Informação é essencial para a criação de projetos de segurança de trânsito.

Os dados de acidentes de trânsito, que só no Hospital Santa Teresa somam 501 nos últimos seis meses estão sendo reorganizados e, pela primeira vez, será feito o cruzamento de informações dos Bombeiros, Boletim de Registro de Acidente de Trânsito (BRAT) e da Secretaria de Saúde. Estatísticas de estrema importância para a realização do planejamento estratégico do trânsito e do transporte estavam sendo negligenciadas pela antiga gestão da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) desde agosto.

As análises da Companhia não levavam em conta os dados da Secretaria de Saúde e, por conta disso, os números de acidentes fatais, por exemplos, não considerava a vítima que foi levada pelo Corpo de Bombeiros para o hospital e faleceu na unidade de saúde. Com o modelo de análise adotado pela atual administração, os números irão se aproximar mais da realidade do município.

“Nossa intenção é ter esses dados consolidados e conseguir trabalhar com o real cenário de acidentes. Nossas equipes estão consolidando esses números e, com isso, conseguiremos elaborar projetos mais eficazes para o trânsito e o transporte de Petrópolis”, explicou o diretor técnico operacional da CPTrans, Luciano Moreira.

“Esses dados são importantes para situações de planejamento, coleta de dados, organização de informações, análise de informações coletadas e interpretação. É inadmissível que se deixe esses dados de lado. Sem isso fica difícil fazer um planejamento de trabalho adequado. É mais um problema que encontramos na Companhia e que estamos trabalhando para resolver”, destacou o diretor-presidente da Companhia, Maurinho Branco.

Petrópolis faz aniversário no dia 16 de março e quem ganha o presente é o cidadão. Durante os quatro domingos deste mês, por determinação do prefeito Rubens Bomtempo, o preço das passagens de ônibus será reduzido a R$ 1,40. Além de prestigiar os petropolitanos na importante data, a iniciativa garante o acesso de toda a programação comemorativa, que está sendo preparada pela Prefeitura.

A medida vale para as mais de 200 linhas que operam no município, com exceção das executivas. “Com isso, o prefeito Rubens Bomtempo está estimulando o acesso à cultura e ao lazer, garantindo que os petropolitanos participem das festividades”, disse o presidente da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transporte (CPTrans), Gilmar Oliveira.

A passagem de ônibus mais barata começa a vigorar neste domingo (9/3). A tarifa promocional, exclusiva para pagamento em dinheiro, também vale para os dias 16, 23 e 30 de março. Vale ressaltar que quem usar os cartões nesses dias terá o valor normal da passagem vigente no município, que é de R$2,65, descontado.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresentou nesta quarta-feira (01.11) à prefeitura um novo projeto executivo para a nova subida da Serra. De acordo com o órgão, já há verba de R$ 300 milhões em caixa para execução da obra. Esse projeto, de acordo com o presidente do órgão, Jorge Bastos, já foi apresentado ao Tribunal de Contas da União e aguarda apenas o parecer do TCU para dar andamento às obras.

A prefeitura fica bastante otimistas de que as obras serão retomadas o mais breve possível, uma das coisas mais importantes para o município neste momento. A prefeitura acompanha muito de perto essa questão porque Petrópolis não aceita o descaso com o principal acesso à cidade.

Na semana que vem, o presidente da ANTT vai solicitar que o TCU possa agilizar a manifestação em relação ao novo projeto executivo para a subida da Serra e possa apressar a retomada da obra. A subida da Serra deveria estar pronta desde 2014, mas o início da construção aconteceu apenas em 2012, dois anos após a previsão inicial. O segundo prazo, que era de entrega em 2016, também não foi cumprido sob alegação de falta de recursos – mesmo com aporte de R$ 1,3 bilhão feito pelo governo federal.

Em agosto, a prefeitura ingressou com duas ações na justiça em que solicita também que a ANTT exija da Concer melhorias na pista atual, principal via de acesso à cidade. A prefeitura ainda pede a suspensão do reajuste de pedágio e a isenção de pagamento aos moradores de Petrópolis.

