete notificações para remoção imediata de entulho nos últimos 20 dias. Na semana passada, dois casos foram flagrados durante ações dos fiscal designado para o serviço, em Nogueira e no Castrioto. No primeiro, o proprietário de uma casa jogou lixo verde removido da residência na Rua José Muniz Pavão. Na outra, sacos com restos de obras foram colocados de forma que bloqueou totalmente a calçada na Rua Venceslau Dias. Em ambos, os materiais foram retirados em 24 horas.

O Código de Posturas proíbe o despejo em ruas e calçadas de restos de obras, lixo verde, móveis e eletrodomésticos. O descarte desses resíduos deve ser feito no aterro de Pedro do Rio. A Fiscalização de Posturas mantém um fiscal que atua diretamente com as equipes operacionais da Comdep para tentar identificar os responsáveis pela irregularidade. Os canais para denúncia são tanto a Fiscalização de Posturas (2246-9042) quanto a Comdep (2292-9500).

Além de Nogueira e Castrioto, também foram feitas intimações em Independência, Bingen, Duarte da Silveira e Quarteirão Ingelheim.

Somando o trabalho de Comdep – que realiza o serviço com funcionários e maquinário próprios – e a SSOP – que coordena o que é feito pela empresa Força Ambiental –, são sete turmas de serviços para remoção de entulho na cidade.

Os agendamentos podem ser feitos pelo telefone 2243-7822. O programa tem rotas fixas, mas também atende outros locais de acordo com a disponibilidade.

Prestes a receber um investimento de R$ 97 milhões na área de saneamento básico, Petrópolis foi conhecer em Niterói um pouco do bom trabalho realizado na área por lá. De acordo com o Ranking do Saneamento de 2018, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, Niterói é a melhor cidade do estado na área, com Petrópolis aparecendo logo em seguida.

Uma visita foi feita na sede da empresa Águas de Niterói nesta sexta-feira (14.06), que pertence ao mesmo grupo da Águas do Imperador, onde o poder público pôde verificar mais do investimento que está sendo feito no município, para universalizar o tratamento de esgoto, e conversar com o diretor-presidente do Grupo Águas do Brasil, Cláudio Abduche.

Obras públicas e privadas em habitação, saúde e urbanização

Os investimentos públicos e privados nos próximos 10 anos em Petrópolis já superam a casa do R$ 1 bilhão. Entre pavimentação, recuperação de rodovia, habitação e estrutura física na Saúde são R$ 183 milhões que serão empregados pelo poder público, aportes do município e do governo federal. Pela iniciativa privada, só a construção civil, com 18 empreendimentos, terá aplicado R$ 900 milhões.

O número de investimento já chega a R$ 1,1 bilhão, mas ele ainda vai ser maior considerando 10 anos porque até 2029 mais projetos serão executados. Petrópolis passa por uma fase de retomada do desenvolvimento a partir da melhora do cenário nacional e também pela gestão responsável municipal que está saneando as contas públicas.

Os R$ 57 milhões em investimentos previstos para Petrópolis em nota técnica da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) divulgados no início do mês não perfazem o total de recursos que serão empregados na cidade.  A previsão é engrossada ainda por investimentos já confirmados e que já iniciam execução. Em todo o Estado a Firjan levantou 111 projetos que alcançam R$ 162 bilhões.

A recuperação da Estrada União e Indústria, rodovia importante terá aporte de R$ 50 milhões do governo federal. Já novos projetos do Minha Casa Minha Vida, faixa 1, giram em torno de R$ 93 milhões, construções que já foram apresentadas à União e aguardam liberação.

Na saúde temos ainda ampliação do Alcides Carneiro, em R$ 13 milhões, a UPA dos distritos e a UBS do Bingen, que somam R$ 3 milhões e ainda a reforma de todos os PSFs e UBSs já existentes, que serão mais R$ 6 milhões, além de compra de equipamentos. O total, na saúde, é de R$ 25 milhões, um dos maiores investimentos em mais de 10 anos.

O estudo da Firjan listou obras importantes como reforma de espaços histórico-culturais como Theatro Dom Pedro, Palácio de Cristal e Museu Casa de Santos Dumont, que somam R$ 4,2 milhões e ainda pavimentação e contenção de encostas (1º de Maio) que somam mais 4 milhões.

