Temas fundamentais dentro do Plano de Mobilidade, a CPTrans realiza no próximo dia 24, às 19h, nova consulta pública sobre Patrimônio Histórico e Feiras. O encontro está marcado no Campus Barão do Amazonas, da Universidade Católica de Petrópolis (UCP) e ocorre dentro da programação de Semana de Engenharia da instituição. O objetivo da Companhia de Trânsito e Transportes é reunir pessoas que têm a intenção de contribuir para melhorar a mobilidade do município para incluir dados pertinentes dentro do PlanMob.

Dentro do contexto de Patrimônio Histórico, a ligação com o PlanMob se dá devido às características de tombamento de Petrópolis, que requerem atenção especial tanto estrutural quanto nas alterações viárias a que estão relacionadas. Já às Feiras, se dão por conta dos bloqueios realizados no município para sua realização, como no Alto da Serra e no Centro, por exemplo, que impactam diretamente o trânsito em sua mediação.

O plano deve englobar todos os aspectos do município para que seja completo, contemplando, inclusive, as características que o diferencie de outras cidades. Petrópolis é uma cidade única e suas peculiaridades devem ser levadas em conta quando se discute a mobilidade urbana. São aspectos fundamentais para que o município possa fazer um documento que tem tamanha a relevância para a nossa cidade.

A consulta pública ocorre um dia depois do tema Transporte Coletivo ser discutido pela população e um dia antes de tratarem sobre a Cargas e Fretamento. A CPTrans preparou para a próxima semana três das consultas públicas que irão compor o Plano de Mobilidade Urbana da cidade, discutindo junto à população, divididos por nichos de interesse, cada aspecto da nossa cidade.

“Ao subdividir os temas, temos conversas mais especificas sobre temas distintos, trazendo um público mais segmentado e que realmente tenha interesse sobre o assunto. E assim iremos fazer sobre os mais diferentes assuntos, mas pensando sempre no resultado final que é um plano completo e bem estruturado para a cidade”, destaca o diretor-presidente da CPTrans, Jairo Cunha.

Até a conclusão do Plano de Mobilidade serão discutidos os temas educação e segurança no trânsito, turismo e grandes eventos, transporte escolar, eixos de crescimento urbano, LUPOS e leis de planejamento. Após essas consultas, será realizada a primeira audiência pública, dando início a uma nova fase de elaboração do PlanMob.

“Depois das consultas por modal serão feitas novas consultas públicas, só que por eixos: infraestrutura de trânsito; operação de trânsito, que inclui segurança viária, fiscalização e uso do solo; além de acessibilidade universal e sustentabilidade ambiental”, explica o diretor técnico e operacional da CPTrans, Luciano Moreira.

Ao final dessas consultas, será feita mais uma audiência com a apresentação das propostas e, depois, a última etapa de consultas públicas ocorrem nos bairros. Pelo cronograma três consultas: a primeira inclui a área do primeiro distrito; a segunda, do segundo distrito e a terceira do terceiro, quarto e quinto distritos.

A Prefeitura, por meio da Secretaria de Planejamento e da CPTrans, realizou uma pesquisa no Dia Mundial Sem Carro, no fim de setembro, sobre a visão que o petropolitano, sobretudo o morador do Centro Histórico, tem sobre a mobilidade urbana. Ao todo, 387 pessoas foram entrevistadas. O estudo já forneceu informações à Prefeitura sobre os hábitos e as soluções esperadas pelos petropolitanos para o trânsito e o transporte. O congestionamento foi apontado como o principal problema de mobilidade por 31,3% dos entrevistados. Entre as soluções, a mais respondida (25,2%) foi a expansão do transporte coletivo. Do total de entrevistados, 53,2% utilizam o carro pelo menos uma vez por semana. Entre os outros meios de transporte mais usados, 41,1% apontaram o transporte coletivo e 38% se locomovem a pé.

A Prefeitura planeja ainda um estudo sobre a mobilidade urbana em todo o município. Para o coordenador da pesquisa, o assessor de planejamento Rodrigo Xavier, da Secretaria de Planejamento, entre as 12 perguntas realizadas, há ainda outros dados importantes, como o uso de bicicletas por 12% dos entrevistados.