O que a cidade exige são melhorias na pista e que os usuários possam usar a pista com segurança. Enquanto isso não ocorre, o município quer que os moradores não sejam prejudicados pagando um pedágio para usar uma estrada em péssimas condições.

Prefeito formaliza pedido de redução da faixa marginal da BR-040 à ANTT

A prefeitura também pediu formalmente à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nesta quarta-feira (01.11) a redução do afastamento lateral da BR-040. O objetivo da medida é beneficiar 52 famílias que moram na Comunidade São Francisco de Assis e que estão em processo de regularização fundiária.

A prefeitura quer a redução de 40 para 15 metros de afastamento e tem o mesmo entendimento do Ministério Público Federal, de que este afastamento menor não oferece risco à segurança nem de moradores nem de motoristas. Isso permitiria que o processo de regularização fundiária fosse finalizado mais rápido.

A comunidade tem 280 famílias e apenas 52 famílias que moram dentro da faixa marginal. O processo de regularização de todas as casas está acontecendo de forma simultânea, a pedido dos próprios moradores, e é acompanhado também pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) e realizado pela Secretaria de Obras, Habitação e Regularização Fundiária e pelo Instituto de Terras e Cartografias do Estado do Rio de Janeiro (Iterj).

Objetivo, é beneficiar famílias que moram às margens da rodovia e possam ter regularização fundiária

A ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres – fará uma visita técnica na BR-040 para acompanhar plano de trabalho de regularização fundiária para mais de 300 famílias que residem em comunidades constituídas há mais de 30 anos às margens da rodovia. A visita ficou marcada para o próximo dia 8. Em reunião com o diretor-presidente da ANTT, Mário Rodrigues Jr., em Brasília nesta terça-feira (24.04), a prefeitura reiterou à ANTT que faça estudos técnicos e acompanhe o programa que já envolve o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (Iterj), Ministério Público Federal (MPF), Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) e APA Petrópolis.

Com a redução da faixa de domínio, essas casas poderão passar por regularização fundiária. Essa medida é urgente diante do déficit habitacional da cidade e a necessidade de construir moradias e consolidar comunidades já existentes e que estejam em áreas seguras.

O documento foi recebido pelo diretor-geral da ANTT, Mário Rodrigues Jr., em reunião nesta terça-feira (24.04) em Brasília. Nesse encontro, ficou acertada a visita técnica quando será apresentado um plano de trabalho preliminar feito em conjunto pela prefeitura, Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (Iterj), Ministério Público Federal (MPF), Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) e APA Petrópolis.

Há famílias que já moram em comunidades às margens da BR-040 há 30 anos e o que a prefeitura quer é o reconhecimento do direito dessas pessoas. É possível fazer a redução da faixa de domínio sem que isso prejudique a segurança na rodovia e no entorno dela.

Depois do encontro em Brasília, todos os órgãos envolvidos no tema se reuniram nesta quarta-feira (25.04), em Petrópolis, com o objetivo de alinhar as informações já apuradas por cada um deles para apresentar na visita técnica que a ANTT fará em maio. Questões como as comunidades estabelecidas na faixa de domínio, a proposta de redução nesses locais, o número de famílias que moram nesses espaços, os custos de realizar desapropriações e reassentamentos e o número de ações de demolição de residências na faixa de domínio. As informações básicas serão apresentadas para que a ANTT possa dar início ao estudo de viabilidade técnica.

Um dos exemplos é a Comunidade São Francisco de Assis. Lá, são cerca de 280 famílias em processo de regularização fundiária, sendo que mais de 50 famílias moram na faixa de domínio. A faixa possui 40 metros de extensão e o objetivo é reduzir para 10 metros – o que permitiria realizar a regularização dessas mais de 50 casas.

“A gente não quer caridade, o que nós estamos buscando é o reconhecimento do direito. Nós entendemos que não é possível justificar a demolição de casas por de uma possibilidade, que não é concreta, de no futuro essa faixa ser usada para alguma obra”, lembra o procurador do Ministério Público Federal, Charles Stevan, que ressalta que não há projetos – nem em análise – que incluam a utilização da faixa de domínio.

