50 universitários da UCP participam da revisão da LUPOS

Traçar um diagnóstico de Petrópolis para que, 20 anos após a criação a Lei de Uso Parcelamento e Ocupação do Solo, em 1998, a legislação seja revista e adequada às necessidades dos dias de hoje, permitindo um melhor planejamento da cidade. Este é o objetivo da prefeitura, com a revisão da LUPOS, que vem sendo elaborada pela Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica e pelo Departamento de Planejamento Urbano da prefeitura e foi apresentado no Seminário Petrópolis para todos. O evento, que inicia as discussões públicas sobre a revisão, foi aberto na noite de sexta-feira (11.05) e segue com programação neste sábado. O trabalho de revisão da legislação prevê além da análise técnica, a captação de informações em campo e em projetos desenvolvidos s 26 escolas municipais – trabalho integrado com a Universidade Católica de Petrópolis, com a participação de 50 estudantes dos cursos de Arquitetura, Engenharia Civil, Administração e Economia. Convênio foi anunciado na abertura do seminário.

 A LUPOS estabelece os parâmetros para a cidade, delimitando, por exemplo, que tipo de atividade pode ser instalada em uma determinada região. O eixo principal para a revisão da lei é o diagnóstico. “Queremos conhecer a realidade dos moradores em cada um dos cinco distritos, sob a ótica daquela população e identificar as necessidades e o potencial de cada região. Desta forma poderemos planejar melhor a cidade não apenas em relação ao seu desenvolvimento – o que é importante para a geração de empregos - mas também em relação ás políticas públicas, como a instalação de escolas, unidades de saúde, planejamento da mobilidade urbana, enfim, uma gama de serviços importantes no dia a dia das pessoas”, explica o coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Roberto Rizzo, que apresentou o cronograma de trabalho de revisão na abertura do seminário.

Após a abertura foi realizada uma palestra sobre instrumentos de ordenamento territorial, ministrada por Alex Magalhães, do Instituto de Pesquisa, Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da UFRJ.

Neste sábado, as palestras começaram às 9h com a discussão do tema Economia Urbana, apresentado por Jorge Natal, do IPPUR/UFRJ; seguida por  palestra sobre Resiliência Urbana, com Layla Talin, da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica e do Departamento de Planejamento Urbano da prefeitura. À tarde, os temas focados são Saúde Urbana, ministrada por Felix Resenbeg, da Fiocruz, Cartas de risco e planejamento urbano, com Ingird Lima, da UFRJ e mobilidade urbana, ministrada por Alline Serpa, da UCP.

Participaram da abertura do seminário os secretários de Desenvolvimento, Marcelo Fiorini, de Meio Ambiente, Fred Procópio, de Educação Samea Ázara e o controlador Geral do Município, Fábio Alves.

Planejamento quer ouvir a população

O processo de avaliação, discussão e revisão da LUPOS prevê, ainda, atividade direcionada aos alunos da rede municipal, planejamento dos centros de bairros e identificação dos indicadores urbanísticos e suas utilizações na cidade, além de consulta pública, por maio de audiências públicas.

“Vamos disponibilizar ainda informações em um site e teremos um e-mail em que receberemos sugestões e contribuições da população”, pontua Rizzo.

Estudantes de escolas públicas também serão ouvidos dentro do projeto  o “Urbano na escola“. Elaborado pelo Departamento de Planejamento Urbano - DEPUR - da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica, o programa prevê que alunos do 9º ano do ensino fundamental de 26 escolas da rede municipal possam participar da revisão da LUPOS, através de atividades práticas como a construção de mapas dos bairros, com a indicação do que pode ou não ser construído em cada área, bem como com os equipamentos públicos necessários nas localidades.  O projeto prevê o treinamento de estagiários da UCP, que acompanharão as atividades junto com o professor. Os alunos que participaram da construção do melhor trabalho poderão participar de uma oficina com o Grupo de Trabalho que está discutindo a revisão da LUPOS. A duração deverá ser de seis meses – até a escolha do melhor trabalho.

O projeto de revisão da LUPOS prevê, ainda, o planejamento dos Centros de bairros e identificação dos indicadores urbanísticos e suas utilizações na cidade. Vale destacar que todo o processo de revisão contará com a participação das entidades de classe da sociedade, sociedade civil organizada, OAB e das faculdades.