“É importante pensar que a mobilidade urbana sustentável é focada no deslocamento dos pedestres, e não de automóveis. A pesquisa é uma oportunidade de saber como o cidadão petropolitano, principalmente o do Centro Histórico, vê a mobilidade urbana da sua cidade. Qualificar calçadas é hoje um dos maiores desafios da mobilidade urbana em Petrópolis”, disse Rodrigo, que lembrou que 7% dos entrevistados reclamaram do estado de conservação das calçadas.

Em relação ao tempo de deslocamento entre casa e trabalho, 30,5% afirmaram que levam menos de 15 minutos, 27% disseram que demoram entre 15 e 30 minutos, 23,1% levam de 30 a 45 minutos, e 14,5% responderam que demoram até uma hora. Outros 4,8% não responderam.

Os entrevistados participaram do Dia Mundial Sem Carro, no dia 22 de setembro, na Praça Dom Pedro, no Centro, evento celebrado pela primeira vez pela Prefeitura. Na ocasião, a Prefeitura ofereceu um espaço de lazer à população com tênis de mesa, dama, xadrez, recreação infantil, contação de história e show com Joãozinho do Cavaco. Para estimular o uso de transporte público, a passagem de ônibus estava a R$ 1 naquele dia. O evento serviu para que a população comece a observar a mobilidade urbana como um importante componente da qualidade de vida e que atos simples, como andar a pé, podem fazer a diferença para uma vida melhor.

Formatar um diagnóstico de Petrópolis para integrar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Com este objetivo representantes da Câmara Metropolitana do Rio Janeiro, responsáveis pelo estudo, realizaram uma oficina em Petrópolis nesta terça-feira (06.08). A atividade teve a participação de técnicos de diferentes secretarias municipais e representantes do legislativo municipal e de entidades como Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural (Inepac) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de representantes da sociedade civil organizada. Petrópolis foi incluída no fim do ano passado no rol de 22 municípios que fazem parte do Plano Metropolitano do Estado do Rio para o desenvolvimento de projetos.

É um passo importante pois a cidade passará a contar com auxilio técnico para estudar os desafios e compreender as necessidades específicas do município. Estar na região metropolitana também pode significar uma facilidade para se conseguir recursos, como por exemplo, para financiamento de projetos habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida. Os levantamentos são concentrados na Coordenadoria de Planejamento, mas todos os demais secretários do município estão envolvidos no processo.  

O trabalho desenvolvido nos 21 outros municípios que fazem parte do Plano Metropolitano, foi apresentado pelos representantes da Câmara Metropolitana Maurício Knoploch, Nelson Teixeira, Paulo Costa e Luís Firmino. As oficinas forma realizadas durante todo o dia na Casa dos Conselhos Ângelo Zanata.

 Para o trabalho de diagnóstico, os participantes foram distribuídos em grupos que trataram dos temas pertinentes a cidade: Economia, Mobilidade, Saneamento e resiliência, Patrimônio Natural e Cultural, Habitação e equipamentos sociais, e Reconfiguração especial e centralidade/ordenamento territorial e urbano. Em uma segunda etapa participantes elaboraram um prognostico relacionado aos eixos que orientam os Programas de Ações.  

 A aproximação com o governo do Estado mostra a importância de Petrópolis para o desenvolvimento da região metropolitana do Estado. Petrópolis tem uma mão de obra especializada que trabalha no Rio de Janeiro justamente por causa da proximidade da cidade com o Centro produtivo do Estado. Isso mostra o quanto o município pode crescer por estar próxima do Rio de Janeiro. Ao acrescentar os dados de Petrópolis nesse estudo, a prefeitura mostra o potencial produtivo da cidade e incentiva o fortalecimento de políticas públicas eficientes.

O Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Câmara Metropolitana. O objetivo é o de elaborar um conjunto de cenários, estratégias e instrumentos que orientem decisões governamentais nos anos futuros e sejam referências para a sociedade fluminense. O estudo prevê ações a serem realizadas a curto, médio e longo prazos, nos próximos 25 anos.

