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PMP já pagou R$ 471 mil à CEF para abater dívidas de R$ 2,2 milhões com consignados.

Um acordo entre a Prefeitura e a Caixa Econômica Federal garantiu que não sejam negativados os nomes de servidores que receberam cartas de cobranças por conta de atraso em parcelas de empréstimos consignados não repassados à Caixa pelo município no ano passado e que totalizam R$ 2,2 milhões. O acordo permitirá ainda que servidores contratem novos empréstimos consignados junto à CEF, obedecendo aos parâmetros normalmente estabelecidos pela instituição bancária, que prevê entre outras coisas, limite de crédito compatível à renda do servidor.

“Todas as medidas estão sendo adotadas para que os servidores não sejam prejudicados por esse atraso absurdo nos repasses dos valores, que foram descontados nos contra-cheques e não repassados às instituições bancárias. A prefeitura vem quitando os débitos não só junto à Caixa, mas também junto ao Banco do Brasil”, afirma o prefeito Bernardo Rossi.

Em pouco mais de 20 dias de governo, o município já quitou R$ 722 mil em consignados atrasados, dos quais R$ 471 mil junto à Caixa Econômica e R$ 251 mil com o Banco do Brasil.

“As pessoas que receberam cartas devem desconsiderar a cobrança e se tranquilizarem que estão quites com suas prestações”, avisa o gerente geral da Caixa, Pedro Mattoso, destacando que os nomes dos servidores não chegaram a ser negativados.

Levantamento feito pela Secretaria de Fazenda nas primeiras semanas de governo identificou a existência de R$ 3,8 milhões em débitos referentes a consignados, dos quais R$ 2,2 milhões junto à Caixa e R$ 1,6 milhão junto ao Banco do Brasil. Os valores das parcelas de consignados foram descontados nos salários dos servidores e não repassados às duas instituições bancárias em 2016.

Administração está sob decreto de calamidade pública, assumiu com caixas zerados, contas arrestadas e dívidas da administração anterior de R$ 130 milhões.

Com uma dívida acumulada em R$ 565 milhões, sendo R$ 130 milhões somente referentes ao ano passado, a prefeitura precisou suspender temporariamente o reajuste de 6,20% nos salários dos servidores, que foi parcelado em 2016 e deixado para janeiro deste ano sem a devida previsão orçamentária.

O Projeto de Lei que revogou reajuste foi votado na Câmara de Vereadores na terça-feira (24.01) e aprovado por unanimidade pelos 15 parlamentares que entenderam a necessidade da aprovação diante do quadro de caos financeiro verificado nas contas do município. Por mês, a despesa com a folha de pagamento dos servidores públicos consome R$ 35 milhões do orçamento. O reajuste significaria um aumento mensal de R$ 2,1 milhões e representa um impacto anual de R$ 26 milhões nas contas.

“A nova gestão está pagando as contas da administração anterior. Há dívidas do aluguel social, Cartão Imperial, Hospital Santa Teresa, consignados dos próprios servidores, Cartão Sisep e dezenas de pagamentos não honrados. Estamos tendo de suprir mais de R$ 17 milhões arrestados de contas da prefeitura pela justiça para pagar o salário de dezembro. O prefeito anterior deveria ter pago o reajuste em julho, mas adiou para este ano já sabendo que deixaria um rombo no caixa e seria impossível cumprir o que ele prometeu aos servidores”, afirma o prefeito Bernardo Rossi.

A meta do governo, que mantém diálogo com os sindicatos que representam os servidores, é reordenar gastos e quitar o reajuste. Desde a primeira semana de governo, as entidades representativas do funcionalismo têm participado dessa discussão. “A suspensão é temporária, frisamos isso com a categoria. E os compromissos desta gestão serão cumpridos com responsabilidade”, acrescenta Bernardo Rossi.

“A suspensão temporária foi tomada para que seja possível mantermos os salários dos servidores em dia, o que seria inviável com o reajuste neste momento”, explica o secretário de Administração e Recursos Humanos, Marcus Von Seehausen.