Seminário “Petrópolis para todos” acontece sexta e sábado na UCP

Estão abertas as inscrições para o seminário “Petrópolis para Todos”, que faz parte do cronograma de discussões sobre a revisão da Lei de Uso Parcelamento e Ocupação do Solo. A Lupos estabelece os parâmetros para uso do solo, definindo por exemplo que atividades são permitidas em cada região da cidade. O seminário é organizado pela Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica e pelo Departamento de Planejamento Urbano (DEPUR) da prefeitura.

O evento será aberto na noite de sexta (11.05) e terá programação também durante o sábado (12.05). Interessados em participar devem fazer a inscrição no site da prefeitura. Para isto, basta clicar no link disponível na página principal do site e preencher o formulário.

“O planejamento urbano é uma das metas da prefeitura, pois é a partir dele que o ordenamento da cidade será possível. A intenção do seminário é levarmos informações a todas as pessoas sobre a revisão da Lupos e sobre a elaboração das Leis complementares ao Plano Diretor do município - questões que interferem diretamente no dia a dia das pessoas”, pontua o coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Roberto Rizzo.   

O seminário será realizado no auditório da UCP (Campus Benjamim Constant) ne sexta (11.05).  Após a abertura oficial, às 19h, será realizada uma palestra sobre instrumentos de ordenamento territorial, ministrada por Alex Magalhães, do Instituto de Pesquisa, Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da UFRJ.

No sábado as palestras começam às 9h com a discussão do tema Economia Urbana, apresentado por Jorge Natal, do IPPUR/UFRJ; às 10h30 haverá palestra sobre Resiliência Urbana, com Layla Talin, da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica e do Departamento de Planejamento Urbano da prefeitura;

Na parte da tarde, o seminário é retomado às 13h30 com palestra sobre Saúde Urbana, ministrada por Felix Resenbeg, da Fiocruz. Em seguida, às 14h30 haverá a palestra Cartas de risco e planejamento urbano, às 14h30, com Ingred Lima, da UFRJ; às 16h será realizada a palestra Mobilidade Urbana, com Aline Serpa, da UCP.  

Com área territorial de 793 quilômetros quadrados e população estimada em 298.235 habitantes em 2017,de acordo com Censo do IBGE, um dos desafios da atual gestão é traçar um planejamento urbano para que a cidade, que em 2010 já tinha densidade demográfica de 371 habitantes por quilômetro quadrado esteja estruturada para crescer de forma ordenada, sustentável e com infraestrutura para desenvolver atividades de suas diferentes vocações. Com este objetivo a prefeitura vem trabalhando na revisão da Lei de Uso Parcelamento e Ocupação do Solo - que há 20 anos não sofre um amplo exame. O assunto é pauta de um seminário nos dias 11 e 12 deste mês.

A Lupos é uma lei que interfere diretamente no dia a dia de todos, pois estabelece os parâmetros para uso do solo, definindo por exemplo que atividades são permitidas em cada região da cidade, entre outras delimitações importantes para o planejamento da cidade, para a gestão e até mesmo captação de recursos para investimentos.

Desde que foi criada em 1998, a Lei 5.393 nunca sofreu uma revisão ampla. O coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Roberto Rizzo, explica que neste período foram feitas três revisões de Planos Diretores que afetaram a Lupos. Além disso, a Coperlupos aprovou diversas alterações pontuais que hoje geram complicações na rotina da cidade, prejudicando por exemplo a mobilidade urbana.

“Esta revisão nos dará também a oportunidade de atualizar a legislação do planejamento urbano – trabalho que foi relegado em gestões anteriores. Uma legislação mais atualizada permitirá um melhor controle social, dos indicadores de dinâmicas urbanas além dos instrumentos de gestão urbana, como diretrizes e conceitos necessários a correção do descontrole da expansão urbana e desordem nas ocupações irregularidades”, explica.

A intenção é mobilizar representantes de diferentes segmentos e reunir dados que contribuam para a atualização. Para tanto a equipe da coordenadoria está levantando informações e coletando dados técnicos. Este trabalho é feito com a participação de universidades e entidades de diferentes segmentos.

A revisão da Lupos vai dotar o município dos meios legais necessários para promover uma melhor qualidade de vida aos cidadãos, além de equilíbrio na disposição dos serviços públicos, privados e atividades econômicas. Com isso será possível promover a qualificação da infraestrutura viária e mobilidade urbana também”, destaca, lembrando que por isso é importante que toda sociedade participe deste processo. O seminário “Petrópolis para Todos”acontece nos dias 11 e 12 de maio no auditório da Universidade Católica de Petrópolis.