Obras elencadas no estudo como a recuperação da Posse e do Caxambu, devido às chuvas de 2018, elencadas no estudo da Firjan como investimentos para os próximos anos já foram concluídas. Nestes dois locais fizemos 17 obras, todas já concluídas.

Entre empreendimentos em análise, licenciados ou em construção, são 18 Minha Casa Minha Vida faixa 2 na cidade. A soma é de R$ 900 milhões e mais 5 mil unidades. “Pela primeira vez Petrópolis tem o MCMV faixa 1, que é o Vicenzo Rivetti, para desabrigados das chuvas, projeto do poder público, mas ter o faixa 2 nesta quantidade é fundamental para a política habitacional, para tirar pessoas das áreas de risco”, considera o prefeito Bernardo Rossi.

Obras abandonadas recuperadas somam R$ 68 milhões

Só em obras abandonadas e já recuperadas pela atual gestão, Petrópolis tem em investimentos R$ 68 milhões. Este número não entra na soma de novos investimentos, mas é importante porque foram resgatadas obras estruturais como unidades de saúde. São obras fundamentais para a população. Elas não entram nesta soma de projetos futuros, mas a recuperação é significativa. A cidade não poderia ter canteiros de obras abandonados com a população necessitando de postos de saúde.

Desde o início do governo, a prefeitura trabalha para a retomada de obras paralisadas e projetos que não foram à frente até 2016. A lista inclui a construção com conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti, com 776 unidades, que estava com 5% em janeiro de 2017 e agora está próximo da conclusão, investimento de R$ 59 milhões.

A construção da UBS de Araras, investimento de R$ 1 milhão, foi finalizada e entregue pelo prefeito Bernardo Rossi para atender oito mil moradores. O mesmo está acontecendo com a UBS da Posse, investimento de R$ 1,2 milhão, que vai prestar assistência básica para 12 mil pessoas e está na fase de arremates para conclusão da obra. Também está sendo reiniciada a obra da UBS do Caxambu.

O PAC Estrada da Saudade também foi retomado, com a construção do CEI na comunidade Boa Vista. Outra obra retomada é a reforma da Escola Municipal Jandira Bordignon, no Quitandinha, onde serão revitalizadas 12 salas de aula, acessibilidade nos três andares e quadra poliesportiva.

O Centro de Iniciação ao Esporte (CIE) no Caxambu foi outra obra retomada pela prefeitura e foi entregue em março do ano passado. Outros dois equipamentos esportivos entram na lista: as quadras de Pedras Brancas e do Morin, que foram reformadas e ganharam cobertura e foram entregues em dezembro e janeiro, respectivamente.

Novos projetos somam R$ 1 bilhão

Recuperação da União e Indústria – R$ 50 milhões

Saúde – reforma de todos os PSFs e UBSs, aquisição de equipamentos e novas unidades (UPA Itaipava e UBS do Bingen) – R$ 12 milhões

Ampliação do HAC – R$ 13 milhões

Contenção de encosta (1º de Maio e Vital Brasil) – R$ 1,9 milhão

Reforma de quadras esportivas – R$ 2,8 milhões

Pavimentação – R$ 13 milhões

Lago de Nogueira e Jardim Botânico – R$ 930 mil

Theatro Dom Pedro – R$ 2,2 milhões

Casa de Santos Dumont – R$ 466 mil

Palácio de Cristal – R$ 1,43 milhão

Polo de capacitação rural – R$ 390 mil

MCMV  faixa 1 – R$ 93 milhões

MCMV faixa 2 – R$ 900 milhões

Revitalizações já foram aprovadas pelo Iphan e Inepac

Em fase final de elaboração da fase executiva, o projeto de Requalificação da Paulo Barbosa foi apresentado na última segunda-feira (15.04) para empresários da Rua na UCP. Na ocasião, os empresários tiveram a oportunidade de tirar dúvidas e apontar sugestões. Em março, o projeto recebeu parecer favorável do IPHAN e Inepac e agora está no desenho final do projeto executivo. Após a conclusão da parte executiva será iniciada a captação da obra que será financiada pelos empresários da Rua. Aproximadamente 30 pessoas participaram do encontro.

Segundo a Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica, o projeto foi autorizado para execução da obra sem ressalvas pelo Iphan. Vale salientar que o projeto foi todo desenvolvido por funcionários da Prefeitura, lotados no Departamento de Urbanismo, na CPTrans e na Secretaria de Obras.