Para sanar as dívidas e organizar as contas, a prefeitura reduziu em 45% o aluguel de 23 imóveis, está cortando em 30% os cargos comissionados, eliminou telefones celulares e reduziu 40% de combustível usado pela frota.  A administração, que teve decreto de calamidade pública baixado no primeiro dia da nova gestão, está sob plano de contingenciamento de gastos.

Nova gestão assume com R$ 130 milhões de dívidas de 2016

Levantamento feito pela Secretaria de Fazenda mostra que somente na área de Saúde o município deve hoje R$ 48 milhões, sendo R$ 15 milhões referentes a atendimentos feitos pelo Hospital Santa Teresa – unidade responsável pelos atendimentos de urgência e emergência na cidade.

Pendências nos repasses de Pasep, INSS sobre notas fiscais de serviços e Seguro de Acidente de Trabalho, totalizam R$ 22,6 milhões, além de parcelas de empréstimos consignados recolhidos nos contra-cheques de funcionários e não repassados ao Banco do Brasil e à Caixa  Econômica, que totalizam R$ 3,8 milhões.

A Secretaria também identificou débitos junto ao Sindicato dos Servidores Públicos, que chegam a R$ 1,3 milhão referentes ao Cartão de Compras Sisep que, da mesma forma, foram descontados dos salários dos servidores e não repassados à época.

A Secretaria de Fazenda trabalha ainda para sanar uma dívida de R$ 16 milhões arrestados pela Justiça das contas do município para pagamento de salários em dezembro. Os valores foram retirados de contas do PAC das Encostas e da Merenda Escolar e que precisam ser repostos.

“Financeiramente, o cenário que encontramos é muito ruim. Todos os esforços estão sendo feitos para aumentarmos a arrecadação e revertermos esta situação”, afirma o secretário de Fazenda, Heitor Luiz Maciel Pereira, lembrando que as dívidas colocaram o município no Cadastro Único de Convênios (CAUC), o que dificulta a chegada de recursos federais e estaduais.

Reajuste foi adiado de julho do ano passado para janeiro de 2017

O parcelamento de 8,52% de reajuste aos servidores foi definido em maio do ano passado e deveria ter sido concedido em julho - data base da categoria, mas naquela ocasião os servidores receberam apenas 2,34 % - a maior parte do percentual foi deixada para janeiro deste ano.

O quadro crítico das contas foi levado em várias reuniões pelos representantes da prefeitura aos Sindicatos dos Profissionais de Educação (SEPE), ao Sindicato dos Servidores Públicos (Sisep), ao Sindicato dos Fiscais, ao Sindicato dos profissionais de Saúde e à União dos Aposentados de Petrópolis.

“As negociações continuam abertas, calcadas em uma política de transparência e respeito. Neste sentido, foi apresentada aos Sindicatos a situação das contas, que deixaram claro, que apesar de todos os esforços para reduzirmos gastos e arrecadarmos recursos, neste momento, para garantirmos o pagamento da folha em dia, não podemos arcar com este reajuste, que deveria ter sido concedido no ano passado e foi jogado para este ano”, pontua Marcus Von Seehausen.

Mais de mil refeições foram servidas no evento.

O cardápio desta quarta-feira (25) no Restaurante Popular ganhou um toque 'gourmet' com temperos especiais na refeição assinada pelos chefs Rodrigo Trindade, Antonio Lo Presti e Christian Cox. A proposta foi mostrar que mesmo as comidas mais simples podem ganhar novos sabores com pequenos toques. A ação foi aprovada pelos clientes do local e, também por funcionários do restaurante. Durante o evento, mais de 1000 refeições foram servidas com um público recorde. A iniciativa faz parte da programação da XVI edição do 'Petrópolis Goumet' e vem ao encontro das ações de melhorias contínuas aos serviços e projetos oferecidos pela Secretaria de Assistência Social.

“Foi uma imensa alegria ver a quantidade de pessoas assistidas hoje e o público que vem almoçar aqui todos os dias. Essa assiduidade é o resultado de todos os nossos esforços para melhorar a cada dia a qualidade da refeição oferecida”, frisou Denise Quintella, titular da pasta.