Um novo encontro participativo será realizado em Petrópolis com o objetivo de apresentar os resultados das discussões nas oficinas que, após estudos técnicos aprofundados, serão utilizados para dar origem ao Encarte de Petrópolis - livro que complementará o PEDUI.

O prefeito Rubens Bomtempo recebeu oficialmente na última semana o termo de referência que servirá como base para a produção do Plano de Mobilidade Urbana de Petrópolis. Bomtempo agradeceu o empenho de todos os integrantes do Grupo de Trabalho, formado por integrantes do Conselho Municipal de Trânsito (Comutran), para preparar o documento e também supervisionar a construção do plano, que deverá ser apresentado pela Prefeitura ainda este ano.

“Mais uma vez o Comutran realizou um trabalho de grande importância para a cidade, de forma técnica, transparente e responsável. Este é o documento que servirá como referência para o desenvolvimento do plano de mobilidade da cidade para os próximos 20 anos”, destacou o prefeito Rubens Bomtempo.Em Petrópolis, o Termo de Referência do PlanMob foi elaborado em três meses pelo GT Mobilidade. No documento constam todas as pesquisas realizadas para a produção de um diagnóstico geral do trânsito da cidade e a proposição de soluções a curto, médio e longo prazo. “Estamos seguindo todas as diretrizes estipuladas pelo Governo Federal com ampla participação popular”, ressaltou o presidente da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) e do Comutran, Gilmar Oliveira, lembrando que todos os municípios do país com mais de 20 mil habitantes devem delinear os seus planos de mobilidade urbana.

O GT do PlanMob também ficou responsável pela promoção de audiências públicas sobre o PAC Mobilidade Urbana, que prevê sete grandes intervenções em Petrópolis: construção da rotatória nas Duas Pontes; duplicação da Avenida General Rondon, no Quitandinha; reforma do Terminal do Centro; criação de ciclovias no Bingen, Quitandinha e Barão do Rio Branco; criação do binário da ruas Coronel Veiga e Olavo Bilac; e melhorias no acesso do Bingen ao Centro, com construção de pontes e implantação de faixas exclusivas de ônibus.

Soluções mundiais que estão contribuindo para o fortalecimento das “Cidades Inteligentes” são destaque

As soluções mundiais que estão contribuindo para o desenvolvimento do conceito de “SmartCity” – Cidades Inteligentes – foram apresentadas nesta semana durante o “SmartCity - Expo Curitiba”, congresso que discutiu os projetos e políticas públicas que fomentam o setor. Uma equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico participou do evento.  As experiências e técnicas das empresas e dos pesquisadores do setor contribuirão para a implantação dos projetos criados pelo governo para que Petrópolis seja referência no conceito “SmartCity”.

“O fortalecimento da área tecnológica na nossa cidade é uma das metas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. A participação no congresso foi muito importante para conhecermos o que as outras cidades estão fazendo para fomentar esse setor. Temos um polo tecnológico com empresas especializadas e cursos acadêmicos que preparam a mão de obra especializada para atuar no setor, ou seja, temos tudo para ser referência na questão tecnológica”, afirmou Fiorini.

Para que Petrópolis seja reconhecida cada vez mais como cidade inteligente, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico estuda novos projetos e apoia as empresas do ramo tecnológico. “A tecnologia é uma grande aliada para os setores de comércio e serviços, hotelaria e turismo. A secretaria de Desenvolvimento Econômico está à disposição dos empresários para conhecer novos projetos. A intenção é de incentivar o desenvolvimento desse setor. Para isso, estamos nos reunindo com os empresários do setor de tecnologia e elaborando, de forma colaborativa, a Lei da Inovação, que pretende incentivar a instalação de novas empresas do setor na cidade”, explicou Fiorini.

Além do secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini, participaram do “SmartCity - Expo Curitiba”, os diretores dos departamentos de Desenvolvimento Econômico, Dalmir Caetano e Políticas Públicas de Ciência e Tecnologia, Marcelo Simões.