O município tem buscado meios de envolver a prevenção as tragédias no planejamento do território

A importância do controle da urbanização nas cidades com alta vulnerabilidade aos desastres de origem natural é o tema da 10ª Conferência Internacional de Clima Urbano, que acontece em Nova Iorque, nos Estados Unidos, entre os dias 6 e 10 de agosto. Neste ano, Petrópolis será um dos municípios em destaque, graças ao trabalho de identificação de áreas em que será necessário o controle especial de habitação. A proposta de lei que define essas regiões, denominada de Lei de Macrozoneamento, foi elaborada por uma equipe multidisciplinar da prefeitura. O município tem buscado meios de envolver a prevenção as tragédias no planejamento do território.

O evento é organizado pelo Instituto NOAA CREST da Universidade da Cidade de Nova York, em parceria com a Associação Internacional para o Clima Urbano (IAUC) e o Conselho da AMS sobre o Ambiente Urbano.  O planejamento urbano é reconhecido mundialmente como um protagonista para reduzir as perdas de vida e de patrimônio nas cidades mais vulneráveis.

"Vai ser o momento de trocas com renomados estudiosos de clima urbano internacionais. Será uma oportunidade de expor a boa referência do trabalho feito em Petrópolis e de captar novas soluções que possam ajudar o município com planejamento urbano de qualidade e na prevenção de desastres", explica Layla Talin, chefe do Departamento de Planejamento Urbano (DEPUR) da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica. Ela vai representar a cidade no encontro internacional.

A Conferência Internacional de Clima Urbano é um dos principais fóruns mundiais para o debate sobre a vulnerabilidade urbana e desenvolvimento sustentável. Petrópolis vai participar ao lado de representantes de todo o mundo debatendo sobre temas essenciais para a prevenção de desastres de origem natural no planejamento urbano.

"Nosso município é nacionalmente reconhecido pelos recorrentes desastres naturais causados pelas chuvas. Todos os anos são registradas ocorrências de deslizamentos de terras e de inundações. A cidade é um modelo de como dar resposta às vítimas desse tipo de fenômeno. Estamos trabalhando também nas ações voltadas para a prevenção dos desastres", garante Layla, que participou neste mês de um curso sobre Resiliência Urbana frente às mudanças climáticas globais, oferecido pelo Centro Latino-Americano de Formação Interdisciplinar (CELFI), que atua na formação de cientistas da Argentina e da América Latina.

"As parcerias e cooperações trazem bons resultados para o município. A participação em cursos de formação e debates internacionais amplia a capacidade dos técnicos municipais em atuar para a proposição de soluções para uma Petrópolis mais segura. Foram abordados conceitos fundamentais para o desenvolvimento urbano sustentável e a prevenção de desastres a partir do planejamento urbano. Foi mais uma grande oportunidade de crescimento", explicou a chefe do DEPUR.

ONU reconheceu os esforços do município no trabalho de prevenção

O trabalho de prevenção realizado pelo município ganhou o reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) no ano passado. Em agosto, o órgão concedeu o prêmio de cidade resiliente do mês para Petrópolis pelo trabalho de articulação realizado dentro do Plano Inverno, organizado pela Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias.

Além disso, Petrópolis foi uma das duas cidades do Estado do Rio de Janeiro indicadas pela ONU como município com potencial de se transformar em modelo mundial para redução de riscos de desastres, ao lado de Niterói. As Nações Unidas listaram 50 municípios nas Américas, sendo sete no Brasil. 

“Prevenção e articulação de socorro são prioridades estabelecidas pelo prefeito Bernardo Rossi. A proposta é que todos os órgãos estejam organizados para responder de forma mais eficiente caso aconteça um desastre no município”, afirma o secretário de Defesa Civil e Ações Voluntárias, coronel Paulo Renato Vaz, explicando ainda que o Plano Inverno reuniu 216 pessoas de 42 instituições diferentes na elaboração do trabalho, garantindo que os órgãos tivessem acesso aos recursos disponíveis em caso de tragédia.