O projeto prevê que a requalificação seja feita em partes – a região foi separada em 4 blocos. “Estamos conversando com as concessionárias de serviço como água e esgoto, internet e gás para ouvir as necessidades deles porque essa parte da tubulação tem que ficar pronta antes que a obra chegue na calçada. A intenção é de garantir que todos os processos fiquem prontos o mais rápido possível para a finalização do projeto executivo”, contou Robson Gaiofatto, um dos responsáveis pelo projeto executivo.

Os questionamentos referentes ao trânsito e às linhas de ônibus também foram esclarecidos. De acordo com levantamento da CPTrans, a via é uma das mais movimentadas da cidade: em horários de pico, aproximadamente 2 mil veículos passam pela rua e em um período de seis horas, são 8 mil pedestres que caminham por toda a região.

A requalificação prevê mais ônibus circulares na região o que significa que a quantidade de pessoas que circulam na rua não vai diminuir. O espaço só ficará mais organizado.

O projeto de Requalificação prevê alargamento e melhorias de calçadas, abrigos e baias de ônibus, instalação de bancos e pontos de jardinagem. O estacionamento deverá ser paralelo à calçada e a proposta ainda sugere mais vagas para idosos, além de canteiros, assentos e acessibilidade para que pessoas com alguma limitação física possam ter autonomia para passear pela rua.

“Outro ponto interessante do projeto é que ele prevê mais abrigos na rua, ou seja, mais conforto para as pessoas”, disse o empresário e arquiteto Rodrigo Simão.

Luís Borba, proprietário de uma ótica, aproveitou a oportunidade para tirar dúvidas sobre a questão de carga e descarga na rua. “É importante que os empresários sejam ouvidos nesse processo. A obra tem que ficar boa para todos e todos os agentes devem ser ouvidos. Tenho sugestões com relação a parada de carga e descarga e faço questão de apresentar. Foi interessante esse encontro”, comentou.

Vale salientar que a prefeitura também montou um Grupo de Trabalho que vem acompanhando todas as etapas do processo - formado por representantes do poder público (Obras, Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Gestão Estratégica, CPTrans) e empresários da região.

Inédito na cidade, ele contempla a mobilidade em seus mais variados aspectos

O Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob) está estabelecido em Petrópolis. Ele define as diretrizes de políticas públicas para o setor de mobilidade da cidade. A decisão, por decreto,  foi publicada no Diário Oficial do Município desta sexta-feira (12.04) após cinco consultas públicas, uma audiência e 26 reuniões do Conselho de Trânsito e Transportes que abordaram o tema. Com o decreto, Petrópolis cumpre o prazo estabelecido pela Lei Federal nº 12.587, estando apto a receber recursos federais para aplicação em projetos voltados ao tema.

O plano, o primeiro da cidade, será o instrumento de orientação das políticas públicas do setor de mobilidade, com diretrizes e ações para o período 2019 – 2029. O PlanMob se refere aos modos, serviços e infraestrutura viária e transporte que garantam os descolamentos de pessoas e bens em seu território, além da gestão e operação do sistema de mobilidade, visando atender as necessidades atuais e futuras da população. Ele foi elaborado com base nas recomendações do então Ministério das Cidades e todos os órgãos envolvidos no assunto.

Muitos municípios licitaram a criação do plano gastando recursos de mais de R$ 1,5 milhão, e que, em Petrópolis, foram os próprios servidores, técnicos e engenheiros, que elaboraram o documento.

O decreto dá o apontamento para a íntegra do Plano – um documento de cerca de 600 páginas, totalmente interativo, que contém fotos, vídeos, gráficos e amplo levantamento sobre aspectos da cidade que englobam áreas como saúde, educação e turismo, por exemplo. Ele está disponível em caráter definitivo no site da CPTrans: www.petropolis.rj.gov.br/cptrans.  Nele são contemplados transportes motorizado e não motorizado, transporte coletivo e privado de passageiros, transporte de cargas e serviços, circulação de pessoas e veículos, além da participação popular.

“O PlanMob engloba os próximos 10 anos, mas ele precisará ser alterado, considerando que o cenário global no que diz respeito ao tema muda a cada instante. Então, o próprio decreto contempla relatórios bienais que deverão contemplar análise do desempenho do Sistema Municipal de Mobilidade Urbana”, explica o diretor técnico e operacional da CPTrans, Luciano Moreira, que encabeçou a confecção do plano. “Nele deverão ser adicionados informações relevantes consideradas pelos técnicos participantes da equipe de desenvolvimento e pela sociedade civil”, completa.