“O que nós queremos é diminuir a faixa para 10 metros em um trecho de 350 metros da pista, não é na rodovia toda. Esse pedido é para atender os moradores das comunidades já estabelecidas na BR-040”, destaca o diretor de regularização fundiária do Iterj, Luiz Cláudio Vieira.

“Esse é um assunto que vem sendo levado a Brasília constantemente para mostrar a necessidade e a importância de fazer essa diminuição da faixa de domínio. Com essa visita que a ANTT fará em maio, vamos poder mostrar o que já existe de conhecimento e o que precisa ser complementado por eles”, completa o diretor do Iterj.

MercoSerra entra também na briga para fazer com que a concessionária cumpra suas obrigações

Estudos para novas concessões dos trechos da BR-040 administrados pela Concer já estão sendo feitos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT. A informação foi prestada pelo órgão nesta segunda-feira (09.04), depois de representantes do MercoSerra entrarem também na briga por uma solução para os problemas enfrentados na Serra. Só em Petrópolis, mais de 14 mil estabelecimentos entre indústria, comércio e prestadores de serviços são afetados diretamente pelas péssimas condições da rodovia, em recebimento de matéria prima e escoação de produção, além dos 1,6 milhão de turistas que a cidade recebe anualmente.

Mas esses números são ainda maiores quando somados aos prejuízos das outras duas cidades que integram o MercoSerra: Teresópolis e Nova Friburgo. Por isso, agora, a agência também trabalha para fazer com que a concessionária cumpra suas obrigações. A ideia é unir todas as forças com as entidades civis.

“Hoje temos uma Serra completamente deficiente e que traz um prejuízo muito grande para a economia da região. Então vamos trabalhar para resolver essa situação. Destacamos três pontos para a ANTT: um sobre a obrigatoriedade de manutenção na estrada, o que não vem sendo feito. O segundo sobre a retirada do posto da Polícia Rodoviária Federal, com a obrigatoriedade de fazer outro, mas que não foi feito pela Concer. E por último, o fato de a concessionária nunca ter cumprido a obrigatoriedade de sinalizar na rodovia as áreas de gastronomia e hotelaria próximas à estrada”, destaca o presidente do MercoSerra, Luiz Fernando Gomes.

Durante reunião entre as duas agências, o coordenador de Exploração de Infra Estrutura Rodoviária, Carlos Frederico Freire Peixoto e a engenheira Simone Gleizer, da ANTT, concordaram que, apesar de a Concer alegar desequilíbrio financeiro, isso não se justifica, já que existe a cobrança de pedágio. O órgão informou ainda que aplica um alto volume de multas e autos de infração contra a concessionária. De 2015 a 2017, segundo a ANTT, foram aplicados 900 Termos de Registro de Ocorrência e 44 Autos de Infração, além de multas moratórias diárias. Além da Concer, também estão sendo realizados estudos para novas concessões de trechos operados pela CRT e Nova Dutra, que vencem em 2021, mas estuda-se, inclusive, possibilidade do trecho da Concer ser feito em separado.

Segundo Marcelo Fiorini, secretário de Desenvolvimento de Petrópolis e tesoureiro do MercoSerra, que também participou da reunião com a ANTT, as melhorias no acesso ao município são fundamentais para o desenvolvimento econômico da cidade e medidas precisam ser tomadas urgente. “A rodovia faz parte do crescimento e fortalecimento da economia de Petrópolis. Há anos sofremos com as más condições da Serra. Em 2015 participei de uma audiência pública em Brasília e ainda nada foi feito”, avalia.