Instrumento base para a elaboração do orçamento do município, a Lei de Diretrizes Orçamentárias 2019, já está na Câmara de Vereadores.  O documento foi entregue nesta sexta-feira (13.04) para ser avaliado e votado pelo legislativo. Antes de ser entregue aos vereadores o documento foi disponibilizado no site da prefeitura e discutido em audiência Pública na Casa dos Conselhos. Na terça-feira (10.04) a Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica apresentou o projeto da LDO e antecipou que, frente à crise financeira nacional e às dívidas deixadas por gestões anteriores, que alcançam R$ 766 milhões, o prefeito Bernardo Rossi irá manter em 2019 a política de austeridade, com controle rigoroso de gastos – medidas adotadas desde o início do governo. 

Todas as secretarias têm trabalhado muito desde o início do governo para reduzir despesas e economizar para que a cidade possa equilibrar as contas. Além disso, a Secretaria de Fazenda tem negociado dívidas com fornecedores, o que é necessário para manter a qualidade de serviços básicos como a merenda nas escolas, remédios nas unidades de saúde, e todos os demais serviços que são importantes para a população. Para o ano que vem, a prefeitura tem uma previsão de arrecadação cerca de 5% superior ao orçamento deste ano, que é de R$ 1 bilhão, o que é praticamente a reposição da inflação. Diante deste cenário é fundamental manter a austeridade na administração das contas.

O coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Roberto Rizzo Branco destaca ainda que a orientação do prefeito é para que se mantenha no ano que vem a política de captação de recursos, principalmente junto ao governo federal, com a apresentação de projetos. “O aporte de recursos federais para investimentos é uma medida que temos adotado desde o início do governo. Desta forma, apesar da crise financeira, o governo conquista recursos e garante investimentos”, explica, lembrando que na gestão passada a capacidade de investimento do município caiu.

“A análise das contas mostra que a capacidade de investimento do município foi reduzida em 76% no último governo, ou seja, a prefeitura investiu menos em melhorias, como pavimentação de ruas, por exemplo, o que é um problema que a atual gestão hoje trabalha para minimizar. A prefeitura se esforça hoje para reverter este quadro. Com os recursos próprios comprometidos com o pagamento de dívidas, estamos empenhados em elaborar projetos e captar recursos para viabilizar melhorias em todas as áreas”, aponta Rizzo.   

A LDO estima metas e riscos fiscais e estabelece os parâmetros para a montagem da Lei Orçamentária Anual, que estima receitas e fixa despesas do município para o ano seguinte, estabelecendo assim como serão distribuídos os recursos em todas as áreas da prefeitura. A LOA será encaminhada ao legislativo em agosto e tem que ser votada antes do fim do ano legislativo.

Sexta, 06 Abril 2018 - 13:06

Caixa doa equipamentos para prefeitura

Computadores, notebooks, impressoras, cadeiras, poltronas, armários, mesas e estações de trabalho fazem parte dos 151 itens doados pela Caixa Econômica Federal à prefeitura. Os equipamentos, já usados, estão sendo distribuídos entre a Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica, a TurisPetro, a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes e a Coordenadoria de Comunicação.

“São equipamentos que melhoram as condições de trabalho dos servidores, agilizam o andamento dos trabalhos, o que contribui para o funcionamento dos setores públicos e beneficia a população.  Esta parceria com a Caixa é muito bem-vinda, especialmente considerando o momento de crise financeira, em que o município não dispõe de recursos para investimentos”, avalia o coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Roberto Rizzo Banco.

Rizzo explica que a doação de equipamento soma ao trabalho da Coordenadoria de melhorar a infraestrutura dos departamentos da prefeitura. “Temos buscado reconstruir a cultura administrativa de Planejar o Desenvolvimento Urbano, a Gestão Municipal, consolidando fundamentos de análise, acompanhamento e avaliação para as ações e políticas públicas no município. A doação dos equipamentos pela Caixa, contribuirá muito neste processo”, pontua.

O coordenador destaca ainda que a parceria com a Caixa Econômica Federal proporcionará ao servidor público municipal melhores condições de trabalho. Foram doadas 20 estações de trabalho, 10 notebooks, três impressoras, 26 mesas, 43 armários, 22 gaveteiros, 14 cadeiras, entre outros itens.

“Os equipamentos foram entregues para aparelhamento de secretarias que sentiam a dificuldade de atender demandas da administração e de serviços destinados a promoção turística do município, por exemplo”, cita o coordenador, lembrando que parte dos equipamentos está sendo empregado na estrutura da Coordenadoria, que funciona na antiga sede da Secretaria de Fazenda, na Rua 16 de Março. 