O PlanMob é um documento integral e adicional ao Plano Diretor. Ele contém os levantamentos, com projetos para a cidade e planos de ações. Passada a fase burocrática, com a entrega do plano a todos os setores, a prefeitura irá trabalhar na demonstração das suas propostas à população. Esse, aliás, será o grande mote do Maio Amarelo, que o mês dedicado a prevenção de acidentes. Um bom planejamento e, claro sua execução, trata benefícios a curto, médio e longo prazo, neste que é um dos nossos principais objetivos, a preservação da vida.

Próximo passo é o término do projeto executivo

O projeto de Requalificação da Rua Paulo Barbosa foi aprovado pelo IPHAN. No parecer, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional afirma que as alterações propostas na via atendem as diretrizes do instituto, adequados em porte, material e localização e que o projeto é extremamente benéfico e necessário. O parecer favorável ao projeto foi entregue à Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica na última quinta-feira (28.03). Agora, o projeto terá andamento com desenho final do projeto executivo. Após a conclusão da parte executiva será iniciada a captação da obra que será financiada pelos empresários da Rua.

Essa é uma ótima notícia. Com esses respaldos importantes, do Inepac e do IPHAN, o município mostra que as intervenções tornarão a rua mais confortável para pedestres e comerciantes, além de ficar mais atrativa para os visitantes. É um olhar diferenciado para essa parte do Centro Histórico que recebe muitas pessoas diariamente e mantém grande número de lojas e empresas.

Segundo a Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica, o projeto foi autorizado para execução da obra sem ressalvas. Vale salientar que o projeto foi todo desenvolvido por funcionários da Prefeitura, lotados no Departamento de Urbanismo, na CPTrans e na Secretaria de Obras.

Todo o trabalho está sendo feito de forma conjunta, ouvindo os empresários e pensando em impulsionar o comércio da região e oferecer conforto e segurança para os pedestres.

A prefeitura está em contato com empresas de telefonia e concessionárias de serviços públicos para apresentação das necessidades delas para as obras – necessário para a conclusão do projeto executivo.

“Já iniciamos este passo, com a reunião com as concessionárias. Agora estamos colhendo os detalhes construtivos de acordo com a necessidade de cada uma delas e preparando os desenhos do projeto executivo, que é bem mais detalhado, para os construtores se guiarem. Já recebemos estes detalhes de algumas empresas, como o fornecer de gás”, explicou Ana Kyzzy Fachetti, da Encopetro Engenharia, responsável pela elaboração do projeto executivo.

Acessibilidade e sinalização reforçada

O projeto de Requalificação da Paulo Barbosa prevê alargamento e melhorias de calçadas, abrigos e baias de ônibus, instalação de bancos e pontos de jardinagem. O estacionamento deverá ser paralelo à calçada e a proposta ainda sugere mais vagas para idosos, além de canteiros, assentos e acessibilidade para que pessoas com alguma limitação física possam ter autonomia para passear pela rua.

Além do alargamento das calçadas, a sinalização é um dos pontos fortes da iniciativa. “A via é considerada perigosa com relação aos acidentes de trânsito e, por isso, a própria urbanização das calçadas levará os pedestres para as faixas de trânsito. Ficará mais acolhedora e agradável”, contou Layla Talin, responsável pelo DEPUR.

Vale salientar que a prefeitura também montou um Grupo de Trabalho que vem acompanhando todas as etapas do processo - formado por representantes do poder público (Obras, Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Gestão Estratégica, CPTRans) e empresários da região.

O projeto não muda as características da rua. O que se pretende é uma requalificação, organizando o espaço e oferecendo mais conforto para a população. Os empresários da região estão sendo parceiros nessa empreitada, sempre pensando no bem-estar de todos que moram e trabalham na localidade.