Além do tradicional arroz e feijão, o frango foi servido em filé temperado com molho de cerveja. Já a salada de alface e tomate virou um mix de legumes ralados com tempero especial. Um suco natural foi harmonizado com a refeição, que teve, ainda, de sobremesa, duas opções de frutas. Tudo isso a R$ 1. De acordo com o chef Rodrigo Trindade, a proposta dessa ação foi oferecer ao público uma refeição saborosa com ingredientes que se tem em casa.

“Mostramos como poucos toques foram o suficiente para dar novos sabores e temperos ao que eles já estão acostumados a comer. Temperos com ervas, cerveja, coisas simples podem deixar a comida ainda mais saborosa. Não posso negar a minha alegria e emoção em participar deste evento, muitas pessoas saíram daqui muito satisfeitas com a comida”, afirmou.

O sabor diferenciado foi reconhecido por muitos clientes, como o casal de aposentados Maria do Carmo Barbosa, 75 anos, e Felipe Barbosa de 73, moradores do Bingen que vieram prestigiar o evento com os amigos.

“Nós almoçamos aqui quase que todos os dias, a comida está excelente e a de hoje não poderíamos perder por ser especial”, disse Maria do Carmo.

“Trouxemos até umas amigas para elas almoçarem conosco. Está tudo aprovado”, completou Felipe.

Descarte de entulho vai ser fiscalizado e punido com multas.

A empresa de lixo contratada de em caráter emergencial – Força Ambiental – irá auxiliar a Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep) no recolhimento do entulho na cidade. O serviço terá reforço em diversos bairros, principalmente nos de maior densidade populacional. Também serão aplicadas multas a quem promover o descarte irregular nas vias, que varia de R$ 200 a R$ 800 por infração, considerada grave pelo Código de Posturas. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 2292-9500.

Outra ação para eliminar o material das ruas é a reativação do serviço Disque-Entulho. O serviço foi abandonado pela gestão anterior em agosto de 2013, com a prerrogativa de ser dispendioso para os cofres públicos. Com a nova administração, o sistema voltará a atender à população. A estrutura interna para recebimento das demandas e externa, com o serviço de recolhimento e destinação propriamente, está em fase final de formatação.

Com o retorno do serviço, a prefeitura intensificará a fiscalização e pode aumentar, com projeto de lei, os valores das multas. Mesmo com força-tarefa nas últimas semanas para limpar a cidade depois de a empresa Locar ter rescindido o contrato unilateralmente, o despejo de entulho foi verificado em locais que acabaram de ser limpos. Descarte de móveis, eletrodomésticos e restos de obras em meio ao lixo orgânico impede que caminhões compactadores possam recolher os detritos que não pode ser processados nos veículos.

A fiscalização vai estar nas ruas para punir o descarte irregular. “Vamos oferecer novamente o Disque-entulho que sempre funcionou de forma satisfatória. A conscientização da população também deve ser pontuada, para que o descarte irregular não prejudique as pessoas. O recolhimento vai ser feito em datas pré-agendadas e obedecendo a uma fila de chegada de pedidos”, disse Wagner Silva, diretor-presidente da Comdep.

Mutirões de recolhimento de diversos tipos de material estão sendo praticados. A Comdep utiliza sete caminhões e duas retroescavadeiras, que promoveram a retirada de 6.464 mil toneladas de entulho das vias. Apesar dos esforços, em muitos bairros o que se constata é o despejo irregular recorrente feito por moradores e empresas que, após a limpeza dos locais, voltam a colocar todo o tipo material ao lado das caçambas, como geladeiras, fogões, televisões, além de móveis como sofás, camas, colchões e armários.

“O entulho gerado precisa ser descartado de forma consciente, para podermos ter uma cidade mais limpa”, ressalta Wagner Silva.