Propostas foram pautas da reunião ordinária do Conselho Revisor do Plano Diretor

A prefeitura apresentou, nesta quarta-feira (07.03), ao Conselho Revisor do Plano Diretor (CRPD), dois projetos: de Avaliação, Discussão e Revisão da Lei de Uso, Parcelamento e Ocupação do Solo (LUPOS) e de Reurbanização do Entorno do Lago de Nogueira. As propostas foram elaboradas pelo Departamento De Planejamento Urbano, da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica do município, e apresentadas aos conselheiros durante a reunião ordinária, que acontece mensalmente.

A proposta tem o objetivo de corrigir possíveis divergências entre o mapa digital de zoneamento da Lei de Uso Parcelamento e Ocupação de Solo e a legislação de 1998 – que estabelece suas normas. Foi criado um cronograma a partir da apresentação de um grupo de trabalho, que irá analisar os mapas que estão disponíveis para fins de consulta pública, emissão de certidão de uso e parâmetros e planejamento urbano do município. A LUPOS estabelece os parâmetros para uso do solo, definindo entre outras coisas, as atividades permitidas em cada região da cidade. A criação do grupo é o primeiro passo para a futura revisão da LUPOS, que está prevista no Plano Diretor da cidade.

“Os técnicos farão um diagnóstico em relação à LUPOS, pensando na revisão dela, que é um dos principais instrumentos para o desenvolvimento e crescimento sustentável e ordenado da cidade”, explica o coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Roberto Rizzo.

O cronograma deverá ter duração de 9 meses, contados a partir da formação do Grupo de Trabalho (GT), prevista ainda para este mês. Durante os trabalhos, o grupo vai fazer a coleta de dados nos locais e por aplicativo, relatórios, regulamentação e o controle social, baseado nas informações coletadas.

“É a primeira vez, em 40 anos, que vejo um projeto tão importante para reavaliação de nosso território. Estamos em período preocupante por conta da chuva e acredito que se isso tivesse sido feito em gestões anteriores poderíamos ter evitado tragédias que aconteceram nos últimos anos em nossa cidade”, disse o arquiteto Paulo Lyrio, conselheiro representante da sociedade civil.

A previsão, é de que, após legitimado o Grupo de Trabalho, os trabalhos sejam iniciados com seminário no mês que vem.

Apresentação do Projeto de Reurbanização do Entorno do lago de Nogueira

O departamento de Planejamento Urbano, da Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica,apresentou, na mesma reunião, o projeto de reurbanização do entorno do Lago de Nogueira. O projeto prevê a recuperação da calçada de caminhada no entorno do lago; construção de deck de caminhada no entorno do lago (trechos que não possuem calçadas);construção de decks para pescaria; e criação de um jardim botânico.

Neste jardim, estão previstos alamedas e canteiros para plantação de espécies da Mata Atlântica; estufa; recuperação e transferência na localização de umparquinho infantil; e um prédio para atendimento aos visitantes e ambiente de pesquisa.

“Isto representa a reativação de um espaço muito importante para o turismo na cidade. Temos a oportunidade de transformar um local esquecido pelas gestões anteriores e fazer dele um exemplo de sustentabilidade, atendendo aos anseios dos moradores da região”, disse o coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Roberto Rizzo.

O projeto já se encontra sob análise do Ministério do Turismo, através de proposta ao Programa de Infra-Estrutura Turística.

Grupo de discussão já analisou mais de 400 processos de imóveis tombados pelo município

O Conselho Municipal de Tombamento Histórico Cultural e Artístico (CMTHCA) notificou a Concer, – concessionária que administra o trecho Rio-Juiz de Fora da BR-040 - pelo estado de abandono do Mirante Belvedere. Esta é mais uma ação do município na busca para garantir que os bens tombados sejam preservados. Representantes do Conselho fizeram, no ano passado, uma vistoria, onde puderam confirmar o total abandono da edificação principal. O Belvedere foi interditado para que fosse utilizado como área de apoio para as obras de construção da Nova Subida da Serra. Quatro anos após a interdição, no entanto, a pista não foi concluída, a obra está abandonada e o mirante se tornou um grande depósito, ocupado por máquinas, equipamentos, contêineres, estruturas pré-moldadas e restos de materiais, tudo em estado de deterioração.