A atual gestão do município vem trabalhando para fazer com que a Concer dê uma solução para os problemas enfrentados pelos petropolitanos na descida e subida da Serra. O município move duas ações na Vara Federal contra aumento do pedágio e reivindicando manutenção e melhorias na pista de subida da Serra, além de ação para garantir os direitos dos moradores do Contorno em função da cratera que se abriu no fim do ano passado, interditando 55 imóveis e a Escola Municipal Leonardo Boff. Além disso, em março deste ano, o Procon pediu ao Ministério Público Federal a anulação da cobrança de pedágio pela Concer. A ação toma como base o Art. 22 do CDC que elenca as obrigações de concessionárias na realização de serviços e traz uma série de obrigações que a prestadora deixou de cumprir junto aos petropolitanos.

A construção da nova pista de subida da serra teve início em 2012 e deveria ter sido concluída antes da realização da Olimpíada do Rio, em 2016. Hoje as intervenções estão orçadas em mais de R$ 1,7 bilhão - dos quais R$ 1,3 bilhão são recursos federais e as obras estão paralisadas. Um cálculo feito pela Firjan mostrou que o atraso das pode custar R$ 1,5 bilhão. O contrato que permite à Concer administrar o trecho Rio Juiz de Fora da BR-040, foi assinado em abril de 1995 e tem validade de 25 anos. O documento estabelece que em 10 anos a concessionária deveria, com recursos próprios, provenientes da arrecadação de pedágio, custear a construção da nova pista de subida. O prazo terminou em 2006.

O Ministério Público Federal também quer o fim da concessão da Rodovia Rio-Juiz de Fora à Concer. No ano passado, a Procuradoria da República em Petrópolis entrou com uma ação civil pública na Justiça pedindo a caducidade da concessão da rodovia à Concer. De acordo com o MPF, em mais de 21 anos de concessão, a cocessionária praticamente não cumpriu com as obrigações previstas no Plano de Exploração da Rodovia.

Além do presidente e tesoureiro do MercoSerra, também participaram da reunião com a ANTT, André Luiz Alves, secretario da agência, Jorge de Botton e Fernando Varella, do Novamosanta, e Silvia Guedon, executiva do MercoSerra.

O MercoSerra é a união de empresários, sociedade civil e representantes do poder públicos das três principais cidades da Região Serrana: Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. O objetivo é fomentar a economia nas três cidades, pela troca de experiências, rodas de negócios, divulgação dos calendários de eventos, expansão do turismo, além de tratar dos principais problemas que, de alguma forma, impedem o crescimento da economia na região, como a questão das rodovias que cortam os três municípios.

Por determinação do Ministério Público Federal, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) terá de apresentar informações à Polícia Federal sobre as obras da Nova subida da Serra. A prefeitura também apresentou pedido de inquérito junto à PF, procedimento feito pessoalmente pelo prefeito Bernardo Rossi na semana passada.  De acordo com a decisão do MPF, a ANTT, a quem cabe a fiscalização da concessão, deve apresentar documentos à Polícia Federal em duas datas: dias 1º e 06 de dezembro.  Para o MPF e à Defesa Civil,  a ANTT terá de apresentar documentos dias 24 e 27 de dezembro.

A prefeitura comemora a determinação. Desde o primeiro momento considera, que dada à gravidade desta situação, é fundamental que o MPF e a Polícia Federal intervenham e acompanhem as investigações e ainda mais: para que a cidade tenha um acesso digno, uma obra fundamental para a economia da cidade. 

As determinações foram estabelecidas em reunião comandada pelos procuradores da República Joana Barreiro Batista, Vanessa Seguezzi e Charles Stevan da Mota Pessoa, nesta terça-feira (21.11) na sede do MPF. A ANTT foi cobrada ainda quanto ao acompanhamento das intervenções feitas desde o dia 07, quando uma cratera se abriu às margens da rodovia na altura do quilômetro 81, sentido Rio, provocando a interdição da pista e deixando 95 famílias desalojadas.

Na reunião desta terça-feira, procuradores da República estabeleceram prazo até o dia 1º de dezembro para que a ANTT apresente ao MPF e a Polícia Federal cópia da última versão do projeto executivo da Nova Subida da Serra enviado ao TCU, acompanhado do relatório de análise ao referido projeto.