Primeira reunião com novos membros acontece no próximo dia 1º na Casa dos Conselhos

Planejar as ações a serem implementadas pelo poder público em diferentes áreas para orientar e estruturar o crescimento da cidade nas próximas décadas, tendo como base a participação dos petropolitanos. Com este objetivo mais de 100 pessoas participaram da 8ª Conferência Municipal da Cidade, realizada na noite de quarta-feira (27.03) no auditório da FMP/FASE. O evento é organizado pelo governo municipal e pelo Conselho Municipal da Cidade (ComCidade). Principal conselho do município, o Comcidade teve 29 representantes da sociedade civil (membros dos 28 conselhos municipais) definidos durante o encontro; além do anuncio dos três representantes do legislativo e sete do governo, totalizando os 39 membros do Comcidade, que irão discutir os rumos do município ao longo de um ano.

“Estamos muito honrados em receber aqui na Fase a Conferencia da Cidade, pois entendemos que o Comcidade é o conselho que tem o papel mais importante no município, em especial em um momento em que ele será conduzido pela sociedade”, pontuou a supervisora geral da FMP/Fase, professora Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves.

A participação social nas políticas públicas foi o tema da palestra ministrada pelo arquiteto e urbanista Vivente de Paula Loureiro, que destacou a participação da sociedade no conselho é ainda mais essencial em uma cidade com características tão peculiares como Petrópolis. “A cidadania é vinculada ao local em que se vive. Os franceses utilizam o conceito de “la ville e la cité”. La Ville representa a cidade concreta e “la cité”, que está relacionada a forma com a população interage, a como se controle a vida nas cidades. É fundamental que a sociedade participe, opine, discuta e defina junto com o poder público quais serão as prioridades. O prefeito é o gestor do município, mas a participação social é fundamental pois é o que permite que as medidas e ações do governo sejam mais acertadas”, frisou. 

Ao fim da após a palestra foram definidos os nomes dos 29 membros da sociedade civil, que irão compor o Comcidade em 2019, assim como dos seus suplentes. A primeira reunião do Comcidade está marcada para o dia 1º de abril, às 18h, na Casa dos Conselhos Ângelo Zanata. Na ocasião será feita a votação da composição da mesa e definido quem entre os 29 representantes da sociedade irá presidir o Comcidade em 2019.

 Evento acontece nesta quarta (27.03) às 19h no auditório da Fase

A importância da participação social na discussão de assuntos referentes ao planejamento da cidade é o viés principal da 8ª Conferencia Municipal da Cidade, que acontece na noite desta quarta-feira (27.03) no auditório da Faculdade Arthur Sá Earp - Fase.  O evento é organizado pelo governo municipal, por meio da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica (CPGE) e pelo Conselho Municipal da Cidade – Comcidade. Interessados em participar do evento podem fazer a inscrição preenchendo o formulário disponível no site da prefeitura (www.petropolis.rj.gov.br). Na página principal, basta clicar em “8ª conferência da Cidade-2019” e informar os dados pessoais.

A abertura está marcada para as 19h e as inscrições para participar do evento podem ser feitas também no dia, no local do evento a partir das 18h.  A palestra do arquiteto e urbanista Vicente de Paula Loureiro com o tema “A participação social nas políticas públicas” terá início às 19h30.

A discussão com a sociedade é um instrumento importante no processo de tomada de decisões sobre as políticas a serem executadas pelo município em áreas como habitação, mobilidade urbana e transporte, saneamento ambiental e planejamento territorial. “Governo e sociedade devem participar desta discussão, pois o planejamento de uma cidade deve ser feito de acordo com as demandas de seus moradores. Somente com a integração da sociedade neste processo é possível pautar de forma mais precisa o que deve ser feito nos próximos anos para o melhor desenvolvimento da nossa cidade”, explica Vicente Loureiro.

O palestrante pontua que a valorização da participação da sociedade dentro do planejamento da cidade, aliando aspectos comportamentais da população é fundamental para a construção concreta da cidade. “Hoje as ferramentas para disseminação de ideias mudaram. A internet, o uso das redes sociais nos permite a possiblidade de ampliarmos o alcance das ideias. É importante para o planejamento da cidade que estes instrumentos sejam utilizados. É esta discussão que queremos levantar”, explica, destacando que “Petrópolis tem características muito peculiares, que devem ser valorizadas, pois dão mais qualidade de vida a quem vive na cidade”, afirma.

O palestrante destaca que o capital humano e social, com foco no interesse público é fundamental na construção de uma cidade. “Mais do que a participação sob o aspecto partidário é necessário que haja uma participação cidadã de fato na discussão dos assuntos referentes ao planejamento e a construção da cidade”, afirma.