Caminhão despejou lixo de madrugada na porta do Cemitério

No bairro Valparaíso, na entrada superior do Cemitério Municipal, um veículo utilitário não identificado, despejou detritos de obras na madrugada desta quarta-feira (25.01). O veículo foi flagrado pelo funcionário de uma funerária que fica no local, mas ele não conseguiu identificar o carro. A mesma situação ocorre em vários pontos da cidade.

“Ontem foi tudo limpo. Mas, mal o caminhão da Comdep sai, já aparece essas kombis e enchem isso tudo de entulho. É direto e reto isso. Incomoda a gente, porque é poeira que sobe, colocam fogo. Dá até para ver que tem uma placa queimada. Isso é todo dia, eles costumam vir de madrugada ou bem cedo”, diz o agente funerário Luís Carlos de Oliveira.

Um pouco mais acima, na entrada da Comunidade Oswaldo Cruz, mais despejo de entulho. Estes, domésticos: restos de armário e outros móveis colocados ao lado de lixeiras.

Setor de matrícula da Secretaria de Educação funciona durante todo ano realizando matrículas e transferências.

A rede municipal de ensino de Petrópolis conta atualmente com 42. 161 alunos matriculados. O número corresponde ao somatório das crianças que estão sendo atendidas nos Centros de Educação Infantil (CEI) e nas escolas, inclusive nas conveniadas. O secretário de Educação, Anderson Juliano, esclarece que o setor de matrículas funciona durante todo o ano, de segunda a sexta-feira. O início do ano letivo está marcado para o dia 1º de fevereiro e até lá a expectativa é de matricular mais alunos.

“Os funcionários estão sempre à disposição dos pais e responsáveis. Os pedidos de transferência também são feitos nesse setor. Os pais que estiverem com dúvidas podem entrar em contato com o setor de matrículas que eles têm todas as informações referentes às vagas em cada unidade de ensino”, disse Anderson Juliano.

O setor de matrículas da secretaria de Educação funciona durante a semana das 8 às 18h30. Os telefones são: 2246-8683 e 2246-8685. A secretaria de Educação fica na Rua da Imperatriz, nº 193. Os documentos que devem ser apresentados para se fazer o cadastro para os Centros de Educação Infantil são: certidão de nascimento, carteira de identidade do responsável e comprovante de residência, todos originais. Para a matricula nas escolas que atendem ensino fundamental é necessário apresentar a carteira de identidade do responsável, certidão de nascimento do aluno e declaração de escolaridade de 2016.

“Vale destacar que existem vagas no ensino fundamental para serem preenchidas em várias escolas. A intenção é a de matricular o aluno sempre perto da sua residência. No Caso dos CEIs, temos 63 unidades funcionando na rede e a demanda de crianças cadastradas que estão aguardando vagas é de aproximadamente 2.750”, explicou Anderson Juliano.

 

Medidas que devem ser tomadas em casos de emergências foram discutidas.

Os agentes da Secretaria de Defesa Civil participaram de um grande simulado de desastres naturais na manhã desta quarta-feira (25.01) na Sala de Cooperação da Defesa Civil. Quais medidas devem ser tomadas em caso de chuvas fortes nas madrugadas, feriados e fins de semana e o que fazer em uma situação de emergência foram debatidas entre a equipe e, na sequência, colocadas em prática. O teste foi uma determinação do secretário Paulo Renato Vaz, que aprovou o resultado final.

"A Defesa Civil precisa atuar de forma preventiva. Sempre que acontece um treinamento ou um simulado, a equipe responde de maneira mais rápida e eficaz, porque cada agente aprende e entende como agir em caso de alguma emergência. Esse tipo de trabalho é bastante proveitoso", disse o secretário de Defesa Civil, Paulo Renato Vaz. "O mês de janeiro é o mais chuvoso. Apesar de não ter acontecido nenhuma chuva mais forte, temos que estar prontos para atuar", afirmou.

O simulado começava com uma ligação para o número 199 com uma ocorrência de grande porte. A partir do telefonema, os agentes precisavam apresentar a melhor solução no menor tempo possível. Orientados pelo diretor de Prevenção e Capacitação, Coronel Gileno Alves,  a equipe colocou em prática os procedimentos.