Além disso, até 6 de dezembro, a agência deverá apresentar também cópias dos relatórios que estão sendo produzidos, informando quanto à instauração de procedimento de acompanhamento referente à abertura da cratera.

O MPF determinou ainda que em  cinco dias – até a segunda-feira (27.11)- a ANTT encaminhe ao MPF, cópia do relatório de análise referente ao projeto executivo da Nova Subida da Serra. As obras tiveram início em 2013 e são executadas pelo Consócio Nova Subida da Serra, contratado pela Concer – Concessionária que administra o trecho Rio-Juiz de Fora da BR-040. 

ANTT tem até sexta para apresentar relatórios sobre riscos em área interditada

Órgão Federal vai cobrar da Concer relatórios de riscos e das atividades programadas para a execução no local

O Ministério Público Federal (MPF) determinou ainda que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresente até sexta-feira (24.11) os relatórios da Concer quanto aos riscos no Contorno e nas comunidades próximas, além de um cronograma com as atividades programadas pela concessionária para a execução de intervenções que recuperem o local. Na ocasião, o secretário de Defesa Civil e Ações Voluntárias, coronel Paulo Renato Vaz, reafirmou a importância da apresentação de laudos e documentos para definir os próximos passos da Defesa Civil em relação à situação dos imóveis interditados, bem, como sobre a liberação de trânsito na rodovia.

“Esse é um caso de grande complexidade, ainda mais por se tratar de uma área de concessão federal. É importante que todos cumpram os prazos estabelecidos pelo MPF, para que a gente possa ter acesso a todas as informações necessárias o mais rápido possível”, disse Paulo Renato Vaz.

A reunião foi conduzida pelos procuradores da República esteve a presença e do delegado da Polícia Federal (PF), Adriano Kaiper. Na ocasião os representantes da ANTT informaram que os peritos contratados pelo órgão pediram um prazo de um mês para apresentar um laudo com as causas do acidente.

O superintendente de Exploração da Infraestrutura Rodoviária (SUINF) da ANTT, Luiz Fernando Castillo, explicou que o órgão federal contratou uma empresa para avaliar o acidente e que solicitou que a Concer aguardasse a vistoria dessa equipe para autorizar as primeiras intervenções. O superintendente reconheceu que cabe à Agência fiscalizar a execução das obras, bem com as medidas adotadas. A ANTT terá um prazo de 15 dias para apresentar uma cópia dos documentos, até então produzidos, quanto à instauração do procedimento de acompanhamento, relativo ao caso. 

Na sexta-feira (17.11), o MPF já havia determinado que em um prazo de 20 dias a Concer informe à Defesa Civil de Petrópolis qual a extensão dos danos causados pela escavação do túnel no Bingen. A concessionária terá o mesmo prazo – até o dia 07 de dezembro - para se pronunciar sobre a situação da rodoviária, também no Bingen. A Concer também terá que apresentar ao MPF e à Defesa Civil, em um prazo de 15 dias, o relatório do trabalho realizado com um equipamento subaquático, que fez incursão no túnel no dia 14, além dos estudos realizados nas áreas secas do túnel.

O MPF instaurou um inquérito civil que acompanha as medidas que serão adotadas para restabelecimento de serviços essenciais e de assistência às vítimas, em decorrência do desastre ocorrido na altura do quilômetro 81 da BR-040, próximo à comunidade do Contorno – notícia de erosão possivelmente atribuída às obras do túnel da Nova Subida da Serra de Petrópolis, cuja saída se dá na Estrada Duarte da Silveira.

“De posse de documentos de toda a obra e do que foi afetado, poderemos avaliar o que está preservado, o que está comprometido. Só então será possível emitirmos, com segurança um laudo”, considera Paulo Renato Vaz.