Centro Integrado de Operações de Petrópolis (Ciop)

Um dos projetos da Prefeitura que usa a tecnologia em favor da população é a Central de Monitoramento. A instalação da estrutura foi iniciada nessa semana no Centro no Centro de Cultura e nos pontos que terão câmeras. O trabalho que está sendo feito é na primeira parte da central de monitoramento. Neste momento, serão instaladas câmeras em 46 pontos em todos os distritos.  Posteriormente, a cidade terá mais 40 locais monitorados. Serão monitorados locais como Praça de Nogueira, Praça de Corrêas, Retiro, Palácio de Cristal, 13 de Maio, Praça da Liberdade, Praça da Águia, além da Rua do Imperador, Rua Teresa, Paulo Barbosa, Praça da Inconfidência, Duas Pontes, Valparaíso, Mosela, Parque Municipal de Itaipava, Pedro do Rio, Ipiranga, Quissamã, Itamarati, Cascatinha, Montecaseros e Araras, além das entradas da cidade, no Bingen, no Quitandinha, no Alto da Serra, no Trevo de Bonsucesso e na Posse. As câmeras gravam em 360º, em alta definição, fazem reconhecimento facial e de placas de veículos.

Sobre o evento:

“SmartCity - Expo Curitiba” ocorreu nos dias 28 de fevereiro e 1º de março e contou com 18 palestrantes internacionais e 36 brasileiros. Os debates ficam concentrados em quatro temas: Tecnologias Disruptivas, Governança, Inovação Digital e Cidades Sustentáveis do Futuro. O congresso foi a edição brasileira do maior evento de cidades inteligentes do mundo e contou com a presença de grandes nomes internacionais do urbanismo, arquitetura e agentes públicos que promoveram transformações em grandes cidades. O evento foi chancelado pela FIRA Barcelona Internacional – consórcio público formado pela Prefeitura de Barcelona, Governo da Catalunha e Câmara de Comércio de Barcelona, organizado pelo iCities com apoio estratégico do World Trade Center Business Club, além da participação oficial da Prefeitura de Curitiba como anfitriã e do Vale do Pinhão, ecossistema de inovação da cidade.

No Estado, Petrópolis ficou em 3º lugar, tendo à frente apenas o Rio de Janeiro e Niterói

Petrópolis ficou em 32º na edição 2021 do Ranking Connected Smart Cities, estudo desenvolvido pela Urban Systems para o evento homônimo, idealizado pela Necta e Urban Systems, publicado na edição desta quarta-feira (01.09) no caderno Mobilidade do jornal O Estado de São Paulo. No Estado, Petrópolis ficou em 3º lugar, tendo à frente apenas o Rio de Janeiro e Niterói. A cidade obteve nota 33,404.

“Ver Petrópolis em destaque em pesquisas e rankings que analisam o setor financeiro e de investimentos nos municípios brasileiros reforça o crescimento e o desenvolvimento do município. Temos trabalhado de forma a estimular ainda mais este crescimento, incentivando a desburocratização. Além disso, nossa nova lei de incentivo fiscal traz ainda mais oportunidades”, explica o governo interino.

Outros números de destaque no estudo mostram Petrópolis em 10º lugar entre todas as cidades analisadas nos eixos Inovação e Saúde. O município também ficou em 11º entre as cidades de 100 mil e 500 mil habitantes e em 17º entre todas da Região Sudeste. O estudo é desenvolvido desde 2015, criando uma plataforma de discussão e negócios sobre Cidades Inteligentes.

Neste ano para a formação do ranking são avaliados 75 indicadores dentro de 10 eixos temáticos: Mobilidade e Acessibilidade, Urbanismo, Meio Ambiente, Tecnologia e Inovação, Economia, Educação, Saúde, Segurança, Empreendedorismo e Governança.

O ranking avaliou 677 cidades do país, sendo 49 com mais de 500 mil habitantes, 277 com população entre 100 mil e 500 mil pessoas e 351 com população estimada entre 50 mil e 100 mil. A elaboração do ranking é feita por meio de análise de publicações nacionais e internacionais e indicadores sobre a temática de cidades inteligentes, sustentáveis, conectadas e assuntos correlatos

“O município tem uma vocação muito ampla. Vamos tornar a cidade cada vez mais inteligente e sustentável ao longo dos processos, porque estamos investindo em várias ações importantes. Acredito que a cidade será referência e excelência nesse quesito, será um modelo de smart city.”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico.