Um relatório técnico da vistoria foi feito pelo Conselho e um levantamento fotográfico, que mostra as condições do Mirante Belvedere, foram encaminhados à Justiça. A inspeção foi feita a pedido da 1ª Vara Federal por solicitação do Ministério Público Federal, que questiona a Concer quanto ao uso do mirante como espaço de apoio para as obras de construção da nova pista de subida da Serra desde 2013.

“O Mirante do Belvedere é um espaço de grande valor histórico e cultural, que tem uma vista belíssima e uma memória que precisa ser preservada.Estamos alinhados ao Ministério Público no entendimento de que ele precisa ser recuperado e devolvido à população. Por suas características este monumento já foi cenário de filmes, e é lamentável ver que nos últimos anos o mirante foi transformado em um canteiro de obras e as pessoas deixaram de ter acesso a este monumento”, avaliou o presidente do Conselho de Tombamento e Coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Roberto Rizzo.

O conjunto do mirante, composto por uma edificação em formato de disco, uma fonte com discos que segue o mesmo estilo do prédio principal, além de jardins, fica às margens da BR-040 e é tombado pelo município desde 2011. Durante a inspeção do ano passado, os membros do conselho confirmaram, ainda, o agravamento dos danos na edificação principal. A edificação, que na década de 60 abrigou um restaurante com estilo moderno para a época, com vidraças que permitiam uma visão panorâmica da Serra do Mar, após anos de abandono perdeu muito mais que as vidraças. Hoje, o imponente monumento apresenta rachaduras, infiltrações, buracos no teto - em que em alguns pontos permite que o mato cresça – além de paredes de banheiros quebradas, piso danificado e vigas de sustentação da antiga vidraça totalmente enferrujadas.

“São condições que confirmam o estado de abandono de um monumento de grande valor para Petrópolis. Um espaço que, se estivesse preservado, poderia estar hoje incluída no roteiro turístico de Petrópolis, servir com um ponto de apoio para os usuários da BR-040 e uma área de lazer para as famílias petropolitanas”, pontua Roberto Rizzo.

A partir da notificação do Conselho, a Concer terá de fazer melhorias no local – retornando o espaço ao que era antes de ser usado como canteiro de obras. O não cumprimento da notificação vai ensejar uma nova notificação da Prefeitura à Justiça.

Conselho já analisou mais de 400 processos de imóveis tombados

Até o início da atual gestão, haviam mais de 400 processos para avaliação de imóveis tombados pelo município, com vistas à reduçãode IPTU, parados. Em um ano, todos estes processos foram colocados sob análise pelo Conselho Municipal de Tombamento Histórico Cultural e Artístico (CMTHCA), para que os proprietários fizessem os devidos reparos, caso houvesse necessidade.

“Nos esforçamos muito para colocar todos estes processos em dia. Queremos garantir que todos os imóveis tombados pelo município sejam preservados e, para isso, nossa equipe esteve em todos estes imóveis. Pontuamos as necessidades para que os proprietários se adequem e possam garantir o benefício”, disse o presidente do Conselho de Tombamento e Coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Roberto Rizzo.

Soluções mundiais que estão contribuindo para o fortalecimento das “Cidades Inteligentes” são destaque

As soluções mundiais que estão contribuindo para o desenvolvimento do conceito de “SmartCity” – Cidades Inteligentes – foram apresentadas nesta semana durante o “SmartCity - Expo Curitiba”, congresso que discutiu os projetos e políticas públicas que fomentam o setor. Uma equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico participou do evento.  As experiências e técnicas das empresas e dos pesquisadores do setor contribuirão para a implantação dos projetos criados pelo governo para que Petrópolis seja referência no conceito “SmartCity”.

“O fortalecimento da área tecnológica na nossa cidade é uma das metas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. A participação no congresso foi muito importante para conhecermos o que as outras cidades estão fazendo para fomentar esse setor. Temos um polo tecnológico com empresas especializadas e cursos acadêmicos que preparam a mão de obra especializada para atuar no setor, ou seja, temos tudo para ser referência na questão tecnológica”, afirmou Fiorini.