Documento traz dados relacionados a 2017

35 mortes foram constatadas no ano passada

Os números de acidentes de trânsito de 2017 foram apresentados nesta terça-feira (11.09) em reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes, que aconteceu na sede da CPTrans. O documento traz, pela primeira vez, o número de vítimas de acidentes fatais pós-cena, aquelas que são encaminhadas a uma unidade de saúde, mas acabam morrendo a caminho ou no hospital devido às complicações do sinistro. De acordo com o documento, 35 pessoas morreram em vias urbanas do município, sendo 17 em ‘cena’ e 18 pós.

O documento apresentado mostra que a maioria dos óbitos são de homens com idade entre 21 e 30 anos. Um dado alarmante é que 37% das vítimas fatais foram em decorrência de acidentes com motocicletas – se comparamos com a frota desse tipo de veículo (17% do total), pode-se afirmar que este é tipo de veículo mais perigoso do município. Além das vítimas registradas em vias urbanos, há, ainda, outras sete mortes, considerando os acidentes em rodovias estadual e federal.

“Consolidar estes dados é essencial para que possamos estabelecer critérios para o trabalho. O documento reúne todos os dados oficiais registrados pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), além da Secretaria de Saúde. São informações que a população também deve saber para que possa trabalhar a conscientização e propagar a importância de obedecer às leis de trânsito”, destacou o presidente do Comutran, Jairo Cunha, que também é diretor-presidente da CPTrans.

O anuário destacou em todo o ano passado houve 1.589 vítimas de 1.776 acidentes. A maioria são colisões (36%), abalroamentos (17%) e choques (14%), mas um dado que chama a atenção é o número de vítimas fatais considerando o tipo de acidente: 31% são de colisão e 26% de atropelamento, sendo que a maioria deles foram na Paulo Barbosa, via que, pela primeira vez entrou na lista entre as 10 com mais acidentes.

“Segundo a seguradora responsável pelo DPVAT, são os pedestres a segunda categoria que mais indeniza em todo país. Só no primeiro semestre deste ano foram 170 mil indenizações, sendo 42.650 para pedestres por morte, invalidez permanente e despesas médicas hospitalares. As vítimas também ocupam o segundo lugar nas indenizações pagas por acidentes fatais, um total de 5.506. Além disso, mais de 32 mil pedestres foram indenizados por invalidez permanente”, explica o diretor técnico e operacional da CPTrans, Luciano Moreira.

União e Indústria segue na liderança de via com maior número de acidentes

O anuário traz, também, os dados sobre as vias com maior número de acidentes na cidade: a Estrada União e Indústria lidera, mais uma vez, o ranking entre as 10 mais. A segunda é a Barão do Rio Branco, seguida da General Rondon, Rua Bingen, Coronel Veiga, Washington Luiz, Imperador, Hermogênio Silva, Quissamã e Paulo Barbosa. O total de vítimas nestas 10 vias representou 40% do total de vítimas no município. Essas ruas também representam 20% do total de acidentes com vítimas fatais na cidade.

Analisando por bairros, o Centro é o que mais ocorre acidentes, 35% entre os 10 bairros. Itaipava (14%), Corrêas (10%). Quitandinha (10%), Bingen (7%), Posse (6%), Nogueira (6%), Alto da Serra (5%), Araras (4%) e Retiro (4%). Cerca de 65% dos acidentes de trânsito do município ocorreram nestes 10 bairros, sendo que 62% do total de vítimas de acidentes foram também dentro destes 10 bairros.

Crescimento de acidentes diretamente relacionado ao da frota

A curva ascendente das estatísticas está diretamente relacionada ao aumento no número de veículos da cidade. A frota total registrada em Petrópolis aumentou 82,3% em 15 anos, chegando a 166,9 mil veículos no final do ano passado. A taxa de motorização em Petrópolis chegou a 56 veículos para cada 100 habitantes, número superior à taxa de motorização do país que chegou a 47 veículos para cada 100 habitantes no ano estudado.

Considerando os últimos 15 anos, a frota de transporte individual (carros de passeio e motos) teve seu pico máximo no ano de 2009, representando 85% da frota total. Em 2017 esse percentual caiu para 84%, devido ao crescimento do transporte de carga, que passou de 13,9% em 2009 para 15% em 2017. A frota de motos aumentou 98% em 15 anos, chegando a 28 mil veículos em 2017.