"É lógico que é um treinamento simulado e não existe a adrenalina e o nervosismo. Mas é importante que cada um saiba sua atribuição, como agir e reagir. Nossa equipe está pronta para enfrentar o verão", destacou o secretário.

Prefeito comemorou a retomada das obras do Minha Casa Minha Vida após articulação dele com a Caixa e governo federal

O prefeito Bernardo Rossi vistoriou na manhã desta quarta-feira (25.01) a construção de 760 moradias do programa Minha Casa Minha Vida, faixa I, no Vicenzo Rivetti, Carangola, retomadas em dezembro, depois de terem ficado paradas por dois anos. Durante todo ano passado, como secretário de Estado de Habitação e depois, como deputado estadual, ele se reuniu com a superintendência regional da Caixa Econômica Federal (CEF) para a retomada das obras, que ficaram mais de dois anos paradas. Em novembro, já eleito, o prefeito voltou a se reunir com o banco que libera os recursos do programa habitacional e as obras voltaram no mês seguinte.

A articulação de Bernardo Rossi teve peso decisivo para homologação por parte da CEF da empresa AB Construtora, substituta da antiga empreiteira, que abandonou a obra. Agora, a construção das unidades segue em ritmo normal.

“Temos de recuperar o tempo perdido. São dois anos com obras paralisadas e faltou disposição da antiga administração de deixar questões partidárias de lado para unir forças em prol de uma política habitacional”, afirma Bernardo, contando que em novembro, como prefeito eleito, com reuniões na Caixa e no Ministério das Cidades, foi possível os órgãos terem a segurança necessária para a retomada do projeto. “Essa é uma vitória e agora vamos avançar mais na construção de casas”, destacou o prefeito.

Essas unidades vão beneficiar pessoas que foram atingidas pela chuva de 2011. O objetivo de Bernardo Rossi é encontrar outros locais que possam servir para a construção de mais moradias.

“O foco agora é buscar mais terrenos que possamos oferecer ao governo federal para construção de mais moradias pela Minha Casa Minha Vida”, comentou Bernardo Rossi. O prefeito esteve acompanhado do vice-prefeito, Baninho, do secretário de Obras, Ronaldo Medeiros, e do gerente da Caixa em Petrópolis, Pedro Mattoso.

Informação é essencial para a criação de projetos de segurança de trânsito.

Os dados de acidentes de trânsito, que só no Hospital Santa Teresa somam 501 nos últimos seis meses estão sendo reorganizados e, pela primeira vez, será feito o cruzamento de informações dos Bombeiros, Boletim de Registro de Acidente de Trânsito (BRAT) e da Secretaria de Saúde. Estatísticas de estrema importância para a realização do planejamento estratégico do trânsito e do transporte estavam sendo negligenciadas pela antiga gestão da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) desde agosto.

As análises da Companhia não levavam em conta os dados da Secretaria de Saúde e, por conta disso, os números de acidentes fatais, por exemplos, não considerava a vítima que foi levada pelo Corpo de Bombeiros para o hospital e faleceu na unidade de saúde. Com o modelo de análise adotado pela atual administração, os números irão se aproximar mais da realidade do município.

“Nossa intenção é ter esses dados consolidados e conseguir trabalhar com o real cenário de acidentes. Nossas equipes estão consolidando esses números e, com isso, conseguiremos elaborar projetos mais eficazes para o trânsito e o transporte de Petrópolis”, explicou o diretor técnico operacional da CPTrans, Luciano Moreira.

“Esses dados são importantes para situações de planejamento, coleta de dados, organização de informações, análise de informações coletadas e interpretação. É inadmissível que se deixe esses dados de lado. Sem isso fica difícil fazer um planejamento de trabalho adequado. É mais um problema que encontramos na Companhia e que estamos trabalhando para resolver”, destacou o diretor-presidente da Companhia, Maurinho Branco.

Serviço está sendo finalizado e é mais uma parte das melhorias que o espaço de Itaipava recebe do governo Bernardo Rossi.