Para que Petrópolis seja reconhecida cada vez mais como cidade inteligente, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico estuda novos projetos e apoia as empresas do ramo tecnológico. “A tecnologia é uma grande aliada para os setores de comércio e serviços, hotelaria e turismo. A secretaria de Desenvolvimento Econômico está à disposição dos empresários para conhecer novos projetos. A intenção é de incentivar o desenvolvimento desse setor. Para isso, estamos nos reunindo com os empresários do setor de tecnologia e elaborando, de forma colaborativa, a Lei da Inovação, que pretende incentivar a instalação de novas empresas do setor na cidade”, explicou Fiorini.

Além do secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini, participaram do “SmartCity - Expo Curitiba”, os diretores dos departamentos de Desenvolvimento Econômico, Dalmir Caetano e Políticas Públicas de Ciência e Tecnologia, Marcelo Simões.

Centro Integrado de Operações de Petrópolis (Ciop)

Um dos projetos da Prefeitura que usa a tecnologia em favor da população é a Central de Monitoramento. A instalação da estrutura foi iniciada nessa semana no Centro no Centro de Cultura e nos pontos que terão câmeras. O trabalho que está sendo feito é na primeira parte da central de monitoramento. Neste momento, serão instaladas câmeras em 46 pontos em todos os distritos.  Posteriormente, a cidade terá mais 40 locais monitorados. Serão monitorados locais como Praça de Nogueira, Praça de Corrêas, Retiro, Palácio de Cristal, 13 de Maio, Praça da Liberdade, Praça da Águia, além da Rua do Imperador, Rua Teresa, Paulo Barbosa, Praça da Inconfidência, Duas Pontes, Valparaíso, Mosela, Parque Municipal de Itaipava, Pedro do Rio, Ipiranga, Quissamã, Itamarati, Cascatinha, Montecaseros e Araras, além das entradas da cidade, no Bingen, no Quitandinha, no Alto da Serra, no Trevo de Bonsucesso e na Posse. As câmeras gravam em 360º, em alta definição, fazem reconhecimento facial e de placas de veículos.

Sobre o evento:

“SmartCity - Expo Curitiba” ocorreu nos dias 28 de fevereiro e 1º de março e contou com 18 palestrantes internacionais e 36 brasileiros. Os debates ficam concentrados em quatro temas: Tecnologias Disruptivas, Governança, Inovação Digital e Cidades Sustentáveis do Futuro. O congresso foi a edição brasileira do maior evento de cidades inteligentes do mundo e contou com a presença de grandes nomes internacionais do urbanismo, arquitetura e agentes públicos que promoveram transformações em grandes cidades. O evento foi chancelado pela FIRA Barcelona Internacional – consórcio público formado pela Prefeitura de Barcelona, Governo da Catalunha e Câmara de Comércio de Barcelona, organizado pelo iCities com apoio estratégico do World Trade Center Business Club, além da participação oficial da Prefeitura de Curitiba como anfitriã e do Vale do Pinhão, ecossistema de inovação da cidade.

O grupo técnico, formado por 14 funcionários municipais de diversas áreas, se reuniu nesta quarta-feira (28/02), na CPTrans, no primeiro encontro de trabalho para a construção do Manual Calçada Acessível.  A prefeitura de Petrópolis aderiu ao programa “Calçadas Acessíveis”, realizado pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em novembro.  O objetivo é criar um documento técnico com orientações sobre como deve ser construídos os passeios públicos para pessoas com deficiência, idosos, quem conduz carrinho de bebê e a população de uma maneira geral.

O programa, incentivado pelo prefeito Bernardo Rossi, a partir da cartilha técnica, vai orientar entidades públicas e privadas e atividades comerciais sobre os modelos de calçadas que devem ser adotadas para garantir acessibilidade. ”Temos hoje 50 mil idosos e quase 40 mil pessoas com deficiência. A acessibilidade é um direito de todos e passa pela qualidade dos passeios públicos”, observa o coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica da prefeitura, Roberto Rizzo.

A reunião de trabalho, além de representantes de diversas secretarias teve a participação de convidados da iniciativa privada. Cerca de 20 técnicos puderam apresentar suas contribuições, através de experiências próprias e as vivenciadas na etapa de Workshop “Barreiras para pessoas com deficiências”, realizada em dezembro de 2017, no qual identificaram as dificuldades das pessoas com deficiências visuais e motoras.

As reuniões do grupo técnico, coordenadas pela Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica, seguirão o cronograma quinzenal estabelecido até a finalização do Manual Calçada Acessível, prevista para o final do primeiro semestre de 2018.

Pagina 8 de 13