Nesta terça (24.08), Parada Positiva, evento voltado aos motociclistas ocorre no entorno da Praça D. Pedro

A CPTrans apresenta, nesta quarta-feira (25.08) o Anuário Estatístico de Acidentes de Trânsito, que consolida os dados de 2018. O evento ocorre a partir de 14h na Casa da Educação encerrando a programação da Semana Nacional do Trânsito. A íntegra do documento reúne dados coletados de janeiro a dezembro do ano passado do Corpo de Bombeiros, PMERJ e da Secretaria Municipal de Saúde. Antes disso, na terça-feira (24), ocorre o evento Parada Positiva, no entorno da Praça D. Pedro, a partir das 9h. Este ano, o foco das ações da CPTrans foi os motociclistas, maiores vítimas de acidentes registrados ao longo de 2018 em Petrópolis.

O Parada Positiva é uma ação que ocorre em parceria com a Motomundi e Yamaha voltada aos motociclistas. O objetivo é conscientizar a categoria sobre a importância de um trânsito mais seguro. Na ocasião um profissional fará um checklist da moto verificando as condições dos pneus, faróis e freios. Em seguida, seguirão para ação educativa, para demonstrar aos motociclistas os pontos cegos dos motoristas no carro e que podem causar acidentes. Também nesta terça, ocorre panfletagem num processo continuado de conscientização aos cidadãos petropolitanos.

Petrópolis teve, em 2018, 26 mortes – 50% delas de vítimas de acidentes envolvendo motociclistas. De acordo com o documento, 19 delas ocorreram no próprio local do acidente e sete a caminho da unidade de saúde ou durante o tratamento hospitalar. Em território sob jurisdição municipal foram 14 óbitos enquanto em áreas como a BR-040, BR-495, RJ-117, RJ-123, RJ-107 e RJ-134 foram 12 mortes registradas. Na contramão da redução do número de óbitos está o crescente número de vítimas: enquanto em 2017 houve 1.776 acidentes com 1.589 vítimas, no seguinte foram registrados 1.950 acidentes e 1.713 vítimas.

“É um dado que chama a atenção e reflete um problema global, mas ainda assim um dado alarmante que exige uma mudança de comportamento imediata. Embora tenhamos conseguido menos mortes o número de acidentes ainda é grande e considerando a frota que temos na cidade é indispensável que as pessoas tomem cuidado por si e pelo outro. Não há ação da CPTrans ou de qualquer entidade que fará essas estatísticas mudarem se não houver mudança de comportamento imediato”, destaca o diretor técnico e operacional da companhia, Luciano Moreira.

Cadastro no Táxi Net Petrópolis começa neste domingo (22.09)

Usuários e taxistas podem baixar o app gratuitamente em iPhone e Androids

Petrópolis acaba de ganhar um aplicativo exclusivo para que os usuários possam chamar um táxi de qualquer ponto da cidade: o Táxi Net Petrópolis. Disponível para usuários de iPhones e Androids a novidade começa a partir deste domingo (24.09) com o cadastro dos taxistas e também dos usuários. A expectativa é que haja o crescimento gradativo de usuários e que toda a frota de 550 táxis esteja presente para auxiliar o usuário. Pela plataforma, a CPTrans consegue garantir a qualidade no serviço prestado pelos permissionários, além da segurança dos passageiros e dos próprios profissionais.

Para usar é fácil. Basta fazer o download gratuitamente na AppStore ou Google Play, realizar o cadastro com os dados pessoais e com apenas um clique, necessário para inserir a localização do usuário, já é possível solicitar o taxista. Basta esperar alguns segundos até que a solicitação chegue aoprofissional que está mais próximo ao local de origem e que ele aceite a corrida. O cliente, então, recebe informações sobre o condutor, sua localização e o tempo estimado de chegada ao lugar de espera, além de saber qual a previsão de valor que aquela corrida vai custar. O pagamento pode ser feito via cartão de crédito ou no dinheiro.