Petrópolis foi escolhida cidade sede para o primeiro curso de Gestão Pública Sustentável no Estado do Rio de Janeiro. A iniciativa mostra o reconhecimento às ações que vêm sendo desenvolvidas pelo atual governo no setor e o compromisso do município para a conquista do título de “Cidade Sustentável”. O evento será aberto nesta segunda-feira (9/6), às 9h, no Teatro Afonso Arinos (Centro de Cultura Raul de Leoni). A organização é da secretaria Executiva do Programa Cidades Sustentáveis (PCS), em parceria com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), e tem o apoio da Prefeitura.

Palestras sobre as bases do programa Cidades Sustentáveis, os fundamentos da governança e gestão local, transparência, acesso à informação, instrumentos de governança participativa, os eixos temáticos do programa e debates fazem parte da programação do dia 9 de junho, que é aberta ao público.

Já na terça-feira (10/6), o evento é destinado apenas aos técnicos das prefeituras participantes: Petrópolis, Paraty, Niterói, Macaé, Rio de Janeiro e Rio das Ostras.  Neste dia, a metodologia para a implementação de indicadores e planos de metas, além do uso do sistema de indicadores para a construção de observatórios, estarão na pauta dos debates.

O Prêmio Cidades Sustentáveis é de abrangência nacional e tem como objetivo estimular os gestores públicos para a criação, manutenção e atualização de observatórios em seus respectivos municípios, contendo indicadores, programas de metas e informações relevantes sobre políticas voltadas à qualidade de vida e ao desenvolvimento sustentável, assim como reconhecer e valorizar experiências bem sucedidas.

O município tem buscado meios de envolver a prevenção as tragédias no planejamento do território

A importância do controle da urbanização nas cidades com alta vulnerabilidade aos desastres de origem natural é o tema da 10ª Conferência Internacional de Clima Urbano, que acontece em Nova Iorque, nos Estados Unidos, entre os dias 6 e 10 de agosto. Neste ano, Petrópolis será um dos municípios em destaque, graças ao trabalho de identificação de áreas em que será necessário o controle especial de habitação. A proposta de lei que define essas regiões, denominada de Lei de Macrozoneamento, foi elaborada por uma equipe multidisciplinar da prefeitura. O município tem buscado meios de envolver a prevenção as tragédias no planejamento do território.

O evento é organizado pelo Instituto NOAA CREST da Universidade da Cidade de Nova York, em parceria com a Associação Internacional para o Clima Urbano (IAUC) e o Conselho da AMS sobre o Ambiente Urbano.  O planejamento urbano é reconhecido mundialmente como um protagonista para reduzir as perdas de vida e de patrimônio nas cidades mais vulneráveis.

"Vai ser o momento de trocas com renomados estudiosos de clima urbano internacionais. Será uma oportunidade de expor a boa referência do trabalho feito em Petrópolis e de captar novas soluções que possam ajudar o município com planejamento urbano de qualidade e na prevenção de desastres", explica Layla Talin, chefe do Departamento de Planejamento Urbano (DEPUR) da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica. Ela vai representar a cidade no encontro internacional.

A Conferência Internacional de Clima Urbano é um dos principais fóruns mundiais para o debate sobre a vulnerabilidade urbana e desenvolvimento sustentável. Petrópolis vai participar ao lado de representantes de todo o mundo debatendo sobre temas essenciais para a prevenção de desastres de origem natural no planejamento urbano.

"Nosso município é nacionalmente reconhecido pelos recorrentes desastres naturais causados pelas chuvas. Todos os anos são registradas ocorrências de deslizamentos de terras e de inundações. A cidade é um modelo de como dar resposta às vítimas desse tipo de fenômeno. Estamos trabalhando também nas ações voltadas para a prevenção dos desastres", garante Layla, que participou neste mês de um curso sobre Resiliência Urbana frente às mudanças climáticas globais, oferecido pelo Centro Latino-Americano de Formação Interdisciplinar (CELFI), que atua na formação de cientistas da Argentina e da América Latina.