Vicente de Paula Loureiro é arquiteto e urbanista, formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Silva e Souza (1977) e Pós-graduado em Gerente de Cidades pela FAAP (Fundação Álvares Penteado de São Paulo), em 2002. Exerceu, durante 8 anos, cargos de Secretário ou Subsecretario de Estado do Rio de Janeiro e, durante 14 anos, cargos de Secretário Municipal de Nova Iguaçu, Petrópolis, Barra Mansa e Paracambi. Entre suas principais realizações estão os Planos Diretores de Desenvolvimento Urbano de Nova Iguaçu e Volta Redonda; o Plano Diretor de Iluminação Pública do Rio de Janeiro; o Plano Estratégico da Cidade de Nova Iguaçu; o Projeto de Readequação do Plano Ferroviário da Cidade de Barra Mansa; e Projeto de Implantação e Extensão da Via Light.

Inscrições para a 8ª conferência já estão abertas. Evento acontece no dia 27

Potencializar a participação social na discussão de assuntos referentes ao planejamento da cidade com a utilização de ferramentas modernas de comunicação - como a internet–democratizando a participação da sociedade e aumentar o alcance das discussões sobre o assunto são pontos que serão apresentados pelo arquiteto e urbanista Vicente de Paula Loureiro na palestra da 8ª Conferência Municipal da Cidade– 2019, que acontece dia 27, na sala Arthur Sá Earp, da FMP/Fase, na Av. Barão do Rio Branco, 1.003 – Centro. A abertura está marcada para as 19h.

“É fundamental valorizarmos a participação da sociedade dentro do planejamento da cidade, aliando aspectos comportamentais de população à construção concreta da cidade. E hoje as ferramentas para disseminação de ideia mudaram e é importante para o planejamento da cidade que estes instrumentos sejam utilizados. É esta discussão que vamos levantar”, aponta o arquiteto e urbanista, Vicente Loureiro.

O palestrante destaca que o capital humano e social, com foco no interesse público, é fundamental na construção de uma cidade. “Mais do que a participação sob o aspecto partidário, é necessário que haja uma participação cidadã de fato na discussão dos assuntos referentes ao planejamento e a construção da cidade. Petrópolis tem características muito peculiares, que devem ser valorizadas”, afirma.

A conferência é organizada pelo governo municipal, por meio da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica (CPGE) e pelo Conselho Municipal da Cidade – Comcidade. Interessados em participar do evento podem fazer a inscrição preenchendo desde já um formulário disponível no site da prefeitura ( www.petropolis.rj.gov.br ). Na página principal, basta clicar em “8ª conferência da Cidade-2019” e preencher o formulário com dados pessoais. As inscrições também podem ser feitas no dia do evento a partir das 18h no auditório da Faculdade Arthur Sá Éarp .

Na Conferência serão eleitos os representantes da sociedade civil que irão integrar o Conselho da Cidade (Comcidade), que este ano será presidido pela sociedade civil. Um dos objetivos do Conselho da Cidade é viabilizar o debate em torno das políticas urbanas. Ele é composto por diversos segmentos da sociedade – ONGs, movimentos populares, entidades profissionais, acadêmicas e sindicais desde que já participem de outro Conselho Municipal, além de representantes do poder público, permitindo, desta forma, a participação da sociedade civil no processo de tomada de decisões. O Comcidade tem 29 cadeiras destinadas à sociedade civil – uma para cada Conselho. Cada um deles pode indicar até três representantes. Esta participação é muito importante uma vez que este ano o Comcidade será presidido pela sociedade civil

Vicente de Paula Loureiro é arquiteto e urbanista, formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Silva e Souza (1977) e Pós-graduado em Gerente de Cidades pela FAAP (Fundação Álvares Penteado de São Paulo), em 2002.

Exerceu, durante 8 anos, cargos de Secretário ou Subsecretario de Estado do Rio de Janeiro e, durante 14 anos, cargos de Secretário Municipal de Nova Iguaçu, Petrópolis, Barra Mansa e Paracambi.Entre suas principais realizações estão os Planos Diretores de Desenvolvimento Urbano de Nova Iguaçu e Volta Redonda; o Plano Diretor de Iluminação Pública do Rio de Janeiro; o Plano Estratégico da Cidade de Nova Iguaçu; o Projeto de Readequação do Plano Ferroviário da Cidade de Barra Mansa; e Projeto de Implantação e Extensão da Via Light.

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