Após a corrida, o passageiro tem a opção de fazer a avaliação do motorista. Isso nos garante que o petropolitano ou turista que utilize o serviço de táxi dê um feedback e que a gente consiga premiar aquele profissional que tenha se destacado. Isso garante, também, segurança para ambos. Uma vez que a gente consegue saber qual o taxista que está atendendo a uma chamada e também quem foi o cliente que a solicitou. Ou seja, é um serviço que traz comodismo, conforto e segurança a quem utilizar.

O desenvolvimento do aplicativo partiu da iniciativa do taxista Kleber Soares, que desde 2011 atua nas ruas da cidade. A ideia, segundo ele, veio da necessidade de se modernizar, de buscar mecanismo que atendam de maneira mais eficiente ao usuário. De acordo com Kleber, esse tipo de aplicativo existe em quase todas as cidades e, por isso, viu que estava na hora de modernizar o serviço também em Petrópolis.   

 “Essa já é uma realidade que encontramos fora daqui, com diversos aplicativos oferecendo serviço semelhante. Tomei a iniciativa e busquei uma empresa desenvolvedora de software que garantisse a segurança nas transações dos aplicativos no Rio e o aplicativo é hoje uma realidade. Espero que as pessoas o utilizem cada vez mais. A partir de domingo serão abertos os cadastros tanto para usuários quanto aos taxistas e acredito que o crescimento e a aceitação pela população serão cada vez mais maiores”, explica o responsável pelo Táxi Net Petrópolis.

 

Implementação do dispositivo faz parte de uma série de ações da CPTrans para melhorar a mobilidade. 

Os usuários de transporte público terão acesso à localização dos ônibus em tempo real por meio de um aplicativo para smartphone. O software, em fase de desenvolvimento, faz parte de uma série de medidas que estão sendo implementadas pela Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) para melhorar a mobilidade do município. Alem disso, estão sendo realizadas mudanças pontuais e necessárias ao trânsito da cidade, que serão essenciais para dar fluidez do trafego de Petrópolis.

O aplicativo vai usar o GPS instalado nos ônibus para indicar a localização do veículo. Por ele será possível saber exatamente por onde um carro da linha está passando para que o usuário possa programar sua chegada ao ponto. “Isso traz benefícios ao passageiro, que poderá fazer outras coisas ao invés de ficar no ponto esperando a chegada do ônibus. Sem dúvida será um avanço considerável para o usuário, que ganhará mais tempo para executar suas tarefas. Estamos trabalhando no Plano de Mobilidade e levando em conta tudo o que Petrópolis precisa para melhorar nesse sentido”, destaca o diretor-presidente da CPTrans, Maurinho Branco.

Melhorias nos terminais de ônibus também estão programadas para serem realizadas. A principal intervenção dentro desses espaços será nos banheiros dos locais. Eles serão reformados, garantindo maior qualidade aos usuários. Ainda no tema transporte, a CPTrans vai continuar cobrando às empresas de ônibus que garantam um serviço de qualidade, com veículos bem cuidados, garantindo a qualidade na prestação do serviço.

O trânsito, que recebe especial atenção da companhia, vai continuar sofrendo intervenção nos gargalos que hoje são os principais pontos de retenção no município, como aconteceu com o Trevo de Bonsucesso. Hoje, o local apresenta fluidez e a previsão é que outros locais sofram intervenções neste sentido. Além disso, a revitalização da pintura vertical e horizontal vai continuar sendo realizada e a expectativa é que todo o município seja contemplado.

 “Também estamos programando uma série de atividades para o mês de maio, com o Maio Amarelo. Serão palestras, oficinas, ações no trânsito, tudo isso para conscientizar os motoristas sobre a urgência de ser cuidadoso com o trânsito”, explica Maurinho. A abertura da programação, já no primeiro dia do mês, contará com uma corrida no Centro Histórico. Em todos os fins de semana acontecerão ações no município. No entanto, o trabalho de conscientização será permanente, não ficando limitado a apenas um mês.  

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