"As parcerias e cooperações trazem bons resultados para o município. A participação em cursos de formação e debates internacionais amplia a capacidade dos técnicos municipais em atuar para a proposição de soluções para uma Petrópolis mais segura. Foram abordados conceitos fundamentais para o desenvolvimento urbano sustentável e a prevenção de desastres a partir do planejamento urbano. Foi mais uma grande oportunidade de crescimento", explicou a chefe do DEPUR.

ONU reconheceu os esforços do município no trabalho de prevenção

O trabalho de prevenção realizado pelo município ganhou o reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) no ano passado. Em agosto, o órgão concedeu o prêmio de cidade resiliente do mês para Petrópolis pelo trabalho de articulação realizado dentro do Plano Inverno, organizado pela Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias.

Além disso, Petrópolis foi uma das duas cidades do Estado do Rio de Janeiro indicadas pela ONU como município com potencial de se transformar em modelo mundial para redução de riscos de desastres, ao lado de Niterói. As Nações Unidas listaram 50 municípios nas Américas, sendo sete no Brasil. 

“Prevenção e articulação de socorro são prioridades estabelecidas pelo prefeito Bernardo Rossi. A proposta é que todos os órgãos estejam organizados para responder de forma mais eficiente caso aconteça um desastre no município”, afirma o secretário de Defesa Civil e Ações Voluntárias, coronel Paulo Renato Vaz, explicando ainda que o Plano Inverno reuniu 216 pessoas de 42 instituições diferentes na elaboração do trabalho, garantindo que os órgãos tivessem acesso aos recursos disponíveis em caso de tragédia.

Inédito na cidade, ele contempla a mobilidade em seus mais variados aspectos

O Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob) está estabelecido em Petrópolis. Ele define as diretrizes de políticas públicas para o setor de mobilidade da cidade. A decisão, por decreto,  foi publicada no Diário Oficial do Município desta sexta-feira (12.04) após cinco consultas públicas, uma audiência e 26 reuniões do Conselho de Trânsito e Transportes que abordaram o tema. Com o decreto, Petrópolis cumpre o prazo estabelecido pela Lei Federal nº 12.587, estando apto a receber recursos federais para aplicação em projetos voltados ao tema.

O plano, o primeiro da cidade, será o instrumento de orientação das políticas públicas do setor de mobilidade, com diretrizes e ações para o período 2019 – 2029. O PlanMob se refere aos modos, serviços e infraestrutura viária e transporte que garantam os descolamentos de pessoas e bens em seu território, além da gestão e operação do sistema de mobilidade, visando atender as necessidades atuais e futuras da população. Ele foi elaborado com base nas recomendações do então Ministério das Cidades e todos os órgãos envolvidos no assunto.

Muitos municípios licitaram a criação do plano gastando recursos de mais de R$ 1,5 milhão, e que, em Petrópolis, foram os próprios servidores, técnicos e engenheiros, que elaboraram o documento.

O decreto dá o apontamento para a íntegra do Plano – um documento de cerca de 600 páginas, totalmente interativo, que contém fotos, vídeos, gráficos e amplo levantamento sobre aspectos da cidade que englobam áreas como saúde, educação e turismo, por exemplo. Ele está disponível em caráter definitivo no site da CPTrans: www.petropolis.rj.gov.br/cptrans.  Nele são contemplados transportes motorizado e não motorizado, transporte coletivo e privado de passageiros, transporte de cargas e serviços, circulação de pessoas e veículos, além da participação popular.

“O PlanMob engloba os próximos 10 anos, mas ele precisará ser alterado, considerando que o cenário global no que diz respeito ao tema muda a cada instante. Então, o próprio decreto contempla relatórios bienais que deverão contemplar análise do desempenho do Sistema Municipal de Mobilidade Urbana”, explica o diretor técnico e operacional da CPTrans, Luciano Moreira, que encabeçou a confecção do plano. “Nele deverão ser adicionados informações relevantes consideradas pelos técnicos participantes da equipe de desenvolvimento e pela sociedade civil”, completa.