O governo Bernardo Rossi segue cuidando de um dos principais patrimônios da cidade, o Parque Municipal de Itaipava, que foi abandonado pela última gestão. A dragagem do lago está em fase final e, agora, será concluída de forma manual. A administração vai contar com o apoio dos Bombeiros nesta última etapa. Este é mais um dos vários serviços que foram postos em dia pelo prefeito, incluindo a capina, limpeza, melhorias da pista entre outros.

A dragagem foi realizada desde semana passada. A Secretaria de Obras cedeu caminhões e retroescavadeira e a Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep) fez a limpeza do lago. Esta terça-feira (24.01) foi o último dia de atuação das máquinas, que ainda fizeram a limpeza do Rio Piabanha atrás do Arcádia, também em Itaipava.

Agora, os Bombeiros devem ceder um barco para que os funcionários da Comdep possam fazer o corte de mato onde a retroescavadeira não chega. Este é mais um passo na recuperação de um espaço que foi deixado de lado de lado pelo último governo.

“O que a gente viu quando chegou aqui era um descaso completo com a população: mato alto, sujeira. Eu nunca vi nada igual. Era um absurdo ter deixado o parque do jeito que estava. Agora nós demos uma boa organizada em tudo”, comenta o gerente do Parque Municipal, Roberto Raesk Martins.

Em menos de um mês, o governo já providenciou capina e limpeza, retirada das ervas de passarinho das árvores, conserto dos brinquedos e reforma da cerca do parquinho, reparo dos equipamentos da academia da terceira idade e pintura da fachada.

“Encontramos o parque em estado de abandono, causando insegurança e inclusive em uma situação de risco, pois estava com empoçamento de água, o lago imundo e com possíveis focos de mosquito da dengue.

O trabalho de revitalização foi iniciado assim que assumimos a Fundação e daremos especial atenção ao parque na manutenção do espaço, que é um trabalho de multi-secretarias e será contínuo, mas além da conservação, na regulamentação do uso do parque, que tem que estar sempre aberto para melhor atender ao petropolitano”, destaca o presidente da Fundação de Cultura, Leonardo Randolfo.

CEI Dona Esmeralda Caboclo, no Meio da Serra, não possui encanamento de água e sistema de tratamento de esgoto.

Cinco Centros de Educação Infantil (CEIs) que foram inaugurados pela gestão passada em 2016 apresentam obras não terminadas, além de problemas como infiltração, paredes mofadas, falta de toldos e telas de proteção. Os problemas foram documentados por vistoria feita na segunda-feira (23.01) pelo secretário de Educação, Anderson Juliano e por integrantes do (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE), Conselho Municipal de Educação (COMED) e Conselho de Alimentação Escolar (CAE). O pior caso foi constatado no CEI Dona Esmeralda Cabocla, no Meio da Serra. No lugar a inspeção não encontrou encanamento de água e a rede de esgoto foi canalizada para ser despejada diretamente no leito de um riacho.

“Estarrecedora a situação de espaços que deveriam abrigar crianças em seu primeiro contato com a Educação. Ambiente insalubres e inseguros para elas e um desrespeito aos profissionais. Hoje, a fila de espera por vagas em creche já alcança 2.700 crianças. Falta de responsabilidade submeter bebês e crianças pequenas a ambientes como estes”, afirma Anderson Juliano.

O CEI Dona Esmeralda Caboclo foi inaugurado no dia 29 de dezembro de 2016. Na ocasião, para a festa de inauguração, um caminhão pipa abasteceu a caixa d’água da unidade. Desde então, essa é a única fonte de água localizada no CEI. A casa destinada para a unidade não foi adaptada corretamente para abrigar crianças de até três anos, como foi informado pela gestão anterior. O lugar possui apenas duas salas. Além disso, as paredes de madeira apresentam fendas, há goteiras no telhado, sinais de cupins foram encontrados nos cômodos, o refeitório possui ventilação ineficiente, tendo, inclusive, no mesmo espaço, acesso para um banheiro.

