Encontro realizado neste sábado (11/7), na Unifase, debateu propostas para fortalecer a rede de atenção e ampliar a participação da sociedade na construção das políticas públicas do município
Direitos humanos, redução de danos, cuidado em rede e inclusão social estiveram no centro dos debates da 5ª Conferência Municipal de Políticas sobre Drogas, realizada neste sábado (11), na Unifase. O encontro reuniu representantes do poder público, profissionais da saúde, assistência social, educação, instituições e sociedade civil para discutir propostas que irão contribuir para o fortalecimento das políticas públicas sobre drogas em Petrópolis.
Promovida pela Prefeitura e pelo Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (CMPD), a Conferência teve como tema "Direitos Humanos, Redução de Danos e Intersetorialidade". A programação contou com palestras, grupos de trabalho e plenária para apresentação das propostas.
A superintendente de Atenção Primária, Fabíola Heck, destacou que o enfrentamento às questões relacionadas às drogas passa pela construção coletiva das políticas públicas. "Quando reunimos diferentes setores para discutir esse tema, ampliamos a capacidade de compreender as necessidades da população e de construir respostas de forma integrada", afirmou.
As discussões foram organizadas em torno dos eixos Direitos Humanos, Cidadania e Políticas Públicas; Cuidado, Rede e Prática de Redução de Danos; e Território, Vulnerabilidade e Inclusão Social, que nortearam os debates nos grupos de trabalho e a elaboração das propostas.
Para a presidente do CMPD, Viviane Martins, a Conferência reafirma o papel do Conselho como espaço de diálogo entre poder público e sociedade civil, permitindo que diferentes experiências contribuam para o aprimoramento das políticas voltadas ao tema.
Uma das palestrantes do encontro, Victoria Gutierrez, ressaltou que discutir políticas sobre drogas exige uma atuação articulada entre diferentes áreas. "Quando saúde, assistência social, educação e demais setores trabalham de forma integrada, é possível construir estratégias mais efetivas para o cuidado e para a garantia de direitos", disse.