O PlanMob é um documento integral e adicional ao Plano Diretor. Ele contém os levantamentos, com projetos para a cidade e planos de ações. Passada a fase burocrática, com a entrega do plano a todos os setores, a prefeitura irá trabalhar na demonstração das suas propostas à população. Esse, aliás, será o grande mote do Maio Amarelo, que o mês dedicado a prevenção de acidentes. Um bom planejamento e, claro sua execução, trata benefícios a curto, médio e longo prazo, neste que é um dos nossos principais objetivos, a preservação da vida.

Inscrições para a 8ª conferência já estão abertas. Evento acontece no dia 27

Potencializar a participação social na discussão de assuntos referentes ao planejamento da cidade com a utilização de ferramentas modernas de comunicação - como a internet–democratizando a participação da sociedade e aumentar o alcance das discussões sobre o assunto são pontos que serão apresentados pelo arquiteto e urbanista Vicente de Paula Loureiro na palestra da 8ª Conferência Municipal da Cidade– 2019, que acontece dia 27, na sala Arthur Sá Earp, da FMP/Fase, na Av. Barão do Rio Branco, 1.003 – Centro. A abertura está marcada para as 19h.

“É fundamental valorizarmos a participação da sociedade dentro do planejamento da cidade, aliando aspectos comportamentais de população à construção concreta da cidade. E hoje as ferramentas para disseminação de ideia mudaram e é importante para o planejamento da cidade que estes instrumentos sejam utilizados. É esta discussão que vamos levantar”, aponta o arquiteto e urbanista, Vicente Loureiro.

O palestrante destaca que o capital humano e social, com foco no interesse público, é fundamental na construção de uma cidade. “Mais do que a participação sob o aspecto partidário, é necessário que haja uma participação cidadã de fato na discussão dos assuntos referentes ao planejamento e a construção da cidade. Petrópolis tem características muito peculiares, que devem ser valorizadas”, afirma.

A conferência é organizada pelo governo municipal, por meio da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica (CPGE) e pelo Conselho Municipal da Cidade – Comcidade. Interessados em participar do evento podem fazer a inscrição preenchendo desde já um formulário disponível no site da prefeitura ( www.petropolis.rj.gov.br ). Na página principal, basta clicar em “8ª conferência da Cidade-2019” e preencher o formulário com dados pessoais. As inscrições também podem ser feitas no dia do evento a partir das 18h no auditório da Faculdade Arthur Sá Éarp .

Na Conferência serão eleitos os representantes da sociedade civil que irão integrar o Conselho da Cidade (Comcidade), que este ano será presidido pela sociedade civil. Um dos objetivos do Conselho da Cidade é viabilizar o debate em torno das políticas urbanas. Ele é composto por diversos segmentos da sociedade – ONGs, movimentos populares, entidades profissionais, acadêmicas e sindicais desde que já participem de outro Conselho Municipal, além de representantes do poder público, permitindo, desta forma, a participação da sociedade civil no processo de tomada de decisões. O Comcidade tem 29 cadeiras destinadas à sociedade civil – uma para cada Conselho. Cada um deles pode indicar até três representantes. Esta participação é muito importante uma vez que este ano o Comcidade será presidido pela sociedade civil

Vicente de Paula Loureiro é arquiteto e urbanista, formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Silva e Souza (1977) e Pós-graduado em Gerente de Cidades pela FAAP (Fundação Álvares Penteado de São Paulo), em 2002.

Exerceu, durante 8 anos, cargos de Secretário ou Subsecretario de Estado do Rio de Janeiro e, durante 14 anos, cargos de Secretário Municipal de Nova Iguaçu, Petrópolis, Barra Mansa e Paracambi.Entre suas principais realizações estão os Planos Diretores de Desenvolvimento Urbano de Nova Iguaçu e Volta Redonda; o Plano Diretor de Iluminação Pública do Rio de Janeiro; o Plano Estratégico da Cidade de Nova Iguaçu; o Projeto de Readequação do Plano Ferroviário da Cidade de Barra Mansa; e Projeto de Implantação e Extensão da Via Light.

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