O telhado já apresenta desníveis. O banheiro destinado às crianças não possui box e há apenas um sanitário. No lado de fora a realidade é ainda pior: há uma pequena varanda sem telas de proteção, o piso está completamente irregular, não há telas e cercas para a proteção das crianças e na parte de trás da casa, existe um abismo: na parte de baixo passa um riacho e ao lado encontra-se um imóvel residencial. Não foi construído um solário, lugar destinado ao banho de sol das crianças e também não foram colocados brinquedos.

“Esse local não possui as mínimas condições de abrigar uma unidade escolar. Como gestor, não posso permitir a abertura de um CEI que não possui encanamento e tratamento de água, onde o esgoto é despejado in natura. Além disso, não há telas de proteção, área de recreação, não colocaram nem um fogão na cozinha. O refeitório é muito pequeno e tem apenas um basculante para a circulação do ar. O local destinado à dispensa não possui prateleiras para armazenar os alimentos, onde eles seriam depositados? No chão? É um absurdo completo. A quantidade de banheiros não é adequada também”, disse Anderson Juliano.

Segundo a verificação feita pela secretaria, a antiga gestão disse aos moradores da comunidade que o lugar abrigaria 30 crianças.

“A casa não tem a mínima condição de funcionar como escola. Essas crianças terão que ser atendidas em outras unidades. A secretaria de Educação vai providenciar o encaminhamento”, explicou Anderson Juliano.

Integrante do SEPE, Rose Silveira disse que o sindicato vai denunciar a situação do CEI ao Ministério Público.

“Nunca observamos uma situação como essa. É inacreditável. A caixa d’água foi colocada no forro do telhado, que é de madeira, o telhado já está arriado, não tem espaço nas salas para as crianças dormirem, não há móveis e nem fogão. A unidade foi inaugurada com material emprestado de outra escola. Um Centro de Educação Infantil tem que ter muro, proteção, área de lazer para as crianças. Diante desse caos e desrespeito com a população, o SEPE vai pedir a revogação do decreto de criação desse CEI”, afirmou Rose.

Falta de segurança e infiltrações

Todos os contratos feitos com as empresas responsáveis pelas obras feitas nos CEIs que foram inaugurados no ano passado serão revistos. Há indícios que algumas obras tenham sido entregues sem os acabamentos previstos. O CEI Lota de Macedo Soares, foi inaugurado no dia 28 de outubro. No imóvel, que é alugado, o aterramento mal feito na piscina já apresenta sérios desníveis, o que compromete a segurança das crianças e impede o aproveitamento total do terreno. O lugar está precisando de capina e as árvores precisam de poda urgente. Faltam telas nas janelas e portões de segurança nas escadas. Além disso, não foi construído um solário com piso adequado.

Localizado em Corrêas, o CEI Irineu Marinho foi inaugurado em junho de 2016. A inspeção da Secretaria constatou que falta corrimão na escada que dá acesso ao segundo andar, faltam toldos no pátio, onde as crianças brincam, além de vidros na porta do refeitório. Em Araras, o CEI Denise Bessa também foi inaugurado em junho de 2016. Na unidade faltam telas de proteção na escada e capina.

Já o CEI José Gonçalves da Motta, localizado na Posse, que também foi inaugurado em junho do ano passado, o forro está despencando no corredor, já que a unidade passou por reforma, mas o telhado não foi modificado. Há mofo ocasionado pelas infiltrações na maioria das salas e no berçário, o problema é mais preocupante: por causa do caimento feito no solário, quando chove, a água entra no berçário, alagando a sala onde ficam os berços dos bebês. Além disso, o local é muito abafado e os ventiladores prometidos não foram colocados nas salas. Faltam vidros nas janelas e não telas de proteção na despensa. O escovódromo não foi instalado.

“Estamos verificando de que forma o dinheiro público foi empregado nessas obras. Os responsáveis terão que responder por cada problema. O que não podemos permitir é que a comunidade e principalmente, as crianças, sejam lesadas por isso”, apontou o secretário de Educação.